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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antônio Carlos da Fonseca Barbosa.

José Rodrigues – Unidade Punho Forte

José Rodrigues Unidade Punho Forte
José Rodrigues Unidade Punho Forte

O cantor, compositor maranhense José Rodrigues, um rastaman que toca Violão, Bongô, Bateria e um dos fundadores em Niterói – RJ em 1997 da “Unidade Punho Forte” junto com Rodrigo Wermelinger (percussão), Felipe Teixeira (teclado), professor Ulbaldino (teclado), Leonardo Belga (Baixo e voz), Josael Guimarães (guitarra solo e voz), Paulo Junior (guitarra base e voz), Rubledo Dissucine (guitarra base), Ras Romeu (o conselheiro Rastafári da banda) e Valdir Filho “Dico” (bateria). A banda tem como proposta fazer músicas de conscientização, utilizando o Reggae nas suas mais autênticas raízes. Hoje só José que continua.

Niterói – RJ tem tudo que uma cidade pode oferecer para se fazer reggae: natureza bela a ser usufruída e preservada, e problemas sociais que merecem ser contestados e destruídos. Mas precisava que acontecesse algo para que ela fosse citada no ranking nacional como um lugar que proclama o gênero de Bob Marley. E o destino mandou José Rodrigues de São Luís do Maranhão, capital brasileira do estilo jamaicano. Isso tanto na banda Unidade Punho Forte quanto na missão pessoal que batizou de Cultural Quebra Trancas. José trouxe consigo toda bagagem do folclore e de sons do norte/nordeste, mas dentre eles, um que era comum ouvir desde criança nas rádios do Maranhão: o reggae, “aquele que tem a batida do coração, o nayambing”, explica o artista. Niterói o reconheceu musicalmente, abrindo-lhe as portas para o trabalho. Ele também é artesão; desenvolveu esse dom com seu avô, nascido em Gana, é comum vê-lo vendendo seu material.

José Rodrigues é um profundo conhecedor dos ritmos e das riquezas culturais do de São Luís e do Maranhão. Ainda com a primeira formação da Unidade Punho Forte, lançou os álbuns “PARA DEUS E OS HUMANOS” em 2000 que foi gravado em Itaipu, bairro de Niterói – RJ no estúdio do grande músico e saudoso baixista Artur Maia. E o segundo álbum: “O REGGAE PELO BRASIL” em 2005, com músicas gravadas no estúdio e ao vivo, em shows que foram feitos no bairro Jacaraípe, em Serra no Espirito Santo. Antes participaram com duas músicas em um CD – Coletânea com várias Bandas, que foi gravado e lançado no espaço Cantareira, em Niterói – RJ. Após mudanças na formação da Unidade Punho Forte foi lançado em São Paulo um álbum com músicas compostas por José Rodrigues. Em 2012/2013 foi gravado o álbum “A VIDA É ASSIM”, com músicas de José Rodrigues e produção de Pedro Pedrada e na Bateria: Maurício Bongo e Galdino. Na guitarra: Josael Guimarães. Na guitarra solo: Marcelo Alves Lima. No Berimbau: Daniel Profeta. No Contrabaixo: Pedro Pedrada. Nos Teclados: Thiago.

Depois de alguns videoclipes lançados em 2021 o álbum “AGORA BEM+QUE ANTES” com participações e músicas gravadas em Porto Alegre – RS e participação confirmada da banda gaúcha Butiadub em duas músicas e de Hélio Bentes.

Segue abaixo entrevista exclusiva com José Rodrigues | Unidade Punho Forte para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 18.01.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Sou libriano nascido no dia 17.10.1962. no bairro Macaúba – São Luís – Maranhão.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: O meu primeiro contato com a música, foi em casa. O meu pai Bonifácio Rodrigues, era compositor, interprete de músicas e toadas de Bumba Meu Boi e Tambor de Crioula. E minha mãe Honorata Rodrigues, gostava de cantar e tinha bom timbre de voz. Vem daí a minha ligação com a música e a Cultura Popular do meu Maranhão. E depois a minha dedicação e envolvimento com a música Reggae, quando um amigo do meu pai, o senhor Armando, que era marinheiro, viajante e comprou um disco do Rei Bob Marley em Londres – Inglaterra e em 1974 deu de presente para o meu pai. Eu tinha 12 anos de idade e ao ouvir e sentir aquelas músicas foi amor à primeira vista e ouvidos.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Na música sou autodidata nato.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: As minhas influências musicais vêm do meu pai Bonifácio Rodrigues, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marinho da Vila, Alcione, Elsa Soares e os grandes nomes da música reggae.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira profissional?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: A minha carreira musical começou em 1997 em Niterói – RJ, aonde nasceu e cresceu o trabalho da “UNIDADE PUNHO FORTE”.

06) RM: Quantos CDs lançados?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: O primeiro CD – “Para Deus e os humanos” (2000). O segundo CD – “Reggae pelo Brasil” (2005). O terceiro CD – “Coletânea”. O CD – “A vida é assim” (2012/2013). O quinto CD – “Agora bem + que antes” (2021). O sexto já sendo gravado em 2021.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Modéstia a parte, defino como um bom trabalho. Faço reggae raiz, músicas com mensagens que contribuem com o nosso crescimento e evolução como seres humanos. A música reggae clama por direitos iguais, respeito e amor e contra a desigualdade, o fascismo, racismo e qualquer outro tipo de brutalidade mental. Esses tipos de sentimentos que vem e vai a música reggae que Eu e Eu componho e canto.

08) RM: Você estudou técnica vocal? Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: É necessário cuidar do corpo por completo. A música é um trabalho sério, exige ensaio e boa vontade. Quando eu saio para ir tocar, nunca vou pensando que vou fazer um show, vou sempre acreditando que vou trabalhar. Eu e banda desempenhamos um bom trabalho no palco. Um bom show para quem estiver assistindo, assistindo ao nosso trabalho.

09) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: São muitos e muitas. Admiro os que cantam de VERDADE: Elsa Soares, Leny Andrade, Alcione, Sandy, Ângela Rô Rô, Iza, Gal Costa, Zizi Possi, Paulinho da Viola, Cazuza, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Tim Maia, Emilio Santiago, Ed Motta, Roberto Carlos, Neguinho da Beija – Flor, Chitãozinho e Xororó, José Rodrigues.

10) RM: Como é o seu processo de compor? Quais são seus principais parceiros de composição?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Quanto as parcerias musicais. Tenho composições com os músicos que juntos comigo fundaram a Unidade Punho Forte: Paulo Jr., Leonardo Belga. Tenho também parceria com: Hélio Bentes, Pedro Pedrada (da Ponto de Equilíbrio). Mas no total a grande maioria das minhas músicas são assinadas por Eu e Eu. Sou muito grato a Deus, pela gratuita e benéfica inspiração!

11) RM: Quem já gravou as suas músicas?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Uma infinidade de bandas de reggae toca minhas músicas. Mas quem gravou uma das minhas músicas, “Reggae e Flores para vocês mulheres” foi Paulo Da Ghama (ex Cidade Negra).

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: São vários os obstáculos a serem vencidos. Existe um conceito e um modelo de música estabelecido pela grande mídia e o que ela chama de BOA MUSICA, eu enxergo como LIXO CULTURAL. Essa música descartável com a mesma rapidez que surge, some. Sigo firme e forte sem fazer parte da grande mídia. Mas graças a Deus e a qualidade do meu trabalho musical, por qualquer palco do Brasil estavam e haverá de estarem pessoas para ver, ouvir e sentir a música Reggae. Apesar dos obstáculos seguimos tocando Reggae. Jah seja louvado!

13) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco? Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Tenho parceria com o canal Sound System Brazil, por onde são lançadas as minhas músicas, CDs e minhas músicas estão também nas plataformas digitais e no meu canal no YouTube.

14) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Busco me envolver só e unicamente com o que pode me mostrar resultados beneficamente positivos na internet.

15) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Tudo que vem para contribuir para criatividade musical é bem-vindo, basta que nós usuários saibamos fazer bom uso das ferramentas.

16) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Trabalho com a música reggae respeitando o que essa música exige de respeito. Respeito a mim mesmo, ao público, aos músicos, aos produtores, aos DJs que tocam as minhas músicas e a música Reggae em Geral. Sou grato aos que merecem gratidão.

17) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Vejo que muito pouco mudou, as Rádios continuam tocando as músicas de quem paga para tocar (o jabá) ou das gravadoras, tendo a música qualidade, conteúdo ou não. Mas, temos outros veículos de comunicação que muito contribuem com a divulgação dos trabalhos musicais de artistas independentes. A internet e redes sociais e as Plataformas Digitais, Canais no youtube etc, são de fundamental importância os artistas Independentes. Damos Graças!

18) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Tudo citado na pergunta sempre acontece. Mas tocar sem receber, isso nunca me aconteceu! Quem fecha contrato de show sou eu. O que de mais inusitado aconteceu é que fomos tocar na Fundição Progresso na Lapa no Rio de Janeiro. Um show com Unidade Punho Forte e a banda jamaicana The Congos. Eu estava no camarim e de repente a porta abre e para a minha surpresa era o grande compositor, cantor Seu Jorge e me falou que curtia o nosso trabalho musical. Foi Beneficamente Vibrante e eu também sou muito fã dele.

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: O meu trabalho com a música não me deixa nem me faz triste, sou feliz com a Música. Mas, a bem da verdade, existem algumas situações que não me agradam, por exemplo: quando vejo musico tocando bêbado, perguntando no palco quais são os acordes ou a tonalidade da música. É muito chato e evidente que para a realização de shows é necessário ensaios. No palco, o público e a música merecem RESPEITO.

20) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Sim, acredito! Inclusive, já aconteceu das minhas músicas serem tocada na: Transamérica e Cidade FM no Rio de Janeiro. Em rádios FMs pelo Brasil. Na Timbira em São Luís – MA. Rádio de São Paulo. Eu nunca paguei nada a nenhuma Rádio que toca as minhas músicas.

21) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: É positivo e necessita ser mais abrangente e chegar ao um número maior de trabalhadores da música.

22) RM: Você é Rastafári?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Sim até o Osso. Não tenho dúvidas. Haile Selassie!

23) RM: Alguns adeptos da religião Rastafári afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como vocês analisam tal afirmação?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Ninguém toca a música cubana igual aos cubanos, nem toca ou dança Tango igual aos argentinos nem domina o nosso querido Samba igual ao nosso povo brasileiro. Ninguém faz música Reggae igual aos jamaicanos, sendo ele Rasta ou não. É uma questão de espiritualidade e sentimento com a música Reggae, que certamente, como me disse o músico e professor Ubaldino: “a música reggae é a música mais fácil de se tocar errado”. Nós brasileiros seremos sempre aprendizes. Não venha me dizer que música é TUDO IGUAL, pois não é mesmo! Conheço vários músicos bons tocando qualquer ritmo, mas, quando é para tocar Reggae, se perdem feio. Para tocar Reggae é necessário está provido de muito sentimento e espiritualidade. Pode crer!

24) RM: Na sua opinião quais os motivos da cena reggae no Brasil não ter o mesmo prestígio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: O primeiro obstáculo é o fato de termos sido colonizados Portugal. Se o Brasil pelo tamanho que tem fosse colonizado pela Inglaterra, certamente a música Reggae teria efeitos diferentes. O outro fator que dificulta é que o Reggae faz as pessoas acordarem para realidade com as mensagens das letras de bom conteúdo que contribuem com o conhecimento, nosso crescimento humano. Mas, apesar de todas as dificuldades impostas pelo sistema e esquema imbecil, a nossa positiva e benéfica música Reggae vem furando bloqueios e certamente triunfará. Jah no Controle!

25) RM: Quais os pros e contras de se apresentar com o formato Sound System?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Amarro-me em tocar com a Banda. A energia e vibrações são visíveis e notórias. Mas, o formato Sound Systems é necessário, contribui e facilita a participação do cantor. Eu apoio também do Sound System. Positivo e Genérico.

26) RM: Quais os seus projetos futuros?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: Todos meus trabalhos foram lançados pela Sound System Brazil, inclusive o álbum “Agora bem + que antes” que será lançado em 2021 e que têm as participações já confirmadas da banda gaúcha “Butiadub”, de Hélio Bentes. Irei fazer a gravação de um vídeo Clipe e depois do lançamento estarei de volta as estradas do nosso gigante e querido Brasil. Lamento as perdas de milhares de pessoas por causa do Covid-19. Que Deus nos permita muita vida e saúde para que possamos vencer os problemas e obstáculos. Amém! Rastafári Eu! Haile Selassie!

27) RM: José Rodrigues Unidade Punho Forte, Quais seus contatos para show e para os fãs?

José Rodrigues | Unidade Punho Forte: (98) 98852 – 9332

| [email protected]

| [email protected]

| https://web.facebook.com/jose.rodrigues.332

| https://web.facebook.com/UnidadePunhoForte

| www.instagram.com/joserodriguesunidadepunhoforte

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCUfOZOtaWq-4EZdhL07t4vA

“Oremos Nós” – José Rodrigues – Unidade Punho Forte: https://www.youtube.com/watch?v=v7QKUH4oW1E

“Para Deus e os Humanos” – Unidade Punho Forte (Disco Completo): https://www.youtube.com/watch?v=D5LIrVBZwg4

“Reggae pelo Brasil” – Unidade Punho Forte: https://www.youtube.com/watch?v=5omP7wmwNe4&list=PLGt7MPQY0bFPEZ-MGaTL956kM_U0NEY0p

José Rodrigues ao vivo, Conexão Cultural – Abril 2020: https://www.youtube.com/watch?v=mBuUlQAb5qM

José Rodrigues playlist na Sound System Brazil: https://www.youtube.com/watch?v=AixsbUyGgE4&list=PLGt7MPQY0bFNA7I68AHiuq72aRsu7lGEX

José Rodrigues Vibe em Casa em abril 2020: https://www.youtube.com/watch?v=Slyd6YsPQ-I

Playlist José Rodrigues – Unidade Punho Forte: https://www.youtube.com/watch?v=Uz8bdHZDuYE&list=PLGt7MPQY0bFPQSTXIv20lZ3iK4T8cyz4w

Entrevista e a música Sangue na Cidade – ButiaDub e José Rodrigues Unidade Punho Forte no Radar TVE-RS: https://www.youtube.com/watch?v=4IuEPqggSB8

Paula Da Ghama – “Reggae e Flores pra Vocês Mulheres” (Videoclipe Oficial): https://www.youtube.com/watch?v=Fo7-MrkhitQ

“Reggae Pelo Brasil” – Unidade Punho Forte: https://www.youtube.com/watch?v=Uz8bdHZDuYE

“Hey Racionais O Galo cantou” – Unidade Punho Forte: https://www.youtube.com/watch?v=kRvB9Y5kXrg

Entrevista com José Rodrigues para o programa Universidade do Reggae: https://www.youtube.com/watch?v=HVM5TSuC3SE


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pelo jornalista, músico e poeta paraibano
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