Joquinha Almeida

Joquinha Almeida

O cantor, compositor, acordeonista paulista João Felipe Menezes de Almeida conhecido como Joquinha Almeida, é filho de João Oliveira de Almeida; conhecido como Tio Joca do Trio Sabiá e Luzinete Bezerra de Menezes.

Nasceu no ano 2000, mesmo jovem é considerado um dos melhores acordeonistas da atualidade no Brasil. Se destaca pelo seu som característico, pela mistura de ritmos como por exemplo: Forró com rock, com música clássica, rock neoclássico, Funk, jazz, pop e outros ritmos.

Joquinha vem de família de sanfoneiros, Aureliano (avó), Tio Joca (pai), Jeffinho Almeida (irmão), Pedro Sertanejo (tio), Oswaldinho do Acordeon (primo), Cezar do Acordeon (tio) e outros. Teve seus primeiros contatos com a sanfona aos 2 anos de idade nas apresentações de seu pai, e aos 4 anos ganhou sua primeira sanfona de 8 baixos em que começou a compor suas primeiras músicas. Como todo acordeonista, conforme vai crescendo aumentando a quantidade de baixos do acordeon. Aos 8 anos de idade iniciou-se os estudos no Conservatório Oreste Sinatra em São Miguel Paulista com o professor Clécio Cavalcante onde aprendeu a técnica, harmonia e teoria musical, com 14 anos após se formar, buscando-se aperfeiçoar passou a estudar com Oswaldinho do Acordeon.

Joquinha Almeida ficou conhecido através de seus vídeos na internet, tendo um deles com mais de 500.000 visualizações, já fez participações com Trio Sabiá, Oswaldinho do Acordeon, Elba Ramalho, Santanna o Cantador, Zeca Baleiro, Gabriel Elias, Matheus e Kauan, Monobloco, Circuladô de Fulô, Bicho de Pé, Paula Lima, Arismar do Espiríto Santo, Fabiana Cozza, entre outros.

Em 2012 gravou seu primeiro álbum – “Meu Acordeon” e lançou um single “Final Feliz” (Joquinha Almeida e Jeffinho Almeida) com a participação de Marina Sirabello e em 2021 lançará seu segundo álbum – “Alma de mestre” com sua produção e do baterista Joel Bertolini e que divulgará em todas as plataformas digitais.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Joquinha Almeida para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 20.05.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Joquinha Almeida: Nasci no dia São Paulo, 14.11.2000 em Osasco – SP – Registrado como João Felipe Menezes de Almeida.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música?

Joquinha Almeida: Desde a barriga da minha mãe, pois ela me levava na barriga para os shows do Trio Sabiá; o trio do meu pai Joca do Acordeon.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Joquinha Almeida: Estudei com o professor Clécio Cavalcante no Conservatório Oreste Sinatra em São Miguel Paulista, dos meus 8 anos aos 14 anos de idade até me formar e começar dar aulas. Busquei me aperfeiçoar estudando com meu primo Oswaldinho do Acordeon.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Joquinha Almeida: Meu pai (Tio Joca), meu primo Oswaldinho do Acordeon, meu tio Pedro Sertanejo, Luiz Gonzaga são minhas raízes! Hoje eu escuto de tudo, de Michael Jackson a Dream Theater, de Angra a Chopin, de Djavan a Malmsteen. Gosto de música boa, bem composta, bem produzida e bem trabalhada.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Joquinha Almeida: Aos 11 anos de idade viajando o Brasil com meu pai (Tio Joca)! Tocava em Festivais de Forró, eventos públicos, que mesmo com alvará, dava confusão as vezes (risos)! Mas deu tudo certo!

06) RM: Quantos CDs lançados?

Joquinha Almeida: Eu tenho um disco chamado: “Meu Acordeon”, gravado aos 12 anos de idade, com várias regravações! Lancei um single “Final Feliz” (Joquinha Almeida e Jeffinho Almeida) com a participação de Marina Sirabello. Em 2021 lançarei um álbum que vai abrir as portas da minha carreira: “Alma de Mestre”, eu na produção e junto com o baterista Joel Bertolini

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Joquinha Almeida: Eclético.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Joquinha Almeida: Não.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Joquinha Almeida: É preciso! É a mesma coisa que você querer construir um prédio sem ter estudado para aquilo! Uma hora desmorona! Temos exemplos de cantores que destruíram suas vozes por falta de conhecimento da técnica vocal. É um estudo muito importante.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Joquinha Almeida: Gosto muito de internacionais como: Brian Mcknight, Bruno Mars. No Brasil temos ícones em todos os estilos, no Forró Luiz Gonzaga, sertanejo Sérgio Reis, metal André Matos, MPB Djavan, no Samba Alcione… Somos ricos de vozes!

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Joquinha Almeida: Quando eu sinto que estou muito tempo sem criar algo é quando começo a compor (risos).

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Joquinha Almeida: Meu irmão Jeffinho Almeida.

13) RM: Quem gravou as suas músicas?

Joquinha Almeida: Trio Sabiá.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Joquinha Almeida: O contra é que todo mundo precisa de alguém para te dar um controle. O músico quando vai cuidar da parte jurídica é um desastre. Infelizmente, hoje em dia, temos que ter todo o jogo de cintura e fazer todas as funções.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Joquinha Almeida: Abrir um novo espaço para sanfona. Criar um gênero é difícil, mas não impossível.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Joquinha Almeida: Marketing Digital e Inglês…

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Joquinha Almeida: A internet mais me ajuda do que prejudica, por causa dela eu sou conhecido por muita gente, inclusive gente famosa! O único contra é ter um Facebook pessoas brigando por política como se fossem crianças brigando em um colégio (risos), isso suga as energias, mas não me deixo levar.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Joquinha Almeida: Agiliza muita coisa o home estúdio, claro que a qualidade e inferior à de um estúdio de grande porte. Porém para fazer gravações rápidas, vídeos na internet, ou guias para um disco que possa ir pro estúdio depois, facilita muito!

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Joquinha Almeida: Eu criei um personagem maluco, que joga a sanfona para o alto, pula com a sanfona, toca ritmos diferentes e sem papas na língua. Pelo menos quem me segue gosta (risos)!

20) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Joquinha Almeida: No cenário do Forró não tem nenhuma grande revelação. Não tem ninguém com uma música comercial, atual que dialogue com os outros gêneros atuais como o Sertanejo, Pagode, etc… Tem boas bandas, mas a relevância é muito baixa comparado a outros ritmos. Vivem preso em uma bolha pequenina chamado: circuito Pé de Serra em que o maior auge é tocar em Itaúnas – ES. Mas tem novidades vindo por aí… Só não posso entregar o ouro, mas meu irmão Jeffinho Almeida sabe do que estamos falando (risos)!

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Joquinha Almeida: A galera do sertanejo sem sombra de dúvidas. Musicalmente eu tenho muitas críticas, embora eu não sou contra. Mas o diferencial desse movimento é como eles encaram a carreira como empresa, não são apenas músicos sonhadores que estão realizando um sonho de tocar para milhares de pessoas, eles veem como empreendimento. Aquiles Priester é uma inspiração para mim e para muita gente, pela história, pelo o modo que ele vê a carreira dele.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Joquinha Almeida: Várias vezes já toquei em lugares que no meio do show acabava a energia. Em lugares que o show terminava com a chegada da polícia, inclusive uma vez atacando uma bomba de pimenta dentro do Bar e eu passando mal em cima do palco. Bizarro (risos).

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Joquinha Almeida: Quando estou fazendo algo que seja relevante, por exemplo quando pego apresentações boas para fazer e os músicos são do mesmo nível musical. Acho que triste é só tocar e não receber (risos).

24) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Joquinha Almeida: Maravilhoso o movimento do “Forró Universitário”! Teve o surgimento de diversas bandas, uma galera nova tocando Forró e fazendo sucesso de verdade! Mas o próprio forrozeiro boicotou o movimento, transformando em um movimento porco em que o produtor quer pagar um cachê irrisório para os trios, aquela sonoridade vazia faltando mais peso, e sempre o mesmo público. O Forró Pé de Serra se continuar desse jeito, daqui alguns anos se tornará um baile para a terceira idade.

25) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Joquinha Almeida: Falamansa pelo sucesso que fizeram, até hoje as músicas são lembradas; depois de Luiz Gonzaga, o maior nome de Forró é o Falamansa! Mas gosto bastante do Circuladô de Fulô, banda na qual fiz parte, curto o segundo trabalho da banda: “Levitar”. Diferenciado levando-os a ser a única banda de Forró a fazer uma turnê com Charlie Brown Jr e CPM 22. É preciso ter a mente aberta para ouvir, conservadores não irão gostar.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Joquinha Almeida: Depende das rádios, o sucesso do sertanejo é por conta do pagamento de um jabá milionário, por isso estão a mais de 10 anos dominando todas as rádios do Brasil. Mas tem outras rádios que tocam outras músicas por exemplo a Jovem Pan FM que a programação é de música pop. O jabá eu não sei como funciona (risos).

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Joquinha Almeida: Seja esperto, mas sem pisar no amiguinho que está na mesma caminhada que você. Afinal música hoje em dia são movimentos, movimento sem união não é movimento. Todo mundo precisa de ajuda e ajudar o próximo.

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Joquinha Almeida: Todos os prós no Festival de Música, dar oportunidade a bandas novas. Contra é que sabemos que a maioria tem picaretagem.

29) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Joquinha Almeida: Sim. O problema e que passa um ano, ninguém lembra mais do artista que ganhou o prêmio!

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela mídia da cena musical brasileira?

Joquinha Almeida: Não tenho opinião formada sobre a cobertura feita pela grande mídia da cena musical.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Joquinha Almeida: Maravilhoso! Quanto mais empresas promovendo shows, melhor!

32) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Joquinha Almeida: Não tenho nada contra o ritmo. Eu gosto daqueles forrós dos anos 90, e os românticos também. O único pecado foi terem acabando com a essência, e não falo nem de ter tirado o zabumba e triângulo, mas as levadas de bateria não têm nada a ver com Forró (os atuais). O pior é que vendem como sendo Forró, aí quem trabalha com o que realmente é o Forró acaba virando refém de um monte de tecladinhos (risos). Nada contra o estilo, eu até gosto, só fico chateado de venderem como Forró, porque não é.

33) RM: Nos apresente a sua família musical.

Joquinha Almeida: Meu pai é o Tio Joca do Trio Sabiá; um dos percursores do movimento “Forró Universitário”. Meu irmão Jeffinho Almeida, sanfoneiro, produtor musical e empresário. Sou sobrinho de Pedro Sertanejo, pioneiro do Salão de Forró na Rua Catumbi, 183 no bairro do Belenzinho em São Paulo, e foi dono da gravadora Cantagalo, em que muitos os artistas de Forró gravaram seus discos, exceto Luiz Gonzaga e Marinês. Sou primo de Oswaldinho do Acordeon, um dos maiores acordeonistas do mundo! E sobrinho de Cezar do Acordeon (falecido), por parte de minha mãe Luzinete.

34) RM: Joquinha Almeida, Quais os seus projetos futuros?

Joquinha Almeida: Atualmente lançar meu disco chamado: “Alma de Mestre”, disco feito em homenagem a minha família, e rodar esse mundão com os shows de lançamentos após a pandemia do Covid-19!

35) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Joquinha Almeida: [email protected]

|https://web.facebook.com/watch/joquinhaacordeon/

|https://www.instagram.com/joquinhaalmeidaoficial/

|https://www.picuki.com/profile/joquinhaalmeidaoficial

Final Feliz – Marina Sirabello, Marina Sirabello & Joquinha Almeida, Joquinha Almeida:
https://deezer.page.link/HVVrG1G95K7jjQeX8

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCNn7iXwiAQdkygtyg_P9-cw

Joquinha Almeida – Lamento Nordestino / Libertang: https://www.youtube.com/watch?v=ciLyfK-4o_k

Oswaldinho do Acordeon do depoimento sobre Joquinha Almeida: https://www.youtube.com/watch?v=nDMP84wMCKE

Joquinha Almeida e Oswaldinho do Acordeon – Party In Olinda (Toninho Horta): https://www.youtube.com/watch?v=WubcoKAc_EE

Brazilian Music: Doce de Coco (Jacob do Bandolim) – Joquinha Almeida: https://www.youtube.com/watch?v=4wJJSGIH5W4

JAM” FEIRA DE MANGAIO COM 12 GRANDIOSOS ACORDEONISTAS DO BRASIL! (HOMENAGEM A SIVUCA): https://www.youtube.com/watch?v=oNdzSDkQbAw

Joquinha Almeida – De Leve (Dominguinhos): https://www.youtube.com/watch?v=1r5NalzE9jo

10 MÚSICAS DE FESTA JUNINA NA SANFONA: https://www.youtube.com/watch?v=2NJT3ZptXos

Cosme Vieira e Joquinha do Acordeon no Canto da Ema- Participação no show do Cezzinha 11/04/2015:https://www.youtube.com/watch?v=wOxlj8ZdMWg Live do Joquinha do Acordeon: https://www.youtube.com/watch?v=Z9Q8Lykm-94


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.