John Mueller

John Mueller

Tempo de Leitura: 12 minutos

O cantor e compositor catarinense John Mueller nasceu em Blumenau (SC). John Mueller foi vencedor do Prêmio Grão de Música 2019, sendo o único catarinense entre os 15 artistas brasileiros premiados no Teatro Olido (SP), entre eles, Rolando Boldrin. Indicado como Melhor Autor no Prêmio Profissionais da Música Brasileira 2019.

Possui dois álbuns solos: “Por Um Fio”, gravado em 2014, no Rio de Janeiro, com produção de Jorge Helder (Baixista de Chico Buarque e Maria Bethânia) e dos músicos Armando Marçal (na percussão), Cristóvão Bastos (no piano), Jorge Helder (no baixo), Kiko Freitas (na bateria) e Ricardo Silveira (na guitarra).

O segundo álbum, “Na Linha Torta” (2018) foi gravado no Estúdio The Magic Place, em Florianópolis (SC), e teve participações especiais de Guinga, Cristóvão Bastos, Bruno Moritz, Fabi Félix e Ana Paula da Silva, com produção, novamente, de Jorge Helder, e com o time de músicos que sempre tocaram com John Mueller, Caio Fernando (no baixo), Mazin Silva (na guitarra), Jimmy Allan (na bateria), Rafa Girardi (no piano) e Ruan Mueller (na bateria).

John Mueller foi o único brasileiro selecionado para o Festival Internacional de Cantautores, na Costa Rica, em 2018.

Foi vencedor da categoria Melhor Cantor no Prêmio da Música Catarinense 2018.

Ainda, em 2018, fez turnê internacional e obteve críticas nos melhores jornais e mídias brasileiras sobre os discos, entre eles Mauro Ferreira, do G1 Globo; Tarik de Souza, jornalista e crítico musical de alto gabarito da música brasileira; também por Carlos Calado, citando o álbum “Na Linha Torta” entre os melhores discos de 2019; matéria na Folha de São Paulo, por Carlos Bozzo, e também no Zero Hora, por Juarez Fonseca.

Esteve em destaque no Canal de Música “Um Café Lá em Casa”, por Nelson Faria, sendo citado no programa Talentos 2019. Em 2020 começou gravar o terceiro disco e DVD já com participações confirmadas de grandes nomes da MPB.

Segue abaixo entrevista exclusiva com John Mueller para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 29.01.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

John Mueller: Nasci no dia 29 de janeiro de 1982 em Blumenau (SC).

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

John Mueller: Meu primeiro contato com a música aconteceu quando eu tinha uns 4 ou 5 anos de idade. Ganhei do meu padrinho um Cavaquinho, que foi o meu presente de estimação, que não tirava do colo.

Depois disso ganhei o primeiro Violão dos meus pais, que foram e são meus maiores fãs, incentivadores, e que servem de alicerce para minha caminhada. Desde pequeno vivia rodeado de mimos dos meus avôs (materno e paterno), ambos tocavam vários instrumentos como Cavaquinho, Violão, Viola, Gaita de boca, compunham e etc.

Penso que foi dessa fonte que me banhei e aprendi muito também, pois na família toda, dos dois lados, os únicos que tinham contato com a música (que tocavam algum instrumento) eram meus avôs e também na família tanto de lá, quanto de cá os únicos músicos que seguiu uma carreira foram meu irmão e eu…

03) RM : Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

John Mueller: O canudo/diploma nunca foi algo que me instigou. Já o conhecimento sim. Fiz muitas aulas, começando em cursos de bairro, onde aprendi meus primeiros acordes no cavaquinho e depois no violão (o violão é meu instrumento até hoje), até escolas mais formais como Teatro Carlos Gomes em Blumenau (SC), onde tive um conhecimento mais aprofundado do Violão, estudei um pouco de harmonia, que era o que mais me interessava e até hoje me encanta, isso reflete nas minhas composições.

Depois estudei um pouco de guitarra, fiz aulas de técnica vocal, e fui sempre buscando aprender. Comecei a participar de oficinas em festivais, como, por exemplo, o Festival de Música de Itajaí, com oficinas de composição violão e canto. O Festival de Música de Curitiba, oficina de violão, composição e letra. Mas penso que a melhor escola foram os Song Books, os discos, CDs e tudo que ouvi da música brasileira a Bossa Nova foi um grande encontro pra mim…

Os Bares da vida, todas as bandas que já toquei, de todos os estilos, tudo isso somou muito mais do que um canudo.

A experiência que tive principalmente nos palcos, penso que valeu muito a pena. Sem falar nos músicos que sempre me rodearam e tive como professores em que muito me ensinou, um exemplo é o grande amigo, grande guitarrista e artista Mazin Silva, que hoje tenho a honra de ter me acompanhando em meus trabalhos tanto em estúdio quanto nos palcos. Hoje me considero autodidata e vivo compondo nesse mar de influências…

E fora da música fiz um semestre de jornalismo, mas faltava aula pra tocar na noite e acabei fazendo minha primeira banda dentro do curso e ninguém da banda se formou (risos).

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

John Mueller: Ouvi muita coisa, então as influências vêm de cada época, por exemplo, por um determinado período a Bossa Nova era só o que eu ouvia: João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Leny Andrade, Rosa Passos, Emílio Santiago essa fonte não seca e jamais deixará de ser ouvida, revisitada e de ser influência, principalmente por ter essa questão que eu adoro que são as harmonias e a influência do Jazz.

Essa onda Brasil Jazz me pega. Mas ouvi muito da MPB, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Dorival Caymmi, Milton Nascimento, Gonzaguinha, Elis Regina, Djavan, Luiz Melodia, Ivan Lins, Chico Buarque, Guinga, Filó Machado até os mais contemporâneos como Lenine (que gosto muito) e todos os outros eram rotina e trilha sonora do meu dia a dia.

Mas teve um que foi um divisor de águas e até hoje é meu maior ídolo, todos os outros são e serão meus ídolos sem dúvida alguma, mas João Bosco… Toda a escola que eu queria estava ali. Compositor, Violonista, Cantor, intérprete tudo me encantava e aí foi um mergulho de alguns anos até hoje aprendendo e estudando João. João com certeza foi e é minha maior influência e escola…

Eu não sei se posso chamar de influência, mas do novo, dos novos artistas que eu ouço e me identifico de alguma forma, vou citar alguns como: Dani Gurgel, Vanessa Moreno, Josyara, Badi Assad, Ana Paula da Silva, Jonathan Ferr, João Cavalcanti, Chico Pinheiro, Cainã Cavalcanti.

Tem muita coisa nova e boa da música contemporânea, mas citei as que mais me identifico. Acompanho e estou muito atento ao novo e ao mercado, ouço sempre que posso, mas o velho pra mim sempre terá um cantinho no meu coração (digo das minhas influências e pra mim sempre há algo de novo aí).

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

John Mueller: Comecei em 2004 em Blumenau (SC) com uma banda chamada “Tribus da Lua”, em que eu era vocalista, tocava violão, compunha e fazia parte da produção e vendas de shows.

A banda era de Reggae, gravamos um disco autoral, que deu muito certo, tocou muito nas rádios, fizemos shows e tínhamos um público muito relevante no estado que nos acompanhava, lotava shows e cantava as músicas juntos.

A banda ficou na ativa até 2013. E aí você poderia perguntar: Mas se estava tudo indo tão bem com o público cantando as músicas e etc, etc, por que parar, não é?

Então, o Reggae não tocou meu coração, uma das coisas era isso, eu tocava reggae, e ouvia tudo aquilo de influências que escrevi acima, o que me tocava de verdade era os Joãos, Miltons, Vinicius, etc e etc.. Decidi então começar a compor, pensando no meu primeiro disco solo e parei com a banda. Daí pra frente eu comecei a traçar a carreira musical do John Mueller.

06) RM: Quantos CDs lançados?

John Mueller: Tenho dois CDS lançados, o primeiro intitulado “Por Um Fio” gravado em 2014 no estúdio Tenda Da Raposa (RJ), com produção arranjos, baixo elétrico e acústico de Jorge Helder, Armando Marçal na percussão, Cristóvão Bastos no piano, Kiko Freitas na Bateria, Ricardo Silveira na Guitarra, John Mueller na voz e violão, e participações do guitarrista Mazin Silva e de Caio Fernando no baixo elétrico.

Esse disco tem um perfil mais nessa onda Brasil Jazz, com arranjos, melodias e harmonias mais requintadas e a própria banda que gravou foi escolhida a dedo (risos) imprimiu essa assinatura que eu gosto.

Já o segundo álbum “Na Linha Torta” foi gravado no estúdio The Magic Place, em Florianópolis (SC), com arranjos coletivos entre eu e a banda que me acompanha e que gravou no disco. São eles: Caio Fernando no baixo elétrico, Jimmy Allan na bateria, Mazin Silva na guitarra, Rafa Girardi nos teclados e piano, e Ruan Mueller na percussão.

Mas tivemos novamente Jorge Helder como diretor musical foi outra experiência linda, pois os arranjos eram nossos e Jorge veio só pra moldar o que já estava pré-definido.

O disco teve várias participações, entre elas a do mestre e genial Guinga, que participa com arranjos de violão e canta junto comigo “Na Linha Torta” faixa título do disco; Cristóvão Bastos que grava piano em “Ideograma”, canção que abre o CD; Bruno Moritz, com arranjos e Acordeon no baião “Fronteiras”, Fabi Félix que duela cantando comigo “Cambalhotas” e Ana Paula da Silva que divide o canto comigo na “Maré Rasa” (Canção de Partida), parceria certeira com o letrista Gregory Haertel.

A música que pegou e tocou o coração do público no geral foi “Maré Rasa” (Canção de Partida), tem um clipe lindo no meu canal do Youtube, teve mais de 1.600 compartilhamentos no Facebook e passa dos 600 comentários… Tenho muito orgulho dessa música.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

John Mueller: Não gosto de rotular, em dias como hoje os rótulos não são mais os mesmos… Chamo de música brasileira, mas se alguém insistir muito, digo que é uma mistura da música brasileira com Jazz… Mas deixem que os rotulem…

08) RM: Você estudou técnica vocal?

John Mueller: Hoje não mais… Mas já estudei anos atrás. Quero voltar, pois me ajudava muito.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

John Mueller: A técnica sempre ajuda na melhor execução de qualquer instrumento, serve pra deixar mais confortável e te permitir o domínio sobre o instrumento. No quesito Voz a técnica envolve o domínio da: respiração, do diafragma.

 

Saber colocar e emitir o som aonde você desejar: voz de cabeça, voz de peito etc.. etc. Quanto mais técnica maior o domínio. Quero muito voltar a estudar. E isso serve também para o cuidado, pois ajuda a não forçar as cordas vocais.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

John Mueller: Leny Andrade, Emílio Santiago, Monica Salmaso, Elis Regina, Rosa Passos, João Bosco, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Nana Caymmi, Fátima Guedes, Bruna Moraes, Ana Paula da Silva, Alma Thomas, Liz Rosa, Zé Luiz Mazziotti, Ed Motta, Tony Bennet, Al Jarreau, Jacob Collier, Aretha Franklin, Nina Simone, Billie Holiday, Norah Jones, Esperanza Spalding.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

John Mueller: Transito por vários modos, não tenho um modelo, uma forma. Mas geralmente componho muitas melodias e envio para parceiros letristas.

Também escrevo minhas letras. Nessa semana que passou acabei uma letra e logo depois já veio à melodia, no mesmo dia, agora só estou fazendo os acabamentos. Gosto muito de criar melodia. Tenho composto bastante nesses últimos meses e enviado para letristas diferentes e novas parcerias virão por aí.

Eu gosto mesmo é de quando a melodia vem assim do nada, sem você estar esperando, essas geralmente são as boas… Fiz algum assim, estou tomando café da manhã, pensando na vida e de repente paro tudo, corro pego o violão, pois veio uma melodia e daí adeus café… Vai surgindo à ideia e vou entrando nesse mundo que eu amo…

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição? 

John Mueller: O que tenho mais parcerias e penso que tem dado muito certo é com Gregory Haertel. Mas tenho coisas lindas com Valéria Pisauro, Gabriel Caminha e Sandro Dornelles.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

John Mueller: Ser independente é um grande passo na carreira de qualquer artista no novo cenário musical. O artista tem o domínio por completo de tudo e toda a sua arte, porém tem uma grande diferença em ser independente e ser sozinho.

Os prós é isso que falei com mais abrangência, não dependemos mais de gravadoras e estamos livres pra criar e ser donos daquilo que nos representa, podemos ser verdadeiros no nosso som e definir nossa caminhada, sem nos prender e muitas vezes nos submeter ao que os outros determinam sobre nosso trabalho.

Tudo que tem a ver com liberdade é mais interessante. A música assim fica mais democrática e todos podem trilhar e trabalhar para seu sucesso e crescimento e depende muito é do trabalho de cada um de nós. A roda está aí, só depende de nós fazê-la girar. Isso não tem haver com ser mais fácil ou difícil tem a ver com liberdade de expressão.

Hoje com a internet dominando o mercado e o artista independente entendendo bem desse negócio, é trabalhar duro, pois espaço tem pra todos. O negócio é achar e crescer seu público. Mas quando falei que existe uma diferença em ser independente e ser sozinho, faz diferença se você tiver amigos, pessoas, parceiros que puderem te ajudar nesse novo mercado, o negócio cresce mais rápido.

Hoje, o artista além de estudar, tocar, compor, gravar e etc tem que fazer todo o resto que envolve o gerenciamento da carreira. Agora se tiverem parceiros e montar uma equipe focada no mesmo objetivo, fica tudo lindo.

Os pontos negativos de ser independente que vejo são assim: Se você tem uma gravadora haverá alguns caminhos que ela poderá lhe oferecer e encurtar todo esse processo que você faria de forma independente, com contatos, estratégias, experiências e etc., mas que de forma independente você também poderá alcançar, mas um pouco mais lento e menos abrangente, talvez.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

John Mueller: No palco prezo sempre pela qualidade dos músicos que me acompanham para que meu som seja o mais verdadeiro possível e que possa assim refletir no público que já me ouviu e me acompanha. Outra estratégia é cuidar muito bem do set list, roteiro do show e tempo de duração.

A escolha do set list e a ordem fazem muita diferença, pensar nos músicos de palco e chamar pro show (no caso dos meus shows isso tem funcionado muito bem, pois sei da qualidade de cada um deles e do potencial).

Fora do palco a estratégia é o marketing digital, produção de conteúdo, estudos e muita divulgação com vídeos e anúncios nas redes sociais pra chegar ao público alvo. A produção e o investimento também são prioridades.

Discos bem gravados, materiais de vídeos, sempre que podemos pensamos em fazer com qualidade, e todo material que envolve a carreira, portfólio e tudo mais. Temos um grande cuidado com a qualidade final.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira? 

John Mueller: Materiais bem produzidos, priorizando o máximo de qualidade, como CDs, vídeos, clipes, fotos, sites, portfólio e etc. Assessoria de imprensa pra dá todo o suporte e comunicar, trabalho de marketing digital nas redes como Instagram, Facebook, Youtube, Spotify e etc.. Sempre fazendo anúncios para o público alvo.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

John Mueller: Com a internet todos nós somos iguais. Hoje existimos e podemos nos conectar com o mundo todo, quem escolhe o que quer ouvir é o público. Isso é bom demais. No que prejudica é a concorrência e a oferta, que são muitas opções de bom e de ruim…

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

John Mueller: As vantagens é o custo financeiro, o maior tempo que você pode ficar produzindo, a quantidade de músicas que você poderá produzir. O acesso a experimentos com mais tempo, como testar microfones, equipamentos no geral, escolher o timbre, o conforto de estar em casa.

A desvantagem, muitas vezes, é que no estúdio profissional além de ter um bom técnico de áudio, ter opção de mais salas, equipamentos com maior qualidade que pode interferir na qualidade final do produto. Acho que home estúdio serve pra gravar coisas mais compactas e viabilizar o equilíbrio do custo e benefício.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

John Mueller: Sempre faço música para um nicho que são as pessoas que gostam do estilo de som que produzo. Existe um mercado para cada estilo de música, o meu eu sei quem é e o que gostam, só preciso alavancar mais e ir ao encontro de mais pessoas. Penso que a diferença está na verdade de cada um. 

19) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

John Mueller: João Bosco, Lenine, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Gadú, Djavan, Milton Nascimento.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

John Mueller: Um show que fiz em Costa Rica durante um terremoto. Isso ficou pra história esperamos o terremoto passar e voltou o show…

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

John Mueller: O que me deixa mais feliz é quando estou fazendo show para um público alvo, aquele que se identifica e entende tudo que acontece no meu som, isso é lindo demais. Triste é fazer o contrário disso.

22) RM: Nos apresente os artistas da cena musical da cidade que você mora?

John Mueller: Em Blumenau (SC) recomendo conhecerem os trabalhos de: Mazin Silva, Caio Fernando, Banda Thezorden, Leo Vieira, Banda Pororoca, Malungo, Mareike, Léo Maier, Ruan Mueller.

23) RM: Você acredita que as suas músicas tocarão nas rádios sem o pagamento do jabá?

John Mueller: Algumas rádios cobrarão jabá para tocar as minhas músicas… Mas têm outras que já tocam minhas músicas e nunca paguei nada.

24) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

John Mueller: Comece, mas sempre buscando o foco, com persistência e encontre a sua verdade. É uma profissão linda e vale a pena.

25) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

John Mueller: Os Festivais de Música servem para divulgar o nosso som e às vezes pra quem está começando é uma oportunidade de tocar para um público numeroso e palcos com boa estrutura; não é regra, mas acontece de vez em quando não ter tanta estrutura nem público, mas no geral os mais tradicionais sempre têm. Além de conhecer novos artistas, muitas vezes sai parcerias, contatos, é isso.

26) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música ainda é relevante para revelar novos talentos?

John Mueller: Novos talentos sem dúvida nenhuma têm, agora revelar depende do artista e não do Festival de Música.

27) RM: Como você analisa a cobertura feita pela mídia da cena musical brasileira?

John Mueller: A música brasileira virou independente, e isso é bom; com cobertura ou sem cobertura os artistas estão se movimentando pela internet e aparecendo para o mundo todo, cada um com o seu passo.

28) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

John Mueller: É de suma importância para esse movimento da música autoral dos novos e muitos dos grandes artistas também, porém a concorrência é muito grande, e o espaço pra entrar é cada vez mais disputado entre os famosos e os que estão chegando. Uma boa fatia desse mercado é segurado pelo SESC e SESI e demais espaços culturais como Itaú Cultural e esses.

29) RM: O circuito de Bar na sua cidade é uma boa opção de trabalho para os músicos?

John Mueller: Sim. Em Blumenau (SC) muitos músicos trabalham nos bares da cidade.

30) RM: Quais os seus projetos futuros?

John Mueller: A gravação do próximo disco em 2020, com participações especiais, turnê pela Europa e alguns Festivais de Jazz, em parceria com outros artistas.

31) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

John Mueller: [email protected] | www.instagram.com/johnmuelleroficial | www.facebook.com/johnmuelleroficial | https://premium.imusics.com/johnmueller | www.youtube.com/user/Johnmuellersolo | https://open.spotify.com/album/1EmsgYg1DMBni8a5f8FQAW | https://www.deezer.com/br/album/56411332 | https://itunes.apple.com/br/album/na-linha-torta/1346101593

Indicação nacional na categoria Autor ao Prêmio Profissionais da Música 2019:
O Álbum está na lista dos melhores de 2018, por Carlos Calado:
Melhor cantor no Prêmio da Música Catarinense 2018:
Um Café Lá em Casa com Nelson Fariahttps://www.youtube.com/watch?v=-aUH0WzGN64
No blog do crítico e jornalista Tárik de Souzahttp://immub.org/noticias/1178    

John Mueller 1 Ritmo Melodia

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.