Jarbas do Acordeon

Jarbas do Acordeon

O cantor, compositor, instrumentista potiguar Jarbas do Acordeon começou sua carreira profissional em 2001, como cantor em um grupo de Forró do seu irmão Silva Júnior em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

Começou a carreira de sanfoneiro, ainda dispondo do acordeon deste grupo (Forrozão do Silva Júnior), nos festejos Juninos, desenvolvendo de forma autodidata por ser desafiado ainda jovem a tocar em uma quadrilha estilizada, sem ao menos saber um acorde. Depois de alguns meses de estudo no instrumento, tinha plena segurança no repertório da quadrilha, e tomando gosto pelo estilo, começou então um longo caminho de estudos e construção de um repertório, no qual o acompanha até hoje. Em 2011, Jarbas já se apresentando em muitas casas de shows do Estado junto com seu irmão, após juntar algumas economias do seu trabalho de auxiliar de padeiro, adquiriu seu primeiro acordeon, onde começou seu próprio trabalho, fundando o Trio Pé de Serra que carrega o próprio nome, com ênfase no São João e logo em seguida, nas casas de shows da cidade, eventos públicos e particulares, tendo sempre como objetivo um trabalho sério e de qualidade.

Em 2013, fez seu primeiro trabalho com banda, no qual se apresentou na FECERN (Feira do comércio, edição essa na cidade do Natal), onde gravou seu primeiro DVD direcionado ao público em geral, com repertório autoral, atual e tradicional, voltado à diversidade e ao público da época. Esse trabalho é encontrado no canal oficial da banda, no Youtube.

No Carnaval de 2015, recebeu das mãos do presidente da comissão Norte-rio-grandense de Folclore Gutenberg Costa, um Disco de Ouro por contribuir com os nossos Antigos Carnavais, levando para as músicas tradicionais, como marchinhas de frevo, a inclusão do acordeon, relembrando antigos mestres, como Sivuca, entre outros. Em 2019 recebeu do mesmo mestre, um título de Relevância para a cultura do Rio Grande do Norte, atestando ainda mais seu compromisso com o Forró do Estado. Em 2019, participou do Encontro nacional de Forrozeiros em João pessoa, onde cantou frente aos grandes ídolos do forró: Flávio José, Anastácia, Hermelinda, entre outros.

Em 2020, coordenou a programação do RN no Web Festival Nacional “São João na Rede”, que reuniu artistas de 14 estados do Brasil, e atualmente está como Coordenador do “Fórum do Forró de Raiz” do Rio Grande do Norte, que Teve sua primeira edição em setembro deste ano, reunindo vários forrozeiros e trabalhadores da área e representantes da cultura da prefeitura da capital e do governo do Estado, para discutirem juntos várias propostas, entre outras demandas.

Jarbas do Acordeon se apresenta ou já se apresentou em eventos como: show da Intertv Cabugi (após jogos da copa das confederações 2013), Festa do Boi, vaquejadas, Shows da Prefeitura do Natal, Apresentações em Festivais gastronômicos e Festivais de Música, Apresentações junto com grandes figuras como poeta Paulo Varela, Isaque Galvão entre outros, apresentações nas emissoras de Televisão locais (Band, Tropical, Ponta Negra e InterTV), entrevistas em programas de grandes Rádios locais, Ativo na grade de artistas do SESC, eventos de rua, shows no interior do estado, aniversários, confraternizações, entre outros.

Munido de um repertório consagrado por grandes nomes da cultura deste país, sempre canta em seus shows: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do pandeiro, Elino Julião, Flávio José, Gilberto Gil, Fagner, Caravéia, Os Nonatos, Trio Nordestino, Sirano e Sirino, Dorgival Dantas, Alcymar Monteiro, Waldonys, além de composições próprias e tendo como característica principal, um repertório eclético, atendendo todos os públicos do Forró.

Atualmente, além dos shows, cursa Licenciatura em música na UFRN e é professor particular de Acordeon para iniciantes, sempre com o intuito de evoluir cada vez mais no universo musical.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Jarbas do Acordeon para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antônio Carlos da Fonseca Babosa em 16.05.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Jarbas do Acordeon: Registrado como Jarbas Fonsêca Silva, eu nasci no dia 19.12.1986 na capital do Rio Grande do Norte, minha querida Natal.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Jarbas do Acordeon: Na sexta série do Ensino Fundamental, a professora de inglês sugeriu que cantássemos uma música neste idioma, então escolhi e estudei “Imagine” de Jonh Lennon. Ao me apresentar frente à turma, eu senti uma emoção muito gostosa, principalmente após ser ovacionado e então decidi que gostaria de vivenciar aquilo mais vezes.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Jarbas do Acordeon: Desde minha primeira experiência em cima dos palcos em 2001 até o ano 2018 sempre fui um artista “autodidata”, estudando sempre sozinho como um curioso e perguntador. Em 2018, me matriculei num curso de teoria musical na UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Isso me ajudou a passar no teste de habilidade específica (T.H.E.) da Escola de Música da UFRN, fazendo assim que eu ingressasse no ensino superior de Licenciatura em Música. Fora da área musical, não tive nenhuma formação. Eu trabalhava paralelamente a carreira musical em uma central de panificação de uma grande rede de supermercados de Natal e isso por muitas vezes conflitava com a carreira artística, porém sempre tive orgulho desse trabalho que era digno e pagava minhas contas, sem falar que o período que passei nesse emprego me ajudou a descobrir o que realmente queria.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Jarbas do Acordeon: Como todo adolescente, eu provei todos os gostos musicais até me encontrar. No início era febre em minha cidade um estilo denominado “swingueira” e eu tinha muita vontade de seguir esse lado, porém o Forró sempre foi meu crush. Com o sucesso das bandas de Forró do Ceará aqui em Natal, eu comecei a tomar gosto pelo ritmo até descobrir como funcionava uma sanfona: daí para frente eu mergulhei de cabeça no Forró. Todos os que eu admirei um dia, eu continuo admirando, pois acredito que música é feita para momentos e cada momento tem a sua história musical.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Jarbas do Acordeon: Em 2001, meu irmão Silva Júnior que era tecladista de um grupo de Forró decidiu iniciar sua carreira solo, já que ele tinha aprendido a cantar também durante o tempo que tocava no grupo. Na primeira apresentação no aniversário da nossa tia, eu fui com ele e cantei algumas músicas que tinha ensaiado e todos gostaram. Isso me despertou ainda mais o desejo de estar em cima dos palcos. Na época, ele conseguiu um amigo para fechar os contratos e dividir as despesas (tipo um empresário). Começamos daí pra frente a tocar em pequenos eventos nos interiores do Rio Grande do Norte. Eu, por muitas vezes não considero essa época da minha vida como início de carreira, mas como uma escola. Eu considero de fato o início de minha carreira e batismo como “Jarbas do Acordeon” quando adquiri minha primeira sanfona e comecei a tocar de forma independente com meu “Pé de Serra” em 2011.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Jarbas do Acordeon: Pelo fato de não ter muitos recursos para gravação, fiz vários trabalhos de forma amadora e não considero como CDs lançados, mas como um laboratório de fato. Porém, trago um trabalho que fiz em 2013 que foi um DVD gravado em uma feira de comércio de Natal, a “FECERN”. E tudo foi feito para que o áudio e o vídeo fossem de boa qualidade, sendo assim, meu primeiro trabalho profissional. Esse trabalho teve um perfil bem generalizado, tentando agradar todos os públicos e minha música “Aumenta o som aê” teve boa aceitação para aqueles que me seguiam na época.

O segundo trabalho que posso considerar oficial é uma gravação de uma das minhas apresentações com o Forró de raiz na 57º Festa do Boi do ano de 2019, fazendo o puro e seco Pé de serra. O terceiro trabalho, é o áudio do pocket-show gravado e exibido no “Festival Nacional São João na Rede” criado na época da pandemia para entreter a população forrozeira no período junino de 2020. Ainda em 2020, foi produzido um tributo ao Rei do Baião Luiz Gonzaga de título: “Quando eu vim do sertão seu moço”, exibido no canal do SESC/RN pelo projeto “Aldeia Sesc Seridó” no dia 13 de dezembro. Todos esses CDs estão disponíveis no: www.suamusica.com.br/jarbasdoacordeon

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Jarbas do Acordeon: Meu estilo musical é o Forró! Muitas vezes faço o Forró de Raiz do qual trabalho desde 2011. Na formação mais recente de grupo de pé de serra, sou acompanhado no triângulo pela minha esposa Alana Costa, e quando ela não pode ir chamo meu primo Felipe Fonseca que também me acompanha a vários anos. No Zabumba, conto com meu amigo e vizinho Erinaldo Edson que também é professor de música formado e atuante em projetos sociais do bairro. No contrabaixo, sempre chamo um amigo que conheci na música e levo para toda a vida: O Raul Krisna, que além de Baixista é produtor musical e vem de uma família de ótimos artistas do RN.

Dependendo da oportunidade de show, também trabalho com uma formação mais completa, contando com: Baterista, Baixista, Guitarrista, Percussionista e até mais um Sanfoneiro. Isso geralmente acontece quando participo de grandes eventos, onde é necessária essa formação, porém seguindo sempre o estilo musical primordial que é o Forró.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Jarbas do Acordeon: Por volta de 2011 a 2013 participei do curso de canto coral do Complexo Cultural de Natal, regido pela maestrina Leninha Campos, e a convite dela fizemos algumas apresentações no próprio complexo e em encontro de corais da cidade. Então pode-se dizer que estudei um pouco de técnica vocal, mas não de forma tão aprofundada. Esse é um dos meus objetivos durante o curso de licenciatura em música.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Jarbas do Acordeon: Por experiência própria, não dar atenção aos cuidados com a voz pode fazer com que sua saúde vocal fique em xeque. Muitas vezes fiz pouco caso para os exercícios vocais ou aquecimento das pregas vocais e me dei mal, pois até tratamento com otorrinolaringologista e fonoaudiólogo tive que fazer. Estudar técnica vocal, técnicas de respiração e aquecimento vocal além de livrar a pessoa desses processos médicos, ainda ajuda a embelezar e tonificar a voz. Por isso, quem pretende iniciar na carreira de cantor, procure um professor de canto para começar bem. E quem já canta e não dá a devida importância para o estudo de técnicas e o cuidado da voz, não tenha vergonha de procurar um profissional para aprender o uso correto.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Jarbas do Acordeon: Essa sempre é uma pergunta difícil de responder, pois tudo que é bom eu procuro absorver. Eu admiro os grandes cantores de Forró do passado como o próprio mestre Luiz Gonzaga e o Dominguinhos que construíram de forma incrível um acesso para todo forrozeiro poder explanar. Nos tempos atuais, admiro cantores como Santanna – O cantador, Flávio José, Accioly Neto que continuam essa linda história do Forró. No Rio Grande do Norte, admiro dois cantores tanto pelo trabalho, quanto pela história de vida que mostra superação: Zezo Potiguar e o Dorgival Dantas. Confesso aqui que no início de minha carreira, admirava demais os “cabras” desmantelados do Ceará “Sirano e Sirino”, pois me encantava com o estilo de vida e a desenvoltura que o Sirano tem no Acordeon.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Jarbas do Acordeon: Para compor, primeiro procuro um motivo para usar de tema e fico pensando que estrutura poderia usar naquela música. Então, procuro relaxar e esquecer a composição, pois assim ela vem meio que “automática” em minha mente. E onde eu estiver paro tudo imediatamente e escrevo ou gravo o que vem de forma espontânea, para depois lapidar a obra, harmonizar e etc.

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Jarbas do Acordeon: O Bom de desenvolver uma carreira de forma independente é que não existem explorações, e a criação é livre também. Já os contras, pode-se dizer que a luta para conseguir investidores é grande, pois artistas pequenos e independentes não geram retorno para eles e para dar “um tiro certo” os investidores analisam muito o mercado.

13) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Jarbas do Acordeon: Eu procuro sempre manter meu repertório ao gosto do público, sempre prezando pelo Forró com mais qualidade. E sempre que posso, invisto em impulsionamento dentro de plataformas virtuais, divulgando fotos ou vídeos do meu trabalho.

14) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Jarbas do Acordeon: Sempre procuro investir em melhores instrumentos, além de fechar parcerias com fornecedores som e luz para uma melhor apresentação. Além disso, como disse anteriormente, procuro sempre impulsionar material de divulgação para que o público tenha ciência do meu trabalho.

15) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Jarbas do Acordeon: A internet é a melhor ferramenta para que um artista (independente do porte) se promova e consiga o maior alcance possível. Apesar da concorrência ser muito grande e os artistas (sendo eles bons ou ruins) têm oportunidades iguais. Acredito que o sol nasceu para todos e o público é quem elege seu artista favorito, com a permissão de Deus!

16) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Jarbas do Acordeon: Como eu falei anteriormente, não existem filtros de qualidade. O artista sendo bom ou ruim terá um material para apresentar, diferente do que acontecia antigamente que só uma pequena parcela dos bons tinha a sorte de gravar. Com esse acesso rápido (Home estúdio), todos os artistas interessados irão produzir e o filtro agora ao invés de serem as gravadoras e grandes empresários, será o próprio povo.

17) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Jarbas do Acordeon: Quem é diferente é que se destaca. Por isso, procuro ser autêntico e seguir com construção ao invés de copiar.

18) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Jarbas do Acordeon: O Forró nas últimas décadas passou por muitas recriações, umas notórias outras descabidas. Ao chegar ao nosso presente, percebo que o Forró virou um “guarda-chuva” que abriga vários ritmos e estilos que viraram inclusive “filosofia de vida” para alguns. É notório que quando falamos aqui no Rio Grande do Norte em Forró de Vaquejada, levanta-se um povo totalmente diferente do povo do Forró Universitário por exemplo. A nomenclatura “Forró das antigas” também ganhou força por aqui, quando se refere as bandas de Forró Eletrônico dos anos 90. Eu acredito que cada um tem seu público e seu espaço, e apesar de gostar muito do Forró de Raiz, não condeno quem curte esse Forró das antigas ou o Forró de Vaquejada, como vejo outros colegas forrozeiros fazendo.

19) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Jarbas do Acordeon: Existe uma infinidade de músicos que atendem esses quesitos. Posso citar o mestre Luiz Gonzaga que sempre trabalhou com pouco recurso e fez do seu nome, um marco na história e ponto de referência para todos os forrozeiros.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Jarbas do Acordeon: Lembro de cada um dos fatos citados na pergunta (risos). Lembro-me de uma vez logo no início da minha carreira, que me chamaram para falar algo no ouvido e quando me baixei, a garota sem querer derramou cerveja em minha cabeça… sei que não foi por maldade, pois percebi que ela estava tão “embriagada” que parecia não saber nem onde estava. Também sobre cantar e não receber, isso já aconteceu inúmeras vezes que nem conto como inusitado… conto mesmo como tristes momentos.

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Jarbas do Acordeon: que me deixa mais feliz é o fato de que, além de cantar o que eu gosto e fazer o povo feliz, tenho uma companheira (Alana Costa) que me apoia e inclusive, as vezes toca Triângulo e faz backing vocal no meu show. Já o que me deixa triste, é ver que muitas vezes por falta de incentivo, preciso sair da minha cidade ou do meu Estado para ser reconhecido. É como diz aquele velho ditado: “Santo de casa não faz milagre”.

22) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Jarbas do Acordeon: Pelo que eu saiba, esse movimento repaginou de certa forma o Forró de raiz para que esse estilo se tornasse mais popular entre os jovens da época. Foi uma coisa boa, pois sempre que você traz à tona e valoriza um movimento antigo, você perpetua essa cultura para as novas gerações tomarem interesse pela história.

23) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Jarbas do Acordeon: Os mais conhecidos no Brasil: Falamansa, Rastapé, entre outros.

24) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Jarbas do Acordeon: Provavelmente sim, se a rádio for no interior ou comunitária, pois as grandes rádios das grandes metrópoles cobram por esse serviço.

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Jarbas do Acordeon: A carreira musical só deve ser trilhada se você tiver muito amor por ela, pois você terá que reafirmar esse amor dia após dia. E se pela vontade de Deus você “estourar”, a coisa se amplificará 100 vezes mais. Todo dia será uma provação, e só quem suporta provações é quem ama.

26) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Jarbas do Acordeon: Eu tive o prazer de participar de dois Festivais de música logo no início da minha carreira nos eventos que a empresa que eu trabalhava promovia, e inclusive sempre ficava entre os três primeiros. Acredito que se o festival (independente de quem esteja promovendo) for produzido com seriedade e bons julgamentos, só serão positivos para os artistas e para a comunidade.

27) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Jarbas do Acordeon: Com certeza sim! Já vi muito artista surgir depois de ganhar ou aparecer em festivais de música, como se ali servisse de trampolim.

28) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Jarbas do Acordeon: Triste. A grande mídia praticamente “dita” o que os jovens vão ouvir e quando ela promove músicas sem conteúdo ou apelativas, esses jovens (o futuro da nação) consumirão esse conteúdo sem moderação. Por isso acho de extrema importância quando acontecem iniciativas culturais como Sesc, Sesi, iniciativas das universidades e de associações que buscam sempre fomentar a cultura em todos os ambientes. Infelizmente a briga é grande e geralmente pende para o lado que injeta mais dinheiro.

29) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Jarbas do Acordeon: Isso sim me deixa feliz! Como tenho várias iniciativas promovidas pelo SESC-RN, conheço de perto o quanto essas instituições prezam pela cultura, muitas vezes “nadando contra a maré” para fomentar esse conteúdo tão valioso para a humanidade. É uma luta diária que vejo esses setores travarem para que a população tenha a chance de conhecer sua própria cultura, mesmo que a grande mídia não colabore para tal.

30) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Jarbas do Acordeon: Acredito que o sol nasceu para todos, e que eles conquistaram seu espaço no mercado. No Rio Grande do Norte, esses estilos dominam o mercado e trabalhar aqui o Forró de raiz é mais complicado, mas não impossível. Também acredito que o melhor caminho para trilhar é sempre o da parceria. Quando se existe união, todos ficam mais fortes.

31) RM: O que você faz atualmente dentro e fora da área musical?

Jarbas do Acordeon: Minha vida é 100% dentro da área musical. Atualmente curso Licenciatura em Música na Escola de Música da UFRN, onde também sou monitor/bolsista do CIART (Curso de Iniciação Artística), que atende crianças de 06 a 08 anos. Também estou como coordenador do Fórum do Forró de Raiz do RN, onde tivemos nossa primeira edição em 2020 de forma totalmente remota. Por fim, além de cantar e tocar minha sanfona pelos Forrós do mundo, também ministro aulas particulares de Acordeon.

32) RM: Jarbas do Acordeon, Quais os seus projetos futuros?

Jarbas do Acordeon: Contemplado pela Lei Aldir Blanc, acabei de construir e postar um memorial artístico, no meu canal do YouTube contando um pouco da minha história. Como não posso parar, estou organizando uma oficina de estudos de acordeon (também contemplado pela lei), e estou programando gravações de músicas autorais e clipes para fomentar cada vez mais minha carreira artística, além de concluir futuramente o curso de Licenciatura em Música.

33) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Jarbas do Acordeon: (84) 98887 – 5549

| [email protected]

| https://web.facebook.com/jarbas.doacordeon.3

| https://web.facebook.com/JarbasDoAcordeon

| www.instagram.com/jarbasdoacordeon

Canal do YouTube: https://www.youtube.com/user/jarbasdacap

QUANDO EU VIM DO SERTÃO SEU MOÇO – TRIBUTO AO REI DO BAIÃO: https://www.youtube.com/watch?v=Vk1H2PMuTK0

Jarbas do Acordeon – LIVE solidária da ABMCJ: https://www.youtube.com/watch?v=FGJGNd8zxO8

MEMORIAL ARTÍSTICO – JARBAS DO ACORDEON: https://www.youtube.com/watch?v=bwe30IZkDNE&t=13s

Links para os CDs: https://www.suamusica.com.br/jarbasdoacordeonshowaovivonafecern

https://www.suamusica.com.br/quandoeuvimdosertaoseumoco

https://www.suamusica.com.br/Jarbasdoacordeonaovivonafestadoboi


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.