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Categorias: Entrevistas

Hallisson Max


O guitarrista, violonista, compositor, arranjador mineiro Hallisson Max iniciou os estudos aos 11 anos de idade.

Hallisson Max é graduado em Licenciatura em Música pela ESMU-UEMG  e Pós Graduando em Música Popular Brasileira pelo CBM – Conservatório Brasileiro de Música. Foi aluno dos professores: Fábio Monteiro, Wladmir Cerqueira, Alvimar Liberato, Lúcio Gomes, Ernesto Hartmann.

Hallisson Max ministra aulas de Guitarra e Violão em escolas do Rio de Janeiro. Desenvolve trabalho instrumental com Hallisson MaxTrio. Participa do Grupo de Candombe Uruguaio La Tambora. Realiza pesquisa sobre a Música Afro Latino Americana, dentre as quais fazem parte Samba, Choro, Baião, Guitarrada do Pará, Cumbia, Candombe Uruguaio, Salsa.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Hallisson Max para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 26.06.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Hallisson Max: Nasci no dia 14.02.18981 em Ipatinga – MG.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Hallisson Max: Na casa dos meus pais sempre teve música embora nenhum deles tocasse algum instrumento. Escutava-se muita coisa: Clara Nunes, Agepê, Roberto Carlos, Os incríveis, entre outros. Lembro-me também das trilhas sonoras de Novelas, que tinham vários sucessos Nacionais e Internacionais. Além disso, convivia com primos que viviam no interior e faziam parte de Banda de Música Civil, entre esses primos o Francisco (Chiquinho) sempre me levava aos ensaios e apresentações. Ficava encantado com o som dos Instrumentos de Sopro e isso foi uma grande influência. Alguns anos mais tarde meu pai me presenteou com um Violão, tinha entre 10 e 11 anos de idade. Esse foi o começo.

03) RM: Qual a sua formação musical?

Hallisson Max: Sou Graduado em Licenciatura pela ESMU-UEMG em Minas Gerais e pós graduação em Música Popular Brasileira no CBM Conservatório Brasileiro de Música. Além de vários cursos e aulas particulares com grandes mestres com os quais tive contato. Minha Vida sempre foi na Música a partir do primeiro contato.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Hallisson Max: Influências são sempre influências. As do único da minha Trajetória estão sempre por aí. As primeiras antes de começar a tocar ainda escuto e fui atrás de aprender, aquelas que citei anteriormente.

Quando comecei a tocar fiquei fascinado com a Legião Urbana e tentava tocar aqueles clássicos da Banda. Mas teve um momento que marcou, na Música e na Vida, que foi quando escutei pela primeira vez Jimi Hendrix. Aquele momento foi mágico… Não acreditei naquilo que estava ouvindo. Essa influência está sempre presente. Outras influências desse período inicial são: Metallica, Iron Maiden, Dilermando Reis, Os Incríveis. Os guitarristas e violonistas: Stevie Ray Vaughan, Jimmy Page, Joe Satriani, Ritchie Blackmore.

Quando fui pra Faculdade tive um maior contato com a Música Brasileira e seus grandes expoentes: Antonio Carlos Jobim, Hermeto Pascoal, Gilberto Gil, Egberto Gismonti entre outros. Além é claro dos meus Professores: Fábio Monteiro, Alvimar Liberato, Ernesto Hartmann, Lúcio Gomes. Todas as influências são sempre marcantes e sempre volto a elas e acrescento também outras mais recentes… Estou sempre em contato com as manifestações musicais que me aparecem e atualmente estou contato com a Música Afro Latino Americana e seus expoentes: Willie Cólon, Hector Lavoe, Jorginho Gularte, Rubem Rada, etc.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Hallisson Max: Comecei em minha cidade mesmo, lá em Ipatinga, primeiro tocando na Igreja Católica e tocando com meu primo Francisco que é maestro e me incentivava a acompanhá-lo tocando Violão enquanto ele solava ao Sax.

Isso foi o início. Depois tive um Professor que tinha um grupo de Seresta e também foi uma ótima Escola. Fazíamos apresentações intimistas e me ensinou muito. Na adolescência vieram as bandas de Pop Rock. A mais marcante e a primeira que eu participei se chamava Los Beneditos, com amigos da Escola e da cidade. Experiência maravilhosa, pois conservo amizades até hoje.

06) RM: Quantos CDs lançados? Cite os CDs que já participou tocando guitarra?

Hallisson Max: Comecei minha carreira fonográfica um pouco mais tarde, há alguns anos. Na época da Faculdade gravei algumas coisas, mas que não chegaram a ser lançados. Participei de um DVD promocional de um Grupo de Música Brasileira, “Casa de Bamba”, que ajudei a formar e que tinha uma música de minha autoria e que deu título ao trabalho, “Segura e Vem”. Recentemente participei do Álbum “La Cumbia Maluca” do grupo “Mango Mambo”. Em 2020 lanço meu EP – “Songs from the Living Room” como Hallisson MaxTrio.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Hallisson Max: Meu estilo musical é uma mistura de tudo que eu gosto de ouvir unida a todas as experiências vividas como pessoa. Na parte musical tenho influência de Rock, Blues, Música Brasileira (Samba, Choro, Baião, Forró, Guitarrada do Pará) e mais recente meu contato com o universo da Música Afro Uruguaia, o Candombe e também a Música de outros países da América Latina.

08) RM: Como é o seu processo de compor?

Hallisson Max: Basicamente o processo vem de muito trabalho. Muitas vezes as ideias vêm durante o processo de estudo e daí tem-se o desenvolvimento das ideias. Gosto também de ter um título para o qual possa desenvolver o Tema. O que é instigante por eu fazer Música instrumental e ter o desafio de transpor para o universo dos sons as ideias que estão em minha cabeça. Nesses momentos me inspiro em Beethoven, Bach e Brahms.

09) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Hallisson Max: Não sou de ter muitos parceiros. Meu processo é bem solitário, mas ultimamente tenho o apoio na parte de Produção Técnica e que se tornou parceiro o meu amigo dos tempos de “Los Beneditos em Ipatinga que é Bruno Alves, que apesar de estar na Bahia e eu no Rio de Janeiro fazemos um bate bola fantástico e rendeu a música:  “St. Hendrix”, que é o primeiro single do EP – “Songs from the Living Room” e tem mais coisas vindo por aí como nosso Projeto “Graúna” de música experimental, aguardem.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Hallisson Max: Claro que tudo tem prós e contras, mas prefiro ver sempre com bons olhos. Ter mais liberdade de compor o que quiser e como quiser não tem preço. Escolher a melhor forma de Produção Técnica se cercando de pessoas conhecidas e parceiras é importante. Os contras que eu vejo é a divulgação que as vezes me parece injusta para quem não pertence a grandes e pomposos escritórios que tem muito dinheiro pra exclusividade nessa área. Mas vendo com bons olhos, as redes sociais estão aí a nosso favor e livres pra todos nós… Isso é fantástico!

11) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Hallisson Max: Primeiro ponto é ter ideia e principalmente um conceito. Isso no âmbito da criação, composição e arranjos. Ter um bom equipamento com o qual possa desenvolver as ideias é fundamental. Cercar-se de parceiros pra composição, parte Técnica, divulgação, ter uma rede de contatos é importante. Não consigo fazer muito sozinho essa parte de divulgação, criação de material de divulgação então conto com ajuda de amigos e de minha esposa Iara que sempre está junto também… Ter ajuda sempre é bom…

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Hallisson Max: Um aspecto que não fazia muito são os vídeos, bem produzidos ou não, fazer. Lives também acho importante fazer. Comecei uma série de vídeo aulas dos conhecimentos em Música Afro Latino Americana. Os ritmos e aplicações guitarra. Como também sou Professor de Música creio que é importante abordar esse lado da carreira. Quem sabe vem algum livro aí…

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?

Hallisson Max: Ajuda bastante. O processo de divulgação ficou mais democrático. Temos as mesmas ferramentas que os grandes do mercado sem intermediários. A possibilidade de negociar diretamente com as redes e patrocinar nossos materiais de divulgação é fantástico.

14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Hallisson Max: Só vejo vantagens. Os custos são com certeza mais baixos, só por aí já é super interessante. Na parte criativa, termos um tempo pra desenvolver as ideias sem precisar olhar pro taxímetro rodando também é importante, e outro ponto, somos proprietários da nossa criação. Isso é fundamental e característica do nosso Tempo.

15) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Hallisson Max: Uma boa e esmerada produção faz toda a diferença. Manter a cabeça aberta à novas experiências creio que funciona pra mim. Percebi que tinha um diferencial quando comecei a abrir meu leque de influências ao me aproximar de estilos musicais fora do caminho comum. Ao me aproximar da Música Afro Latino Americana como um todo, incluindo aí a nossa Música Brasileira, meu trabalho adquiriu uma consistência que não tinha antes…

16) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Hallisson Max: Creio que esse ponto deve ser analisado com cautela. O cenário musical tem passado por várias mudanças, seja na parte criativa quanto de Produção Técnica e de divulgação. As redes sociais estão aí, mas também sofrem a influência negativa do mercado mainstream. A Música da Moda tem as vezes abafado a produção tanto que grandes mestres de outrora e pessoas como eu e vários parceiros que trabalham de forma independente. Grandes mestres da música atualmente atuam de forma independente. Quanto a regredir… Quem não entendeu o jogo posso dizer que começou a ficar parado… E quem está na batalha, esses são vários…

17) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Hallisson Max: Vou falar de minhas referências que são variadas, mas vou resumir. Jimi Hendrix, Pepeu Gomes, Armandinho Macêdo, Davi Moraes, Nelson Faria, Milton Nascimento, Toninho Horta, Sandro Albert, Hamilton de Holanda, Steve Howe guitarrista do Yes, Herbie Hancock, Hermeto Pascoal, Luciano Magno guitarrista de Recife, Alceu Valença… Pra citar alguns, e tem muitos outros, mas não cabe aqui todos!

18) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Hallisson Max: Isso é engraçado. Já passei muita coisa mesmo. Equipamentos horrorosos e/ou faltando, a clássica frase: “Pode vir que tem que a estrutura é profissional”, chegar e não ter nada. Brigas no público durante show, músicos caindo do palco, e um momento de um show em que caiu no palco uma meia-calça. Teve um show numa Escola em minha cidade que as crianças estavam penduradas na grade da quadra curtindo o show! Insano. Mas tudo isso é muito bom pra nosso crescimento.

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Hallisson Max: Só tenho alegrias. Mesmo naqueles momentos que as vezes te deixam triste e desanimado a Música sempre dá o alento e conforto. Conhecer pessoas novas tanto companheiros de Música quanto os alunos. É maravilhoso.

20) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Hallisson Max: Acho pouco difícil. É uma indústria que joga pesado e que migraram das rádios para o meio virtual. O Jabá eletrônico já é uma realidade. A seguidores e curtidas fakes são uma realidade, mas não perco a esperança e acredito sempre na força da Música que eu e meus amigos e parceiros fazemos. E triste, real e tenso de temos de ter consciência que existe e continuar trabalhando.

21) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Hallisson Max: É um caminho maravilhoso… Tem os pontos tortuosos como a Vida. Costumo comparar a Trajetória Musical com a Vida. Tem as partes boas e as ruins. Mas, se você ama o que faz e se dedica a Musa fica tudo mais prazeroso. Tem de ter Amor, Paixão e principalmente dedicação, seja teu objetivo ser profissional ou não…

22) RM: Quais os guitarristas que você admira?

Hallisson Max: São vários, tanto Brasileiros quanto de outros países: Jimi Hendrix, Pepeu Gomes, Garoto, Steve Howe, Wes Montgomery, Barney Kessel, Laurindo Almeida, Hélio Delmiro, Heraldo Du Monte, Zé Menezes, Armandinho Macêdo, Jimmy Page, Eric Clapton, Steve Morse, Alex Lifeson, James Hetfield, Joe Satriani, Jeff Beck, Luciano Magno, entre outros.

25) RM: Quais os compositores eruditos que você admira?

Hallisson Max: Começo com o que considero o mais importante pra mim, Johann Sebastian Bach. Beethoven, Brahms, Vivaldi, Haydn, Debussy. Tem também Heitor Villa-Lobos que transita entre o erudito e o Popular. Mestre!

24) RM: Quais os compositores populares que você admira?

Hallisson Max: O Maestro soberano, Antonio Carlos Jobim, Gilberto Gil, Cartola, Nelson Cavaquinho, Hermeto Pascoal, Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Alceu Valença, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Chico Buarque, Jimi Hendrix, Willie Dixon, Ruben Rada, Jorginho Gularte e por aí vai…

25) RM: Quais os compositores da Bossa Nova você admira?

Hallisson Max: Não sou muito Conhecedor de Bossa Nova apesar de tocar e estudar o estilo, aprecio Roberto Menescal, Carlos Lyra, Tom Jobim, Vinicius de Moraes são os que mais me influenciam.

26) RM: Nos apresente sua metodologia para o ensino de Guitarra?

Hallisson Max: O que eu faço nas minhas aulas de guitarra são um apanhado de métodos (muitos deles não são específicos de guitarra) que estão de acordo com meus pontos de vista e utilizo com meus alunos: Os métodos de Almir Chediak, Nelson Faria, Ian Guest, Schoenberg, Steve Morse, Frank Gambale, etc.

27) RM: Quais as principais técnicas que o aluno deve dominar para se tornar um bom Guitarrista?

Hallisson Max: Primeiro ter muita força de vontade e dedicação pra estudar. Técnica é um compêndio de habilidades que precisamos ter pra conseguir passar para os instrumentos as ideias que estão em nossa mente. Então temos: Teoria básica pra se entender o que toca, Harmonia, Técnica e principalmente ter Repertório. Sem repertório de nada adianta saber todas as técnicas e teoria.

28) RM: Quais os principais vícios e erros que devem ser evitados pelo aluno de Guitarra?

Hallisson Max: O que mais observo como disse antes é não ter um repertório no estilo que pretende tocar. O que fazemos na Teoria, na Técnica, etc, é o que está presente nas Músicas. Conhecer Músicas, formar um repertório é parte primordial. Quando estou lecionando qualquer tópico musical parto de Músicas. Todos os elementos estão nelas. Não tem erro.

29) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

Hallisson Max: Focar somente na parte técnica e/ou Teoria, Escalas, Acordes e Ritmos segregados do estudo de Repertório não tem a menor relevância. Falo muito do Estudo do Repertório porque penso que sem ele os assuntos ficam soltos e sem fundamento.

30) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Hallisson Max: Existe Dom. Mas existe Trabalho. Tive alunos altamente talentosos, com um Dom fantástico, mas não tinham força de vontade e dedicação pra estudar, isso é primordial. O Dom sozinho não realiza muita coisa. Todos os grandes Mestres da Música afirmam que sempre tiveram muito Trabalho no processo.

31) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Hallisson Max: Tem aquela frase: “Improvisar é compor na hora”. Concordo com ela, mas acrescento aí a fator de contar uma história, desenvolver uma ideia, um motivo. Tocando sozinho ou com outras pessoas essa deve ser a máxima. Pegar como influência para improvisar frases de Clássicos da Música, sejam elas Eruditas ou Populares, Instrumentais ou Vocais. Gosto muito de estudar melodias vocais. Principalmente pra nós guitarristas são desafiadoras em termos de respiração, métrica e estão sempre alinhadas com as Harmonias, sejam elas mais simples (o que não significam que sejam fáceis) ou mais complexas. Gosto de pensar no conceito de Tema com variação, muito utilizado no processo de composição erudito e que tem grandes Mestres como Bach e Beethoven. Então a ideia é essa: Estude Música!

32) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Hallisson Max: Claro que existe! Óbvio que estudamos Frases, Escalas, Arpejos, Acordes e suas Inversões para aplicarmos na hora do Improviso. Mas se você estuda e cria frases pra usar sempre nas mesmas situações, não está improvisando de fato. Acredito que improvisar mesmo é estar no fio da navalha, se arriscar, se lançar no abismo. Tem um depoimento do Eric Clapton no qual ele diz que quando vai improvisar ele não pensa em nada até milésimos de segundo antes do momento de ele começar um solo. Penso que é isso. As coisas que estudamos devem nos preparar pra esse momento e quando for a hora a emoção estar na ponta do dedo. Pensar demais nesse momento também só atrapalha a expressão.

33) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Hallisson Max: São os que eu falei anteriormente. Estudar as Escalas, Acordes, Arpejos é fundamental e muito importante, mas não podemos dissociar esses princípios das Músicas nas quais vamos utilizar esses recursos para improvisar. As próprias músicas nas quais vamos improvisar já contém várias ideias que podemos utilizar nesse processo.

34) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Hallisson Max: Teorizar demais e se afastar do Repertório. Por isso gosto dos Métodos do Almir Chediak e do Nelson Faria. Eles estão em concordância com esses princípios que eu acho fundamentais. Sempre quando passo algum Fundamento Musical para meus alunos passo como se fossem Músicas. Alguns acabam se transformando em Músicas mesmo.

35) RM: Quais os métodos que você indica para o estudo de leitura à primeira vista?

Hallisson Max: Primeiramente ler, ler e ler muito. Vários estilos de preferência. Aprendi muito lendo Temas Eruditos quando estudei Violão Erudito e Popular. A Guitarra ainda tem essa Tradição pouco desenvolvida, principalmente na área do Rock e Blues. No Jazz temos os Real Books que ajudam a sanar essa deficiência. Os Songbooks de Música Brasileira editados pelo Almir Chediak são referências e os utilizo sempre. Sei que o Nelson Faria tem um ótimo método sobre esse Tema. Vale a pena estudar.

36) RM: Como chegar ao nível de leitura à primeira vista?

Hallisson Max: A Prática leva à Perfeição! Essa é o Mantra que gosto de manter nesse caso…. Essa é a Resposta. Simples mais direta. Sem a Prática da leitura creio ser complicado chegar a um nível satisfatório.

37) RM: Quais os seus projetos futuros?

Hallisson Max: Estou no processo de lançamento do meu primeiro EP Autoral single a single. No momento (maio 2020) que estamos passando por causa da Pandemia do Covid-19 estou me inscrevendo em vários editais com os Projetos que estou desenvolvendo sobre a Música Afro Latino Americana, incluindo a Música Brasileira, Uruguaia e de outros países da América Latina. Continuar o processo de gravação tanto de Álbuns quanto de singles. Finalizar minha Pós Graduação pensando em Mestrado na linha de pesquisa que já mencionei. Tem também o Projeto Graúna com meu parceiro de longa data Bruno Alves além do Grupo de Candombe Uruguaio La Tambora. Pretendo iniciar contatos pra compor trilhas pro Audiovisual… Muitas ideias. A Música é Imensa.

38) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Hallisson Max: maxcordas@gmail.com |

| https://www.youtube.com/user/MAXCORDAS

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| https://instagram.com/hallissonmax?igshid=14e9ffjpckqi5

| https://instagram.com/hallissonmaxtrio?igshid=1gbw8foxqwrau


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

Publicado Por
Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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