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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antônio Carlos da Fonseca Barbosa.

Grupo Fulô Mimosa

Grupo Fulô Mimosa
Grupo Fulô Mimosa

O Grupo musical Fulô Mimosa, fundado em 11 de julho de 2016, tem em sua formação um “magote” de cantoras/instrumentistas, estudantes e professoras de música, que desabrocha com a missão de “ispaiar pelo mei do mundo”, com qualidade, eficiência, compromisso e, principalmente profissionalismo, o que temos de melhor na nossa cena cultural.

Através do Forró autêntico, do aboio, das emboladas, vaquejadas, cantorias, romarias, e de várias outras manifestações da nossa terra que nos inspiram, o Fulô Mimosa abre as porteiras do Sertão, Cariri, Brejo e Agreste para que todos desfrutem, no arrastar das “apragatas”, dessa beleza que é o nosso Nordeste; uma janela da arte do cancioneiro popular, o “mimosear” de belas páginas para que todos nós tenhamos orgulho de SER NORDESTINAMENTE BRASILEIRO.

Fuloral: Harue Tanaka (Acordeon/Sanfona), Luíza Rosas (Flauta/Flautim), Naomi Barroso (Cavaquinho), Ingrid Simplício (Violão), Priscilla Fernandes (Zabumba), Thay Maria (Percussão), Naíma Vilôr (Percussão), com o Maestro Chiquito na produção artística e composições.

Segue abaixo entrevista com o grupo Fulô Mimosa para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 03.05.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a data de nascimento e sua cidade natal das meninas Grupo Fulô Mimosa e do maestro Chiquinho?

Grupo Fulô Mimosa: Maestro Chiquito, nasceu no dia 30 de setembro de 1953 em Santa Luzia, interior da Paraíba.

Harue Tanaka (Acordeon) nasceu em 15.10.1970, em São Paulo SP, morou o primeiro ano de vida no Rio de Janeiro e veio para João Pessoa PB com 1 ano e 4 meses de idade. É paraibana por adoção e pelo coração.

Priscilla Fernandes Paiva dos Santos (Zabumba) nasceu no dia 20.08.1984 em João Pessoa – PB.

Naíma Vilôr (Percussão) nasceu no dia 09.05.1990 João Pessoa – PB.

Ingrid Simplício (Violão) nasceu no dia 25.11.1990 em João Pessoa – PB.

Luíza Rosas (Flauta/Flautim) nasceu no dia 02.12.1994 em João Pessoa PB.

Naomi Barroso (Cavaquinho) nasceu no dia 23.11.1998 em João Pessoa PB

Thay Maria (Percussão) nasceu no dia 29.05.2000 em João Pessoa PB.

02) RM: Fale do primeiro contato com a música das meninas do grupo Fulô Mimosa e do maestro Chiquinho.

Grupo Fulô Mimosa: Maestro Chiquito, meu primeiro contato com a música foi aos sete anos de idade, tocando num Bloco de Carnaval; a partir daí, mesmo passando por várias outras profissões, nunca deixei de fazer música.

Harue Tanaka (Acordeon) meu pai me colocou para estudar piano e, durante minha formação ainda criança, o pai que era um ouvinte musical eclético e contumaz a fazia ouvir de ópera a Forró de raiz, de Soul a Samba de raiz, música popular e erudita, MPB a músicas de outras culturas (como Missa Luba e música japonesa).

Naíma Vilôr (Percussão) meu primeiro contato com a música veio da minha origem familiar. O meu avô é músico e maestro “Maestro Vilôr”, meu pai músico, arranjador Marcelo Vilôr, além da influência familiar comecei a cantar na igreja aos cinco anos de idade e aos seis anos ingressei no DEMUS da UFPB fazendo parte do coro infantil sob a regência de Fátima França e Harue Tanaka onde fiquei até os 15 anos de idade.

Naomi Barroso (Cavaquinho) tive meu primeiro contato com a música aos seis anos de idade com aulas de violino na escola em que estudava. Desde então pratiquei alguns instrumentos como flauta doce, bateria, canto coral, violoncelo, etc.

Thay Maria (Percussão) aos nove anos de idade comecei a cantar no coral da igreja, e comecei a fazer aula de violão com 10 anos.

Priscilla Fernandes (Zabumba) primeiro contato com a música foi em casa mesmo. Minha família não tem músicos profissionais, mas sempre foram amantes da música, sempre tinha um LP no toca-discos rolando. Meus tios com os quais também fui criada tinham seus violões e flauta doce. E eu cresci nesse meio musical.

Ingrid Simplício (Violão) sempre fui uma criança que adorava cantar e fingir tocar instrumentos, mas de fato, só fui aprender a tocar violão aos 18 anos de idade.

Luíza Rosas (Flauta/Flautim) não lembro exatamente quando e como foi o meu primeiro contato com a música. Os meus pais gostam bastante de música, meu pai toca violão, gaita e percussão e minha mãe violão. Mas desde pequena estive em coral infantil e na musicalização.

03) RM: Qual a formação musical das meninas do grupo Fulô Mimosa e do maestro Chiquinho?

Grupo Fulô Mimosa: Maestro Chiquito, Bacharel de Música, Especialização Trompete.

Harue Tanaka (Acordeon) comecei a estudar Piano aos seis anos de idade. Cursei bacharelado em música, com habilitação em Piano, pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba, onde leciono desde abril/1993.

Naíma Vilôr (Percussão) não sou formada em música, sou Bibliotecária graduada na UFPB – Universidade Federal da Paraíba e trabalhei na linha de pesquisa juntando a música e a ciência da informação na área de memória.

Naomi Barroso (Cavaquinho) sou graduanda em Licenciatura em Música com Habilitação em Violão 7 Cordas pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba.

Thay Maria (Percussão) faço curso de extensão em música na UFPB, estudo violão popular, acordeom e teoria.

Priscilla Fernandes (Zabumba) cursei superior sequencial de Música popular com habilitação em percussão (UFPB – 2014).

Ingrid Simplício (Violão) formada pelo sequencial em Música Popular e atualmente curso Licenciatura em Música, ambos com habilitação em contrabaixo elétrico e pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba.

Luíza Rosas (Flauta/Flautim) sou formada em bacharelado em Flauta pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba e estou concluindo a Licenciatura em Música na mesma instituição.

04) RM: Quais influências musicais no passado e no presente das meninas do grupo Fulô Mimosa e do maestro Chiquinho. Quais deixaram de ter importância?

Grupo Fulô Mimosa: Maestro Chiquito, meu primeiro contato foi com emboladores, aboiadores, cordelistas, coqueiros de feiras, poetas, repentistas, cantadores de violas, Coco de Roda de Mané de Bia, Banda Cabaçal da Irmandade do Rosário, Charangas, Escolas de Samba, Troças, Bandas Marciais, Bandas de Música, Conjuntos de Baile, Orquestras de Baile e de Frevo, Orquestra Sinfônica, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Jacinto Silva, Pinto do Acordeon, Dominguinhos, Marinês, etc. Tudo isso ainda faz parte da minha formação.

Harue Tanaka (Acordeon) uma das maiores influência foi o Forró que, embora não feito parte da formação profissional inicial, foi a inspiração para criar outros grupos musicais dentro dos ritmos nordestinos até ser convidada pelo maestro Chiquito a compor o Fulô Mimosa. Inclusive, a aprender a acordeon para integrar o grupo. Acredito que nada que faça parte da formação de um (a) artista deixa de ter importância, pois toda a experiência musical é cumulativa e compõe o amálgama de conhecimento que resulta na música (feminino de músico) que somos.

Naíma Vilôr (Percussão) minhas raízes influenciadoras foram o Frevo, Forró com um pezinho no Samba também e na MPB no geral.

Naomi Barroso (Cavaquinho) toda a música brasileira me influenciou e vem influenciando até hoje, principalmente Samba, Forró, MPB e Pop nacional.

Ingrid Simplício (Violão) eu acho que mesmo o que consideramos não ter mais influência, ainda tem uma influência: só não é a que julgamos “favorável”; e são importantes porque cada uma construiu o ser que somos hoje. No meu caso, já ouvi “Forró das antigas”, Pagode, Rock, Pop, R&B, FUNK, Soul, Samba, Baião, Xote, Maracatu, Coco, Bossa Nova. Os níveis vão variando de acordo com o meu humor ou com o que estou estudando no momento.

Priscilla Fernandes (Zabumba) na minha infância em casa o que minha família ouvia era bem variado, MPB, Rock, Forró, Brega, Jovem Guarda e Samba não podiam faltar, por se tratar de uma família vinda do Rio de Janeiro.

05) RM: Quando, como e onde você começou o grupo Fulô Mimosa?

Grupo Fulô Mimosa: O Grupo surgiu no dia 11 de julho de 2016 da ideia do Maestro Chiquito e da cantora Thay Fernandes de criarem um grupo só de mulheres, de preferência, estudantes da UFPB – Universidade Federal da Paraíba, para fazerem um trabalho pouco comum no mercado, através de pesquisa, estudo e divulgação do Forró e dos costumes do interior do Nordeste. São sete vozes cantando e usando os instrumentos básicos, a partir dos anos 1930: acordeon, zabumba, triângulo, violão, cavaquinho, flauta e outras percussões.

06) RM: Fale do primeiro CD. Quem são autores das músicas?

Grupo Fulô Mimosa: Nosso primeiro CD – “Fulô Minosa”, música de Maestro Chiquito. Esse álbum terá 10 músicas e será lançado em 2021.

07) RM: Como vocês definem o estilo musical do grupo Fulô Mimosa?

Grupo Fulô Mimosa: Forró Autêntico.

08) RM: Vocês estudaram técnica vocal?

Grupo Fulô Mimosa: Naíma Vilôr (Percussão) estudei na UFPB – Universidade Federal da Paraíba com a professora Fátima França dos seis aos 15 anos de idade.

Naomi Barroso (Cavaquinho) antes de participar do grupo não havia estudado, mas com a demanda vocal comecei a estudar.

Thay Maria (Percussão) eu tive algumas aulas na igreja junto com o ministério que eu cantava, com 14 anos de idade.

Priscilla Fernandes (Zabumba) não estudei técnica vocal.

Harue Tanaka (Acordeon) estudei na época da graduação (bacharelado em música). Tínhamos disciplinas de canto/coral.

Ingrid Simplício (Violão) estudei dois semestres de canto complementar.

Luíza Rosas (Flauta/Flautim) infelizmente não estudei técnica vocal ainda, mas pretendo estudar para melhorar o desempenho quando precisar cantar. Minha formação é de instrumentista, mas é importante ser versátil no mundo musical.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Grupo Fulô Mimosa: Naíma Vilôr (Percussão) o estudo é importante para você entender e conhecer os limites da sua voz, educar, e controlar a potência. além do benefício fisiológica de prevenir doenças no aparelho fonador.

Naomi Barroso (Cavaquinho) o estudo técnico e o cuidado com a voz são imensamente importantes para quem a utiliza como um de seus principais instrumentos de trabalho. Para quem é do ramo artístico, canta e toca, saber adotar um uso bom e higiênico é sinônimo de tempo de serviço e qualidade de vida prolongada.

Thay Maria (Percussão) é importante para se aperfeiçoar cada vez mais, e entender aquilo que está fazendo, e também para que o grupo possa estar em harmonia.

Priscilla Fernandes (Zabumba) para uma cantora os cuidados com a voz são essenciais, pois é o seu instrumento de trabalho.

Harue Tanaka (Acordeon) imprescindível para o conhecimento sobre o aparelho fonador e, consequente, utilização do aparato vocal para melhor eficiência (inclusive do uso do diafragma); além da manutenção e cuidados que devemos ter com a voz; evitando lesões, calos vocais e perda da voz.

Ingrid Simplício (Violão) a voz é o instrumento mais precioso, pois está na gente. E não bastasse ser instrumento musical, é também instrumento de comunicação.

Luíza Rosas (Flauta/Flautim) a importância de estudar técnica vocal é saber o que fazer, aspectos técnicos de projeção, como tratar, o que fazer e não fazer antes dos shows, de alguma gravação e etc.

10) RM: Quais as cantoras(es) que vocês admiram?

Grupo Fulô Mimosa: Maestro Chiquito: Elis Regina; Clara Nunes; Alcione; Marinês; Ângela Maria; Francisco Petronio; Jamelão; Jackson do Pandeiro; Mestre Zinho; Orlando Silva; Parrá; Biliu de Campina; Josildo Sá; Claudionor Germano; Jadir Camargo; Emílio Santiago; Tim Maia.

Naíma Vilôr (Percussão) Gal costa, Nana Caymmi, Elba Ramalho, Marinês, Maria Bethânia, Alcione, Diana Krall.

Naomi Barroso (Cavaquinho) as grandes cantoras brasileiras consagradas como Elza Soares, Beth Carvalho, Elba Ramalho e Clara Nunes, assim como as da atualidade como Ellen Oléria, Mayra Andrade, Mariene de Castro, Luedji Luna. Também admiro minhas colegas de grupo e de curso que estão sempre se aperfeiçoando e conquistando seu espaço.

Thay Maria (Percussão) Flávio José, Elba Ramalho.

Priscilla Fernandes (Zabumba) Maria Betânia, Gal Costa, Rita Lee, Elba Ramalho, Maria Rita, Marinês, Elis Regina, Elza Soares, Clara Nunes, Beth Carvalho, Cátia de França, Glaucia Lima, Vanessa da Mata, entre muitas outras.

Harue Tanaka (Acordeon) admiro Nat King Cole, George Benson, Aretha Franklin, Lysia Condé, Nina Simone, Marinês, Clara Nunes, Sade Adur, Luiz Gonzaga, etc.

Ingrid Simplício (Violão) atendo-me somente aos timbres: Ceumar, Mônica Salmaso, Marisa Monte, Beyoncé, Adele, Djavan, João Sabiá, Tó Brandileoni, Pedro Viáfora, John Mayer, Tiago Iorc, e a lista é imensa…

11) RM: Como é o processo de compor no grupo Fulô Mimosa e do maestro Chiquinho?

Grupo Fulô Mimosa: Maestro Chiquito, pela inspiração vão nascendo minhas canções.

12) RM: Quais são os principais parceiros de composição?

Grupo Fulô Mimosa: Maestro Chiquito: Marcelo Piancó; Beto Brito; Newton Marinho; Thay Fernandes; Beranger Araújo.

13) RM: Comente a importância de todas cantarem no grupo Fulô Mimosa?

Grupo Fulô Mimosa: A ideia principal foi esta: Um grupo vocal que fosse diferente daquele famoso “Quarteto Clássico”.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Grupo Fulô Mimosa: Naomi Barroso (Cavaquinho) a parte boa é trabalhar com o que ama e com o que acredita e em contrapartida tem a instabilidade financeira.

Priscilla Fernandes (Zabumba) acho que o lado positivo de fazer música independente é a liberdade que se tem de fazer o que trabalho em relação a forma, estética, de se fazer o que quer, sem deixar perder a essência. E o lado negativo é concorrer com um mercado brutal e esmagador como é o mundo dos negócios em relação a música, onde o que importa é o quanto se vende sem se preocupar com a qualidade, o conteúdo, e o que essa música vai despertar no ouvinte, que tipo de pessoas iremos formar através daquela música. A música tem esse poder!

Harue Tanaka (Acordeon) a) Um dos prós é a autonomia na escolha do repertório e sobre as propostas musicais sejam do ponto de vista do arranjo, das versões, do modo próprio de apresentar o repertório. b) Um ponto contra ocorre quando há falta de patrocínio para divulgação e produção musical na gravação de CDs ou colocação em plataformas streaming, por exemplo.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da carreira do grupo Fulô Mimosa dentro e fora do palco?

Grupo Fulô Mimosa: Priscilla Fernandes (Zabumba) A estratégia do grupo tanto no palco o fora dele é preservar aquilo que temos de melhor na nossa cultura nordestina, através da música, dos costumes, do palavriado, das vestes, da culinária. É isso que queremos mostrar ao público, é isso que queremos que conheçam! E para isso seguimos nossas agendas de ensaios/aulas para estarmos sempre alinhadas a esse contexto.

Harue Tanaka (Acordeon) fora do palco a nossa ideia é a divulgação nacional do primeiro CD do nosso grupo. No âmbito do trabalho artístico (no palco) é a manutenção de uma proposta coerente com os propósitos do próprio grupo do ponto de vista, principalmente, musical a divulgação e valorização do Forró de raiz nordestino, que se estende também à cultura do povo nordestino.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que vocês praticam para desenvolver a sua carreira?

Grupo Fulô Mimosa: Promoção de festas.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento a carreira do grupo Fulô Mimosa?

Grupo Fulô Mimosa: Ajuda mais que prejudica.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Grupo Fulô Mimosa: Vantagens: mais rápido e barato; Desvantagens: A qualidade sonora não é muito boa.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que vocês fazem efetivamente para se diferenciarem dentro do seu nicho musical?

Grupo Fulô Mimosa: Ensaios separados de dança, voz e instrumento, depois, Ensaio-Geral.

20) RM: Como vocês analisam o cenário do Forró. Quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Grupo Fulô Mimosa: Harue Tanaka (Acordeon) é complexo falar de regressão no âmbito musical. Como em toda arte, há momentos em que os grupos aparecem e desaparecem no cenário musical. Isso não significa necessariamente uma regressão, mas há interesses midiáticos e do próprio sistema capitalista; questões de gravadoras, da escolha de quem irá “progredir” e não no âmbito do mercado fonográfico. Nem sempre são os melhores artistas que estão em constante ascensão. Entretanto, há o que chamamos de clássicos que são os autores, os compositores, os artistas de todos os tempos. A pessoa se vai, mas a obra permanece. E muitas vezes, a obra reaparece na versão de algum novo intérprete.

Isso aconteceu, inclusive, com um dos gênios da música universal Johann Sebastian Bach, cuja obra caiu no esquecimento após sua morte e veio a ser reavivada no século XIX, com Félix Mendelssohn. E no âmbito do Forró: Dominguinhos, Sivuca, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Os 3 do Nordeste, Trio Nordestino, Flávio José, Antônio de Barros, Biliu de Campina, Santanna – O cantador, Flávio Leandro, Pinto do Acordeom, Alceu Valença, etc. O que as pessoas entendem por revelações, eu realmente vejo de outro modo. Ainda me mantenho mais fiel “escudeira” dos antigos, embora faça parte do repertório que escutei algumas bandas como: Forró Cavalo de Pau, Magníficos, Mastruz com Leite. De lá pra cá, confesso que não aprecio outros grupos como a ponto de fazer parte do meu repertório como instrumentista.

Naomi Barroso (Cavaquinho) não sou especialista nesse assunto, mas tenho ficado imensamente feliz com o crescimento da ocupação feminina nos locais de destaque. Nesses últimos anos posso destacar nomes como: Mariana Aydar, Lucy Alves que trouxeram o Forró à tona com uma roupagem atual.

Maestro Chiquito: a grande revelação dos últimos anos no Forró foi Mestrinho.

21) RM: Quais os músicos conhecidos do público que vocês têm como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Grupo Fulô Mimosa: Harue Tanaka (Acordeon) nossos exemplos são os padrinhos do grupo Fulô Mimosa: Flávio José, Santanna – O cantado, Adeildo Vieira, Chico César.

Maestro Chiquito: Flávio José. Santana – o Cantador, Chico César, Elba Ramalho, Alcione.

Naíma Vilôr (Percussão) Dominguinhos, Sivuca, Antonio Barros, Marinês, Jackson do Pandeiro, Pinto do Acordeon, Flávio José, Luiz Gonzaga, Elba Ramalho, entre outros.

Thay Maria (Percussão) Flávio José, Elba Ramalho, Luiz Gonzaga, Santana – O Cantador.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram nas apresentações do grupo Fulô Mimosa (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Grupo Fulô Mimosa: Pois bem, numa festa, de repente pediram Parabéns a Você. Como nunca tinha ensaiado, começou em três tonalidades diferentes (risos).

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Grupo Fulô Mimosa: A tristeza maior é saber que tem “amigos” torcendo contra e a maior felicidade é estar no palco.

24) RM: Quais os prós e contras do Movimento do Forró Universitário no Sudeste?

Grupo Fulô Mimosa: Prós é que é mais um projeto na “academia”. Contra: a qualidade duvidosa.

25) RM: Quais os prós e contras do Movimento do Forró de Banda dos anos 90?

Grupo Fulô Mimosa: Prós: Empregou muitos músicos, principalmente, sanfoneiros; Contra: deviam primar mais pela qualidade musical.

26) RM: Quais os prós e contras do Movimento do Forró Estilizado dos anos 2000?

Grupo Fulô Mimosa: Na mesma linha dos já existentes.

27) RM: Vocês acreditam que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Grupo Fulô Mimosa: Sem o pagamento do jabá a boa música toca em uns poucos programas de rádio focado na Cultura.

28) RM: O que vocês dizem para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Grupo Fulô Mimosa: Que procure saber se a sua vocação é essa; se for, vá em frente, pois a carreira musical é uma profissão como qualquer outra, com prós e contras pelo caminho.

29) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Grupo Fulô Mimosa: Os Festival de Música são uma boa divulgação e o público participa, o problema são as “cartas marcadas” que já ganham sem precisar se preocupar com a apresentação.

30) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Grupo Fulô Mimosa: Os festivais revelam talentos, numa dimensão bem menor que antes, mas revelam.

31) RM: Como vocês analisam a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Grupo Fulô Mimosa: A a cobertura feita pela grande mídia praticamente não existe no cenário do Forró.

32) RM: Qual a opinião de vocês sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Grupo Fulô Mimosa: Interessante, precisa apenas saber usar.

33) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

Grupo Fulô Mimosa: Harue Tanaka (Acordeon) acredito que seja a compartimentação excessiva entre o que chamamos de teoria musical e a própria prática. Diversos são os métodos que propugnam por uma aprendizagem musical dos conteúdos musicais de modo a não segregar prática de teoria, a exemplo do educador musical inglês Keith Swanwick em sua obra Ensinando Música Musicalmente (2003) e mesmo d’O Passo de Lucas Ciavatta quando comenta sobre o conceito de posição proposto como um quinto parâmetro da música (ao lado de duração, timbre, intensidade e altura); no sentido de que necessitamos sentir a música (ritmo) primeiramente no corpo (notação corporal).

Nesse esteio, teoria sem prática é cegueira; prática sem teoria é paralisia. Percebemos essa dicotomia nos diversos níveis da aprendizagem musical, em que os estudantes ora estão avançados na prática, porém carecem de conhecimento teórico o que os tornam leitores, músicos e músicas (feminino de músicos) e performers menos aptos musicalmente; ora têm um bom conhecimento teórico, porém têm dificuldade de fazer uma aplicação mais aprofundada e direta, o que pode retardar ou mesmo estagnar a performance musical. Além disso, sem conhecimentos teóricos de base pode-se incorrer em problemas ou vícios musicais, não só da absorção de ideias míticas em relação à música como alguns pensamentos distorcidos ou viciados, inclusive, em relação à execução instrumental.

34) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Grupo Fulô Mimosa: Harue Tanaka (Acordeon) a questão não deve ser tomada como existente ou não. De fato, a palavra dom vem de dádiva, donativo, presente. Mas o uso desse termo dependerá do entendimento de mundo de cada um. Dom pode ser tomado como uma aptidão natural assemelhando-se ao termo talento. Para muitos, a palavra dom vem do latim dominus, Senhor. Portanto, pode ser visto como uma dádiva a ser dada às pessoas. Assim, cada um viria com um dom, dado pelo Espírito Santo como sendo habilidades espirituais e inatas, dádivas divinas.

Já a palavra talento, a princípio, destituída do sentido espiritual, como sendo um conjunto de habilidades inatas naturais que poderão ser desenvolvidas ao longo da vida. Como educadora musical, não concebo, portanto, a questão do dom musical, uma vez que, se partirmos desse sentido determinista, poder-se-á incorrer em uma divisão entre “os que têm e os que não têm dom”, os que foram agraciados ou não com o dom musical. Assim, o próprio pensamento do que seria educar musicalmente estaria tendenciosamente dividido entre os que estão aptos ou não a aprender música, para falarmos em termos de ser musical ou não (musicalidade). E isso seria um pensamento extremamente limitante do educador musical sobre alunxs e alunes. Poderia ser até, inclusive, uma desculpa para que xs educadores não se reinventassem metodologicamente. Por vezes, seria mais fácil dizer que há pessoas que não “dão pra música” ou “não nasceram para a música” do que propor e criar uma metodologia adequada àquela situação de ensino e aprendizagem.

35) RM: Qual a definição de Improvisação para você?

Grupo Fulô Mimosa: Harue Tanaka (Acordeon) existe uma diferença musicalmente falando entre improvisação e composição. Se falarmos no âmbito da educação musical, a improvisação seria um tipo de trabalho realizado na composição musical de crianças e adolescentes, uma das atividades a ser desenvolvida. Segundo Barret (2003, 2005 apud BEINEKE, 2008, p. 20), as experiências composicionais são introduzidas nos currículos escolares por quatro motivos principais: 1) proporcionar experiências criativas a todos os estudantes; 2) introduzir os estudantes em técnicas e materiais da música contemporânea; 3) desenvolver o pensamento e compreensão musical; e 4) ensinar a compor para formar compositores. De qualquer modo, a importância da composição no ensino de música variará conforme as concepções educacionais que subjazem as propostas metodológicas.

Por outro lado, se pensarmos mais num sentido do senso comum sobre o que se entende por improvisação, seria a capacidade de criar riffs, motivos, ornamentação (bordadura, trinado, mordente, apojatura, floreio, arpejo, etc.), progressões harmônicas, frases, etc. Necessitando para isso termos uma compreensão sobre intervalos, escalas, harmonia, notas de tensão e relaxamento, fraseado; tudo o que será utilizado no modo “feito na hora”, feito na ocasião ou como se diz, de improviso. Sem a compreensão sobre os elementos improvisatórios musicais não haverá resultado sonoro satisfatório; seria o mesmo que querer criar um texto literário, sem dominar as preposições, advérbios, pontuação, tipos de oração, enfim, a própria semântica e sintática da língua.

Entretanto, há quem entenda que isso é um fazer “iluminado” em que se sabe ou não, tem “dom” ou não. De fato, improvisação não é um fazer na hora, provindo do dom. Para tal, necessitamos conhecer do idiomatismo musical para então utilizarmos de modo improvisado, a partir de um conhecimento prévio. Evidentemente, há pessoas que desenvolvem essa capacidade sem ter consciência exata de como o faz. Entretanto, a improvisação é uma parte da música que também pode ser estudada e, portanto, desenvolvida, através da escuta e da compreensão musical em sua totalidade.

36) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Grupo Fulô Mimosa: Harue Tanaka (Acordeon) continuando a resposta anterior, é algo a ser estudado antes e aplicado depois, porém muitas pessoas não têm consciência sobre como aprendeu e como chega a aplicar. De qualquer sorte é uma atividade como tantas outras em que o modo de apreensão pode se dar em diversos contextos (formais ou institucionais, escolares ou não escolares, e mesmo de modo informal, através do contato com parentes, amigos e pessoas com mais experiência musical). Inclusive, através da chamada aprendizagem entre pares (peer-direct learning), termo cunhado por Green (2002, p. 76, 203).

Podemos dizer, então, que a improvisação é uma prática desenvolvida por diversos meios, ainda que o improvisador desconheça o modo como se deu a apreensão dessa habilidade. Mas, de fato, é o extremo envolvimento musical, bem como a prática constante, que leva a maioria ao aprendizado da improvisação. Do mesmo modo, pode-se dizer que a aprendizagem musical se dá de dois modos básicos: a) através de um currículo pré-definido, ditado pelas instituições de ensino de música; b) de modo como aprendem os músicos populares, “de ouvido” ou com seus pares. Em suma, do ponto de vista do fazer musical, para se desenvolver a improvisação faz-se necessário sempre o aprimoramento do conhecimento musical. Estudar para aprender a improvisar, cada vez melhor, é a meta a ser seguida pelos estudantes de música popular.

37) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Grupo Fulô Mimosa: Harue Tanaka (Acordeon) na verdade, é uma resposta complexa a ser dada. Dependerá muito do modo como a pessoa aprendeu música e do direcionamento desse aprendizado. Na época barroca, xs músicxs eram moldadxs a serem bons improvisadores, fazia parte da formação musical. Com o surgimento do romantismo, em que a ideia passou a ser uma valorização sobre a performance (interpretação), os intérpretes passaram a ser o foco através, inclusive, do repertório construído em função do virtuosismo e extremo domínio técnico dos instrumentos. Com isso, músicxs perderam parte da capacidade de lidar com a improvisação de um modo, digamos, natural.

Tal atividade improvisatória pode ser frequentemente encontrada no âmbito da música popular (jazz, rock, MPB, etc.). Seria extremamente reducionista falar em prós e contras porque é preciso entender que os métodos não devem ser utilizados como um manual de orientação para improvisar e sim um “caminho a ser atingido” (significado da palavra método), adaptável a cada pessoa, dentro de sua formação e perspectiva, bem como do seu nível de conhecimento, pari passu.

38) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Grupo Fulô Mimosa: Harue Tanaka (Acordeon) do modo mesmo, não há como sintetizar os prós e contras dos métodos sobre o estudo da harmonia, uma vez que para cada objetivo musical há uma forma a ser estudada e mesmo analisada a questão harmônica. Primeiro porque nem todas as músicas são passíveis de uma análise harmônica, há outros sistemas musicais, inclusive. Mesmo assim, qualquer que seja o método há que se cuidar para não passar a ideia que todo método tem as respostas para tudo em música. Daí falarmos em métodos adaptados.

Esse pensamento pode ser visto como um contra, se assim for o caso, a de que nenhum método consegue resolver todas as questões e que não devemos utilizar, portanto, um único caminho para chegar ao objetivo almejado. Em métodos voltados à música popular são utilizados um modo idiomático diferente dos voltados à música erudita, por exemplo; embora haja pontos em comum na questão da harmonia da música ocidental. Falar assim, pode parecer um reducionismo da música a essas duas áreas, porém não há como discorrer sobre um assunto tão amplo, sem lidar de modo, digamos, didático. Por isso, poderíamos dizer que dependerá muito dos interesses e objetivos para o qual se pretende estudar música, também.

Entre as metodologias que procuro adotar estão métodos dos mais variados, ditos tradicionais e não tradicionais. Ou seja, procuro pôr os estudantes em contato com os diversos universos tentando aproveitar o que cada pode contribuir na medida de seus interesses. Inclusive, essa é uma das proposições de minha tese Articulações pedagógicas no coro das Ganhadeiras de Itapuã: um estudo de caso etnográfico (Harue Tanaka Sorrentino, 2012 – link para baixar – https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/12585/1/Articula%c3%a7%c3%b5es%20pedag%c3%b3gicas%20no%20coro%20das%20Ganhadeiras.pdf ) que discute o trânsito entre metodologias de ensino de música diversas e que podem ser aprendidas desde grupos musicais, por exemplo, pertencentes à cultura popular quanto às metodologias convencionais propostos na academia/ conservatório.

39) RM: Quais os métodos que você indica para o estudo de leitura à primeira vista?

Grupo Fulô Mimosa: Harue Tanaka (Acordeon) não costumo indicar métodos de leitura à primeira vista, mesmo porque desconhecemos um método específico para atender/orientar todos os estudantes de música na leitura musical “à primeira vista” (LMPV ou LPV). No geral, encontram-se artigos, monografias, capítulos de livros e trabalhos acadêmicos (pesquisas) que versam sobre leitura musical à primeira vista que, na maioria dos casos, são produzidos por pianistas e violonistas e não serviriam totalmente para as discussões em âmbitos mais gerais da questão, ou seja, para todos xs instrumentistas. Encontramos ainda violonistas/guitarristas e professores produzindo vídeos sobre o assunto, porém tal tema não se encontra totalmente sistematizado em uma única obra. Entretanto, sugerimos, dentre outras, a leitura, a priori, de A Mente Musical do pianista John Sloboda (2008) que discorre no capítulo 3 (A performance musical) de modo bastante abalizado sobre a leitura à primeira vista.

40) RM: Como chegar ao nível de leitura à primeira vista?

Grupo Fulô Mimosa: Harue Tanaka (Acordeon) a primeira compreensão para se chegar à chamada leitura à primeira vista é que, de fato, trata-se de uma “execução à primeira vista”, “leitura à segunda vista” ou “leitura prévia”, só para iniciar a discussão. Ou seja, a leitura à primeira vista (LPV), como é largamente conhecida, deve se dar previamente (fora do instrumento), ou seja, de modo sintético, poderíamos tocar em dois pontos que não necessariamente são imediatamente interconectados.

Um, seria o treinamento visual de olhar para a frente (treinamento semelhante à leitura dinâmica, em textos literários); embora esse olhar para frente (sempre mais rápido) ocorreria no momento da execução, sendo necessário um treinamento anterior. Antes, porém, há o que chamamos de análise musical (forma e estrutura da composição, título, compositor, período, etc.). E essa questão concerne ao desenvolver das habilidades de reconhecimento dos padrões musicais ou estruturas de uma partitura (melodia, harmonia, ritmo, etc.). Conhecer para reconhecer do que se trata uma referida partitura. E conhecer não se resume à uma decodificação da partitura em si, não só a tudo que está escrito, mas o que não aparece de modo explícito. Há que se levar em conta os elementos extrínsecos à própria partitura, ou seja, os dados extra partitura, como período, forma musical, estilo, gênero, contexto histórico e sua adequação interpretativa.

41) RM: Grupo Fulô Mimosa, Quais os projetos futuros?

Grupo Fulô Mimosa: Acredito que estamos todos em stand by, no momento de pandemia do Covid-19. Todos os projetos que foram pensados para o ano de 2020, ano em que fiz meu cinquentenário, foram modificados em sua origem, dando azo a um novo momento tanto no que diz respeito ao meio e aos projetos artísticos como quanto aos pessoais. Sendo assim, não consigo prognosticar quais serão os projetos futuros a não ser a de finalização do primeiro CD – do Fulô Mimosa.

42) RM: Quais os contatos para show e para os fãs?

Grupo Fulô Mimosa: (83) 98183 – 3456 (Harue Tanaka). Não atendo aos telefonemas recebidos que não tenham identificação. Primeiro contato só pelo WhatsApp. Para shows (83) 98786 – 4078 com o maestro Chiquito.

| https://web.facebook.com/MaestroChiquito

| https://web.facebook.com/fulomimosa

| https://www.instagram.com/fulomimosa

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCnVufOi3XbBfJg-NuME0HOw

SÃO JOÃO NA BARRA – Fulô Mimosa: https://www.youtube.com/watch?v=kYKo4p_fhQM

Fulô Mimosa – Cantos & Conto: https://www.youtube.com/watch?v=s-Sp6BhVWHg

Fulô Mimosa, Os Fulano, Ninno Amorim e Dinda Salú – Jackson 100 moderação:

https://www.youtube.com/watch?v=Bp5umwYzGDg

Fulô Mimosa (ao vivo): https://www.youtube.com/watch?v=tzK1yT4X0D4

Fulô Mimosa – Tô em Jampa: https://www.youtube.com/watch?v=GLc-viWZcBI

ELAS DÃO SHOW – GRUPO FULÔ MIMOSA: https://www.youtube.com/watch?v=R0SEvMxD1E4

Fulô Mimosa – Fulô Mimosa (Programa Sala de Reboco): https://www.youtube.com/watch?v=JdqVBkv5s18

Bibliografia sugerida por Harue Tanaka (Acordeon)

BEINEKE, Viviane. A composição no ensino de música: perspectivas de pesquisa e tendências atuais. Revista da ABEM, Porto Alegre, V. 20, 19-32, set. 2008.

CIAVATTA, Lucas. O passo: música e educação. Rio de Janeiro: L. Ciavatta, 2011, 206 p.

GREEN, Lucy. How popular musicians learn: a way ahead for music education. London: Institute of London: Ashgate, 2002.

SLOBODA, John A. A mente musical: psicologia cognitiva da música. Tradução de Beatriz Ilari e Rodolfo Ilari. Londrina: EDUEL, 2008.

SWANWICK, Keith. Ensinando música musicalmente. Tradução de Alda Oliveira e Cristina Tourinho. São Paulo: Moderna, 2003.

TANAKA SORRENTINO, Harue. Articulações pedagógicas no coro das Ganhadeiras de Itapuã: um estudo de caso etnográfico. 2012. 550f. 2 v. Tese (Doutorado em Música) –Programa de Pós-Graduação em Música, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2012. (Acompanha 2 CDs e DVD).


Comments · 1

  1. A propósito da entrevista do grupo Fulô Mimosa ao RitmoMelodia…
    -Saboreei como uma excelente ‘Master Aula’ sobre Musicalidade essencial.
    O roteiro da entrevista gerou uma delícia de conversa com os membros do grupo. Merece destaque a linguagem simples, consistente e esclarecedora nas intervenções da professora Harue Tanaka.
    Parabéns pelo documento!
    Vamos divulgá-lo!

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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antônio Carlos da Fonseca Barbosa.