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Categorias: Entrevistas

Gilberto Guara


Gilberto da Silva, adotou o nome artístico de Gilberto Guara em homenagem sua terra natal Guaranésia, sul de Minas Gerais, cidade onde se criou e encontrou nas artes um caminho para o Ser artista, o fazer artístico.

Gilberto Guara com ênfase nas artes, desde muito cedo dedicou-se ao estudo do teatro e da musicalidade, elementos marcantes em sua trajetória, pois, na crença que estas e tantas outras formas artísticas revelam o mais importante no ser humano e dá o significado para continuar vivo, atuante, complementando assim o conhecimento, discernimento e auto critica.

O seu olhar sobre as artes, suas riquezas e complexidades tiveram origem, curiosamente, não só nas artes cênicas, mas também no estudo de contabilidade e administração, ciências que se mostraram importantes para o seu processo de aprendizagem e que reforçaram meu lado humanitário. Este movimento artístico surge em meio às construções da sua adolescência em meados de 1988, quando ingressou na Cia teatral TEG (Teatro Experimental de Guaranésia), como estudante de teatro.

Este recurso propiciou uma abertura do seu modo de ver e de pensar a arte e o fazer arte. Os trabalhos que realizou como ator, músico e escritor têm como base fundamentada na Cia Teatral, na qual teve oportunidade de passar por várias experiências e vivências com professores e educadores únicos em minha formação. O teatro tem princípios do qual ele utilizou como ponto de partida para sua experiência profissional, e diante deste enfoque, ao longo dos anos ele aprimorou as suas técnicas em cursos de aperfeiçoamento das artes cênicas: interpretação, expressão corporal, pantomima, construção de textos para teatro, música e outros.

Gilberto Guara a partir dos anos seguintes fez várias apresentações e participações em Festivais de Música e de Teatro. Em 1994, foi premiado na 9ª Mostra Teatral – Minas Mostra Teatro, como melhor ator. Este Festival foi um evento mineiro de grande porte. Aliando estas duas vertentes, ele criou trilha sonora para peças, atuou como ator onde puder explorar o seu lado musical. A utilização das artes o instrumentalizou na sua carreira profissional em contextos individuais e coletivos, sendo que nunca se resumiram ao simples ato de trabalhar com arte, pois esta prática ampliara o seu pensamento sobre aquilo que eu poderia desenvolver. Gilberto é pedagogo, educador e professor. Ele cita: “Cada homem deve inventar seu caminho” – Jean-Paul Sartre. “Mais facilmente se julgaria um homem segundo os seus sonhos do que segundo os seus pensamentos”. Victor Hugo

Segue abaixo entrevista exclusiva com Gilberto Guara para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 20.04.2020

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e sua cidade natal?

Gilberto Guara: Nasci no dia 30.05.1971 em Guaranésia, sul de Minas Gerais. Registrado como Gilberto da Silva. Adotei o nome artístico de Gilberto Guara em homenagem a minha terra natal Guaranésia.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Gilberto Guara: Nos idos de 70, ou melhor, lá por meados de 1977 ou 1978, ouvi muito rádio e no interior chegavam pérolas nas AM’s, me recordo Belchior cantando:” Eu Sou Apenas Um Rapaz Latino Americano”. Essa música, esse som entraram na minha cabeça e aquele menino de 7 anos de idade não parava de cantarolar… Mal sabia que mais tarde essa mesma música seria por muito tempo o Hino da minha vida.

03) RM: Qual sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Gilberto Guara: Sou Pedagogo por formação. Acho que sou músico desde quando nasci, acho que a música me levou para Pedagogia. Meu contato com a música crua e com um instrumento musical se deu através do meu irmão Sérgio da Silva que é pianista clássico… mais tarde me enveredei em aprender Violão, fui aprendendo sozinho mesmo, olhando os outros tocadores mais velhos e dessa forma fui olhando e aprendendo. Acompanhava os amigos seresteiros pela cidade a fora, até que eu faria as serestas. Qualifico minha formação musical muito autodidata. Sempre gostei muito de compor, escrever minhas canções, passei muitos anos fazendo músicas e pouco covers…

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Gilberto Guara: Como disse anteriormente, Belchior sempre fez parte da minha vida musical, depois veio Ritchie, aí me enveredei para época New Wave e todos eles: Lobão, Léo Jaime, Metro, Vinicius Cantuária, Titãs, Legião Urbana, Uns e Outros, Caetano Veloso, RPM, Plebe Rude, muitas bandas de punk rock, TNT, 365, as bandas dos anos 70 e 80, ouvia de tudo… Claro que ouvi muito Rock Internacional, como: Fleetwood Mac, Jethro Tull, Bob Dylan, Neil Young, The Doors, Aerosmith, U2, Dire Straits, INXS, The Smiths, The Mission, muitos outros. O “Clube da Esquina” também tocava muito nas rádios por lá no sul de Minas Gerais, Sá e Guarabyra, Milton Nascimento, Beto Guedes, toda aquela mineirada boa que tocava nas rádios, era uma mistura de muita coisa, muita música boa, muitas tardes que a gente se reunia para ouvir música e tocar violão…

E nesse meio tempo me deparei com Oswaldo Montenegro, aí meus conceitos distorceram, fui ouvir toda a obra desse menestrel, me apaixonei pela sua obra, seu jeito de tocar e compor e se apresentar. Oswaldo Montenegro é um dos meus preferidos. Bob Dylan meu astro maior. Bom! Hoje em dia ouço Rodrigo Suricato, Ronaldo Estevam, Vander Lee, Paulinho Moska, Vanessa Da Mata, Skank, Pearl Jam, Bob Dylan, Jack Savoretti, Joe Bonamassa, Cody Jinks, Fleetwood Mac, Jhonny Cash, Mana… Ainda ouço tudo das MPB da vida, alimenta minha alma e ouço rádio. Claro! Muito Rock! Algumas músicas eu ouço esporadicamente, acho que o tempo passou e fui invadido por muitos outros cantores e bandas que fazem parte do cenário musical de hoje em dia, pesquiso muito sobre um artista que gosto e por aí vai…

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Gilberto Guara: Comecei tocando Violão e cantando na praça central d e Guaranésia MG, depois nos Bares e junto desse cenário, havia os Encontros Culturais em Guaranésia, então tinha que ter um trabalho mais elaborado, eu sempre era convidado para apresentar. Os Encontros Culturais eram como uma vitrine, Guaranésia respirava muita cultural.

Outro ponto da minha carreira foi no Teatro, tínhamos um grupo que durou aproximadamente uns 10 anos, me tornei ator também, chegando até ser premiado em Mostras Teatrais em Guaranésia e Região e no Estado de Minas Gerais e um pouco de São Paulo. Então ia aliando Música e Teatro. Sem contar que trabalhava num escritório de contabilidade, mas o Teatro e a Música falaram mais alto. Na década de 90 me mudei para São Paulo, sempre margeando as artes, cheguei dar aulas de Violão e Teatro… Em 2003 me mudei para Campinas – SP, onde estou até hoje! Nunca deixei a música, sempre estou em contato com o universo musical.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Gilberto Guara: Gravei um CD de músicas autorais no formato Violão e Voz, intitulado “A DANÇA QUE EMBALA OS SIGNOS”, esse nome me veio nem sei porque, achei que tinha algo místico no título, ficou meu registro autoral. Gravei no Estúdio da FM Pássaro da Ilha em Guaranésia – MG, com meu amigo Antônio Cláudio fazendo a técnica e posteriormente o mesmo CD regravei no estúdio Lambreta do Ronaldo Estevam em São Paulo, isso em 1998 ou 1999…

A música reflete aquilo que sou, sempre busco ser o mais sincero possível com que escrevo, algumas músicas eu invento, gosto muito de músicas barrocas, medievais, rock e folk, essa mistura eu tento organizar dentro da composição e da sonoridade em que proponho fazer.

07) RM: Você estudou técnica vocal?

Gilberto Guara: Trabalhei muito a dicção no grupo de teatro, hoje em dia exercito a voz com alguns exercícios vocais ante de começar a cantar.

08) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Gilberto Guara: Ideal é tomar água e controlar a respiração. No começo eu queria só cantar, fazer uns agudos inatingíveis, isso ferrava com a voz, depois descobri as técnicas, aproximando mais do grave ou do agudo, mas sempre deixando o que realmente representa, deixando sua marca vocal, porque senão vai ficando tudo muito parecido. Cada um tem jeito de usar a voz, isso que é bacana… Ouvir uma música e dizer: essa música é do fulano, essa do sicrano. Essa diferenciação tonal. Hoje cuido da minha com água e gengibre!

09) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Gilberto Guara: Flávio Venturini, Oswaldo Montenegro, Milton Nascimento, Vinicius Cantuária, Sá e Guarabyra, Tuia Lencioni, Ronaldo Estevam, Zé Geraldo, Alceu Valença, Zé Ramalho, Raul Seixas, Nando Reis, Renato Russo, Tadeu Franco, Paulinho Pedra Azul, Pitty, Vanessa da Mata, Zélia Duncan, Mercedes Sosa, Violeta Parra, Joan Baez, Zucchero, Roy Orbson, Jack Savoretti, Seven Tyler, Jhon Lenon, George Harisson, Bob Marley, Bruce Springsteen

10) RM: Como é seu processo de compor?

Gilberto Guara: A música vem, não há explicações exatas. A letra se desenvolve dentro da melodia, as palavras fluem e de repente tenho a composição materializada e depois é só lapidá-la. Isto é, algumas dão certo, outras não, mas esse exercício é o que me faz desenvolver, existe também aquelas canções que você faz em 3 ou 4 minutos (são as melhores).

11) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Gilberto Guara: O meu processo se criação sempre fui muito solitário e particular! Mas fiz algumas músicas com amigos, entre eles o Paloma (in memorian), um guaranesiano assim como eu. Minha esposa Eliana Pereira Rollo me ajudou na composição de duas músicas. Hoje estou conhecendo amigos com os quais ando trocando algumas ideias e composições, entre eles, o Danilo Strada, acho que podemos fazer muitas canções juntos em breve…

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Gilberto Guara: A gente nunca sabe onde isso vai parar… Hoje temos a internet, um caminho sensacional de divulgar o trabalho, isso é inegável, está lá pra todo mundo ver e isso é maravilhoso. Não consigo mensurar o que há contra, acho que contra só quem não curte o seu trabalho, o seu jeito ou seu estilo, mesmo sabendo que essa vitrine é necessária é bom realizar um bom trabalho e amar a música acima de tudo.

13) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Gilberto Guara: Divido meu tempo entre a Pedagogia, família, casa, ensaios e apresentações. Como eu disse anteriormente sou Pedagogo de formação e exerço a mesma função numa Instituição aqui em Campinas – SP. Sou casado e temos uma filha, busco sempre estar atento a minha vida familiar compartilhando os cuidados com a casa e com nossa filha Isis, acredito que isso é compartilhar… Meus ensaios acontecem pelo menos três vezes por semana no Estúdio Gato do Mato, diga-se de passagem, estou em fase de acabamentos, mas é o meu lugar de ensaios e retiro. Na maioria das vezes em companhia da minha filha que por sua curiosidade vai experimentando os instrumentos, cantando algumas músicas e acompanhando em minhas apresentações.

14) RM: Quais as ações empreendedoras que você prática para desenvolver a sua carreira?

Gilberto Guara: Recentemente construí meu próprio Estúdio, este por sua vez está em fase de acabamentos (Isolamento acústico e outras coisinhas…). Outros caminhos são as redes sociais que ajudam muito, seja na hora de divulgar o trabalho ou contatos…

15) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Gilberto Guara: Até o momento só ajudou! Tudo que eu precisa estar lá… É só saber usar…

16) RM: Quais as vantagens e desvantagens do fácil acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Gilberto Guara: Às vezes a gente acha que tem todo tempo do mundo para trabalhar em uma música, em outros momentos a gente faz a música e quer logo que todos ouçam… Na minha cabeça ainda vivo essa ambiguidade, as vezes sou preso aos velhos modos de divulgação, gosto de ver os olhos das pessoas, a emoção das pessoas quando me ouvem… Pra mim é super importante ver as pessoas curtindo a minha música, o seu jeito de tocar e cantar e perceber no exato instante quando você faz algo e que interessa para pessoas que você nunca viu, isso é muito bacana, atingir com o seu trabalho a vida dos outros e de certa forma elas também nos atingem com suas expressões e emoções.

17) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Gilberto Guara: Tento seguir onde eu acho que sou melhor, rock, folk-rock e mpb, sigo nesse movimento, é o que sei fazer, então acho que essa fórmula está dando certo. Não entro em competições com outros tipos de gêneros musicais, não tenho essa intenção, sigo os meus instintos, minha honestidade com a música e tento trilhar da melhor forma. Acho que hoje o Rodrigo Suricato é um exemplo, gosto do trabalho dele, o jeito que ele toca e desenvolve com os instrumentos. Acho que esse lado do Rodrigo me desperta, não para plagiá-lo, mas aprender, acho que é isso. Mesmo que haja concorrência, todos tem lugar ao sol.

18) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Gilberto Guara: Bom! Vamos por partes! Todo os dias surgem artistas novos, tudo é muito rápido! Estamos falando de 20 anos e é gente pra gente pra caramba.

Acho que as bandas e cantores vindos da década de 80 e 90, algumas permaneceram com solidez: Skank, Humberto Gessinger, Roberto Frejat, Lulu Santos, Oswaldo Montenegro e muitos outros conseguiram atualizar-se no tempo e estão aí com suas obras. Hoje em dia eu ouço e destaco o Rodrigo Suricato, Tuia Lencioni, Vanessa da Mata. Penso que as vezes a regressão do músico é desistir, pois acha que não faz mais sucesso então vai desistindo, muda de gênero musical e por aí vai….

19) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Gilberto Guara: Oswaldo Montenegro, Milton nascimento, Caetano Veloso

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Gilberto Guara: (Risos), estava me apresentando em bar e tinha um sujeito que fumava muito bem próximo a mim e ele mandava fumaça em mim e engolia e engasgava, o sujeito saiu da sua mesa e queria cantar no microfone a todo custo quando toquei uma do Raul Seixas… Muitas situações, esquecer a letra ou um acorde, ter que improvisar… Fui tocar numa festa, arrumei tudo, afinação dos instrumentos, fios e na hora do show, pluguei o violão e o bendito não funcionou, troquei os cabos e nada…ai com a cara lavada a gente pede desculpa e tudo continua. Divido meu show e as músicas entre o violão de 6 e 12 cordas, o problema foi no de 12 cordas, então improvisei no de 6 mesmo.

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Gilberto Guara: Isso acho um pouco relativo, há épocas em que tudo tá certo, você conhece pessoas bacanas que alavancam sua careira, oferecem espaços para que posso me apresentar aí as coisas vão se encaixando a carreira flui. Sinto-me triste quando acham que o teu trabalho não vai além de meras apresentações….

22) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Gilberto Guara: Tenho que dividir em dois momentos. Eu venho do interior de Minas Gerais da cidade Guaranésia, sai de lá já faz um tempo, mas sempre estou de volta as minhas raízes, então o que posso te dizer e que tem uma moçada boa por lá, tocando seus violões, cantando em bares, alguns amigos contemporâneos que continuam na ativa. Atualmente moro em Campinas – SP, especificamente em Barão Geraldo, aqui a cena musical é forte, sinto falta um pouco de lugares dedicados ao gênero rock e o folk, assim como em todas as cidades a produção de duplas e muito forte, quase sempre o gênero sertanejo prevalece.

23) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora você indica como uma boa opção?

Gilberto Guara: Marcelo Modesto, “Cobra na Bota”, opa! Eu também faço um bom trabalho…

24) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Gilberto Guara: Eu tenho que acreditar! É o que me mantém sempre atento, hoje bem menos intenso, talvez ou nunca, mas o que é bom mesmo é o trabalho fica registrado, nas redes sociais, na gravação de um celular de uma apresentação, isso vale muito a pena. Tem também as rádios comunitárias que ajudam, tenho um amigo que tem uma rádio online e toca minha música… Fico pensando que sentido faz isso tudo! Eu sou músico, eu componho, eu escrevo, eu arranjo, minha vida de artista se completa… uma hora chego lá…(risos).

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Gilberto Guara:  Vá em frente! O sucesso está na trajetória, no aprendizado nos estudos…Vá em frente!

26) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Gilberto Guara: Os Festivais de Música exerceram e exercem grande importância para música popular brasileira, me lembro dos Festivais da Record e depois da Rede Globo, era uma vitrine para a música. Hoje em dia não tenho acompanhado os Festivais em cidades ou coisas do gênero…

27) RM: Festivais de Música ainda revelar novos talentos?

Gilberto Guara: Acredito que sim! Não deixa de ser uma vitrine…

28) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Gilberto Guara: Hoje tem de tudo! Mas imagina! Eu sou e gosto do rock, do folk e música brasileira, a grande mídia televisiva aberta não tem este espaço, então empurram goela abaixo o que querem e as pessoas consomem porque querem, é uma competição desigual. Não tem como! As grandes produções sempre estarão na mídia…

29) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Gilberto Guara:  Sensacional o espaço aberto pelo SESC, SESI, Itaú Cultural! A música autoral agradece! Os músicos agradecem! Os músicos vanguardistas agradecem!

30) RM: O circuito de Bar da cidade que você mora é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Gilberto Guara: Sim! Como eu disse anteriormente no bairro Barão Geraldo tem muitos bares e muita gente fazendo o seu som, tem pra todos! Campinas – SP tem muitas opções… Fazer seu som, sua música de coração, isso e o que realmente importa, tocar a emoção das pessoas. Pode ser na Praça Pública, pode até ser no seu quintal, mas faça de coração…

31) RM: Quais os seus projetos futuros?

Gilberto Guara: Continuar tocando, compondo, apresentando meus shows, concluir meu Projeto Audiovisual “MINHA VIDA DE ARTISTA” de músicas autorais. Regravar minhas canções!

32) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Gilberto Guara: (19) 98140 – 1862 | gilbertoguara@yahoo.com.br

|https://www.youtube.com/channel/UCDlhyWEKp_0vyqfuBTj9UNQ/videos

| https://web.facebook.com/gilberto.silva.1656

Links: Gilberto Silva – Acústico A Dança Que Embala Os Signos (CD COMPLETO) – https://youtu.be/BLic64bx2i0

| http://culturadeguaranesia.blogspot.com/2020/01/gilberto-silva-acustico-download-cd.html?m=1

|https://www.facebook.com/116455226410000/posts/184922116229977/?app=fbl


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

Publicado Por
Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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