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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Gil Felix


Gil Felix é um artista internacional que tem desenvolvido ao longo de mais de 25 anos de carreira um repertório vasto e eclético, com composições originais e grandes sucessos.

Influenciado por artistas como Gilberto Gil, Bob Marley, Luiz Gonzaga, Fela Kuti, tem uma trajetória que pode ser conferida nos oitos álbuns que já gravou. A performance de Gil Felix apresenta composições que mistura a cultura regional do recôncavo com influências da musicalidade africana.

No Brasil foi um dos pioneiros da música reggae, tendo múltiplas apresentações em casas de shows e festivais como o Fest’in Bahía e o Femadum, destacando o LP – “Galan” de 2004, o qual teve uma especial acolhida em São Paulo. Ele tem sido uma influência de alguns artistas da Bahia como Magary Lord e banda Cativeiro.

No ano 2000 se estabelece na Suíça, abrindo a carreira dele a novas possibilidades. Participou de grandes festivais internacionais tais como Festival do Montreux (Suíça), Green Festival (Dinamarca), Festival Latino Americano (Itália). A música de Gil é principalmente popular, no entanto ele conseguiu colocar dois sucessos na Europa no circuito da música eletrônica, se mantendo por mais de dois anos entre 2003/2004 no 1° do ranking: “Capoeira” (Drum and Bass) e “Que Alegria” (House).

​2018/2019, ele toca em clubes, bares e festivais na Escandinávia e recentemente lançou Kanga Musa para a cena da dança eletrônica combinando dance music com letras ensinando-nos sobre o impacto africano e latino na história do mundo até agora.​

Em 2021, Gil Felix lança o álbum Enfim, que representa um novo passo musicalmente com deliciosas influências do jazz no samba reggae, afropop e Bossa Nova. O álbum é uma produção internacional com músicos de três continentes e gravado em Estocolmo, Suécia e Salvador da Bahia, Brasil com o conhecido produtor Nestor Madrid como co-produtor.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Gil Felix para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 01.04.2022:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Gil Felix: Nascido no dia 21 junho 1964 em Irará – Bahia.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Gil Felix: O meu primeiro contato com a música foi ouvindo minha mãe e tia cantado.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Gil Felix: Estudei um pouco partitura e harmonia musical em Salvador – BA e na Europa.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Gil Felix: Quando adolescente, eu sempre gostei de ouvir Jazz no domingo em um programa de rádio e depois passei a escutar Bob Marley, Gilberto Gil. Mas tarde João Gilberto e a Bossa Nova em geral. Tudo que ouvir no passado continua presente em minha vida em momentos diferente.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Gil Felix: Em 1990, comecei a minha carreira musical em Salvador – BA, mas gravei meu primeiro álbum em Copenhagen na Dinamarca.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Gil Felix: Gil Felix – “Enfim”(2021). Gil Felix – “Entendeu” (2015). Gil Felix – Eletronic (2013). Gil Felix – “Galan” e “Jump” (2004). Gil Felix – “Estrela” (2001). Gil Felix – “Cachoeira” (2000).

Os singles: “Capoeira” (2003), lançado por InfraredLondres

“Que alegria” (2011) lançado por Mr BangoLondres. “Kanga musa” (2021) lançado Por me Gil Felix in music – Sweden. “Vem me Abraçar” (2021) lançado por Cima Record – Sweden.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Gil Felix: Meu estilo musical tem uma grande influência do reggae. Gosto e tenho experiência com o novo afropop, Jazz, Bossa Nova e um bom Samba, mas me considero um artista da moderna word music.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Gil Felix: Sim, estudo o tempo todo; eu acho que devemos estudar as técnicas musicais e se atualizar todo tempo.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Gil Felix: Acredito que o estudo é a forma de se manter acompanhando o tempo e a evolução da música e manter a voz em bom estado de saúde.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Gil Felix: Gilberto Gil, Djavan, Bob Marley, João Gilberto.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Gil Felix: Gosto de estar na natureza, viajando e retratando em poesia minha vida e o em torno do que acontece agora sem deixa de retrata a história humana e sua passagem do tradicional para o moderno.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Gil Felix: Os músicos que trabalho e meus amigos.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Gil Felix: Edu Kardeal, um grande músico e instrumentista.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Gil Felix: Os prós é que você é livre para decidir. O contra é arcar com os custo de produção, distribuição e divulgação.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Gil Felix: Ter uma boa equipe de marketing, ter bons projetos de pré-lançamento e um bom álbum.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Gil Felix: Utilizo as plataformas digitais, um boa editora e distribuidora.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Gil Felix: A internet ajuda a ter acesso global do meu trabalho, porém os valores pagos pelas plataformas são insignificantes para um artista.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Gil Felix: As vantagens do home estúdio é o acesso mais rápido e fácil para gravar, mas nem todo artista tem conhecimento total dessas novas tecnologias.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Gil Felix: Sempre procura produzir o melhor material possível, um álbum, vídeo e um bom trabalho de mídia, boas parcerias e estar atualizado com as novidades.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Gil Felix: Djavan, Gilberto Gil, Harmonia do Samba.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado, etc)?

Gil Felix: Aconteceu de fazer show e não receber, gravar um álbum não receber os direitos autorais.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Gil Felix: O que me deixa mais feliz e ter o privilégio de fazer música. O triste são os obstáculos que temos que cruzar para mostrar a minha obra.

24) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Gil Felix: Com certeza acredito que minhas músicas tocarão nas rádios sem pagar o jabá.

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Gil Felix: Se planeja assim que tomar essa decisão de seguir uma carreira musical.

26) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Gil Felix: A cena musical no Brasil como em qualquer outra do mundo é fechada; mas no brasil por razões históricas, política, cultural é muito complicado e desigual o espaço na grande mídia.

27) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Gil Felix: Acho que esses espaços abrem as possibilidades para artista fora da grande mídia mostrarem a sua obra com pequeno apoio financeiro. Vejo isso muito positivo e precisamos, mas espaços como esses.

28) RM: Como você analisa o cenário do reggae no Brasil. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Gil Felix: Revelações: Adão Negro, Plante & Raiz, banda Cativeiro, Tim Gomes, Nego Viera, Marcos Oliveira, Geraldo Cristal, Rasbuta, Paulo Da Ghama. Regrediram alguns artistas de reggae do afropop e vários da MPB. Acho que as bandas de reggae nacional conhecidas aprenderam muitos com as artistas desconhecidos e não abriram o caminho para suas influências.

29) RM: Você é Rastafári?

Gil Felix: No início da minha carreira já seguir a cultura rastafári. Hoje sou um cristão ortodoxo.

30) RM: Alguns adeptos da religião Rastafári afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como você analisa tal afirmação?

Gil Felix: São artistas jovens que falam essas coisas ou artista que ainda está em processo de evolução musical e espiritual.

31) RM: Na sua opinião quais os motivos da cena reggae no Brasil não ter o mesmo prestígio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Gil Felix: No Brasil é um país onde tem uma forte tradição com a música popular. A grande mídia não tem interesse de perder seu monopólio com seus produtos e artistas. O reggae é uma música de protesto, educativa e a sociedade brasileira dominante não tem interesse de um povo esclarecido e politizado para não perder seu monopólio sobre essa economia e sobre o que foi ensinado do que fazer a coisa certa.

32) RM: Quais os prós e contras de se apresentar com o formato Sound System?

Gil Felix: As vantagens com o formato do Sound System é o artista não depender de músicos para a acompanhá-lo. A desvantagem é que muitos músicos ficam sem trabalho.

33) RM: Quais as diferenças de se apresentar com banda em relação ao formato com Sound System?

Gil Felix: Com banda o artista tem a vibração de cada músico no palco que leva mais energia para o público.

34) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae e o uso da maconha?

Gil Felix: Acho que a maconha é uma questão de política americana (EUA) hipócrita espalhada por todo ocidente. Você não pode usar maconha; você não pode invadir países, nós invadimos qualquer país na hora que achamos, pois sabemos o que é certo ou errado e podemos usar bomba atômica. É um pouco complicado para explicar a seu filho sobre esse tipo de moral.

35) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com a cultura Rastafári?

Gil Felix: A cultura rastafári se desenvolveu na Etiópia e chegou até a Jamaica e com Bob Marley espalhou pelo mundo. No início o movimento Rastafári teve grande ligações, porém o reggae também é uma cultura e está sempre evoluindo e cultura às vezes se afasta da tradição e religião, acho isso totalmente normal.

36) RM: Quais os seus projetos futuros?

Gil Felix: Criar uma rede com artistas independentes e colaborar com a produção mutuamente com diferentes pessoas. E obter um melhor aproveitamento das novas possibilidade e divulgação de projetos antigos e novas em uma cadeia de lançamento.

37) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Gil Felix: (71) 98396 – 7130 | www.gillfelix.wixsite.com/gilfelix

| [email protected] | [email protected]

| https://www.instagram.com/GilFelixOfficial

| https://web.facebook.com/gilfelixmusic

Canal: https://www.youtube.com/c/GilFelixOfficial

Gil Felix – Kanga Musa: https://www.youtube.com/watch?v=Z2eYNm1aUTk

GIL FELIX STUDIO #REGGAE SESSIONS: NÃO VÁ EMBORA: https://www.youtube.com/watch?v=N922ylGwNpg

GIL FELIX Galan: Reggae: https://www.youtube.com/watch?v=qR4RzOUS9OU

GIL FELIX STUDIO #REGGAE SESSIONS. So Much Trouble in the World, Time is the Master:

https://www.youtube.com/watch?v=ZchEAlrzJWY

Plataforma digital: https://open.spotify.com/artist/55PW8nyAzFgmD9L8ywL0ft?si=YGVzG0RrSk-Mo7MU4v4EnQ&nd=1


Comments · 2

  1. Movimento incrível para os artistas alternativos!!! Grato, Antônio Carlos pela iniciativa em proporcionar visibilidade aos profissionais da arte em falar de sua obra através das entrevistas!!! Adorei conhecer seu percurso na música, Gil Felix!!!

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