Gabriel Nanni

Gabriel Nanni

O músico, produtor, arranjador, compositor e professor Gabriel Nanni atuando a 27 anos na carreira musical.

Gabriel Nanni tem como principais influências: Victor Wooten, Jaco Pastorius, Richard Bona, Thiago Espirito Santo, Zeli Silva, Avishai Cohen, John Patitucci, Dave Holland, Adam Ben Ezra. Gabriel Nanni é Bacharel em Música pela Faculdade Santa Marcelina e leciona música em escolas particulares, projetos sociais e individualmente.

Gabriel Nanni participou de diversos projetos ao lado de grandes nomes da música como Bob Wyatt, Jonas Sant’Anna, Arnaldo Antunes, Iara Rennó, Anelis Assumpção, André Abujamra, Zélia Duncan, Maurício Pereira, Fernanda Takai e João Ormond. Destacou-se também no cenário musical católico (side man) nas bandas de Pe. Fábio de Mello, Adriana, Ziza Fernandes, Eugênio Jorge e Cantores de Deus.

Gabriel Nanni foi educador no Projeto Guri (www.projetoguri.com.br), idealizado pelo Governo do Estado de São Paulo, que tem como objetivo promover com excelência a educação musical e a prática coletiva de música, tendo em vista o desenvolvimento humano de gerações em formação.

Gabriel Nanni ingressou em trabalho de Navio onde permaneceu por cinco anos, começou com CVC, passou pela Pullmantur cruises navegando pelos mares Caribenhos e Pacífico viajando países como por exemplo: México, Tunísia (África), França, Itália, Espanha só para citar alguns lugares.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Gabriel Nanni para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbo em 14.08.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal? 

Gabriel Nanni: Nasci no dia 27.02.1977 em Jundiaí – SP.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Gabriel Nanni: Foi no colégio em que íamos formar uma banda e eu queria ser o baterista, mas um amigo meu quis também e eu como bom samaritano deixei ele e fui ser baixista. Um amigo me emprestou um CD para eu escutar e me disse que eu iria gostar, realmente foi “amor à primeira escutada” o CD era do Primussailing the seis of cheese.”

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Gabriel Nanni: Minha formação musical é acadêmica e fora dela. Fiz Bacharel em Música na FASM – Faculdade Santa Marcelina, licenciatura em música e atualmente curso de Letras em Inglês como segunda licenciatura.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Gabriel Nanni: Sempre gostei de Jaco Pastorius, Johnn Patitucci, Richard Bona, Victor Wooten, Flea, Les Claypool, Adam Ben Ezra (acústico). Nacionais gosto de Pipoquinha, Thiago do Espírito Santo e o eterno Nico Assumpção. Hoje não escuto muito Flea e nem Pixinga também, acho que já passou esse tempo.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Gabriel Nanni: Comecei minha carreira musical em Jundiaí – SP mesmo, logo aos 13 para 14 anos de idade. Depois de me apaixonar por Les Claypool queria fazer as coisas que ele fazia, pedi aos meus pais um Contrabaixo e um cubo, ficava estudando aí um conhecido da dona da loja ao lado da loja de minha mãe escutou entrou e me disse: Amigo – Você toca bem, se precisar de baixista você vai? Eu – Sim. Isso foi na terça-feira e na sexta-feira ele me chamou para tocar. Precisei tirar um repertório de 60 músicas para tocar em um Bar em Jundiaí – SP.

06) RM: Quantos discos lançados? Cite alguns discos que você já participou como contrabaixista? 

Gabriel Nanni: Lancei um EP com seis músicas: “BAIXO CENTRO”. Trabalhei para alguns artistas; João Ormond (Tem Viola No Forró 2); Maercio Lopes (Eruda); Fábio Jorge (Connexions); Christian Dozza (Songs from the Land); Banda No Coração do Rei (Em Nossas Canções).

07) RM: Nos apresente os seus métodos para contrabaixo?

Gabriel Nanni: Estou Trabalhando em um livro, apostila, ebook, método, etc; como queiram chamar de transcrição do meu próprio trabalho e pretendo lançá-lo em breve.

08) RM: Como é seu processo de composição musical? 

Gabriel Nanni: Muito diferente, com várias variáveis dependendo do momento. Às vezes vem a melodia inteira na minha cabeça, às vezes vem frases que sento e pego o Violão, Piano, ou gravo eu cantando no celular. Sento frente ao computador e vou escrevendo tudo, ou gravando também.

09) RM: Você compõe melodia para letra? 

Gabriel Nanni: Sim, tenho algumas canções também.

10) Quais são seus principais parceiros de composição?

Gabriel Nanni: Tenho um amigo que atualmente está morando no Canadá que fizemos muitas composições juntas, mas esse material nunca foi publicado. O nome dele é Danilo Petroni.

11) RM: Como você define seu estilo como contrabaixista? Você toca outro instrumento musical?

Gabriel Nanni: “Sou da noite” como costumam falar. Percorro quase todos os estilos. Faço quase todos os trabalhos relacionados com o contrabaixo, claro dando preferência àqueles que são verdadeiros, feitos com coração. Toco também Violão, Percussão, Flauta doce e um pouco de Teclado.

12) RM: Quais as principais técnicas que o baixista deve se dedicar?

Gabriel Nanni: Primordialmente precisa saber acompanhar na maioria dos ritmos musicais, passando pelas técnicas de Pizzicato, Slap para depois se aventurar em solos, improvisos, peças e obras com variadas técnicas.

13) RM: Qual a importância de o baixista equilibrar a função de condução e de solista? 

Gabriel Nanni: O baixista equilibrando a função de condução e de solista será melhor reconhecido e terá mais oportunidade de trabalho e conhecerá mais pessoa.

14) RM: Quais os principais vícios técnicos ou falta de técnica tem os baixistas alunos e alguns profissionais?

Gabriel Nanni: O que mais me entristece é o fato de os “músicos” acharem que Contrabaixo é instrumento de acompanhamento apenas e que qualquer um pode tocar. Também me entristece muita técnica e pouca musicalidade, devem procurar equilíbrio cito exemplos: Victor Wooten, Richard Bona, Johnn Patitucci (elétrico e acústico).

15) RM: Quais as principais características de um bom baixista?

Gabriel Nanni: Conhecer a fundo a teoria musical aplicada ao instrumento. Saber escutar, saber se comportar na música e em ambientes de trabalho e ter um bom equipamento.

16) RM: Quais são os contrabaixistas que você admira?

Gabriel Nanni: Jaco Pastorius, Victor Wooten, Johnn Patitucci, Richard Bona, Adam Ben Ezra, Thiago Espírito Santo, Pipoquinha e Nico Assumpção.

17) RM: Existe uma indicação correta para escolher um contrabaixo de mais de 4 cordas? Quais os gêneros musicais correspondentes a quantidade de cordas do instrumento?

Gabriel Nanni: Acredito que não tenha uma regra para gêneros e ritmos musicais, haja visto o Nico Assumpção que passeava em muitos estilos musicais com Baixo de 4 cordas no começo e depois fazia mais com 6 cordas. Agora se você é iniciante é interessante começar com um instrumento de 4 cordas. Tenho um princípio que é: domine o simples em sua totalidade, para poder passar do simples para o médio, novamente dominar na totalidade esse médio e sempre progredindo assim.

18) RM: Qual a marca de encordoamento da sua preferência? Existe marca ideal para cada gênero musical ou é preferência pessoal?

Gabriel Nanni: Acredito que escolha de cordas é muito pessoal, igual cueca (risos). Eu não empresto e não peço emprestado instrumento musical. Como não tenho patrocínio de cordas, o que acho muito importante para o profissional gosto da Ernie ball, GHS BOOMER e Elixir todas com numeração 0,40.

19) RM: Quais os prós e contras de ser professor?

Gabriel Nanni: Pros que você está sempre estudando e plantando sementes para futuros músicos profissionais. Contras em se tratando de colégio em que trabalho, você vive fazendo provas, reuniões e estuda muito pouco.

20) RM: Quais os prós e contras de ser músico freelancer acompanhando outros artistas?

Gabriel Nanni: Acompanhar artista eu comparo com quem tem casa própria e quem tem casa alugada. Casa própria é você produzindo e compondo suas músicas. Casa alugada você sempre terá que pagar no fim do mês um valor que nunca será seu. Trabalhar para outros é isso, além de que você nunca será valorizado em nenhum sentido.

21) RM: Quais os prós e contras de ser músico de estúdio de gravação. Gravando as linhas de contrabaixo em discos de artistas?

Gabriel Nanni: Comparo a mesma coisa de casa alugada e casa própria, com a diferença que seu nome está sendo construído na história da música. “Quem é aquela linha de baixo do trabalho de fulano?” Por exemplo.

22) RM: Quais bandas que já participou?

Gabriel Nanni: Nossa, perdi as contas (risos). Importante foi a Coyote, Cover do Tim Maia, Jhonny Groove, acompanhei Zé Henrique e Gabriel, Adriana Arydes, Ziza Fernandes, Padre Fábio de Melo, Fábio Jorge, João Ormond. etc.

23) RM: Quais os prós e contras de tocar em uma única banda?

Gabriel Nanni: Igual a uma pessoa que viveu sempre no porão de uma casa e nunca viu à luz do dia, tende a olhar sempre para um lado apenas. Mas se isso é verdade para alguém, continue.

24) RM: Quais principais dificuldades de relacionamento que enfrentou em bandas?

Gabriel Nanni: Interesse, Falsidade, Mentiras, Soberba, Inveja além da briga famosa entre as estrelas: cantores e guitarristas (risos).

25) RM: Quais os artistas já conhecidos você já acompanhou como músico freelancer?

Gabriel Nanni: Não sei se posso considerar trabalho, mas fiz um CD pelo Projeto Guri gravando ao vivo, com Arnaldo Antunes, André Abujamra, Anelis Assumção, Iara Renó. E trabalhando dividindo palco: João Ormond, Adriana Arydes, Ziza Fernandes, Fábio Jorge, Padre Fábio de Melo.

26) RM: Quais principais dificuldades de relacionamento que enfrentou acompanhando artistas já conhecidos?

Gabriel Nanni: Os “artistas” católicos sempre tive problema em irmos para todos os lugares de ônibus e eles de avião, raras as vezes que íamos de avião.

27) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Gabriel Nanni: Preparar um tema, assunto relacionado ao instrumento ou ao evento artístico, sentar compor. Separar as pessoas que irão participar do projeto, roupas, cenário, dinheiro envolvido, arte, texto, depois de tudo acertado, se possível um patrocínio ou edital.

28) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Gabriel Nanni: Tenho um site www.gabrielnanni.com  e Instagram/facebook @gabriel.nanni faço muito anúncio impulsionado. Tenho canal no youtube sobre exercícios musicais e videoclipes que eu mesmo edito. Entrevistas, shows para divulgação, camisas, canecas, descontos em shows e workshops.

29) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Gabriel Nanni: Acredito que a internet só ajuda, com duas exceções; Geografia e Oportunidade mal empregada.

30) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)? 

Gabriel Nanni: A qualidade de gravação, sendo áudio ou vídeo, aumentou exponencialmente, isso proporciona um encurtamento, desde o planejamento até o fechamento do trabalho artístico. A desvantagem está nos preços, mas isso depende claro da economia de cada país.

31) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje grande não é mais o grande obstáculo. Mas concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para ser diferencia dentro do seu nicho musical?

Gabriel Nanni: Inovação, renovação, reciclagem e muito estudo sempre.

32) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Gabriel Nanni: Cenário musical brasileiro está péssimo, muito ruim. Hoje presto muito atenção na rotulado NOVA MPB, tem saído coisas boas daí. Zeca Baleiro melhorou muito. Os velhos da MPB já sobrevivem de seus direitos autorais, pois não teve muita coisa boa advinda daí.

33) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Gabriel Nanni: Gosto do Jorge Vercillo, Djavan, Hermeto Pascoal, internacional Bruno Mars me chama atenção.

34) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Gabriel Nanni: Teve uma situação muito engraçada que tínhamos uma banda base para os artistas católicos e fizemos um show em uma cidade que não me lembro entre Rio de Janeiro e São Paulo todos os músicos ficaram em um quarto grande, tipo hotel fazenda. Do nada começou a zoeira quando demos conta as frutas e sucos estavam todas espalhadas pelo quarto estourados na parede… parece que deu um acesso de Erê (divindade infantil que fala pelos orixás ) em todos!

35) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical? 

Gabriel Nanni: Feliz: sentar e tocar, ver a composição pronta, nascida como um filho(a), estudar música. Triste: perceber que a classe musical é muito desunida, faz panela, talvez pelo medo da incerteza do trabalho. Triste também pelos produtores saberem algo e se aproveitarem de possíveis talentos e ir pelo lado ruim do mundo Business.

36) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Gabriel Nanni: Estude muito, se influencie de coisas boas, sinta a verdade dentro de você para poder sempre vibrar verdade ao passar.

37) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Gabriel Nanni: Dom musical existe em apenas alguns. Uma frase: “Dom musical é 99% transpiração e 1% inspiração.” Todos devem passar pelo processo.

38) RM: Qual a definição de Improvisação para você?

Gabriel Nanni: Improvisação: o músico chega abre sua mala de repertório de frases, ritmos, cadências e teoria musical e sai distribuindo isso tudo coordenado com sua ideia pré-estabelecida da música em questão. Isso é o improviso.

39) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Gabriel Nanni: Resumidamente é algo já pré-definido. Mas a combinação acaba em um amalgama novo.

40) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Gabriel Nanni: Acredito que não tenha contras. O improviso faz você ter o raciocínio rápido as vezes, abre muitas possibilidades.

41) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Gabriel Nanni: Prós: se tornou um padrão. Contras: se tornou um padrão.

42) RM: Quais os métodos que você indica para o estudo de leitura à primeira vista?

Gabriel Nanni: Existe muitos livros hoje em dia para ajudar a leitura, ingressar em uma orquestra experimental ajuda. Ultimamente estudo um livro da Berklee College Music só de leitura em clave de Fá. Pego o livro e abro em qualquer página para estudar, assim não assimilo.

43) RM: Como chegar ao nível de leitura à primeira vista?

Gabriel Nanni: Muita prática, estudar lento e acelerar gradualmente.

44) RM: Fale sobre o projeto BAIXO CENTRO.

Gabriel Nanni: O projeto BAIXO CENTRO nasceu de uma necessidade de informação que há muito muitas pessoas não sabem. É com essa lacuna e outras perguntas que trago este projeto que traduz todos os anseios e dúvidas relacionado ao instrumento. Sei também que o assunto como qualquer outro chega a ser inesgotável e com muito esforço, dedicação, humildade, estudo, informação e técnica faço valer o campo que delimitei e percorri para informar a todos que tiverem oportunidade de querer conhecer para onde o instrumento contrabaixo elétrico está caminhando, apreciadores e músicos em geral.

O projeto BAIXO CENTRO se trata de tirar o instrumento Contrabaixo elétrico do fundo do palco, – a critério de informação o contrabaixo elétrico tem apenas 67 anos de existência há muita coisa para explorar ainda – em uma banda você possui a “cozinha” formada por bateria, contrabaixo e variações de instrumentos harmônicos como o violão o piano ou guitarra ou etc.

É estranho pensar que um instrumento que possui uma enorme importância, passar desapercebido muitas vezes pelos próprios integrantes e, pior, pelo próprio Contrabaixista. O objetivo aqui é torná-lo tão popular e respeitado como outro qualquer, acredito que exista uma boa parcela que já o respeita, mas a grande maioria não o conhece e não sabe as opções que ele pode oferecer. O Contrabaixo elétrico é um instrumento de extrema importância para uma banda ou para qualquer tipo de formação musical ou até mesmo solo. Não o ter em uma formação é uma opção tão incomum que não há sinônimos para descreve-lo.

A história do contrabaixo elétrico começa em 1951 com Clarence Leo Fender lançando o Precision Bass ao mundo, como a demanda de Big Bands de Jazz estava aumentando e com a chegada da guitarra elétrica nestas formações o Contrabaixo acústico já não conseguia suprir a intensidade forte de todos os sopros, a Bateria e a própria Guitarra, não que faltasse captadores para baixo acústico e sim que não eram bem feitos ou desenvolvidos e assim o Baixo Acústico foi substituído pelo elétrico. Atualmente com opções de bons microfones e bons captadores voltou a usar o baixo acústico em Big Band.

O nome Contrabaixo veio de uma época da história da música onde ainda não se existiam instrumentos e se compunha música apenas para voz. Com a evolução da história e destas composições foi adicionando uma, duas, três e quatro vozes. Estamos falando aqui da idade média com o início da música escrita com Papa Gregório. Essa evolução fez com que as composições tivessem um resultado “multi melódico”, ou seja, quatro melodias executadas ao mesmo tempo resulta, em um olhar vertical na partitura, em um som harmônico e para as quatro vozes se tornando uma harmonia conduzida surgiu a necessidade de algo que complementasse as quatro vozes.

Os cantos ficavam em uma região aguda na maioria das composições. Eis que surge um “contra canto” em uma região grave. Assim o nome vai se transformando de “contra canto grave”, “contracanto baixo” e finalmente “contrabaixo”. Sua função é primordial para a música vocal, pois “amarra” toda a harmonia, dá sentido a ela e adiciona grave já que todas as outras quatro vozes ficam em uma região muito aguda.

A informação já deixou de ser passada por fumaça há tempos, mas para muitas pessoas parece que não basta estar ao alcance precisam que “mastiguem” e as vezes “engulam” por elas para que entendam, digo isso pois até hoje muitas pessoas me perguntam: “que guitarra diferente você tem, tem menos cordas?” (risos).

45) RM: Quais os seus projetos futuros?

Gabriel Nanni: Fazer um trabalho de canções, outro com Contrabaixo de 6 cordas e cantoras, e um que está no forno que é mais eletrônico.

46) RM: Gabriel Nanni, Quais seus contatos para show e para os fãs?

Gabriel Nanni: (11) 94787 – 3705 (Whatsapp) | [email protected] | www.gabrielnanni.com | www.instagram.com/gabriel.nanni 

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCE1qR0TKcwH9CIjWFdwHgOw 

Clipe da música Juninho Groove que lancei no meu trabalho chamado BAIXO CENTRO: https://www.youtube.com/watch?v=fjtxv5ssps0

Gabriel Nanni | Lugar Sagrado (Voz e Baixo): https://www.youtube.com/watch?v=UIzjjNszgLk

Gabriel Nanni | Lugar Sagrado: https://www.youtube.com/watch?v=P1WLlDQ_H8M

Gabriel Nanni | O Leãozinho: https://www.youtube.com/watch?v=o6Se4YqVHSk 

Gabriel Nanni | M.S.F.: https://www.youtube.com/watch?v=nmgnDngF8rQ 

Gabriel Nanni | MEU SAMBA: https://www.youtube.com/watch?v=CHZQeu-osxc

Falando sobre minhas influências musicais e a primeira é sobre o PRIMUS Sailing the seas of cheese: https://www.youtube.com/watch?v=VlONAzfqKXo&t=483s 

Falando de minha segunda influência musical, ou meu segundo CD que me influênciou. RAGE AGAINST THE MACHINE – KILLING IN THE NAME:https://www.youtube.com/watch?v=oWnvyVNNLnM

As Rosas não Falam – Cartola – Participação especial de Rodrigo Procknov (www.rodrigoprocknov.com) que bem escreveu este arranjo. Ficha Técnica: Luis Neto: Sax-soprano, Samuel Marques: Trombone, Elias Cajú: Bateria e edição do áudio, Gabriel Nanni: Baixo fretless, Rodrigo Procknov: Violão/arranjo e edição de vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=2DpgSXaMErc

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.