Duka Santos

Duka Santos

O cantor, compositor, sanfoneiro Duka Santos, iniciou sua carreira aos 16 anos de idade (2002), influenciado por amigos de infância que amavam o Forró Pé de Serra.

Integrou as bandas “Chinela Torta” e “Trio Maracaia”. Após participar do FENFIT – Festival Nacional de Forró de Itaúnas no Espirito Santo em 2008, sua carreira alavancou, tocando nas melhores casas do Brasil. Aos 26 anos, morou em Vila Velha – ES por 8 anos, período em que fortaleceu o pseudônimo Duka Santos.

Além de abrilhantar o maior Festival de Forró Pé de Serra de Itaúnas como atração, entre os anos de 2016 e 2018, realizou duas turnês europeias: Alemanha, Inglaterra, Itália, Portugal, França, entre outros países. Lançou três álbuns, com repertório diferenciado, composições próprias e de artistas renomados. Após uma trajetória linda e desafiadora, Duka Santos retornou à Osasco – SP, onde deu início a um novo projeto.

Em 2019, nasceu “Duka Santos e Os meninos do Groove”, um encontro de amigos de infância: Leonardo Araujo Guerra (Marujo Zabumbada), Alexandro Marquês Domingues (Ale Groove, no Triângulo), que resultou no primeiro álbum do trio: “Bailado bom”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Duka Santos para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 15.06.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Duka Santos: Nasci no dia 19.08.1986 em Osasco, São Paulo. Registrado como Carlos Eduardo dos Santos.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Duka Santos: Meu tio José Carlos Sabino era músico e em todas as festas de aniversários da família tocava e eu adorava prestigiá-lo, daí surgiu meu interesse pela música. Aos 14 anos de idade, pedi ao meu pai Dorival Pedro dos Santos um violão de presente, mas a situação em casa não estava fácil e ele pediu para eu esperar até o final do ano, possivelmente no Natal. Mas a minha vontade era tamanha e por ter habilidades com as mãos, decidi construir o meu primeiro instrumento musical, que foi um violão de 6 cordas. Um vizinho marceneiro emprestou-me algumas ferramentas e seu espaço, meu primeiro projeto durou um mês. Eu saia da escola e já ia correndo para a produção do Violão. Durante todo esse processo, só a minha mãe sabia o que eu estava fazendo, pois quis fazer uma grande surpresa para o meu pai, que sempre foi uma grande inspiração para a minha vida, por ser um homem muito íntegro, estudioso, escritor e poeta. Meu Violão ficou pronto e até hoje sou grato ao sr. Diogo (in memoriam), pois além de ter me ajudado com ferramentas e espaço, patrocinou as cordas e as tarraxas. Já meu pai, quando me viu com o Violão indagou-me sobre a procedência do mesmo, respondi que eu havia construído, porém ele não acreditou e fomos até a casa do Sr. Diogo. Para a surpresa do meu pai, foi confirmado que eu mesmo havia construído o Violão, Sr. Diogo disse que era para ele ficar orgulhoso que o seu filho era um artista. Meu pai mesmo com obras em casa, muitas contas a pagar, fez de tudo e me presenteou com um violão elétrico, que me levou às lágrimas e ao início da minha carreira profissional.

03) RM: Qual a sua formação musical ou acadêmica fora da música?

Duka Santos: Cursei por dois na U.L.M. – Universidade Livre da Música em São Paulo. Fiz aulas de Acordeon com a renomada pianista e acordeonista Regina Weissmann.

04) RM: Quais as suas influências musicais do passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Duka Santos: Minhas influências do passado são o rock e a MPB, músicas que faziam parte do dia a dia da minha família; meu pai, minhas irmãs. Sou apaixonado por música, na verdade, apesar de ter escolhido o Forró Pé de Serra como a minha ferramenta profissional de trabalho por amá-lo, não deixo de ouvir e prestigiar outros gêneros: Jazz, Bolsa Nova, Rock, Samba, Reggae, etc.

05) RM: Quando, como e onde começou a sua carreira musical?

Duka Santos: Em 2002 iniciei minha carreira musical em Osasco – SP, aos 16 anos de idade, influenciado por um tio e amigos de infância que amavam o Forró Pé de Serra. Integrei as bandas “Chinela Torta” e “Trio Maracaia”. Após participar do FENFIT – Festival Nacional de Forró de Itaúnas no Espirito Santo em 2008, minha carreira alavancou, tocando nas melhores Casas de Forró do Brasil. Em 2012, aos 26 anos de idade, fui morar em Vila Velha – ES e fiquei por 8 anos, período em que fortaleceu o meu pseudônimo: Duka Santos.

Além de abrilhantar o maior Festival de Forró Pé de Serra de Itaúnas como atração, entre os anos de 2016 e 2018, realizei duas turnês europeias: Alemanha, Inglaterra, Itália, Portugal, França, entre outros países. Após uma trajetória linda e desafiadora, retornei à Osasco, onde dei início a um novo projeto. Em 2019, nasceu “Duka Santos e os meninos do Groove”, que se perpetua até os dias de hoje.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Duka Santos: Em 2009 lancei meu primeiro álbum – “O Forró é da pesada” com 31 músicas. Na gravação de “Pavão do Norte“, teve a participação de “PHZabumbada” (Peixe Elétrico). Na gravação de “Balança Barraca“, teve a participação de Abner Brasil na Zabumba e Claudinho Monteiro (Banda Quatro Goles de Samba) no Cavaquinho. Nas outras músicas eu gravei todos os instrumentos.

Em 2016 lancei o segundo álbum – “DKS para todos” com seis músicas. Na gravação de todas as músicas tiveram as participações: Luiz Marreta (DKS e Furdunço) na Zabumba, PJ no Triângulo e Vitor Nunes (Banda Comichão – ES) no Contrabaixo e Violão.

Em 2019 lancei o terceiro álbum – “Bailado Bom” com 10 músicas. Na gravação das 10 músicas, tiveram as participações: Marujo Zabumbada na Zabumba, Ale Groove no Triângulo, Edimar Peixinho, Nando Nogueira, na Guitarra, segunda sanfona e cavaquinho, Ric Bass, Nando Nogueira no Contrabaixo.

Em 2020 lancei o single “De Norte a Sul”. Na gravação tiveram as participações: Léo Araujo, Marujo Zabumbada, Ale Groove, Ale Groove no Triângulo, Edimar Peixinho, Nando Nogueira na guitarra, segunda sanfona e cavaquinho e Ric Bass, Nando Nogueira no contrabaixo.

Em 2021 lancei o single “Sou do Forró“. Na gravação tiveram as participações: Marujo Zabumbada, Ale Groove no Triângulo, Edimar Peixinho, Nando Nogueira na segunda sanfona, Ric Bass, Nando Nogueira no contrabaixo e Claudinho Monteiro (Grupo Quatro Goles de Samba) no Cavaquinho.

Todos os meus álbuns têm a marca do verdadeiro Forró Pé de Serra, a maioria das composições são autorais e com a minha identidade, costumam dizer que meu swing é inconfundível, diferenciado. As principais músicas que caíram no gosto da galera, foram: “Fogueira”, “Balança Barraca”, “Menina Bela”, “Menina do Bailado”, entre outras.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Duka Santos: Meu estilo musical é o Forró Pé de Serra, tenho como princípio cultivar a música e a cultura nordestina que é um patrimônio cultural do nosso país, nossa história, nossas raízes.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Duka Santos: Sim, há muitos anos atrás. No início da carreira percebi quão imaturo estava e o quanto precisava aprimorar minha técnica vocal, para de fato escrever minha história e me perpetuar carreira musical.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Duka Santos: A voz é a minha principal ferramenta de trabalho, por isso faz-se necessário aprender a usa-la de forma correta e precisa, para evitar problemas futuros como: calos, nódulos vocais, rouquidão, e etc. Para isso, precisamos de profissionais especializados que nos orientem: no alongamento e aquecimento das cordas vocais. Na tonalidade adequada para cada música. Na forma correta da respiração e do uso do diafragma ao cantar.

10) RN: Quais as cantoras e cantores que você admira?

Duka Santos: Tenho profunda admiração pelos mestres: Flávio José, Mestre Zinho, Genival Lacerda, Marinês, Anastácia, Elba Ramalho, Alcione, Alceu Valença, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Duane, Fabiano Santana, Flavinho Lima, Bernadete França, Diana do Sertão, Severo Gomes, Tiziu do Araripe, Dió de Araújo, Val Cristalino, Edson Duarte, Benício Guimarães, Azulão de Caruaru, Zito Borborema, Mestre Marrom, Targino Gondim, Flávio Leandro, Carmélia Alves, Sivaldo Fernando, Danilo Ramalho, Thaís Nogueira, Thiago Fred, entre outros.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Duka Santos: O primeiro passo é escolher um determinado tema e a partir daí discorrer os fatos relacionados a ele. Geralmente pego meu Violão e vou desenvolvendo o tema escolhido, levo horas para termina-la. Há necessidade de repetir inúmeras vezes as frases para que tenha sentido. Após concluir a letra, passo para os arranjos no acordeon. Gosto muito de relatar histórias vividas por mim, exemplificando uma: Vivi uma experiência de alagamento em Vila Velha – ES, onde morei por 8 anos.

“Vim de São Paulo a trabalho, vim morar em Itapoã, o calor era de matar, pois choveu, o que que eu faço meu irmão. No meu terreiro choveu, alagou todo o Forró e a noite o pau comeu!”. Esse trecho é da música “Forró do Alagamento” retrata uma noite que eu estava esperando meus amigos virem me buscar para passarmos o Natal juntos e de repente caiu uma tempestade que alagou minha casa inteira, a água foi até o meu joelho. Meus amigos ligaram para mim e eu contei o que tinha acontecido, e eles me orientaram a passar o rodo para tirar a água, mas ela chegou a uma altura que essa ação seria impossível. Passei a meia noite sozinho, ou melhor, com aquela quantidade absurda de água. Depois de horas eles conseguiram chegar à minha casa, daí a ideia de transformar esse relato em música.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Duka Santos: Sempre fiz minhas composições sozinho, eu, meu violão, minha sanfona e os meus pensamentos.

13) RM: Quem já gravou suas músicas?

Duka Santos: Thaís Nogueira e Luiz Marreta.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Duka Santos: Prós: total autonomia de como irei conduzi-la. Contra: dificuldade em conseguir todas as ferramentas necessárias para se fazer um trabalho diferenciado e fidelizar-se no mercado. Tudo que se refere à arte musical, exige equipamentos de qualidade, um excelente estúdio, designer digital para as divulgações, assessoria para produção e venda de shows, tudo isso tem custo altíssimo.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Duka Santos: Minhas estratégias para desenvolver um trabalho de excelência são: aprimoramento de técnica vocal, estudo do acordeon, técnicas em expressão facial e corporal, composição, arranjos e gravação.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Duka Santos: Tenho uma assessoria que cuida de toda a parte de mídia, marketing visual, divulgação, figurino, contratação de show, e etc. Nossos canais virtuais são grandes ferramentas de trabalho, todos os dias são alimentados com conteúdos relacionados ao trio que faço parte, e assuntos pertinentes a arte do Forró Pé de Serra, que trabalho há 22 anos. Todo o material de marketing de divulgação é produzido por mim.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira?

Duka Santos: A internet nos dias de hoje é tão importante quanto o palco, porém é necessário saber usá-la a nosso favor. Sabemos que a informação tem a velocidade da luz, por isso precisamos usa-la como muito cuidado e um planejamento acirrado quanto ao conteúdo. Em relação a parte prejudicial acredito que seja para quem a usa de maneira incorreta.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso de tecnologia de home estúdio?

Duka Santos: A vantagem é que, utilizo meu home estúdio para me auto produzir dentro dos meus horários, tornando- se muito mais fácil, acessível e tendo um melhor custo benefício. Já a desvantagem de quem não tem um home estúdio são os custos, que serão mais altos e o tempo de permanência, já que é cobrado por hora.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais um grande obstáculo. Mas, a concorrência do mercado se tornou um grande desafio. O que você faz efetivamente para diferenciar dentro do seu nicho musical?

Duka Santos: Desde o início da minha carreira sempre dei prioridades às minhas composições, que culminaram com o meu jeito diferenciado de tocar, denominado por todos “dono de um swing inconfundível”.

20) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram as revelações músicas nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Duka Santos: Desde que iniciei minha jornada no Forró Pé de Serra, tenho visto uma ascensão, tendo em vista que ele tem se expandido pelo mundo a fora. Este Forró me deu a oportunidade de vivenciar duas turnês europeias. Abrindo a possibilidade da propagação deste gênero tão rico culturalmente, mas acredito que ainda há muito o que se fazer, como por exemplo: abertura maior das grandes mídias para este segmento, produtores capacitados e engajados com objetivos claros de crescimento e não apenas de rentabilidade.

Quanto a regressão, acredito que não seja especificamente de um ou outro artista, pois vemos dia a dia, prefeituras contratando outros ritmos musicais nas Festas Juninas, descaracterizando nosso patrimônio cultural. Temos grandes revelações nesta última década: Trio Dona Zefa, Ó do Forró, Meketrefe, Duka Santos e os Meninosdo Groove, Coisa de Zé, Diego Oliveira, Mestrinho, Duani, Targino Gondim, entre outros.

21) RM: Quais músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Duka Santos: Mestrinho, Erivaldinho do Acordeon, Tom Silva, Clayton Gama, Joquinha Almeida, Cosme Vieira, Millan do Acordeon, Walldo Lima, Chiquinho Alves, Fabiano Santana, Cezinha do Acordeon, Feh Silva, Escurinho, Murilo Ramalho, Léo Araujo (Marujo), Lukinha Almeida, João Preá, Duh Messias, Adan Oliveira, Dió de Araujo, Vinicinho Vim, Thaís Nogueira, Sivaldo Fernando, Alexandre Marques, Elton Moraes, Alexandre Marques (Alê Groove), Ric Bass, Edimar Peixinho, Tiago Lara, entre outros.

22) Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Duka Santos: Pessoas alcoolizadas querendo subir no palco para cantar ou se aparecer. Esqueci minha sanfona na calçada de casa. Quando cheguei no local do show ao abrir o porta-malas para a minha surpresa e desespero ela não estava lá. Voltei correndo e por muita sorte estava no mesmo lugar, por ser a noite e o Case ser preto, ninguém a notou. Em um show no Espirito Santo acabou a energia e o baile continuou, gogó de ouro (risos).

Fomos tocar numa Casa de Forró com o pagamento do cachê sendo feito por bilheteria, pedimos ao dono da Casa que pudéssemos ter acesso a quantidade de pessoas que estariam presentes, ele ficou furioso falando que a gente não confiava nele, porém uma vez lotamos a casa e ele simplesmente deu uma merreca como cachê. Já que ele não topou que tivéssemos o controle da portaria, nos negamos a tocar, só que a Casa já estava lotada, nosso público estava lá aguardando o nosso show, decidimos ir para a Praça em frente fazer o show, com isso a Casa esvaziou. Ele tentou se redimir, mas não voltamos atrás e muito menos naquela Casa de Forró.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Duka Santos: Reconhecimento dos produtores e do público pela minha trajetória profissional. Ver pessoas cantando e dançando minhas músicas, não tem preço. Gravar novas músicas, trazer sempre novidades e subir no palco. “O palco é a minha segunda casa”. O que me entristece é a falta de profissionalismo de alguns produtores, técnico de som sem o domínio do equipamento, cachês baixos, falta de hospedagens para lugares longes, e etc.

24) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró universitário” nos anos 2000?

Duka Santos: O movimento do “Forró universitário” foi de extrema importância para o nosso Forró Pé de Serra, pois abriu a mente e as portas para a valorização do nosso trabalho. Toda a nossa gratidão aos precursores deste movimento que se perpetua até os dias de hoje. Tenho plena convicção que há espaço para todos brilharem e fortalecerem a cultura Nordestina.

25) RM: Quais os grupos de Forró Universitários chamaram à sua atenção?

Duka Santos: Forróçacana, Bicho de Pé, Peixe Elétrico, Falamansa, Circulador de Fulô, Caiana, Raiz do Sana, Rastapé, entre outros.

26) RM: Você acredita sem o pagamento de jabá as suas tocarão nas rádios?

Duka Santos: Com os avanços tecnológicos, a inserção do nosso material de trabalho ficou muito mais fácil, porém a qualidade e diferenciais serão vertentes imprescindíveis para mantê-los no mercado, hoje pouco se fala de pagamento do jabá.

27) RM: O que você diria para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Duka Santos: Diria que a música poderá levá-lo(a) a lugares que você nunca imaginaria estar, mas que para isso há necessidade de estudar e se aprimorar diariamente, como outra profissão qualquer. Há também dois caminhos, você pode ser um intérprete, cantando músicas de outros artistas ou cantar suas próprias músicas.

28) RM: Quais são os prós e contras do festival de música?

Duka Santos: Quando os organizadores de um Festival de música selecionam uma equipe julgadora extremamente capacitada para tal função, não consigo ver nada que o desabone, pois num festival sempre terá o vencedor e aqueles que ganharão experiência e ampliarão seus círculos.

29) RM: Hoje os festivais de música revelam novos talentos?

Duka Santos: Ser vitorioso (a) num festival de música por mérito, abrirá muitas portas, já vimos isso acontecer inúmeras vezes, mas acredito que não seja o único recurso para alavancar e abrilhantar uma carreira. Um exemplo que vivi: participei como competidor no FENFIT – Festival Nacional de Forró de Itaúnas no Espirito Santo em 2007 e 2010, não ganhei, mas após conhecerem o meu trabalho, fui convidado algumas vezes para tocar como atração, fazendo também parte de um elenco de sucesso.

30) Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Duka Santos: Ainda falta muito para valorizarem e propagarem a música brasileira, quiçá nosso amado Forró Pé de Serra, que desde sempre luta por um espaço digno e merecedor dentro de todas as mídias.

31) Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e ITAÚ CULTURAL para a cena musical?

Duka Santos: As instituições têm todo o meu respeito, pela seriedade e proposta extremamente voltada para projetos e objetivos culturais. Não basta ser um cantor, ter uma banda e sim o que o seu trabalho acrescentará para a cultura do seu país ou mesmo ao público que frequenta estes espaços.

32) Qual a sua opinião sobre as bandas de forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Duka Santos: O “Forró Estilizado” é uma vertente do Forró Pé de Serra, por isso tem o meu respeito, e com certeza ganharam um espaço merecido mediante ao trabalho que vem desenvolvendo e se modernizando a cada dia, caindo na graça do povo brasileiro.

33) Quais os seus projetos futuros?

Duka Santos: Continuar minha jornada de trabalho dentro do trio Duka Santos e os Meninos do Groove, onde estamos numa ascensão, gravando e produzindo diariamente. Acabamos de lançar nosso primeiro vídeo clipe, já temos dois novos singles a serem lançados e vem muita coisa pela frente. Hoje conto com uma assessoria responsável pela carreira do trio, fazendo grande diferença no mercado de trabalho.

34) Quais seus contatos para shows e para os fãs?

Duka Santos: Contato para show de DUKA SANTOS E OS MENINOS DO GROOVE, assessoria Déia Brandão: (11) 9.9797 – 9523 | [email protected]

| https://web.facebook.com/profile.php?id=100008611157483

| www.instagram.com/dukasantos_osmeninosdogroove

Plataformas Digitais -DUKA SANTOS E OS MENINOS DO GROOVE

Canal Duka Santos e Os Meninos do Groove: https://www.youtube.com/channel/UCwV-cIXDtq3E9tg3WS8B6lw

Duka Santos e os Meninos do Groove – De Norte a Sul (vídeo Clipe): https://www.youtube.com/watch?v=tZKOUzeXTV0

CD Completo Bailado Bom – Duka Santos e Os Meninos do Groove: https://www.youtube.com/watch?v=hJXehb5c4PY

Sou do Forró – Duka Santos e Os Meninos do Groove: https://www.youtube.com/watch?v=QIYPnRc5cY0

Live do Duka Santos e os meninos do Groove em julho de 2020: https://www.youtube.com/watch?v=8i5VpyFfK84


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.