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Categorias: ForróEntrevistas

Cosme Vieira


Cantor, compositor, acordeonista Cosme Vieira, filho de Baiano e Paranaense. Um dia em uma enchente quando Cosme tinha apenas 3 anos de idade, uma “sanfoninha” de papelão levada pela chuva parou dentro de sua casa, Cosme a pega e começa a tocar. Assim nascia o amor pelo instrumento.

Cosme Vieira com 4 anos de idade ouvindo Rádio começa a tocar a música “Asa branca” de Luiz Gonzaga, pede então para que sua mãe abaixe o volume para que ele possa executar a música, esse foi seu primeiro contato com o Forró.

Alguns anos depois foi acrescentado à dupla seu primo Luann onde então se inicia o Trio Forró Moleque. O trio rodou pelo Sudeste, sendo Campeão do Festival Nacional de Forró de Itaúnas no Espirito Santo. Aos 4 anos de idade, Cosme participa do seu primeiro programa de TV, o Programa Raul Gil, onde ganha sua segunda sanfona da dupla Guilherme e Santiago. No mesmo programa ganha também da banda Falamansa dois anos de aula de acordeon. Aos 7 anos, Cosme monta uma dupla com seu irmão Damião, “Forró Moleque”, a dupla se apresentou em diversos programas de TV como, Faustão, Silvio Santos, Eliana, Gilberto Barros, Tom Cavalcante, anos se passaram.

Atualmente, Cosme faz carreira solo, tocando por todo Brasil e desenvolve vários trabalhos tocando com grandes nomes da música como Ivete Sangalo, Duani, Zeca Baleiro, Mariana Aydar, Liv Moraes, Toninho Horta e muitos outros.

Cosme tem como influência artistas como Dominguinhos, Gilberto Gil, Djavan, Caetano Veloso, Luiz Gonzaga, Seu Jorge, Gal Costa, Falamansa e outros tantos nomes.

Segue abaixo entrevista com Cosme Vieira para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 07.05.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Cosme Vieira: Nasci no dia 09.06.1997, em São Paulo – SP. Registrado como Cosme Vieira Gonçalves.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Cosme Vieira: Sempre tive a música inserida em casa, sou neto (Antonio Vieira Gonçalves) e filho (Milton Vieira Gonçalves) de sanfoneiro e a sanfona esteve presente em minha vida. Comecei aos 3 anos de idade tocando triângulo acompanhando meu pai.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Cosme Vieira: Estudei com o professor Paolo Fiola que veio a falecer, então fui estudar com a professora Maria Luiza Mota dos 5 aos 12 anos de idade. Logo após ingressei na Escola de Música Tom Jobim onde fiquei por sete anos com os professores Gabriel Levy, Felipe Soares, Guilherme Ribeiro.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Cosme Vieira: Falamansa foi fundamental na minha carreira, foi minha primeira influência para fazer Forró, através deles conheci a obra de Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Hoje tenho muitas influências tais como, Gilberto Gil, Dori Caymmi, Toninho Horta, Gal Costa, Elis Regina, entre outros. Gosto de música em geral, música brasileira me fascina.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Cosme Vieira: Em 2000 Comecei aos 3 anos de idade tocando triângulo acompanhando meu pai. Segundo minha mãe Sueli Vieira, um certo dia chovia muito e em razão disso uma forte enchorrada trouxe para minha casa uma sanfoninha de papelão e então pegaram ela e me deram. Logo comecei a dar os primeiros acordes, minha mãe ligou o rádio e estava tocando “Asa Branca” e comecei a acompanhar, estou aí até hoje.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Cosme Vieira: Gravei o primeiro CD – ”Forró Muleke” com meu irmão Damião, alguns anos depois gravamos mais um CD – ”Forró Moleque” já com a entrada de mais um integrante, Luann Yuri. Esse álbum foi produzido pelo Tato Cruz, cantor e compositor da banda Falamansa.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Cosme Vieira: Sou Forrozeiro, mas não me rotulo em um único estilo, gosto e procuro estudar todo tipo de gênero musical, acredito que temos que tocar de tudo, prego a versatilidade.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Cosme Vieira: Estudei técnica vocal por sete anos na Emesp Tom Jobim com diversos professores.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Cosme Vieira: Acho fundamental esse estudo técnica vocal, pois não só aperfeiçoar sua voz, mas também sabe como cuidar, ter uma vida longa e saudável vocalmente.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Cosme Vieira: Admiro muitos cantores: Djavan, Emílio Santiago, Luiz Gonzaga, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Alaíde Costa, etc, temos cantores maravilhosos.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Cosme Vieira: Não tenho uma fórmula, as vezes faço primeiro a melodia e depois coloco a letra e vice-versa.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Cosme Vieira: Geralmente componho sozinho, mas tenho algumas parcerias com Elton Moraes e Mestrinho.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Cosme Vieira: Mestrinho gravou uma parceria nossa: ”Talvez”.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Cosme Vieira: Gosto da independência em si, mas por outro lado é tudo por você, criação, produção, investimentos etc.

15) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Cosme Vieira: Acho a internet uma ferramenta fundamental nos tempos modernos onde tudo é muito rápido, as mídias sociais ajudam muito na divulgação e acessibilidade do público ao nosso trabalho.

16) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Cosme Vieira: Acho que home estúdio ajuda muito, na parte de criação, as coisas hoje precisam ser rápidas e o home auxilia.

17) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Cosme Vieira: Precisamos criar nossa identidade musical, sempre buscar estar por dentro do que o mercado traz de novo, e assim diferenciar nosso trabalho e buscar originalidade.

18) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Cosme Vieira: O cenário do Forró é muito forte, o final da década de 90 foi fundamental para os dias atuais do Forró, trouxe revolução, atualização, e consolidou um movimento totalmente brasileiro.

19) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Cosme Vieira: Tenho Dominguinhos como minha maior referência artística e profissional.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Cosme Vieira: Toquei por muitos anos no começo de carreira nas ruas de São Paulo, não tínhamos as vezes o dinheiro do lanche antes de tocar. Fomos criando uma amizade de anos com comerciantes e restaurantes da região e então comíamos, tocávamos e íamos lá pagar na hora de ir embora.

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Cosme Vieira: Não tenho tristeza na carreira musical, tenho é gratidão por tudo que consegui realizar nesses 21 anos de música.

22) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Cosme Vieira: O movimento do “Forró Universitário” foi quem expandiu mais o Forró para um novo público, bandas como Falamansa, Rastapé, Bicho de pé, Forróçacana, Peixelétrico, Caiana, circuladô de Fulô. Essas foram algumas das principais bandas dessa geração universitária que inclusive me inspirou a ingressar nesse ritmo.

23) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Cosme Vieira: Destaco o Forróçacana que escutava muito com meu pai Milton, achava incrível a versatilidade daquelas músicas e a originalidade daquele som fantástico.

24) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Cosme Vieira: Acho que as redes sociais e os aplicativos de música hoje nos ajudam muito nesse sentido de divulgação e abriu um novo campo, acredito que a rádio ainda é muito importante, mas temos também outros meios sem o famoso ”jabá”.

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Cosme Vieira: Estudar muito e sempre, pois não tem fim o aprendizado, amar o que faz e sempre seguir.

26) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Cosme Vieira: Creio que sim, pois dão uma visibilidade bacana para os novos talentos.

27) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Cosme Vieira: Acho que temos muito mais coisas para se mostrar, temos diversos ritmos, movimentos músicas que acharia super interessante a grande mídia mostrar.

28) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Cosme Vieira: Quanto mais apoio a cultura melhor, temos milhares artistas por ai e quanto mais opções para apresentarmos nossa arte melhor.

29) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Cosme Vieira: Cada um tem seu espaço.

30) RM: Cosme Vieira, Quais os seus projetos futuros?

Cosme Vieira: Estou no processo de compor, criar para em breve possa gravar meu primeiro trabalho solo.

31) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Cosme Vieira: cvieira151@gmail.com

Canal: https://www.youtube.com/user/cosmevieira1997 

Asa Branca: https://www.youtube.com/watch?v=hnyORWA5vFc 

https://web.facebook.com/cosme.vieiragoncalves 

https://web.facebook.com/cosmevieiraoficial 

https://www.instagram.com/cosmevieiraoficial/?hl=pt-br

Cosme Vieira no acordeon do Trio FuraZóio acompanhando Zeca Baleiro com part Chico César, Anastácia, Irene Atienza, Carla Casarin, Luzia Dvorek: https://www.youtube.com/watch?v=Kc5q6imXJmA


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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