Enah Ha

Enah Ha 1 Ritmo Melodia

Tempo de Leitura: 10 minutos

O cantor e compositor paranaense Enah Ha desde 1983 mora em São Paulo estabeleceu a carreira musical independente dedicada ao reggae, ritmo que o impressionou desde cedo pela força e positividade de suas mensagens.

Enah Ha é influenciado por Bob Marley, Peter Tosh, Gilberto Gil, além do ícone do pop Michael Jackson. Enah Ha gravou em seu primeiro álbum em 1994, ainda em vinil, que foi o ponto de partida para muitas produções ao longo desses anos.

Enah Ha sentiu a necessidade de expor suas músicas dentro do contexto do reggae. Então, desde o início de sua carreira optou por intervenções nas ruas e eventos sociais, tendo participado de várias ações com entidades ligadas a essa temática. Também fez muitos shows em praças e espaços públicos, como Praça de República e Largo do Arouche, participando do projeto Arte nas Ruas, além de shows no Centro Cultural São Paulo, Parque do Carmo, entre outros, priorizando a divulgação da cultura e música Reggae.

Educando através da palavra, como Enah Ha cita em sua música “Reggae Pedra Raiz”, o seu trabalho visa, além de entreter e fornecer ao espectador música de qualidade, trazer à compreensão de todas mensagens de cunho social, ambiental e humanitário que o Reggae transmite. Assuntos como a valorização do ser humano e das culturas ancestrais. A união e o respeito entre todas e todos, de todas as classes, raças e credos religiosos, as questões da mulher e igualdade entre os gêneros, a preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade

são temas recorrentes de suas composições, como em “Um Negro Chamado Zumbi”, “Plante Uma Árvore”, “Mulher de Fibra” e “Voa Pássaro”.

Enah Ha há cerca de sete anos atua também no litoral de São Paulo, na Prainha Branca, onde se inspira constantemente para suas composições, criando a partir daí diversas músicas que hoje são alguns de seus grandes sucessos. O ambiente da natureza é preponderante no desenvolvimento do seu trabalho, funcionando como contraponto à vida na metrópole.

Enah Ha já lançou são mais de vinte álbuns de forma independente, entre discos autorais, coletâneas, acústicos e versões DUB. Em 2018 finalizou “Somos Um”, um aprimoramento da carreira musical de Enah Ha em perfeita harmonia com as raízes da música Reggae. Esse álbum eleva ao máximo os conceitos de respeito ao próximo, união e compreensão, tão em falta nas linguagens mais abordadas pelas pessoas em geral. A faixa etária mais preponderante do público do reggae, os adolescentes e jovens, por muitas vezes estão carentes desse conteúdo. As composições calcadas no reggae roots como: “O Joio e o Trigo”, “Você É a

Solução” e “Somos Um”, mandam essa mensagem de responsabilidade social nesses novos tempos em que vivemos, de forma positiva e, claro, leve e dançante, características inerentes à música Reggae. Seu show atual é pautado nesse novo trabalho. O respeito às raízes culturais, ao Rasta e sua harmonização com a natureza e, por consequência, a esses conteúdos de elevada humanidade. Enah Ha divulga sua máxima: promover o respeito e a união incondicional através da música Reggae.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Enah Ha para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 22.07.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual sua data de nascimento e sua cidade natal?

Enah Ha: Nasci no dia 03.06.1964 em Santo Antônio da Platina no Paraná. Fui registrado como Hamilton da Silva Lima.

02) RM: Como foi o seu primeiro contato com a música?

Enah Ha: Foi no ventre de minha mãe, a batida do coração tem o pulsar sincopado ao ritmo do reggae.

03) RM: Qual sua formação musical e acadêmica fora música?

Enah Ha: Autodidata musical e Ensino médio. Em 1983, eu era serralheiro no Paraná. Em São Paulo fui para metalúrgica no bairro Vila Maria e depois para Telecomunicação de São Paulo (TELESP), em que além de trabalhar participei do Coral da Telesp.

04) RM: Quais suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Enah Ha: Bob Marley, Peter Tosh, Israel Vibration, Jimmy Cliff, Alpha Blondy, The Gladiators, Gregory Isaacs, Pato Banton, UB40 e no momento Damian Marley, Dezarie, Cedric Myton. O reggae tem várias vertentes, suas letras falam de consciência social, de amor, sobre os direitos humanitários, paz de espírito. Você de bem com você mesmo, todas as tendências do reggae, trazem sua importância. O reggae é uma cultura viva que Bob Marley pregou. É importante dar um recado através da música. Bob foi perseguido por estar à frente do seu tempo, ser o advogado dos humildes, ele representa cada um de nós.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Enah Ha: Em São Paulo em 1990.

06) RM: Quantos discos lançados?

Enah Ha: As minhas músicas de maior sucesso são: “Mulher de Fibra”, “Massa regueira”, “Prainha branca”, “Assim enarou Bob Marley”, entre outras. Lancei em 1994 o disco em vinil – Assim Enarou Bob Marley”. Meu primeiro registro musical, ainda utilizando o nome Hamilton Lima. Traz as minhas composições. Produção fonográfica: Hamilton Lima e JBS Produções. Em 1998

Lancei o CD – “O Reggae Bate Quando”, com minhas músicas autorais entre elas: “Assim Enarou Bob Marley” e “Lobo Mal”.  Produção: Enah Ha e Joel Doc Pereira. Em 2000 lancei o CD – “Vítimas”, gravado ao vivo em apresentação na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo. Também lançado em DVD. Produção: Enah Ha e Joel Doc Pereira. Músicos: Carlos Costa, Ivan, Terra B, Barbosa e Evaldo. Em 2004 lancei o CD – “Cabelo Branco”, o CD contém versões remixadas de algumas músicas autorais e faixas ao vivo. Produção: Enah Ha e Joel Doc Pereira.

Em 2005 lancei o CD – “Quatro por Quatro”. Uma coletânea com quatro faixas lançada logo após o CD – “Cabelo Branco”. Produção: Enah Ha e Leonardo Branco. Em 2005 lancei o CD – Acústico I, com alguns dos meus sucessos, somadas a novas músicas autorais como “Mulher de Fibra” e “Massa Regueira”. Produção: Enah Ha e Carlos Costa. Em 2008 lancei o CD – “Ilha do Mel” com músicas autorais e versões com banda de algumas músicas do Acústico I. Sucessos como: “Ilha do Mel” e “Voa Pássaro”, estão nesse trabalho. Produção: Enah Ha, Carlos Costa e Eryx du B.

Em 2010 lancei o CD – “Ecológico”, foi um dos CDs mais trabalhados e bem recebidos pelo público. Meu décimo álbum. Produção: Enah Ha e Carlos Costa. Em 2010 lancei o CD – “África – Berço das Civilizações”, trabalho em homenagem a Copa do Mundo de Futebol de Rua, realizada em 2010 em São Paulo. Com minhas músicas de sucessos e a inédita “África – Berço das Civilizações”, feita especialmente para a ocasião. Produção: Enah Ha e Carlos Costa. Em 2013 lancei o CD – “Prainha Branca” traz um dos meus sucessos: “Prainha Branca”, além de “Amora” e “Em Um Novo Ser”. A partir desse período comecei a divulgar meu trabalho também no litoral de São Paulo. Produção: Enah Ha e Carlos Costa. Masterização: Joel Doc Pereira.

Em 2015 lancei o CD – “Enah Ha Roots”, coletânea com o meu lado mais “roots reggae” com minhas autorais e versões de grandes nomes do reggae e da MPB.
Produção: Enah Ha e Carlos Costa. Masterização: Wagner Bagão. Em 2015 lancei o CD – “Enah Bob”, gravado em 2015 em homenagem ao “Rei do Reggae” Bob Marley, o CD tem versões de clássicos do jamaicano em português. Produção: Enah Ha e Carlos Costa. Masterização: Wagner Bagão.

Em 2016 lancei o CD – “Certeza de Absolutamente Nada”, também chamado de “Roots, Rock, Reggae”, com músicas autorais e versões, mas em uma pegada mais reggae’n’roll com guitarras distorcidas somadas ao root tradicional. Produção: Enah Ha e Carlos Costa. Em 2016 lancei o CD – “Erga-se”, trabalho autoral que tem “Você É a Solução”, “Tudo Faz Lembrar Você” e “Contrate Uma Lagartixa”, entre outras. Produção: Enah Ha e Carlos Costa. Masterização: Joel Doc Pereira.

Em 2017 lancei o CD – “Algo de Alguma Coisa”, CD com versões especiais dos meus sucessos além de clássicos de músicos renomados, em produção e masterização de Joel Doc Pereira. Produção: Enah Ha e Joel Doc Pereira. Em 2018 lancei o CD – “Cure o Mundo”, coletânea com minhas músicas mais recentes somadas a “Cure o Mundo”, uma versão da música de Michael Jackson. Produção: Enah Ha e Carlos Costa. Em 2018 lancei o CD – “Somos Um”, CD meu recente com músicas autorais inéditas e versões de grandes clássicos. Destaque para “Somos Um”. Produção: Enah Ha e Carlos Costa. Masterização: Wagner Bagão.

07) RM: Como você define seu estilo musical dentro da cena reggae?

Enah Ha: Roots Rock Reggae, um ritmo aveludado ao ritmo do coração. Todos temos um coração, todos queremos viver bem e com qualidade de vida. Atualmente a humanidade está unida, mais solidária. Somos uma corrente nessa vida e cada um é um gomo, igual a uma sonora onda.

08) RM: Como você se define como cantor/intérprete? 

Enah Ha: Compor e interpretar é muito gratificante. Jogo para fora e registro para que não se perca no tempo. Interpretar é reconhecer no outro aquela ideia que traz uma sintonia conosco no momento.

09) RM: Como é seu processo de criar música? Quem são seus parceiros musicais?

Enah Ha:  Surge tudo naturalmente as vezes letra ou a melodia ou só a letra. Carlos Costa está comigo na parceria musical sintonizado com a batida sincopado e nos timbres. Ele tem dado esse apoio ao longo de duas décadas, atualmente na quarentena estou no litoral e ele na capital São Paulo. Estamos produzindo mais um trabalho denominado “Não podemos parar o tempo”.

10) RM: Quais os cantores e cantoras que você admira? 

Enah Ha:  Bob Marley, Peter Tosh, Israel Vibration, Jimmy Cliff, Alpha Blondy, The Gladiators, Gregory Isaacs, Pato Banton, UB40, Damian Marley, Dezarie, Cedric Myton.

11) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Enah Ha:  Se eu estivesse esperando alguém investir no meu trabalho musical com certeza nem existiria. O fato de existir, estar, permanecer, ficar e continuar é o elo de ligação, fazendo com que essas atitudes de gravar mais de 100 músicas é como plantar árvores que dar força para continuar. A divulgação era complicada quando lancei meu primeiro disco em 1994 e antes duas fitas K7.

Eu mesmo vendia as fitas K7 nas ruas e trabalhava como locutor em uma rádio pirata em que eu fazia um programa de reggae. A Polícia Federal fechava a rádio em um dia e abriam outra rádio. Tinha várias no bairro Jardim Brasil, zona norte de São Paulo. Foi uma febre de rádios piratas e as grandes rádios mandavam fechar, pois rádios piratas davam uma grande audiência local, isso incomodava.

Hoje para a música independe está muito bom com as plataformas digitais. A melhor opção é ser independente, mas somos dependentes da grande mídia. Teria que ser lei para todas grande mídia inserir trabalhos independentes em sua programação, ou seja, espaço cultural, isso dentro da lei, por uma igualdade de direito de liberdade de se expressar.

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver sua carreira?

Enah Ha:  No meu trabalho paralelo em rádio comunitária, eu tirava patrocínio comércio local, para o dia a dia suprir minhas necessidades. Atualmente tenho uma loja de produtos de artigos reggae e dentro da minha origem ancestral.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira?

Enah Ha:  A internet só soma. É como uma TV aberta para todos.

14) RM: Como você analisa o cenário reggae brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Enah Ha:  Acompanho e gosto muito do trabalho de bandas como “Ponto de Equilíbrio”, “Mato Seco”, “Planta & Raiz”, “Natiruts”, “Leões de Israel”, cada um com sua vibe. Edson Gomes, Tribo de Jah, Cidade Negra, Enah Ha, Sensimilla Dub, Dionorina, Nego Banto, Jai Mahal, Banda União Rasta, Ambulantes, Banda Indaiz, Waking Lions, Chalabal, Nayabing Blothers, Manga Rosa.

15) RM: Quais as vantagens e desvantagens do fácil acesso à tecnologia de gravação (Home Studio)?

Enah Ha:  Gravar tendo todo o conhecimento musical, dentro do gênero que se trabalha, dominando tudo com muita facilidade. só depende do estado de criação de cada ser pensantes que realmente somos.

16) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Enah Ha:  Fui tocar em um local que já havia tocado, sabia que tinha equipamento muito bom, só que não fui avisado, que tinha sido roubado. Cheguei tinha apenas uma mesa com 4 canal, os músicos voltaram pra pegar equipamento e atrasou um pouco, mas realizamos. Todos estava muito afim de fazer, aí as coisas aconteceram.

17) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Enah Ha:  Quando estou no palco, com um ótimo equipamento, com aquele retorno de voz. Dou graças, pois estou sempre acompanhado de músicos que entendem muito na pegada reggae, é só alegria.

18) RM: Nos apresente a cena musical na cidade que você mora?

Enah Ha:  São Paulo é ande rola todos os estilos de músicas e artes. Isso fortalece todos da classe artística, Sampa é o centro da cultura de todos os gêneros no Brasil. Temos aqui um pouco de tudo que rola no Brasil musical.

19) RM: Você acredita que sua música tocará nas rádios sem o jabá?

Enah Ha:  Algumas poucas rádios tocam, que são muito para mim. Fico feliz quando isso acontece, é um presente. Fico surpreso quando alguém comenta que uma determinada rádio tocou minha música. Nós programas de reggae sempre tocam, gratidão a todos.

20) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Enah Ha:  Muita atitude e determinação, o querer e estar sempre afim de trilhar uma carreira na música.

21) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com o uso da maconha?

Enah Ha:  Muitos amigos gostam de reggae e não fumam, outros fumam, vai de cada um. Os alimentos estão todos com muita substância química. Somos drogados pelo sistema, até as crianças não são poupadas, então o natural é sempre positivo.

22) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com a religião Rastafari?

Enah Ha:  Bob Marley foi a bandeira do reggae e do rastafári, sempre caminham juntas, assim continua sendo. Reggae, simplicidade e lealdade ao ser pensantes que somos, damos graças, por existir. O eterno quer assim, assim seja.

23) RM: Você usa os cabelos dreadlock. Você é adepto a religião Rastafari?

Enah Ha:  Quem ver o meu proceder, minhas atitudes, escutam meu reggae terão essa resposta.

24) RM: Os adeptos a religião Rastafari afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como você analisa essa afirmação?

Enah Ha:  O pulsar do coração se parece com a batida do reggae e todos tem um coração, sejam rastas ou de outras religiões, ou negros, brancos, orientais. sendo assim todo reggae tem um coração dentro dele.

25) RM: Na sua opinião porque o reggae no Brasil não tem o mesmo prestigio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Enah Ha:  Por ser uma música independente de resistência no conteúdo musical não tocando nas rádios. Mesmo assim a cena reggae cresce, é forte e em diferentes regiões ela sobrevive. Em São Paulo está bem organizado com grandes Encontros das Tribos, por exemplo. Em breve estarei passeando, conhecendo pouco mais o planeta, aí poderei falar mais profundamente desse detalhe.

26) RM: Quais os prós e contras de usar o Riddim como base instrumental? 

Enah Ha:  Sempre tive meus músicos para minha me acompanhar. Tocamos ao vivo, mas as vezes acontece de eu usar as próprias bases e é bem prático, facilita na contemporaneidade.

27) RM: Quais os prós e contras de fazer show usando o formato Sound System (base instrumental sem voz)?

Enah Ha:  Muitos músicos já tem ambos formatos, já estou usando minhas bases sem voz, mas minha preferência é com a banda e gosto mais dessa soma.

28) RM: Quais os seus projetos futuros?

Enah Ha:  Estou no momento com meu amigo Carlos Costa produzindo mais uma inédita, “Não Podemos Parar o Tempo”. No outro estúdio estou produzindo também com Tony Mashall.

29) RM: Enah Ha, Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Enah Ha: (11) 99239-3195 | [email protected]

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.