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Elohin Seabra

Elohin Seabra


Tempo de Leitura: 7 minutos

O Cantor e Artista plástico Elohin Seabra, é filho do violonista Hodevah Seabra, criador do grupo musical Trio Menura nos anos 1960 e integrante do Trio Irapuã, em Recife – PE, nos anos 1980.

Elohin Seabra em 2001 radicou-se no Rio de Janeiro. Como artista plástico, realizou as exposições “Potes daqui” (Natal – RN) em 1988), “Viagem das mãos” (Natal – RN) em 1988), “Do coração da Amazônia” (New Jersey – EUA em 1990), “Cem anos sem Van Gogh” (Natal – RN em 1990), “Outras faces” (Natal – RN em 1992), “Todos nós” (Natal – RN em 1997), “Nas mãos do mar” (Rio de Janeiro em 2005), entre outras. Expôs seus trabalhos na “Exposição Litel, para Lista Telefônica” (Natal – RN em 1988), na Exposição Coletiva  no Salão de Arte Pará (Belém do Pará – PA em 1988), “Exposição Caixa Econômica” (João Pessoa – PB em 1994), “Expo Barra” (Rio de Janeiro em 1994), entre outras.

Elohin Seabra iniciou sua carreira artística como cantor, participando de Festivais de Música, tendo sido premiado várias vezes. Sua primeira aparição foi em 2001, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal – RN. Nesse mesmo ano ficou entre os finalistas do “Festival de Novos Talentos”, promovido pela Mutante Net Club Copacabana, no Rio de Janeiro.

Em 2002 apresentou o show “Voz de um Anjo”, no Teatro Municipal de Angra dos Reis – RJ. Em 2003 realizou um show em tributo a Tom Jobim na Casa de Cultura Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano lançou seu primeiro CD – “Voz de um Anjo”, que produziu com composições autorais. O disco contou com a participação da cantora Adriana. O show de lançamento foi apresentado na casa Mistura Fina, no Rio de Janeiro. Ainda em 2003 participou do “Projeto Seis e Meia”, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal – RN.

Em 2005, realizou, no Teatro Antônio Fagundes (RJ), o show “Eu vi Elis sorrindo”, com apresentação de Luís Carlos Miele e participação de Lucinha Lins, Marina Elali, Karla Sabah, Roberta Lima, Adriana, Dorina, Marcos Sacramento, Ciro Barcelos, Liz Rosa e Khristal, entre outros artistas. Em 2007, seu show “Eu vi Elis sorrindo”, com apoio de Miele, roteiro de Lucinha Lins, arranjos de Dudu Viana e direção de Ciro Barcelos, fez parte das comemorações dos 40 anos do Canecão (RJ). Em 2008 conquistou seu primeiro prêmio no “Festival de Serestas”, em homenagem ao centenário de Sílvio Caldas, na cidade de ConservatóriaRJ. Nesse mesmo ano apresentou-se no Centro de Convenções de NatalRN.

Em 2009 foi convidado pela produção do Teatro Rival, no Rio de Janeiro, para apresentar o show “Sentimental Demais”, em homenagem aos oitenta anos do compositor Evaldo Gouveia, da dupla Evaldo e Jair Amorim. Na ocasião dividiu o palco com oito cantoras convidadas, dentre as quais a conterrânea, Marina Elali.

Em 2010 estreou o show “O tempo não para – 20 anos de saudade”, em homenagem a Cazuza. Nesse mesmo ano participou do “Projeto Seis e Meia” em Mossoró – RN. Ainda em 2010 realizou o show “Eu vi Elis sorrindo Manhattan”, em Recife – PE.

Em 2011 apresentou- se em praça pública na cidade de Natal – RN em evento de comemoração ao Dia Internacional das Mulheres. Nesse mesmo ano apresentou o show “Tudo de mim”, no Zen Bar em Natal – RN e participou do “Projeto Pôr do Sol”, também na cidade. Em 2012 realizou uma turnê no pelas unidades do SESI no Rio de Janeiro com o show “Eu vi Elis sorrindo – 30 anos de saudades”. Em 2014, finalizou a gravação do CD – “Tudo pro lugar”, comemorativo de seus 13 anos de carreira. O disco contou com a participação de Miele e Roberto Menescal.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Elohin Seabra para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 11.05.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Elohin Seabra: Nasci no dia 08 setembro de 1964 em Natal – RN.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Elohin Seabra: Meu primeiro contato foi com meu pai Hodevah Seabra que era compositor e cantor, então cresci no meio musical.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Elohin Seabra: Na arte sou autodidata, fora da arte cursei Administração Empresarial.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Elohin Seabra: Minha maior influência foram as grandes cantoras como Elis Regina e Zizi Possi, nenhuma influência deixou de ter sua importância, pois com elas aprendi como ser um interprete.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Elohin Seabra: Comecei em 2001 no Teatro, comecei a cantar em bistrôs no final do ano 2000 e em janeiro de 2001 já estreando no Teatro Municipal de Natal – RN.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Elohin Seabra: Em 2014 o CD – “Tudo pro lugar”; em 2010 o CD – “Voo Livre”; em 2010 o CD – “Sentimental demais”; em 2003 o CD – “Voz de um Anjo”; em 2001 o CD – “Sozinho”.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Elohin Seabra: Defino como MPB.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Elohin Seabra: Nunca estudei. Não deu tempo.

09) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Elohin Seabra: Na atualidade, Leny Andrade e Zizi Possi.

10) RM: Como é o seu processo de compor?

Elohin Seabra: Sou artista plástico e o processo é igual, vem de dentro sem hora marcada sem processo antecipado.

11) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Elohin Seabra: Márcio Monteiro, Clara Mitra.

12) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Elohin Seabra: Clara Mitra.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Elohin Seabra: Prol é ser um artista que faz o que tem vontade sem precisar de imposições estranhas. É difícil de divulgar devido a independência artística ficando mais vulnerável as redes sociais.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Elohin Seabra: Primeiro seguir a intuição, ter organização e saber o que quer de verdade, fora do palco manter a serenidade para concluir projetos.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Elohin Seabra: Procuro espaços que me leve a uma maior projeção ao público. Apresentações em Teatros de renome, necessita maior investimento de divulgação.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Elohin Seabra: As plataformas digitais, ajudam nos lançamentos, mas para maior divulgação é preciso investir pesado, sendo quase impossível ter maior alcance.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Elohin Seabra: O home estúdio é a salvação para muitos artistas que são independentes, a desvantagem continua devido a divulgação e limites do artista independente.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Elohin Seabra: Primeiro ter um trabalho que tenha a maior qualidade possível, e divulgar o trabalho através de shows e parcerias com amigos da área.

19) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Elohin Seabra: Hoje o cenário que está na grande mídia é de péssima qualidade. A revelação foi Vander Lee, da atualidade Felipe Catto, mas regrediu.

20) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Elohin Seabra: Lui Coimbra, é um grandioso músico e Hamilton de Holanda é um gênio.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Elohin Seabra: Foram poucas situações das citadas na pergunta. Tenho-me dado ao luxo de escolher antes o local da minha apresentação, devido os projetos que faço. Fato engraçado ou inusitado foi fazer um show em uma festa de interior com muitas vacas ao redor do palco, cidade do interior do Rio de Janeiro.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Elohin Seabra: Mais feliz é subir no palco em que todos prestam atenção na minha interpretação. O que me deixa mais triste é a maioria do público não querer saber da importância de uma boa letra na canção apresentada.

23) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Elohin Seabra: O tipo de música que as pessoas se importam, infelizmente a MPB no Rio de Janeiro é pra poucas pessoas interessadas.

24) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Elohin Seabra: Indico poucas bandas, uma delas para bailes, e a banda Selebrare, cantores: Lenna Pablo, uma diva e André Marçal.

25) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Elohin Seabra: Não acredito que minhas músicas toquem nas rádios, pois pagar o jabá para música tocar na programação das rádios continua cada vez mais vigente.

26) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Elohin Seabra: Ter foco, determinação e criação, nunca desistir e formar seu público.

27) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Elohin Seabra: Festival de Música é a melhor maneira de expor uma canção inédita, mas sou contra a panelinha que existe nas seleções dos artistas.

28) RM: Festivais de Música revelam novos talentos?

Elohin Seabra: Sim. O artista fica conhecido se tiver um investimento após o Festival de Música.

29) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Elohin Seabra: Acho decadente a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira, a pior dos últimos 40 anos.

30) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Elohin Seabra: O melhor que existe, mas para a seleção já não é fácil, é preciso muito Q.I (Quem Indique).

31) RM: O circuito de Bar de sua cidade como boa opção de trabalho para os músicos?

Elohin Seabra: O circuito de Bar no Rio de Janeiro é um dos piores do Brasil, não trabalho com música em Bares, me limito a projetos musicais em outros espaços.

32) RM: Fale do seu programa na Rádio Marujo carioca.

Elohin Seabra: Uma nova experiencia, apesar de ser uma rádio web, tenho a maior oportunidade de apresentar canções inéditas dos amigos.

33) RM: Qual sua relação pessoal e profissional com Luís Carlos Miele?

Elohin Seabra: Luís Carlos Miele tem uma grande importância na minha vida, tanto artística como de amizade, com ele aprendi muito, trabalhei nas produções dos seus shows e com ele dividi palcos e hoje meu novo cd. o maior show-man do brasil.

34) RM: Qual sua relação pessoal e profissional com Elis Regina?

Elohin Seabra: Com Elis Regina pessoalmente nenhum contato, mas com familiares, sim, fiz homenagens a Elis durante 12 anos, com Elis me tornei uma artista melhor.

35) RM: Qual sua relação pessoal e profissional com Fagner?

Elohin Seabra: Fagner veio através do intercambio de Luís Carlos Miele, tive alguns contatos com ele após a morte de Miele, e por fim regravei um grande sucesso dele: “Fanatismo”.

36) RM: Qual sua relação pessoal e profissional com Hodevah Seabra?

Elohin Seabra: O meu pai Hodevah Seabra partiu sem me ver cantar, mas me ensinou a ser um artista compenetrado na arte, já era artista plástico.

37) RM: Quais os seus projetos futuros?

Elohin Seabra: Fazer um espaço cultural em memória do Luís Carlos Miele, que foi um desejo dele. Ele me pediu antes de partir para não deixar a memória apagar.

38) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs:

Elohin Seabra: elohinseabra@gmail.com

|https://www.youtube.com/user/ElohimSeabra

|Talk-Show: https://www.youtube.com/watch?v=MN3ybuJaeeY

| https://web.facebook.com/elohimseabraoficial

| https://web.facebook.com/elohinseabra/


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa: Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.
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