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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Élidah Trinta

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Élidah Trinta

A cantora, compositora Élidah Trinta carioca Lançou o EP – “Tatuar”, gravado no Estúdio Botânico no Rio de Janeiro de Roberto Marques, o Alemão, tocando bateria e percussão, em parceria com o mais que maravilhoso guitarrista Victor Biglione, que além de tocar diversos instrumentos, assinou os arranjos do disco. A Tratore Digital, de São Paulo, colocou nas plataformas digitais o EP.

Em 2017, teve o show de lançamento do EP – “Tatuar”, no Bottle’s Bar, Copacabana, Rio de Janeiro, com os músicos Renato Piau, Marcos Trança, Berval Moraes. No Cariocando, no Flamengo, Rio de Janeiro, como convidada do músico Maurício Maestro, do grupo Boca Livre. Na Ginger Mamut, em Copacabana, Rio de Janeiro, com Renato Piau. Shows de suas canções autorais do EP – “Tatuar”, um pouco de MPB e Bossa Nova. Na Assis Garrafaria, Cosme Velho, Rio de Janeiro, com Tranka Oliveira nos teclados. Nesse caso, pop rock, suas canções autorais do EP, Bossa Nova, jazz, pop internacional e MPB. No Otto Restaurante e piano bar, na Tijuca, Rio. Acompanhada por Fernando Merlino, no piano. Autorais do EP, Bossa Nova, Jazz e pop internacional.

Élidah Trinta tem experiência em bares e casas noturnas, cantando MPB e pop internacional, em Vila Isabel e Tijuca, com Mota dos teclados. Gravou em francês com o Tranka Oliveira, nos teclados, para compositor francês residente em Paris. Convidada para entrevistas, sempre divulgando o lançamento do EP “Tatuar” nos programas, Encontros, de Ricardo Brito. Na Rádio Roquete Pinto. Programa Armazém Cultural, de Thiago Alves, na Rádio MEC. A Rádio Rock Lágrima Psicodélica, tocou as canções do EP, num módulo inteiro da sua programação. Teve a sua canção “Tatuar”, divulgada na Rádio Prime FM. Em 2021, teve suas canções inseridas nas programações das rádios da web: www.radiowebmusicatanapista.com, do radialista JCErre e www.radiosomdigital.net de Santos – SP, do radialista Portess.

Élidah Trinta divulga no YouTube, seus vários vídeos clipes mostrando suas interpretações musicais, da maior parte de sua carreira como cantora e compositora. Ela residiu na Itália e na Inglaterra, também lá exercendo seus dotes na dança, e como modelo e manequim. De volta ao Brasil, se profissionalizou como atriz, e trabalhou para a Rede Globo, em novelas e no Rio de Janeiro em peças teatrais.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Élidah Trinta para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 02.07.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Élidah Trinta: Nasci no dia 19.12.1964, no Rio de Janeiro – RJ. Registrada como Élida Trinta Alves Ferreira.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Élidah Trinta: Meu primeiro contato com a música foi com a banda de rock “Sonhos Elétricos”, na qual eu era a vocalista, cantando composição autoral, “Preceito de ser feliz”. Em 1985, no mesmo período em que estive na banda, minha canção concorreu no Festival de Grandes Talentos do Banco Nacional S/A.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Élidah Trinta: Bacharel Turismo pelas Universidades Estácio de Sá, desde 1988. Cursos profissionalizantes de guia de turismo, atriz, modelo e manequim, fiz aula de canto, teoria musical, prática e técnica.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Élidah Trinta: Cresci ouvindo MPB, pop internacional, Johnny Mathis, Henry Mancini, Jazz, Gal Costa, Heavy Metal e Rock Progressivos de grandes bandas inglesas. Com o amadurecimento, passei a ouvir mais Bossa Nova, mas os outros ritmos musicais nunca deixaram de ter importância.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Élidah Trinta: Em 1985 iniciei na banda “Sonhos Elétricos”, no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Élidah Trinta: Lancei dois CDs experimentais com as minhas canções autorais e regravei “Transas”, de Nico Rezende. Em 2017 lancei o EP – “Tatuar”, com minhas músicas. Outros CDs que lancei foram de MPB e Pop rock, com uma leve influência em uma das faixas, de Bossa Nova. As músicas que se destacaram foram: “Teia”, “Falso herói”, “Tatuar”.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Élidah Trinta: Sou uma cantora e compositora de MPB, mas com experiência de palco, com a Bossa Nova.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Élidah Trinta: Sim, estudei com professores diversos, com técnicas diferenciadas, nacionais e internacionais. Canto Lírico, estilos técnicos norte americano, europeu e brasileiro.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Élidah Trinta: A importância do estudo é fundamental e transmite segurança a cantores, compositores, músicos em geral. Os cuidados com a voz são essenciais.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Élidah Trinta: Cantoras que admiro são muitas, mas me intensifiquei muito com: Elis Regina, Gal Costa, Nara Leão, Edith Piaf, Nina Simone, Sarah Vaughan.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Élidah Trinta: Não existe um processo rígido para eu fazer música, ela acontece. Muitas vezes vêm prontas na mente, melodia e letra. Outras vezes, primeiro a melodia e depois o encaixe da letra.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Élidah Trinta: Nunca compus com parceiros. Em compensação, os músicos que fizeram os arranjos e tocaram minhas canções, contribuíram para a bela roupagem de cada uma, cada um com seu modo.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Élidah Trinta: Os prós são organização e método próprios. Os contras, são as dificuldades, sobretudo financeiras e de patrocínio para os projetos acontecerem.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Élidah Trinta: Minhas estratégias são o cuidado na escolha de um bom repertório, de bons músicos no acompanhamento. Fora dos palcos, ensaios de forma profissional.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você prática para desenvolver a sua carreira?

Élidah Trinta: Empreendedorismo só existe quando se ganha dinheiro, de preferência fazendo shows seguidos.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Élidah Trinta: A internet é um ótimo veículo para todos, o que prejudica é o excesso de superficialidade dos outros.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Élidah Trinta: As vantagens do home estúdio é a praticidade, o pluralismo para muitos. Já as desvantagens vêm daqueles que infelizmente não possuem talento e poucas condições técnicas para realizar um trabalho suficientemente bom. Entram também com uma competição desleal.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Élidah Trinta: Sou sempre eu mesma. Transparência e profissionalismo.

19) RM: Como você analisa o cenário da música brasileira. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Élidah Trinta: Não me sinto no direito de reprovar os que optam por estilos musicais diferentes, mas o excesso de repetição e similaridade em estilos que estão na moda é contraproducente no que se refere à cultura.

20) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Élidah Trinta: Os que trabalharam comigo ou eu com eles, mesmo os que só gravamos juntos: Jimmy Santa Cruz, Tavynho Bonfá, Maurício Maestro, Kiko Chavez, Victor Biglione, Roberto Marques Alemão, Tranka Oliveira, Fernando Merlino, Marcos Trança. Existem aqueles que conheço, e fiz participação em apresentação deles, como o Gabriel Guedes. E os que não estiveram no palco comigo, mas que eu admiro pela arte e profissionalismo, por exemplo, Wagner Tiso.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Élidah Trinta: Aconteceram quase todas as situações citadas na pergunta. Muitos artistas já passaram por algumas das situações citadas, mas não existe público tosco, público é sempre público.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Élidah Trinta: Feliz, quando apresento o meu trabalho em shows, mesmo com as composições de outros artistas. Um grande prazer, quando uma canção minha é ouvida em veículos diversos de mídia. Triste é a falta de oportunidade para quem quer mostrar estilos diferentes dos apresentados atualmente na grande mídia.

23) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Élidah Trinta: Dom musical se manifesta em algum momento da vida de quem tem missão artística.

24) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Élidah Trinta: Improvisação é fruto de experiência e muita prática.

25) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Élidah Trinta: Existe improvisação musical, o próprio Jazz nasceu fazendo improvisação, mas pode ser bem perigoso para quem não tem uma forte veia artística e técnica para improvisar. O músico que não quer acompanhar a cantora ou cantor e improvisa, propositalmente, é aquele que não serve para o palco. Uma vez que não é participativo e não tem espírito de equipe. É mais perigoso para quem canta do que para quem toca.

26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Élidah Trinta: Só existem prós diversos de métodos de ensino da teoria e técnica musical. Cada um desenvolve de acordo com sua capacidade e preferência.

27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Élidah Trinta: Acredito que é possível minha música tocar nas rádios sem precisar pagar o jabá.

28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Élidah Trinta: Persistência e foco sem perder a própria essência.

29) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Élidah Trinta: Festivais de música são válidos quando se vence naturalmente, sem manipulação interesseira dos organizadores.

30) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Élidah Trinta: Sim.

31) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Élidah Trinta: A cobertura a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira deixa a desejar, por forçar determinados ritmos a serem consumidos pelo público.

32) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Élidah Trinta: O acesso é bem difícil para a apresentação de shows nessas instituições SESC, SESI e Itaú Cultural. Eu diria, que os produtores deveriam ser mais acessíveis.

33) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Élidah Trinta: No Rio de Janeiro, infelizmente os Bares têm tido dificuldades para conciliar tanta gente do ramo musical.

34) RM: Quais os seus projetos futuros?

Élidah Trinta: Fazer shows sempre, após a pandemia do Covid-19.

35) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Élidah Trinta: (21) 98688 – 9841 | [email protected] | https://web.facebook.com/elidah.trinta.7

| https://www.instagram.com/elidahtrinta

Canal: https://www.youtube.com/channel/UChGO0op8APpKtuGB0vJkF8w

Teia: https://www.youtube.com/watch?v=yyigww6KsdI

FALSO HERÓI ÉLIDAH TRINTA: https://www.youtube.com/watch?v=YTwFZp-LNp0

Jardim (música e letra de Elidah Trinta): https://www.youtube.com/watch?v=VQDaSypK5w0


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