Django

Django

Django após participar de vários projetos em grupos musicais, resolveu criar seu próprio trabalho e apresentar suas músicas com direcionamento e estilos que mais o representam.

Em sua obra, o artista procura mesclar Rock and Roll, Blues e RAP, trazendo elementos inusitados e pouco explorados musicalmente, comprovando que ousadia e inovação, são suas principais características. Primeiro álbum: “NA BF 1000 ANOS ATRASADA”, foi lançado em 2017, com sete músicas com características do Rock, RAP e Blues. Desse álbum foram lançados três vídeos com as músicas: “AUSTIN PROBLEMÁTICO”, “DIAS MELHORES”, “NA B.F. 1000 ANOS ATRASADA” e “POR TODA GERAÇÃO”. O EP: “1984-THE AUSTIN BLUES” foi lançado no primeiro semestre de 2020 traz uma sonoridade Blues mais arrastado com RAP e tem quatro músicas. O álbum “NOVA ERA” vem com uma sonoridade completamente diferente pautada nos Beat. Tive uma experiência maravilhosa ao compor encima dos beats que rendeu doze músicas. O disco “NOVA ERA” será lançado no dia 30 de dezembro de 2020 e vai marcar a minha volta para apresentações.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Django para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 11.01.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Django: Nasci no dia 23.10.1977 em Nova Iguaçu-RJ. Registrado como Genilson Cardoso.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Django: Meu primeiro contato com a música acho que foi em casa, ouvindo os discos dos artistas da Jovem Guarda com minha mãe.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Django: Toco Contrabaixo, Violão, componho melodia, escrevo letras. Fora da música sou motorista Carreteiro.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Django: Minhas influências vêm de muitos artistas nos estilos: RAP, Rock e Blues. Os antigos continuam tendo a mesma importância, pois, toda vez que os ouço, sempre tem algo diferente. Ouço poucos artistas novos, mas escuto trabalhos novos de artistas consagrados.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Django: Comecei aos 17 anos de idade (1995) tocando em bandas de Rock cover e autoral em Nova Iguaçu-RJ. Entre outros projetos musicais.

06) RM: Quantos CDs lançados? Qual o perfil de cada CD?

Django: Três. Em 2017 o CD – “NA B.F. 1000 ANOS ATRASADA”, com sete músicas, em que misturo RAP, Rock e Blues. No primeiro semestre de 2020 o EP – “1984-THE AUSTIN BLUES”, com uma característica mais Blues e RAP. Em 30 de dezembro 2020 o CD – “NOVA ERA”, um trabalho diferente dos outros, pois, me aventuro nas pegadas dos Beats, experiência nova que rendeu 12 músicas.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Django: Meus trampos estão pautados dentro dos estilos RAP, Blues, Rock e pode ser que amanhã eu arrisque outros, pois, somos influenciados por milhões de coisas no dia a dia. Porém, não me preocupo com definição por que a música está em constante mudança como o universo. Então é inútil definir estilo.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Django: Não.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Django: Conhecimento nunca é demais e a voz muda com o tempo. O cuidado com a voz é fundamental, pois, não é como um instrumento que se estraga e se compra outro.

10) RM: Como é seu processo de compor?

Django: Depende: Às vezes começa escrevendo uma letra ou pelo instrumental. Uma situação leva a outra com inspiração na minha vida e nas experiências diária.

11) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Django: Geralmente componho sozinho. Faço as letras e crio o corpo do instrumental e melodia. Também jogo minhas letras em base instrumental de músicos convidados.

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Django: Prós: ser livre e ter muito a oferecer musicalmente sem as barreiras da indústria musical. Contra: Pouco alcance, pouca visibilidade e não tem grana que a indústria proporciona aos seus artistas.

13) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Django: Por enquanto com este trabalho solo me apresentei poucas vezes, por opção. Faço o melhor que posso nas redes sociais divulgando as minhas músicas que estão nas plataformas digitais.

14) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Django: Como artista independente preciso trabalhar fora da área para poder sobreviver e financiar minha arte. Fiz mil cópias do primeiro CD e vendi 600 cópias no “boca a boca” pelas ruas e tirando fotos com pessoas e postando nas redes sociai. Vendi cem camisas da marca DJANGO fazendo o mesmo procedimento do CD. Tenho muitas ideias para desenvolver e seguir investindo.

15) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Django: Sou de uma época em que você tinha que colar cartazes nos postes para divulgar seu trabalho. Hoje temos um alcance bacana sem sair de casa, porém, é somos um peixe no oceano. E mudou a relação das pessoas como forma de consumir música.

16) RM: Quais as vantagens e desvantagens do fácil acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Django: Ajudou muita o artista da periferia gravar e revelar talentos escondidos. Eu ainda não arrisquei montar meu home estúdio, mas quem sabe um dia. É uma questão de confiança poder gravar em home estúdio com aparato técnico e um profissional que estudou e sabe o que está fazendo, mas tudo depende do estilo musical.

17) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Django: O mercado musical ficou bem mais democrático. A facilidade de gravar fez com que eu pudesse brincar de lançar discos, botar os trabalhos para fora e divulgar. Antes fazíamos o som na esperança de que fosse aparecer alguém e fazer acontecer minha música. Hoje, me sinto realizado e feliz por gravar minhas músicas e divulgar independente de qualquer resultado.

18) RM: Como você analisa o cenário do RAP e Rock brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Django: O RAP é resistência e está a todo vapor no cenário periférico com muitos nomes fazendo a cena acontecer. Exemplo: Criolo, Emicida, entre outros. Já no Rock não vejo a mesma luta. Tivemos ótimas fases no passado, mas sinceramente poucos fazem a cena acontecer atualmente.

19) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Django: Tem muita gente boa da antiga que lançaram bons trabalhos nas últimas décadas nos estilos RAP, Rock e Blues e são muitos nomes para relacionar.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Django: Todas as situações citadas na pergunta e muita treta (risos), mas faz parte.

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Django: Sinto-me feliz e realizado com o que faço na música. Transformar em canção sentimentos, opiniões e depois poder ouvir sua obra, não tem Preço. Viver da arte é um privilégio para poucos em um país como o Brasil, essa é o lado triste.

22) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Django: A música ou a arte é que nos escolhe, e não nós que escolhemos fazer música ou arte.

23) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Django: É simplesmente mágico, é imprevisível, não é para qualquer um…

24) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Django: Pode ser das duas formas: Estudar e depois improvisar e também improvisar com o que tem na manga. Ambos fazem sentido para mim.

25) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Django: Muitas coisas boas nascem da improvisação principalmente em reunião com amigos, shows é criação de músicas. Mas também é preciso definir o que está fazendo quando for música de trabalho.

26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Django: Para quem sabe o que está fazendo é perfeito p qualquer estilo.

27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Django: Não tem como saber.

28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Django: Só entre na carreira musical se tiver a certeza do que quer.

29) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Django: Toda forma de mostrar nosso trabalho é bem-vinda, porém muitos Festivais de Música estão voltados somente para arrecadar dinheiro para os organizadores.

30) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música ainda é relevante para revelar novos talentos?

Django: Não. Não levam os artistas a sério.

31) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Django: A cobertura feita pela grande mídia é fraca e sem comprometimento com o trabalho de verdade dos artistas.

32) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Django: Bacana a iniciativa desses espaços citados, mas até aonde chega? Será que atinge sua finalidade? Não alcança os artistas da periferia na sua plenitude.

33) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Django: Em Nova Iguaçu – RJ o Bar nunca foi boa uma boa opção para os músicos. Não valoriza, quer que o músico toque de graça ou por cachê baixo e quer que o músico traga público para a casa. Estou fora desse circuito de Bar a muito tempo.

34) RM: Quais os seus projetos futuros?

Django: Meu terceiro álbum “NOVA ERA” com doze músicas, foi lançado no dia 30 de dezembro de 2020. A caminhada continua em 2021 com previsão no primeiro semestre o lançamento do single “A MENTE NA PARA” uma mistura de Beat versus Guitarra Pesada.

35) RM: Django, Quais seus contatos para show e para os fãs?

Contatos:(21) 99862 – 2083 | [email protected]

|https://web.facebook.com/profile.php?id=100009037300485

| https://web.facebook.com/austinproblematico

Canal: https://www.youtube.com/channel/UClLTnM3hJ0Yoy6uv_ovADsA

Austin Problemático:

 

Dias melhores:

 

jango – Na B F 1000 anos atrasada:

 

Por toda geração:

 

Eu Sonho com a paz:

 

Django1977:

 


Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.