Derico Alves

Derico Alves

O cantor, compositor, acordeonista pernambucano Derico Alves vindo de uma família de músicos de Garanhuns e com vinte anos de carreira, têm um trabalho consolidado com a música brasileira.

Gravou vários CDs com grandes nomes da música popular brasileira, entre eles: Sivuca, Morais Moreira, Dominguinhos, Quinteto Violado, entre outros. A sua primeira turnê foi em 1998 e a partir daí criou um vínculo com os festivais na Europa, e não parou mais de fazer turnês, fazendo parte de mais de 150 festivais em mais de 30 países,14 anos consecutivos.

Derico Alves busca valorizar o seu repertório a partir das músicas de grandes artistas populares passando também por composições próprias e de novos compositores da música brasileira. Participou de vários projetos culturais, Operetas e Concertos a maioria voltadas a Luiz Gonzaga. Participou de grandes festivais de música um deles Montreux, Bazar internacional da O.N. U, Latino Americano e outros festivais de forró na Europa e no Brasil.

Em 2012 Derico foi convidado pela Globo internacional para participar do Brazilian Day e tocou para mais de 80 mil pessoas o evento foi apresentado por Ana Maria Braga. Derico vem fazendo parte de todos os ciclos de eventos de Pernambuco.

Após o Carnaval 2014 Derico gravou seu novo CD ao vivo com grandes sucessos no ano de 2015 no Carnaval e São João muitos shows no Brasil. Em 2016 terminou Seu novo CD, um dos melhores de sua carreira, fazendo um grande Carnaval o Galo da madrugada pelo sexto ano de sucesso. Fazendo também o São João fantástico. Em 2017 mais um Carnaval e um São João cheio de alegria e depois seguiu em mais uma turnê para Europa fazendo parte de mais de 20 festivais de FORRÓ! Concluindo a turnê em 2018 no Festival Psiu em Berlin – Alemanha, Em 2019 mais um Carnaval e um São João no Brasil e um grande evento de Ano Novo na Cracóvia – Polônia e Carnaval em Pernambuco em 2020.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Derico Alves para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 19.03.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade Natal?

Derico Alves: Eu Nasci no dia 09 de abril de 1978 em Recife – Pernambuco. Registrado como Alderico Alves de Melo Holanda.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Derico Alves: Meu primeiro contato com a música foi aos 7 anos idade quando iniciei um curso de Piano Clássico e Popular, sempre falo que comecei música tarde(risos). Na minha família quando começávamos a falar já iniciávamos o contato com a música.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Derico Alves: Aos 7 anos de idade comecei o curso de Piano Clássico e Popular. Estudei música com professores particulares e também três anos no Centro de Criatividade Musical em Recife – PE, mas a minha música realmente vem desde sempre na minha vida. Eu iniciei o curso de Direito em que cheguei até metade, mas não terminei. A música me mostrou a minha verdadeira vocação e levou para os palcos.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Derico Alves: A minha maior influência musical foi o Quinteto Violado e principalmente o seu mentor: o meu tio Toinho Alves (falecido em 2008). Durante os anos fui conhecendo mais sobre a música do mundo do Brasil e principalmente do Nordeste e Luiz Gonzaga teve uma grande parcela na minha história e logo junto os mestres Sivuca e Dominguinhos que até hoje é a minha maior referência musical. Na minha adolescência ouvi vários estilos populares, mas hoje não tenho mais tanto interesse em ouvir.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Derico Alves: Eu inicie a minha carreira musical em 1994 tocando com bandas de Baile locais como tecladista. E com o tempo encontrei o meu instrumento musical definitivo e minha parceira para sempre o Acordeon. Foi quando realmente me encontrei como músico e artista em 1996 que tive uma grande oportunidade a partir de uma aula com minha mãe Zélia Alves que tinha esse instrumento em sua adolescência. E desde 1996 não larguei mais o Acordeon que até hoje é a minha maior companheira musical e acompanhei vários artistas regionais e nacionais. Em 2000 iniciei minha carreira solo em um projeto iniciado junto ao Quinteto Violado.

06) RM: Apresente o Quinteto Viola.

Derico Alves: Quinteto Violado é um conjunto instrumental-vocal brasileiro formado em 1970 em Recife – PE que se caracteriza pela interpretação de músicas nordestinas e a realização de pesquisas sobre o folclore brasileiro. Seus integrantes Ciano Alves (substituto de Zé da Flauta), Claudio, Dudu Alves, Fernando Filizola, Sando (substituto de Generino Luna), Israel Semente, Kiko Oliveira, Marcelo Melo, Marcio Batista, Mario Lobo, Roberto Medeiros, Sandro Lins (substituto de Thiago Fournier). Marcelo Melo (Voz, Violão e Viola), Ciano Alves (Flautas e Violão), Roberto Medeiros (Percussão e Voz), Dudu Alves (Teclados e Voz), Sandro Lins (Baixo). Ex-integrantes Toinho Alves (Antônio Alves nascido no dia 22 de agosto de 1943 em Garanhuns – PE e falecido no dia 29 de maio de 2008 em Jaboatão dos Guararapes – PE), Sando, Luciano Pimentel (falecido em 2006), Generino Luna, Thiago Fournier, Zé da Flauta.

07) RM: Quantos CDs lançados?

Derico Alves: Durante os anos que toquei com os artistas gravei vários LPS e CDs como músicos dos artistas e bandas do Forró ao Jazz. Em 2000 lancei o meu primeiro CD de Forró com o primeiro grupo que formei Trio Matulão. E a partir daí lancei vários CDs. Em 2002 com o novo nome do grupo Xero No Cangote gravei um CD em 2005 com a gravadora Lua Discos que teve uma grande repercussão na Europa. E me levando a vários programas nacionais e internacionais TVs e rádios e várias turnês a Europa. E no Brasil participando de vários Festivais de música importantes no mundo. Um deles o Festival de Montreux por 4 anos consecutivos 2006, 2007, 2008, 2009. Em 2010 lancei um CD com participações de Dominguinhos, Quinteto Violado, Geraldinho Lins e o Grupo Bongar. Em 2012 iniciei um novo trabalho e gravei o CD – Derico Alves Ao Vivo no Recife e participei do Brazilian Day em Portugal representando o Nordeste no Centenário do Rei Luiz Gonzaga tocando para 80 mil pessoas.

Em 2015 gravei um CD – Poema Sertanejo que será lançado em 2021, estou esperando a hora certa e gravadora Atração. O estilo é bem diferente de todos os outros álbuns que sempre foram de Forró. E este em especial com estilo mais pessoal com uma leitura bem típica da música popular regional do Nordeste. Mas ao longo dos anos lancei CDs autorais independentes em 2017 minhas canções e em 2019. “Todo tempo” é a música que caiu no gosto popular, inclusive dos frequentadores dos festivais de Forró da Europa.

08) RM: Como você define seu estilo musical?

Derico Alves: Eu sou um acordeonista e cantor do mundo. Eu não me coloco em um estilo específico. Eu canto um pouco e toco um pouco de tudo: do Forró ao Jazz, Bossa Nova a valsa Vienense, mas o meu forte é a música regional brasileira.

09) RM: Você estudou técnica vocal?

Derico Alves: Eu tive algumas aulas particulares, mas sempre o dia a dia nos palcos é que me ensina sempre uma coisa nova.

10) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Derico Alves: A importância é muito grande tanto com relação a sua desenvoltura na música como na saúde. Eu sempre recomendo aulas para saber a potência de sua voz e cuidar melhor da afinação; embora eu tenha feito poucas aulas, e recomendo um acompanhamento de um fonoaudiólogo a saúde é muito importante.

11) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Derico Alves: Existem vários. Gal Costa, Alcione, Dominguinhos, Ed Motta, Luiz Melodia, Lenine, Stevie Wonder, Whitney Houston, dentre outros.

12) RM: Como é o seu processo de compor?

Derico Alves: Não tenho uma regra. A música sempre vem como uma mensagem no coração; as vezes estou em um lugar em silêncio ou dirigindo e vem a melodia; as vezes a melodia já nasce junto com a letra ou as vezes só a melodia ou a letra é quando convoco parceiros.

13) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Derico Alves: Tenho parcerias com alguns compositores e o principal é o Xico Bizerra que tem parceria com vários artistas do Brasil. Outro Wagner Malta campeão de vários festivais de música e com Roberto Medeiros do Quinteto Violado e com meu irmão Beco Alves.

14) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Derico Alves: Alguns artistas como Dominguinhos, Quinteto Violado, Elba Ramalho e bandas de Forró já gravaram minhas músicas.

15) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Derico Alves: Os prós de uma carreira independente é que você pode desenvolver com a experiência em conhecer um pouco de tudo que irá precisar para fazer acontecer na sua carreia. Desde a composição, as fotos, divulgação, etc. O mercado artístico requer muitas coisas que nem imaginamos. E os contras é a dificuldade de encontrar parcerias e principalmente no financeiro e muitos artistas ficam frustrados por não atingirem os seus objetivos.

16) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Derico Alves: A organização de tudo, desde o horário de chegada ao local a hora de ir embora do local e às músicas selecionadas não podem ser só do meu agrado e que possa envolver o meu público diretamente. É muito importante desenvolver um palco bem elaborado com uma boa comunicação com o público e até a saída do local, após falar com o meu público.

17) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Derico Alves: Sempre procuro empresas ou parceiros direto que possam investir; não só para ajudar um projeto, mas que ele também sinta prazer em estar junto ao projeto. Desde o começo da composição da música ao ir embora dos locais dos shows com a comunicação com o público é importante. Muitas vezes os empresários querem estar junto ao produto que irão investir se sentir dentro do projeto por completo.

18) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Derico Alves: A Internet ajuda e muito na divulgação da carreira, dos shows, eventos sociais que o artista está desenvolvendo ou participando, nos projetos futuros, na busca por novos parceiros, mas também é bem destrutiva quando você não sabe se colocar diante de algumas situações nas redes sociais.

19) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Derico Alves: A vantagem é principalmente financeira, lógico que você tem saber manusear tudo e ter bons equipamentos e isso custa muito caro! E a desvantagem é que o mercado fica muito frágil ao consumir produto de má qualidade e com a facilidade de gravações em home estúdio cai a qualidade da produção musical e os valores de produções que é também uma fonte de renda de nossa carreira.

20) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Derico Alves: A tecnologia trouxe as vantagens de gravações, mas a qualidade foi abalada. Eu sempre procuro desenvolver o meu projeto com a qualidade musical sempre no mesmo nível e procurando adicionar novas leituras me integrando no mercado popular atualizado.

21) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Derico Alves: O cenário do Forró cresceu muito musicalmente e artisticamente temos muitos pontos positivos e grandes revelações: Cezzinha e o Mestrinho que trazem o Forró com uma leitura musical de alto nível. E os grupos jovens que vem aparecendo nesse mercado que só tende a crescer tanto no Brasil como em outros países. Eu venho fazendo Forró na Europa desde 1998 que foi a minha primeira viagem à Europa e venho acompanhado o crescimento deste cenário. As obras dos grandes mestres são muito consistentes e preservadas, inclusive artistas que não estavam diretamente no circuito do Forró, foram encontrados e estão crescendo nesse mercado atual. Não houve regressão de nenhum artista.

22) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Derico Alves: Dominguinhos por ser minha referência e o grupo Quinteto Violado que tem profissionalismo e qualidade musical. Fui músico do Quinteto Violado durante seis anos e ganhei muita experiência profissional e qualidade musical.

23) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Derico Alves: Com todos esses anos de carreira e experiências posso te falar que já passei por várias situações com artistas e contratantes que não pagaram o meu cachê. Público totalmente fora do estilo que eu apresentaria, exemplo, toquei em um festival de música pop, fiz um show de Forró. Levar cantada de fãs me arremete a uma história bem engraçada. Eu era músico de um artista e toquei com o mesmo em sua cidade natal em que as fãs pediam para me ver no palco em vez do artista principal (na época eu era muito jovem). O artista quando voltou para o Recife – PE me tirou do projeto e veio me pagar muito tempo depois como um castigo por aparecer mais que ele (risos). Essa foi a situação mais inusitada (risos).

24) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Derico Alves: Para todo artista o reconhecimento pelo trabalho é muito mais valoroso que qualquer coisa, pois sempre fazemos tudo que preparamos com muito amor e carinho para todos. Então, o reconhecimento pelo público me deixaria muito feliz. E o que me deixaria muito triste seria a falta de música de qualidade no mercado e já está acontecendo de uma certa forma.

25) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Derico Alves: Eu participei do movimento do “Forró Universitário” e foi muito importante a aparição dos grupos jovens que continuaram o legado do Rei Luiz Gonzaga. Eu ouvi do meu tio Toinho Alves que em 1971, se não me falha a memória, o Quinteto Violado junto com Dominguinhos e Luiz Gonzaga fizeram o Circuito Universitário que iniciaram em São Paulo e foram até o Nordeste levando o nome do Forró. E tudo isso foi feito novamente pelos grupos jovens nos anos 2000. Importantíssimo para o crescimento do Forró e uma forma de mostrar aos jovens essa música com uma linguagem direta falando do cotidiano jovem e ressaltando o amor entre todos.

26) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Derico Alves: Alguns grupos me chamaram a atenção pela sua forma popular nas letras das canções falando do primeiro amor, amores perdidos e da forma alegre nas letras como: Falamansa, Circuladô de Fulô, Bicho de Pé, mas também na versatilidade do grupo Forróçacana.

27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Derico Alves: Sim. Inclusive uma música minha na época do “Forró Universitário” era muito pedida nas rádios, mas tocavam pouco, pois eu não tinha investidor para pagar os jabás nas rádios.

28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Derico Alves: Digo para se dedicar a fazer um trabalho de qualidade, pois as músicas sem conteúdo nas letras e na musicalidade passam e as que tem qualidade em tudo fica e você sempre estará no mercado. Faz quatro anos que moro na Europa. E minhas músicas que foram tocadas há 16 anos no Brasil, hoje ainda são lembradas e cantadas por todos. Isso é muito importante para o artista que quer deixar um legado na música.

29) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Derico Alves: Os prós de Festival de Música é aparição no mercado, a experiência de palco, o público e podemos conhecer novos projetos. Os contra sempre são os apoiadores que muitas vezes colocam no mercado o que não vale a pena estar, como uma música sem letra sem qualidade musical. E muitas vezes o apoiador (patrocinador) de um artista obriga todos a colocarem em destaque. E quando o festival promove música de qualidade tem poucos patrocínios e por isso pouca projeção no mercado. Falo isso por experiência própria, pois produzo um Festival de Forró na Áustria (Sanfonada Forró Festival) é sempre complicado ter patrocínio.

30) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Derico Alves: Os Festivais música são bem importantes para revelar novos talentos.

31) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Derico Alves: A música de qualidade no Brasil está muito esquecida pela cobertura da grande mídia que exaltam artistas com músicas de baixa qualidade nas letras e musicalidade. E os artistas que fazem um trabalho com todo cuidado e atenção para que todos tenham uma música que traz conhecimento não só entretenimento tem pouca visibilidade no mercado.

32) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Derico Alves: Eu acho muito bom já me apresentei algumas vezes e todas as vezes foram muito boas ótima estrutura etc. Mas deveria ser mais aberto aos artistas e os editais deveriam ter menos burocracia e ser mais popular para que todos possam ter a oportunidade de conhecer e se inscrever nessa cena.

33) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Derico Alves: Eu acho que tudo é muito legal. Nos anos 90 na época do Forró das bandas antigas participei de algumas delas como músico, mas hoje acredito que em relação a letras as músicas precisam ser mais bem elaboradas e na musicalidade também.

34) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical na Europa?

Derico Alves: Eu venho fazendo Forró na Europa desde 1998 que foi a minha primeira turnê e venho acompanhando o desenvolvimento de tudo isso. Os prós sempre é a aparição no mercado nacional e internacional. E mesmo esse tempo todo vindo fazer Forró na Europa, ainda é muito nova a cena aqui. Só para você ter ideia, eu fui fazer alguns shows na Geórgia próximo a Rússia e em todos esses anos nunca tinha tido música popular brasileira lá. Os contra dessa carreia na Europa sempre é o financeiro, muitos artistas se vendem barato por aqui para ter uma aparição no mercado e isso desvaloriza o movimento musical brasileiro aqui na Europa.

35) RM: Derico Alves, Quais os seus projetos Futuros?

Derico Alves: Meu novo projeto que é esse CD que será lançado pela gravadora Atração estou bem feliz com essa ideia e botando muita fé que dará certo. Esse novo mercado digital está vindo com muita força para facilitar a visibilidade e este meu novo trabalho está sendo feito nesta plataforma. Espero também que logo possamos fazer música novamente nos locais após a pandemia do Covid-19. Vamos realizar o Festival de Forró Sanfonada na versão on-line no dia 29 de maio de 2021. Serão 12 artistas se apresentando no mesmo dia com duração de seis horas e terão aulas de dança. Eu fundei em 2018 a associação cultural D.A Brasil (Diversidade Artística Brasileira) com o objetivo de produzir eventos de artistas brasileiros na Áustria e produzo desde 2018 o Sanfonada Forró Festival nos meses de Maio e Junho focado em fazer um encontro de sanfoneiros. E o Brasil Fest Viena no mês de Novembro, que é um festival que traz uma maior diversidade musical, artística e apresenta a culinária brasileira.

36) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Derico Alves: (+43) 6503512638 | (+43) 6641238801

| [email protected]

| https://web.facebook.com/derico.alves

| https://web.facebook.com/dericoalvesforroeuropa

Canal: https://www.youtube.com/user/dericoalves

SANFONADA FORRÓ FESTIVAL – 30.05.2021: https://www.youtube.com/watch?v=tEZ6lki0T98

Playlist Xero no Cangote 2005: https://www.youtube.com/watch?v=igw2kL9P-94&list=PLiamSbclwQsn4ZOOaNS_CiCxvFHYJe-XG

Playlist Derico Alves: https://www.youtube.com/watch?v=KfJ1E8-QbQM&list=PLiamSbclwQslwIMf7UfsZflmYBB0oTbDx


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.