Daniel Murray

Daniel Murray

Daniel Murray é considerado um dos mais talentosos violonistas brasileiros de sua geração. Ele desenvolve ativa carreira como intérprete e compositor, apresentando-se no Brasil, América Latina e Europa desde 1998.

A conquista de seu primeiro prêmio, no “Concours International de Guitarre de Trédez- Locquémeau”, em Bretanha (França), aos 14 anos de idade, marca o início de sua carreira. A discografia é composta por 13 álbuns, cinco deles dedicados ao violão solo. Em 2015, foi indicado ao “Prêmio Concerto” por sua atuação como solista. No ano seguinte, gravou na Dinamarca o álbum “Brazilian Landscapes” (OurRecordings/Naxus), ao lado de Michala Petri (flauta doce) e Marilyn Masur (percussão), com o qual conquistou a medalha de prata no Global Music Award. Também em 2016, sua composição Canção e Dança lhe rendeu o primeiro lugar no Concurso Novas III.

Em 2018, Daniel recebeu o prêmio de destaque no FMCB (Festival de Música Contemporânea Brasileira) por sua performance em homenagem a Egberto Gismonti. No ano seguinte, lançou o disco “Universo Musical de Egberto Gismonti”, produzido pelo próprio Egberto no contexto da parceria entre seu selo “Carmo” e a gravadora alemã ECM.

Em 2020 lançou “Sombranágua: Septeto Autoral” com produção musical de Paulo Bellinati, o disco já está disponível nas plataformas digitais. O lançamento teve concerto virtual no dia 19 de dezembro 2020 e três workshops on-line e gratuitos. É seu 13º disco que revela referências ecléticas filtradas pelas experiências íntimas e emocionais, de sua conexão com a natureza, a família e os amigos. O resultado do trabalho traduz uma sonoridade caórdica, que explora diferentes linguagens da música instrumental brasileira e da erudita contemporânea.

Segue abaixo entrevista exclusiva como Daniel Murray para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 28.01.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Daniel Murray: Nasci no dia 08 de setembro de 1981, no Rio de Janeiro – RJ.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Daniel Murray: Meu primeiro contato com a música se deu através da dança. Meus pais, professores, bailarinos, coreógrafos, produtores, se mudaram comigo para São Paulo. Tinha alguns meses de vida. Além das aulas de dança, eles estavam sempre montando novos espetáculos e pesquisando trilhas sonoras que pudessem servir de inspiração para uma nova coreografia ou que pudessem utilizar em aulas. Sendo assim, eles sempre se atualizavam em relação a novos lançamentos fonográficos e ouvi muita coisa diferente do repertório deles até os 10 anos: Egberto Gismonti, Schumann, Brahms, Beethoven, Eduardo Gudin, Ayres, Mignoni, Villa-Lobos, Guerra-Peixe, Piazzolla, Stockhausen, Berio, Pixinguinha, Tom Jobim, João Bosco. Entre 6 e 7 anos de idade estudei violão “clássico”. Adorei apreender a ler música. Voltei para o violão apenas com 13 anos, quando meu tio, o violonista e compositor José Murray, veio morar em minha casa por um tempo e foi, junto com Floriano Rosalino, minha volta ao violão e à música. Lembro-me de ter assistido duas apresentações que me marcaram muito, no Parque Ibirapuera. Assisti ao Paco de Lucía e o meu tio acompanhando ao violão o Quarteto em Cy. Ver meu tio tocando naquele palco, foi muito marcante. Curiosamente minha memória juntou essas duas apresentações como se tivessem acontecido no mesmo dia.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Daniel Murray: Sou bacharel em Violão pela FASM – Faculdade Santa Marcelina, onde também fiz pós-graduação em Música Eletroacústica, e mestre em Fundamentos Teóricos pela Unicamp. Tive a chance de fazer parte de diferentes cursos de música e violão no Brasil e no exterior como o “Festival de Inverno de Campos do Jordão”, onde estudei com Paulo Porto Alegre, Marta Herr, Manuel Barrueco, entre muitos outros, e “Stage de Guitarre de La Coume”, onde tive um primeiro contato com Alberto Ponce, com quem viria a me reencontrar várias vezes.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Daniel Murray: Tudo que estudei, até em outras áreas, me influenciaram, pois todo estudo é sempre enriquecedor na nossa experiência de vida.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Daniel Murray: Quando voltei a tocar violão, aos 13 anos, foi algo avassalador e é uma sensação que se mantém até hoje. Com 14 anos comecei a fazer meus cachês. Com 15 recebi meu primeiro prêmio em um concurso internacional de violão na pequena cidade de Tredez – locquemeau, no interior da França. Participava também de saraus, onde conheci muitos músicos e poetas, e vi muita coisa boa nascendo como o grupo “Corda Coral”, de Renato Anesi, ou mesmo novos poemas de Celso de Alencar, Roberto Piva, entre outros com os próprios autores recitando. Uma experiência riquíssima.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Daniel Murray: “Sombranágua: Septeto Autoral” (Totem/Proac) é meu 13º álbum. “Retratos de Radamés – Núcleo Hespérides Música das Américas e Trio OPUS 12”, (Independente). “Sons da Américas – Núcleo Hespérides – Música das Américas” (Selo SESC). “…universos sonoros para violão e tape… – Daniel Murray – violão solo” (Canto Discos). “Tom Jobim para violão solo – Daniel Murray violão solo” (Delira Música). “Cordas Brasileiras – Fernando Caselato e Quarteto Tau” (Delira Música). “Autoral – Daniel Murray violão solo” (independente). “Trio Opus 12 – Divertimentos” (independente). “Universos em expansão – Daniel Murray violão solo” (Totem). “Galope – Duo Saraiva-Murray” (Borandá). “Brazilian Landscapes – com Michala Petri e Marilyn Masur” (Our recordings). “14-37 Brazilian Music for solo guitar” (Acoustic records). “Universo Musical de Egberto Gismonti – Daniel Murray guitar solo” (Carmo/ECM).

07) RM: Apresente seu recente álbum “Sombranágua: Septeto Autoral” (Totem/Proac).

Daniel Murray: “Sombranágua: Septeto Autoral” tem produção musical de Paulo Bellinati, o disco já está disponível nas plataformas digitais. O lançamento teve concerto virtual no dia 19 de dezembro 2020 e três workshops on-line e gratuitos. É meu 13º disco que revela referências ecléticas filtradas pelas experiências íntimas e emocionais, minha conexão com a natureza, a família e os amigos. O resultado do trabalho traduz uma sonoridade caórdica, que explora diferentes linguagens da música instrumental brasileira e da erudita contemporânea.

Há alguns anos senti que precisava escrever também para outros instrumentos. Acredito que esse sentimento faça parte de uma busca interna natural por crescimento, renovação e realização como músico e autor. Nesse repertório, o violão – misturado aos diferentes instrumentos dessa formação, é parte integrante do grupo e a minha voz como instrumentista e compositor. A vida nos conecta o tempo todo. Ainda tive o privilégio de nascer numa família que respira arte e, sem dúvida, contribuiu para a minha carreira musical. Neste caminho me sinto extremamente grato por ser presenteado com amigos que se tornaram parte de uma grande família musical.

E desde janeiro de 2017, fiz parceria com os renomados músicos intérpretes de “Sombranágua” que me acompanham no violão de 6 e 11 cordas: Luiz Amato (violino), Sarah Hornsby (flauta), Gustavo Barbosa-Lima (clarinete), Adriana Holtz (violoncelo), Pedro Gadelha (contrabaixo) e Caito Marcondes (percussão).

Já havia tido a oportunidade de tocar com cada um deles, separadamente em outros trabalhos, e o amor pela música, admiração mútua e amizade já nos unia há algum tempo. O processo de criação foi simultâneo a ensaios e concertos, e pude contar com a contribuição genial dos intérpretes. O resultado da nossa primeira apresentação foi tão gratificante que resolvemos buscar maneiras para registrar esse repertório.

A minha parceria e amizade com o produtor musical Paulo Bellinati é de longa data. “Sombranágua” é o meu quinto CD produzido por ele. Ele me acompanha desde o início dos meus estudos de violão. Viu minha evolução como solista, arranjador e compositor e diz que o surpreendendo a cada produção. Neste disco, ele afirma que eu atingi uma maturidade artística total: como violonista e também na criação das peças, dos arranjos, na brilhante execução e idealização de todo o projeto. Paulo acha “Sombranágua” um álbum completo, que segundo ele, revela a minha qualidade como grande artista.

“Sombranágua” conta também com uma participação especial do meu filho, Henrique, de 15 anos, que toca ukulele na faixa que dá nome ao disco. O envolvimento do meu filho foi surpreendente. Tudo começou quando criei alguns compassos para que ele e minha mulher, que estavam começando a estudar o instrumento, tivessem algo novo para tocar. No final, gostei tanto que surgiu a ideia de continuar a peça para o álbum.

Neste processo de criação fui inspirado pelas imagens do fotógrafo russo George Korunov, que ilustram a capa e o encarte do meu disco. Suas lindas imagens experimentais me ajudaram a organizar as ideias. A peça tinha algo de “caminho de nuvem”, “névoa”, “água”, “sombra” e surgiu o nome, que consegue dar luz para os movimentos ordenados e ao mesmo tempo caóticos inerentes à música e à vida.

O CD é premiado pelo ProAC (Programa de Ação Cultural), com realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, apoio do ITC (Instituto Totem Cultural) e produção da Totem Musicais, “Sombranágua” apresenta a sonoridade do grupo Septeto Autoral com muita brasilidade.

Segundo Paulo Bellinati, “é um álbum autoral diferente do anterior, que tinha como prioridade o violão solo. Em ‘Sombranágua’ temos uma escrita musical consistente, que se insere no universo da grande música instrumental brasileira, seguindo o caminho traçado pelos mestres Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal. Um septeto poderia dar a impressão de um disco de música de câmara erudita, porém, temos aqui um resultado completamente original que visita, com extremo bom gosto e competência, estilos da MPB como o baião, maracatu, xaxado, choro, samba, valsa, entre outros”.

Com 15 faixas, o repertório de “Sombranágua” traz diferentes atmosferas. Em “Cauteloso”, de repente as sonoridades dos instrumentos se misturam em um grande improviso, antes de retornar ao tradicional estilo já conhecido, o choro. Miniaturas chamadas de “Brevidades”, cada uma com seu subtítulo, intercalam as faixas do disco, onde são apresentadas novas versões expandidas de “Canção e Dança”, “Ensimesmada” e “Choro para Olga” – já gravadas em versão para violão solo.

As peças “14 de fevereiro” e “20 de junho”, escritas para o aniversário dos meus pais, são inspiradas nessas diferentes histórias de vida que se entrelaçam através da dança, profissão Gilda e Samuel. O álbum termina com a faixa solo “Ciranda Imaginária”, eu tocando o violão de 11 cordas.

O disco foi gravado em fevereiro 2020, após um intensivo de ensaios do Septeto junto ao produtor musical. Durante a pandemia do Covid-19, todo o trabalho de edição, mixagem e masterização foi feito à distância. Enfrentamos dificuldades tecnológicas, mas também descobrimos novas possibilidades para se trabalhar. Acompanhei a finalização isolado com a minha família num sítio em Atibaia (SP).

Já o álbum físico fica pronto em janeiro 2021 e será destinado a projetos sociais, escolas de música, bibliotecas, acervos do Estado e shows. As partituras do projeto serão disponibilizadas gratuitamente no site: www.danielmurray.com.br.

Durante o isolamento, em meio à natureza, comecei um novo ciclo de composições para violão solo chamado “Vista da Montanha”. Para 2021, também podem esperar a gravação de composições inéditas do músico Marco Pereira dedicadas a minha pessoa.

Nos encontros, destinados a jovens músicos, estudantes e interessados de maneira geral, eu falo com o violão em mãos sobre os processos criativos e de produção do novo álbum, além de reflexões sobre a carreira musical.

08) RM: Como você define o seu estilo musical?

Daniel Murray: Eclético.

09) RM: Como é o seu processo de compor?

Daniel Murray: Muito variado. Procuro sempre escrever algumas ideias e tocar para experimentar ou vice-versa. Mesmo que não esteja escrevendo para o meu instrumento, muita coisa nasce da minha relação com o Violão. Uso também o Piano para experimentar e alguns instrumentos de corda que tenho acesso.

10) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Daniel Murray: Até o momento não tive parceiros, dado que é menos comum na música instrumental a qual me dedico.

11) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Daniel Murray: Para ter uma certa independência nesse sentido é fundamental que o músico apreenda sobre produção, direitos autorais, distribuição e tudo que envolve o “negócio da música” ou “negócio musical”. Não havendo essa disposição ou interesse fica muito complicado desenvolver a própria carreira. O lado bom de estudar esses assuntos e ser independente é que isso não exclui, de modo algum, parcerias com produtores ou selos. Apenas aprimora as suas escolhas, dado que uma parte do negócio mais “básica” ou “individual já é dominada pelo próprio músico.

12) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Daniel Murray: Estudar sempre. Esse é o pré-requisito básico e envolve uma organização nada simples da rotina, dependendo da vida de cada um. Lançar e divulgar novidades é sempre parte dessa caminhada até o palco. Já quando estamos no palco e toda preparação já foi feita é um momento de entrega e curtição. Que saudades de tocar ao vivo!

13) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Daniel Murray: Procuro sempre guardar algum dinheiro para reinvestir em coisas que julgo necessárias para o meu desenvolvimento musical ou de minha carreira. Seja adquirir materiais, partituras ou realizar novas gravações, mesmo que sem patrocínio.

14) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?

Daniel Murray: A internet, sabendo utilizá-la, só ajuda. Encontramos tudo com uma certa facilidade e podemos divulgar o nosso conteúdo rapidamente. Atrapalha-me se sou pego por alguma bobagem e não consigo parar de assistir. Mas até certo ponto faz parte, não é mesmo?

15) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Daniel Murray: Tendo a tecnologia, o estudo e o conhecimento necessário para gravação se consegue ótimos resultados. No entanto, precisamos cuidar para que esse “fácil acesso” não engane nossos ouvidos. O importante é que fique muito bom e que possamos dar o nosso melhor, seja em casa ou no estúdio.

16) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Daniel Murray: Procuro sempre alguma novidade no que faço. Nesse processo criativo muitas ideias são jogadas fora e algumas poucas ficam. Essas são as que abraço e levo adiante. Elas podem ser de curto (alguns meses), médio (semestre) ou longo prazo (anos). Neste caso, as ideias são sobrepostas de maneira que a carreira nunca pare totalmente. Confesso que em muitos momentos é bastante oportuno parar para refletir sem ter que fazer muito apressado. Mas, nem sempre é possível.

17) RM: Como você analisa o cenário da música instrumental no Brasil. Em sua opinião quem foram as revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Daniel Murray: Não sei responder essa pergunta. Temos tantos músicos maravilhosos que seria uma lista enorme ou uma injustiça com alguém.

18) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Daniel Murray: Todos os músicos conhecidos do grande público são certamente um exemplo de profissionalismo e qualidade artística. O fato de você gostar ou não da música que está sendo feita nem sempre significa que não há profissionalismo ou validade artística.

19) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Daniel Murray: Toquei em um coreto e no entorno havia um encontro de motos daquelas bem bonitas, “envenenadas” e barulhentas. Para piorar, o vento carregava as partituras dos colegas que estavam lendo. Na volta, arrumei uma contratura que levou um mês para passar (risos).

20) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Daniel Murray: Se esse é o seu sonho vá em frente!

21) RM: Quais os seus projetos futuros?

Daniel Murray: Em 2020 recebi de presente um ciclo de peças inéditas do Marco Pereira chamadas “Five pop tunes”. Serão lançadas em um EP ainda neste primeiro semestre de 2021. Um novo trabalho autoral para violão deve surgir mais para o final do ano ou começo de 2022, pois tenho me dedicado bastante à composição durante a pandemia.

22) RM: Daniel Murray, Quais seus contatos para show e para os fãs?

Daniel Murray: www.danielmurray.com.br | [email protected]

| www.facebook.com/danielmurraybr

| https://www.facebook.com/daniel.murray.56808

| Canal: www.youtube.com/hugguitar

SOMBRANÁGUA – Septeto autoral: https://www.youtube.com/watch?v=4IsWOzIPpHY

Lançamento do CD Sombranágua: https://www.youtube.com/watch?v=L6VSJ6mXNSE

Playlist Sombranágua: processos criativos I: https://www.youtube.com/watch?v=4sVDnuYeGQA

Playlist Sombranágua: processos criativos II: https://www.youtube.com/watch?v=TnaC8Fa0ZoY

Playlist Sombranágua: processos criativos III: https://www.youtube.com/watch?v=IWC_UAzHRBk

Playlist SEPTETO AUTORAL: https://www.youtube.com/watch?v=3MuvRlQvvMM&list=PLpw-YNLjoZNlmYhJd5ub3qBi228uzNOpg

Playlist Bellinati 70: https://www.youtube.com/watch?v=jqMLjANZTFM&list=PLpw-YNLjoZNnockSDv9P97tVI1ZkQCcRY

|https://sl.onerpm.com/6018108483?_ga=2.68304849.1935834968.1607080366-906479401.1604339767


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.