Clovis Ribeiro

Clovis Ribeiro

O cantor, compositor, professor e radialista baiano Clovis Ribeiro estudou Violão Popular e Guitarra com o prof. Paulo Santos no SCALA Conservatório S/C Ltda. Estudou canto e regência na ECA-USP com o maestro Benito Juarez. Estudou Violão e Aperfeiçoamento nas Escolas Associadas. Participou do CoralUSP, grupo Madrigal, como Tenor/Barítono, com regência de Cintia Pinotti.

Organizou o grupo de Canto Coral Comunitário: Canto Chão com regência do maestro Samuel Kerr, no Jardim Boa Vista em São Paulo nos anos 90. Foi cofundador e o 1º Coordenador da Casa de Cultura do Butantã. Ministrou aulas na “Oficina de Teatro” intitulada Oficinas de Teatro Total (Teatrotal) na Casa de Cultura do Butantã.

Participou da banda “Água Corrente” com Reynaldo Bessa, Milton Santos no Jardim Boa Vista nos anos 90. Publicou o Livro de poesia: “Dia e Noite” juntos com Milton Santos pela Editora Scortecci em 1986. Participou do Curso “A linguagem da Canção Popular” promovido pela ATRAVEZ – Associação Artística Cultural, ministrado pelos professores da USP: Luiz Tatit e José Miguel Wisnik nos anos 90. Participou da Direção Musical e Arranjos, da Leitura da Peça teatral: “Balada dos Estudantes” de Guilherme Bonfim, na Casa de Cultura do Butantã em 2007.

Participou do Encerramento das Oficinas Culturais do “Toque Violão Popular” de 2007 a 2017 da Casa de Cultura do Butantã. Foi Presidente do Fórum de Cultura Butantã, gestão 2008/10. Trabalhou na ONG: “Constelação”, atendendo as crianças carentes da comunidade da Penha, com a oficina “Sucata Musical”.

Realizando oficinas de criação de instrumentos musicais com sucata. Lecionou aulas de violão no Projeto Social “Vivendo com Arte” para crianças do bairro de Paraisópolis. Leciona aulas de música para o Grupo “Cultura e Vida na Terceira Idade”

Da Casa de Cultura do Butantã desde 2014. Leciona aulas de Violão e Canto para o grupo de “Terceira Idade” da Clinica Di Fiori – Butantã – Creche Para Idosos. Leciona aula de “Toque Violão Popular” na Casa de Cultura do Butantã para a comunidade, todas as sextas-feiras, das 14:oo às 16:00 desde 2007, tendo iniciado muitos alunos no caminho da música.

Leciona aulas de Gaita, Teclado, Violão, Guitarra, Canto, Cavaco, Flauta, no “Toque Escola de Música” e na “Escola Querigma” no bairro do Butantã em São Paulo. Lançou o CD – “Mais Feliz” com estilo eclético da MPB.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Clovis Ribeiro para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 23.12.2019:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Clovis Ribeiro: Nasci no dia 07.10.1966 em Vitória da Conquista – BA. Registrado como Clovis Ribeiro de Oliveira.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música?

Clovis Ribeiro: Meu primeiro contato com a música foi através do rádio que havia na casa da minha avó no interior da Bahia. Aos 14 anos de idade comprei meu primeiro Violão e comecei meus estudos.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Clovis Ribeiro: Estudei Violão Popular e Guitarra com o prof. Paulo Santos no SCALA Conservatório em 1982. Estudar música na USP no Coralusp em 1986 sob a regência do maestro Benito Juarez e Cintia Pinotti.

Curso de Violão e Aperfeiçoamento nas Escolas Associadas em 1987. Participei do Coralusp, grupo Madrigal de 1987 a 1989 minha voz é: Tenor/Barítono, com regência de Cintia Pinotti. . Participei do Curso “A linguagem da Canção Popular” promovido pela ATRAVEZ – Associação Artística Cultural, ministrado pelos professores da USP: Luiz Tatit e José Miguel Wisnik em 1990.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Clovis Ribeiro: As minhas influências musicais do passado estão nas músicas regionais que ouvi na Bahia. Músicas de Folias de Reis, Forrós e Baião. Quando cheguei a São Paulo tive contado com a música urbana da Lira Paulistana. Passa por meus ouvidos o Blues, o Rock, o Jazz, a boa música do mundo.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Clovis Ribeiro: Minha carreira profissional começou em São Paulo, no bairro Butantã com a banda “Água Corrente”. Depois veio a participação e outras bandas até iniciar minha carreira solo. Organizei o Grupo de Canto Coral Comunitário: Canto Chão com regência do maestro Samuel Kerr, no Jardim Boa Vista de 1988 a 1990. Publiquei o livro de poemas: “Dia e Noite” juntos, com Milton Santos pela Editora Scortecci em 1986# Leciona aulas de música na Casa de Cultura do Butantã de 2010 a 2019.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Clovis Ribeiro: Gravei em 2014 meu primeiro CD – “Mais Feliz”. Tenho músicas minhas gravadas em vários CDs de amigos e parceiros. O meu primeiro CD tem Direção Musical de Zé Luiz Marmou. Gravamos no Estúdios 2 com a técnica de Oliva e Paulo Preto. A música “Chorinho pra você sorrir” destacada pela equipe da Globomusic para fazer parte de uma coletânea pelo Clube dos Compositores do Brasil.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Clovis Ribeiro: Meu estilo musical é feita de MPB, mas não possuo rótulos. Faço música para quem gosta de ouvir boa música. Minha música pode ser considerada como Word Music.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Clovis Ribeiro: Estudei Técnica Vocal durante meus estudos no CoralUSP. Depois fui à busca de mais informações nos cursos complementares. Estudei como o método de Lyba Serra e Cris Delano. Tive aulas de canto com o maestro Samuel Kerr.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Clovis Ribeiro: A importância do estudo de técnica vocal e cuidados com a voz é cotidiana e os aquecimentos e desaquecimentos são fundamentais. Solfejos e vocalizes; respiração, enfim tudo possa nos dar segurança para cantar.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Clovis Ribeiro: Gosto de Janis Joplim, Gal Costa, Cassia Eller, Clara Nunes, Jane Duboc, Tetê Espíndola, Beth Carvalho, Joan Baez.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Clovis Ribeiro: Geralmente a minha música nasce da poesia (letra). Algumas vezes a música (melodia) vem primeira. Mas gosto de musicar poemas e dai nascem minhas músicas e arranjos. Muito raramente a poesia e a música nascem juntas, mas acontece.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição? 

Clovis Ribeiro: Meus parceiros de composição geralmente são escritores e letristas: Bento Ferraz, Zé Luiz Marmou, Haydée Baroni, Paulo Leminisk, Plínio Mestre, Val Tomato.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Clovis Ribeiro: Os parceiros que já gravaram minhas músicas são: Plínio Mestre, Val Tomato, Bento Ferraz, Zé Luiz Marmou, Reynaldo Bessa.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Clovis Ribeiro: A carreira do músico independente é difícil quando não se tem apoio, muitas vezes nem da própria família. Tudo é feito na raça e com muita luta. Por outro lado deixa o artista livre para decidir pra aonde ir e qual o tipo de trabalho fazer.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Clovis Ribeiro: Estamos sempre planejando a carreira dentro dos espaços culturais, shows e participação em rádio e TVs. Preparando o repertório de novos trabalhos sempre requer encontros, reuniões e ensaios.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Clovis Ribeiro: Tenho um programa de Rádio onde toco minhas músicas e promovo eventos culturais para a comunidade. Participo de Saraus onde estou sempre mostrando meu trabalho e vendendo meus CDs. Tenho participado de programa de TVs para promover os Shows e eventos.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Clovis Ribeiro: A internet é amiga da propagação artística. Muitos grupos e artistas só existem hoje por causa da internet. Acho que veio para ficar e promover uma revolução na forma de compartilhar arte e música.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Clovis Ribeiro: A vantagem de ter home estúdio é poder gravar na hora e no dia que você está disponível. Fazendo o trabalho na própria sala de casa. Mas toda comodidade também pode ser um problema se você não tiver uma boa produção e pessoas que estejam somando.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Clovis Ribeiro: Bem, dentro do nicho musical existente tento não reinventar a roda e sim a fazer rodar ao meu favor. Gravo sempre em estúdios de amigos com o apoio técnico de um produtor.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Clovis Ribeiro: O cenário musical brasileiro está um caos. O mercado musical só vende o que interessa dentro da massificação. Sempre estão surgindo novas vozes e novos talentos, mas nem todos aparecem. Regredimos quando ficamos olhando para o passado e não percebemos o presente que temos com os novos talentos que surgem por todos os cantos.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Clovis Ribeiro: Gosto de muita gente. O Lulu Santos é um dos meus grandes ídolos. Gosto das mulheres mostrando profissionalismo nos seus eventos.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Clovis Ribeiro: Sempre temos uma boa história de shows para contar. Quando comecei a carreira fomos tocar no ABC (Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul) e fomos parando para beber Hi-Fi (um coquetel feito de vodka, refrigerante de laranja e gelo. O nome é inspirado no nome do programa “Crush em Hi-Fi” exibido no Brasil no início dos anos 60.

“Crush” é o nome de um refrigerante de laranja, patrocinador do programa) de Bar em Bar quando chegamos lá o evento já tinha acabado. Participei de um programa na TV Cultura, apresentando pelo amigo maestro Samuel Kerr e apresentei meu instrumento interessante: Baciolão. Um violão construído com o corpo de uma bacia. A afinação não segurava e comecei tocando em um tom e terminei em outro tom.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Clovis Ribeiro: O que me deixa feliz na minha carreira musical é que faço o que gosto. Vivo minha vida no meu ritmo e não deixo as dificuldades atrapalhar minhas conquistas. O que me deixa triste e ver tanta gente boa passando necessidades e não conseguindo mostrar suas qualidades.

24) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Clovis Ribeiro: A cena musical de Osasco – SP é bem fraca. Algumas bandas de Rock, Forrós nos barres da periferia. FUNK para uma juventude sem esperança. Às vezes encontramos um compositor de verdade para conversar e fazer parceria.

24) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Clovis Ribeiro: A Banda que destaco aqui é a “Calango Brabo”, que faz um trabalho de valorização da boa música popular brasileira. Daniel Ruberti é um dos melhores guitarristas que conheço.

25) RM: Você acredita que as suas músicas tocarão nas rádios sem o pagamento do jabá?

Clovis Ribeiro: Minha música já toca na Rádio Cidadã FM 87,5 sem jabá. Também toca na Rádio USP. Agora nas grandes rádios FM e AM, eu acredito que vai ser difícil tocar sem alguma coisa em troca.

26) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Clovis Ribeiro: Desista (risos). Bem a carreira musical não é para aventureiros. É preciso saber o que queremos buscar. Se você quer ser artista, saiba que vai ter que estudar, batalhar e disputar como qualquer outra profissão na vida. Ser bom não é suficiente. Tem que ir buscar o sonho.

27) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Clovis Ribeiro: Acho que o Festival de Música pode ser uma chance para o artista mostrar seu trabalho, pode ser uma porta de entrada para uma carreira. O problema é quando a competição é desleal com cartas marcadas.

28) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música revela novos talentos? 

Clovis Ribeiro: Acredito que a falta de Festivais de Músicas tem causado uma demanda de novos artistas sem expressão. Precisamos muito resgatar a era dos grandes festivais onde nasceram tudo que temos hoje.

29) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Clovis Ribeiro: A grande mídia sempre transformou a arte em produto de consumo para enriquecer seus cofres. Estamos vivendo a era da Idade Mídia, onde você vende qualquer coisa sem saber o gosto dos valores nem as vibrações sonoras verdadeiras. Tempo de artistas sampleados e música artificial.

30) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical em São Paulo?

Clovis Ribeiro: Acho muito importante estes espaços para os artistas. Poderiam exigir menos burocracia para facilitar aos artistas independentes. Mas mesmo assim ainda é a melhor opção e todos os grandes e médios artistas querem estar dentro.

31) RM: O circuito de Bar nos Bairros Vila Madalena, Vila Mariana, Pinheiros, Perdizes e adjacência ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Clovis Ribeiro: Certamente que o circuito de Bar e casas de música ao vivo é uma boa opção de trabalho para os músicos. As casas deveriam valorizar mais os artistas que levam a arte para o público consumidor. Ainda são mal pagos e sofrem para mostrar a cara carregar seus instrumentos.

32) RM: Quais as principais diferenças entre as técnica de Violão e Guitarra?

Clovis Ribeiro: A meu ver as diferenças são os timbres. Violões costumam ser acústicos e as guitarras elétricas. O tipo de madeira e o corpo também são peculiares. A técnica para o Violão geralmente é desenvolvida com os dedos, dedilhados, enquanto que na Guitarra usa mais a palheta, slides, digitação própria. Enfim é preciso tocar e sentir para saber.

33) RM: Quais as principais diferenças entre as técnica de Violão Popular e Erudito?

Clovis Ribeiro: O Violão Popular é mais voltado para músicas e ritmos populares. Estudam-se os acordes e algumas batidas e quem tem o dom sai tocando. Já o Violão Erudito é preciso além do dom o estudo teórico da partitura e seus códigos musicais. O repertório do Violão Erudito é voltado para peças eruditas.

34) RM: Quais as principais técnicas que o aluno deve dominar para se tornar um bom Violonista?

Clovis Ribeiro: Para se tornar um bom Violonista é preciso muita dedicação e estudo. Digitação para a mão esquerda e ritmos para a mão direita. A harmonia entre a Mão Direita e a Mão Esquerda forma o equilíbrio para desenvolver o ritmo.

35) RM: Quais os principais vícios e erros que devem ser evitados pelo aluno de Violão?

Clovis Ribeiro: Os principais erros são causados por digitação errada, ritmos sem definição, má postura corporal e falta de método.

36) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

Clovis Ribeiro: Um dos principais erros dos métodos é não levar em consideração o que o aluno quer aprender. O método não pode ser enfiado goela abaixo sem considerar a busca do aluno. Uma entrevista antes para planejar o curso ajuda a entender melhor o que o aluno quer e assim com a prática certa o método funciona.

37) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Clovis Ribeiro: Encontrei muitas pessoas com esse Dom especial. Que não sabiam uma nota e tocavam de ouvido, aprendeu vendo alguém tocar. Que tem facilidade para tocar. Mas acredito que mesmo quem tem o Dom Musical, precisa estudar para aprimorar seu Dom.

38) RM: Qual a definição de Improvisação para você?

Clovis Ribeiro: Improvisar é entrar no assunto da melodia. Improvisar não é para todo mundo. Conheço muitos músicos que tocam virtuosamente com suas partituras, mas quando é chamado para um improviso sobre IIº | Vº | Iº graus ficam parados.

39) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Clovis Ribeiro: Os métodos de improvisação são úteis quando o aluno já entende dos princípios musicais. Sem saber o básico fica difícil a improvisação, o diálogo musical. Improvisar é bater um papo com os músicos. Uma linguagem de sintonia. Para um bom improviso é preciso conhecer muitas melodias e escalas enfim a maturidade ajuda no improviso.

40) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Clovis Ribeiro: Estudamos antes. Antecipamos o lance. Treinamos o chute no gol e quando acertamos, vibramos. Assim vejo a aplicação do improviso. Não importa como você vai usar a escala maior ou menor ou misturá-las. Importante é ter a inspiração somada à prática e o som nasce como o sol maior de cada dia.

41) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Clovis Ribeiro: Eu acho que os métodos precisam de atualizações. Os tempos modernos pedem uma nova ordem musical. Vivemos ainda com métodos do século XVII. Tive um aluno de Cavaquinho que tocava muito. Um ouvido absoluto. Ouvia um pio de pássaro e saia tocando. Quando apresentei para ele a Teoria Musical, o Estudo de Harmonia ele deixou de tocar com tanta facilidade e teve muita dificuldade para acompanhar. Então disse para ele deixar a música fluir e com o tempo ele compreenderia a questões da Harmonia e suas razões.

 42) RM: Quais os métodos que você indica para o estudo de leitura à primeira vista?

Clovis Ribeiro: Muito bem, ainda temos o Pozzoli, Bona, Enrique Pinto como base. Gosto também os métodos da série Play Today da Hall – Leonard, tem para todos os instrumentos. Para começar acho que isso ajuda. Depois é só tocar.

43) RM: Como chegar ao nível de leitura à primeira vista?

Clovis Ribeiro: A leitura a primeira vista não é para todos. Muitos alunos meus não conseguem ler de primeira, precisam acostumar com os códigos. Tive alunos maravilhosos que liam a nota antes de ser escrita. Solfejo musical ajuda a ler.

De forma lúdica, com brincadeiras e jogos. Tudo isso pode ajudar para quem que ler de primeira. Acredito que quando lemos de primeira vista é como se já estivéssemos memorizado em algum momento e acionamos então quando é solicitado pelo cérebro criativo.

44) RM: Quais os seus projetos futuros?

Clovis Ribeiro: Estou preparando novo CD – “Todos os Meses”. Estou participando da gravação de CDs de amigos e compondo para novas produções. Apresento meu programa de rádio todas às quintas-feiras na Rádio Cidadã FM 87,5 – www.cidadafm.com.br em que além de tocar minhas músicas também abro espaço para entrevista com artistas que estão na luta como eu.

45) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Clovis Ribeiro: (11) 99202 – 5160 (WhatsApp) | [email protected]

| https://m.youtube.com/user/clovisoliveira | https://youtu.be/d3WkgD3t20c  | https://www.instagram.com/toqueclovisribeiro/| https://www.facebook.com/toqueclovisribeiro | http://clovisribeiroband.blogspot.com/ | https://soundcloud.com/clovisribeiroband2014 | Produzo e apresento o programa “Toque” na Rádio Comunitária Cidadã FM 87,5 – todas as Quintas das 10:00 as 12:00 e o Programa Cida Livre – Espaço aberto para bandas todos os Sábados das 19:00 as 21:00 www.cidadafm.com.br


Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.