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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Chica Brother


Sérgio Roberto Chica, artisticamente conhecido como Chica Brother, cursou Educação Artística Faculdade Marcelo Tupinambá com licenciatura plena em Música e Teatro. Estudou Percussão e Bateria na Academia Paulista de Música.

No Teatro de 1978 a 1995 – Atuou em vários espetáculos como “Vem buscar-me que ainda sou teu”, “Tempestade em copo d’água”, “Cyrano de Bergerac”, atuando como compositor, ator, arranjador, diretor musical, instrumentista. Com o Grupo Ornitorrinco, direção de Cacá Rosset, tocou de 1994 a 1995, em “A comédia dos erros” e em 1996 em “Ubu, Folias Physicas e musicaes”.

Na Música desde 1977 acompanhando Pena Branca e Xavantinho, Renato Teixeira, Sérgio Brito, Luli e Lucina, Cida Moreira, Farinha Seca, João Bá, Bicho de Pé, Trovadores Urbanos. Dercio Marques, Miltinho Edilberto. Desde 1999 faz parte da banda Bicho de Pé.

Atuou na Sonoplastia da Rádio novelas Gessy Lever, minisséries na rádio Cultura, disque Chico Bento e turma da Mônica, discos infantis das edições Paulinas e oficinas de sonoplastia CDs do sítio do Pica-Pau amarelo.

Fez Direção musical do Circo do Pica – Pau amarelo, Um brasileiro, Nas asas de um Beija-flor, Esta é a sua vida, Banda Palhaçal, Banda Farinha Seca.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Chica Brother para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 22.12.2021:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Chica Brother: Nasci no dia 02.04.1958 em São Paulo – SP. Registrado como Sérgio Roberto Chica.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Chica Brother: Meu pai era músico. Percussionista e baterista. Conhecido no meio musical como Pizza (Luiz Chica). Sempre tive instrumentos de percussão e violão em casa. Tinha uma escola de samba (Acadêmicos do Ipiranga) há uma quadra de casa. Aprendi por osmose. Quando percebi, já sabia tocar Pandeiro de Choro e percussões do Samba. Comecei a trabalhar de office boy numa faculdade e virei mascote do grupo de Samba dos alunos. Fazíamos vários eventos musicais universitários. Na época chamavam de Sambão. Benito Di Paula, Originais do Samba, Jorge Benjor e outros eram os ídolos principais da época. Depois de um tempo, formei um grupo de rock com colegas de classe no Colégio. Chamava-se Subsolo!

 

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Chica Brother: Estudei percussão e bateria por dois anos no Conservatório Academia Paulista de Música. Depois fui pra Faculdade Marcelo Tupinambá e me formei em Educação Artística com licenciatura plena na área de Música e Teatro.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Chica Brother: Sempre escutei música boa através dos discos do meu pai Pizza (Luiz Chica). Ouvia Choro, pois meu pai tocava com Chorões como Carlos Poyares, Altamiro Carrilho, Ademilde Fonseca, etc. Ouvia muita música Cubana. Guaguanco, Rumba, Salsa, Guajira, etc. Adorava Ray Barreto, Tito Puentes, Célia Cruz, etc. Ouvia também muito jazz. Thelonius Monk, Dizzie Gilespy, Charles Mingus, Oscar Peterson, George Benson, etc. Como eu tinha banda de rock, é óbvio que curtia os pioneiros do Heavy Metal. Black Sabath, Deep Purple, Led Zepelin, Beatles, etc. A rádio era maravilhosa na época e a MPB fervia. Eu amava a música brasileira. Principalmente Gilberto Gil, Secos e Molhados, OS Mutantes e Os Novos Baianos. Estes são os que mais me influenciaram. Mas curtia quase tudo. Fagner, Caetano Veloso, Jorge Benjor, Martinho da Vila, Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, Jackson do Pandeiro, etc.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Chica Brother: No teatro! com o Grupo Mambembe em 1979 em uma peça chamada Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu. A atriz principal era a Rosi Campos. E ao mesmo tempo comecei a tocar em barzinhos. Fiquei no teatro por muitos anos e trabalhei com grandes artistas e grupos de São Paulo. Antonio Fagundes, Bruna Lombardi, Paulo Beti, Eliane Giardini, Irene Ravache, Grupo Ornitorrinco, Pon-kã, etc. Comecei também a estudar na Escola de Circo e fiz uma boa carreira circense fundando minha própria companhia, Circo&Cia e também a Banda Palhaçal. Ainda tenho a Circo&Cia apesar de não atuar mais há vários anos. Na música, gravei muitos discos no movimento de “música raiz”. Vários artistas começando por Chico César, Pena Branca e Xavantinho, Renato Teixeira, Luli e Lucina, Alzira Espíndola, Dercio Marques, João Bá, Irmãs Galvão, Inezita Barroso, e por aí vai. Desde 1999 faz parte da banda Bicho de Pé.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Chica Brother: Como freelancer são inúmeros, pois trabalhava em vários estúdios. Com a banda Bicho de Pé: Lançamos no dia 16.07.2021 em todas as plataformas musicais o álbum – “Bicho de Pé – Nossa Calçada”. Em 2001 “Com o Pé nas Nuvens”. Em 2008 “Que Seja”. Em 2009 “Bicho de Pé – 10 Anos (CD/DVD)”. Em 2012 “A vida vai”. Em 2013 “Olhando pra Lua – Tributo a Luiz Gonzaga”. Em 2013 “Olhando pra Lua – tributo a Luiz Gonzaga (CD/DVD)”. Singles: “Anarriê” (2020), “Menino dos Olhos Brilhantes” (2019), “Vai Chegar” (2019), “Deu Bom” (2018), “Vambora” (2018).

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Chica Brother: Eu me especializei na música regional brasileira com ênfase na música nordestina. Todo universo do Forró, Boi do Maranhão, Maracatu, Coco, etc são meus objetos de estudo até hoje. Sempre gostei de criar e utilizar sets de percussão bem diferentes. Com a banda Bicho de Pé, eu criei um instrumento que eu chamo de “Zabumbatera”. Vinte e poucos anos eu conduzo a “cozinha” da banda com a Zabumbatera.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Chica Brother: Estudei na época da Faculdade.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Chica Brother: O estudo da técnica vocal e cuidado com a saúde da voz é fundamental! Sou casado com uma fonoaudióloga Julia Hattori Catto que é dona da @fonolegal, ela é formada pela Santa Casa e estudou sobre voz no CEV-Centro de Estudos da Voz, atende vários cantores. Temos que cuidar da voz com muito carinho.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Chica Brother: Minhas preferidas são Marisa Monte, Baby Consuelo, Gal, Rita Ribeiro, Cassia Eller, Elizete Cardoso, Elza Soares.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Chica Brother: Andando ou lavando louça. Eu fico introspetivo e começo a cantarolar. As vezes aparece algum ritmo legal e do lá, lá, lá vem alguma ideia de letra ou tema. Eu pego o celular e começo a gravar pra não esquecer. Aí fico tentando fazer a música cantando versões e gravando. Então coloco no papel e vou lapidando até o máximo da minha capacidade. Depois mostro para os amigos e acabo sempre dando mais uma lapidada.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Chica Brother: Nas trilhas de teatro são os autores das peças. Pois eu faço só a música e a trilha instrumental. Não gosto de fazer parceria para compor as músicas que eu faço a letra. Elas já vêm meio juntas. Preciso aprender. Outro dia, eu e a Carla Casarim, cantora da banda Bicho de Pé, fomos à casa do Tato Cruz da banda Falamansa para fazer um exercício de composição coletiva. Saíram duas ótimas músicas que viraram até clipe. Vamos repetir a dose assim que der.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Chica Brother: Somente a banda Bicho de Pé.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Chica Brother: Eu acho que estamos num momento em que a música tem outro significado. Vemos centenas de vídeos musicais passando pelos nossos dedos na timeline das redes sociais de forma tão automática que o nosso nível de atenção é muito disperso. É muito conteúdo! Acabou o poder das rádios e das TVs que eram quem lançava os artistas bancados pelas gravadoras. Pagava o jabá virava sucesso. Hoje não tem mais isso. Cada vez mais nos dividimos em nichos e criamos nossas bolhas. Não existe mais a fórmula do sucesso. Quantos artistas batendo a casa de milhões de views que a gente nunca ouviu falar? Até um cara fazendo vídeo pro TikTok se torna mais conhecido como músico do que quem rala estudando e ensaiando. É fácil fazer sucesso! Difícil é manter o sucesso por mais de uma semana.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Chica Brother: Na banda Bicho de Pé é muito dinâmico! Mesmo na pandemia do covid-19, fizemos live, lançamos música, álbuns e oficina. Somos uma banda de música autoral, baseada na música regional principalmente do Nordeste. Agora voltamos aos poucos a tocar nas casas e eventos do nosso segmento. Estamos com um projeto de Carnaval & Forró com datas já sendo marcadas. Em abril de 2022 mais uma turnê pela Europa e em maio lançamos nossa nova música de São João. Enquanto isso, já começamos os ensaios para o próximo álbum autoral, que já conta com três músicas minhas. Estou escrevendo um roteiro para um musical infantil pra fazer com a banda Bicho de Pé.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Chica Brother: Quando você tem uma banda, empreender é você tentar levar a equipe toda no máximo de shows que der. Queremos que o público tenha sempre acesso a um show com cenário, iluminação e som perfeitos. Os custos são altos. Mas os resultados compensam.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Chica Brother: Ajudou e muito. Eu sempre cuidei da parte do Facebook e do antigo Orkut. Hoje temos 3 milhões de seguidores no face. Isso ajuda a vender show. Estamos em fase de reorganização de estratégia com o YouTube e outras plataformas. O Instagram quem cuida são os novinhos da banda, Clayton Gama e a Carla Casarim.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Chica Brother: Só vantagens. Cada vez mais fácil. Cada um grava sua parte em casa e envia para mixar e finalizar. E os equipamentos de hoje são muito bons na captação da fonte. Na edição então, nem se fale! Não existe mais pressão sobre o tempo de gravação, pois não está mais pagando por hora. Ufaaaa!

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Chica Brother: Eu acho que o problema não é só a concorrência do mercado. É a concorrência com você mesmo. Produzir um conteúdo original é muito difícil. Como não falar o óbvio? Como não ser óbvio? Óbvio também faz sucesso? Ok! Mas você está atrás de um sucesso ou de uma carreira. E o óbvio que faz sucesso é uma loteria. Existem milhões iguais. Quando a banda Bicho de Pé começou no final dos anos noventa meu conselho foi: precisamos ter um trabalho autoral, senão seremos apenas uma banda de baile! Só seguimos com um sucesso relativo porque sempre priorizamos tocar músicas autorais em shows e discos. Se você não compõe, existem bons compositores escondidos por aí. É só procurar. Nós gravamos por exemplo um coco de Mestra Virgínia das Alagoas e outro coco de Zé Maria, figura folclórica dos Forrós. Muito bons e animados.

20) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Chica Brother: Eu acho que o Forró das duas últimas décadas foi a Surf Music do Brasil. O povo mais alternativo foi curtir as praias, viram caiçaras dançando, tomaram contato com Luiz Gonzaga, sua música criativa e de seus discípulos, começaram a tentar tocar essas músicas e compor nesse estilo. Com seus violões recheados de Legião Urbana, Raul, Bob Marley, foram voltando aos seus lugares e multiplicando sua música. Começou a rolar forró em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Vitória, etc. E a molecada começou a montar seus grupos e a fazer sucesso localmente. Então surgiu no final dos anos 90 a banda Falamansa. Numa época de Popozudas, É o Tchan!, Bonde do Tigrão, não existia mais a canção. A canção com levada de xote, violão de reggae, com mensagens de auto ajuda, de boas, alto astral e de linguagem simples e vigorosa. Conquistou o Brasil e incentivou a formação de grupos de Forró pelo mundo todo.

O Forró ficou forte e alavancou vários grupos de valor do recém denominado Forró Universitário: Rastapé, Bicho de Pé, Forróçacana, Peixelétrico, Circuladô de Fulô, Baião de 4, Trio Virgulino, Trio Sabiá, Paratodos, Alcalyno, et. O movimento da dança cresceu e trouxe de volta os trios e artistas que andavam em baixa e só tocando na periferia. Mas, por infelicidade, foi um sucesso muito rápido, pois coincidiu com o advento do mp3! Assim que a banda Falamansa explodiu, no seu segundo álbum, ninguém mais comprava CD, pois a pirataria teve um boom! Assim o mercado ficou num período transitório em que não se lançava mais nenhum artista através de gravadora. Só quem cresceu foi o Sertanejo, (que pegou carona no nosso movimento e usou o codinome “Universitário” sem ser (risos). E cresceu porque já tinha dinheiro e maturidade pra caminhar pelas próprias pernas sem depender de gravadoras.

Enquanto isso, as casas de Forró foram fechando em todo o Brasil, ou mudando a programação para poucos dias de Forró. Isso ajudou a ascensão dos trios e DJs de Vinil. Muitos trios novos e talentosos. DJs pesadíssimos com conhecimento de causa e apaixonados pela preservação da história do Forró. Esse povo tem ido constantemente à Europa divulgar para o mundo o nosso Forró. Torcendo pra voltarem os Festivais de Forró! Lá e aqui!

21) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Chica Brother: Emicida, Gilberto Gil, Lenine, Zélia Duncan.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado, etc)?

Chica Brother: São muitas histórias. Uma vez descobri que eu ia ter que pagar bagagem de uma mala de roupas que fui comprando durante uma turnê europeia. Tive que me desfazer da mala e vestir todas as roupas e entrar no avião parecendo o Incrível Hulk (risos). No começo essa carreira fomos tocar num forrozinho em Osasco – SP e o palco ficava num mezanino e o povo dançando embaixo. Começou uma briga e o povo assustado começou a subir no palco para fugir. Os seguranças colocavam os briguentos para fora e logo eles voltavam. Não dava para sair, pois só tinha uma entrada…justamente onde estava a briga. Ficamos nessa quase uma hora. Aí chegou a polícia e fechou tudo.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Chica Brother: Pouca coisa me deixa triste. Neste momento o que me entristece é ver os governos desmontando a cultura e sucateando equipamentos, orquestras, projetos musicais, festivais de música. E a fala de pessoas que desconhecem as leis de incentivo à cultura e nos acusam de mamar nas tetas do governo. São pessoas sem cultura e preconceituosas. O que me deixa mais feliz é viajar com a banda, tocar em lugares diferentes, fazer novos fãs e amigos, reencontrar as pessoas que vem dançar teu som e ver o povo dançando e cantando felizes naquele momento.

24) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Chica Brother: Eu estava lá desde o começo. Até mesmo antes. Foi uma história muito bonita. Quem viveu, viveu! KVA, Remelexo, Projeto Equilíbrio, Malagueta, Ballroom, Lapa e mais uma porção de polos de difusão da música e da cultura nordestina. Jovens criando Forró com sotaque sudestino. Muito legal ver que este movimento atravessou as fronteiras e internacionaliza-se cada vez mais. Viva o Forró!

25) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Chica Brother: Forróçacana, Ó do Forró, Mestrinho, Peixe Elétrico, Baião de Corda, Baião de 4, Circuladô.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Chica Brother: Quem ouve rádio? Será que ainda vale a pena alguém pagar jabá para rádio tocar a música sistematicamente?

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Chica Brother: Pense bem! Música é sacerdócio! Nem sempre você se dá bem. Mas pode ser muito fascinante.

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Chica Brother: Só tenho prós os Festivais de Música! Todos os eventos que envolvam música devem ser incentivados.

29) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música ainda é relevante para revelar novos talentos?

Chica Brother: Certamente! Muita gente foi revelada em festivais de música. Os próprios tropicalistas. No caso do Forró, o FENFIT – Festival Nacional de Forró de Itaúnas – ES é um celeiro de novos talentos.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Chica Brother: A cobertura feita pela grande mídia para o cenário do Forró é um pouco omissa e algumas vezes injusta. A grande mídia não prioriza a música, mas algum fato midiático na vida de alguma celebridade musical. É a época dos likes.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Chica Brother: Total! São o nosso verdadeiro “Ministério da Cultura”. Não podemos deixar os governos tentarem ocupar politicamente estas instituições. Milhares de artistas dependem disso.

32) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Chica Brother: Cada um no seu quadrado. Tem espaço para todo mundo. Reconheço o profissionalismo e o talento do Estilizado. Mas amo Dominguinhos e seus seguidores (risos).

33) RM: Quais os seus projetos futuros?

Chica Brother: Compor muitas músicas. Voltar a viajar com a banda Bicho de Pé.

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Chica Brother: www.bichodepe.com.br

| https://www.instagram.com/chicabroder

| https://web.facebook.com/chicabrother

Canal da Banda Bicho de Pé: https://www.youtube.com/c/bandabichodep%C3%A9

CHICA BROTHER – PodBalançar #007: https://www.youtube.com/watch?v=2QcDka025kg

PodBruto #019 – Chica Brother: https://www.youtube.com/watch?v=Havxv7HjA8M


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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.