Celso Madruga


Celso Madruga, o apelido foi dado por um amigo que era fã do Chaves. Ele é gráfico a 37 anos, mas a música e a poesia entraram na sua minha vida aos 15 anos de idade, nos tempos de escola.

Celso Madruga, sempre escreveu poesia e na adolescência pirou ao som do Rock e do blues de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Barão Vermelho de Cazuza, entre tantos outros. Em 2001, na fase adulta e no segundo casamento registrou seu livro de poemas. Um pouco antes fez aulas de violão e em 2002 montou sua primeira banda a “Alma da noite” com composições próprias em parceria com amigos, formada por: Celso madruga (Voz e Gaita), Marcelo Ferraz (Guitarra), Antonio Bastos (Baixo), depois entrou David Nascimento, Fabio valle (Bateria), Nielson e Sardinha, a banda terminou em 2016.

Apesar de crescer em um bairro pobre de Niterói – RJ, ouvindo muito Samba do bom e MPB nos anos 70, o Rock despertou o seu desejo de cantar. Cazuza é sua maior influência de letras, mas também ama a poesia de Belchior, Caetano Veloso, Gonzaguinha, entre outros. Depois da primeira banda, fundou com o amigo e parceiro musical Antonio Bastos a banda “A Trilha”: Bastos (Baixo), Marcelo (Guitarra), Vitor (Bateria) e Celso madruga (Voz e Gaita). Gravaram um CD demo com seis músicas que tocaram na rádio. Além da música, ele ama colecionar quadrinhos e filmes.

Em 12 de setembro de 2021 lançou o álbum “12 doses de Veneno”, seu primeiro álbum autoral com as músicas: “Amor de aluguel” (Celso / Bastos), “Dona da Cena” (Celso / Bastos / Marcelo), “Lovesong” (Basto / Kiko / Jony), “Flores Mortas” (Celso / Bastos), “Piada sem graça” (Celso / Bastos), “Verdadeiro” (Celso / Bastos), “Evolução” (Celso / Bernardo), “Inconsequente” (Celso / Bastos), “Do Vinho a Lua” (Celso / Aline / Rodriguez), “Pátria Amada” (Celso / Renata / Alex Benjamin), “Longe demais” (Celso / Maldni), “Magia de Viver” (Celso / Bernardo), gravado com a sua banda “Planno Z”: Celso Madruga (Vocal); Sardinha (Bateria); Jr. (Guitarra); Ronaldo (Baixo).

Segue abaixo entrevista exclusiva com Celso Madruga para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 12.09.2021:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Celso Madruga: Nasci no dia 09 de julho de 1966 Niterói – RJ. Registrado como Celso Ferreira.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Celso Madruga: Na infância ouvia muito rádio: MPB e Samba.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Celso Madruga: Autodidata fiz apenas aulas de Violão por um ano.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Celso Madruga: Todas são importantes até hoje. Minha infância ouvia muito no rádio: Samba e MPB. Na adolescência descobri o Rock aí tudo mudou: Beatles, Led Zeppelin, The Rolling Stones, Cazuza e Barão Vermelho, Legião Urbana.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Celso Madruga: Comecei cantando em karaokê em 2000. Dois anos depois fundei a banda “Alma da noite”.

06) RM: Quantos CDs lançados?Celso Madruga: Em 12 de setembro de 2021 lancei o álbum – “12 Doses de Veneno”, com as músicas: “Amor de aluguel” (Celso / Bastos), “Dona da Cena” (Celso / Bastos / Marcelo), “Lovesong” (Basto / Kiko / Jony), “Flores Mortas” (Celso / Bastos), “Piada sem graça” (Celso / Bastos), “Verdadeiro” (Celso / Bastos), “Evolução” (Celso / Bernardo), “Inconsequente” (Celso / Bastos), “Do Vinho a Lua” (Celso / Aline / Rodriguez), “Pátria Amada” (Celso / Renata / Alex Benjamin), “Longe demais” (Celso / Maldni), “Magia de Viver” (Celso / Bernardo), gravado com a minha banda “Planno Z”: Celso Madruga (Vocal); Sardinha (Bateria); Jr. (Guitarra); Ronaldo (Baixo).

Em 2003 um álbum com a banda “A Trilha”, banda formada por: Bastos (Baixo), Marcelo (Guitarra), Vitor (Bateria) e Celso madruga (Voz e Gaita).

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Celso Madruga: Rock, Blues e Baladas.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Celso Madruga: Não. Pretendo após a pandemia do Covid-19 fazer aulas de canto.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Celso Madruga: Muito importante o cuidado com a Voz. Cuidar bem da voz evitando álcool, cigarro e outras coisas que prejudicam as cordas vocais dão longevidade ao cantor. As técnicas vocais também auxiliam para cantar bem e afinado em shows e gravações. Eu tenho alguma noção, mas preciso como todos de aulas e exercícios.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Celso Madruga: Elis Regina, Janis Joplin, Cazuza, Rita Lee, Robert Plant, Belchior, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ângela Rô Rô.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Celso Madruga: Como faço poemas, vem primeiro a letra e depois algum parceiro faz a melodia ou eu mesmo faço.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Celso Madruga: Tenho vários. Os mais constantes são: Antonio Bastos e Bernardo Santos.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Celso Madruga: Algumas cantoras e cantores do underground: Adília Matos, Valério Cazuza, Lis Braga, Laura Finochiaro, entre outros.

14) Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Celso Madruga: É um trabalho de muita luta, pois temos que gerenciar tudo da carreira musical, da gravação das músicas a negociação do cachê para o show. Por outro lado, temos a independência de fazer o trabalho do nosso jeito.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Celso Madruga: Muito ensaio, muita pesquisa de locais para tocar e muita conversa com a minha banda “Planno Z”: Celso Madruga (Vocal); Sardinha (Bateria); Jr. (Guitarra); Ronaldo (Baixo).

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Celso Madruga: Como meu trabalho é independente e autoral procuro os estúdios mais em conta para realizar os ensaios e gravar e apoio dos amigos músicos.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Celso Madruga: Com certeza a internet ajuda na divulgação, mas é trabalho de formiga e intenso.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Celso Madruga: Vantagem é o baixo custo e a praticidade. Desvantagem é o fato de não ter sempre um bom técnico para ajustar mixagem e masterização de forma adequada.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Celso Madruga: Muita divulgação entre amigos e conhecidos, participar de grupos que apoiam a música independente. É trabalho constante.

20) RM: Como você analisa o cenário do Rock brasileiro. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Celso Madruga: No século XXI, infelizmente, o Rock perdeu espaço na grande mídia e a qualidade musical. Pitty foi o último sopro criativo. Vi grandes bandas no underground, mas que não tiveram espaço. O Rock voltou para o gueto.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Celso Madruga: A galera do Barão Vermelho e os ex Barão: Roberto Frejat e Rodrigo Santos.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Celso Madruga: Tocar em lugares sem equipamento nenhum, pouco público, tocar de graça para divulgar o nome da banda. Já tocamos até em almoço de Igreja e o cachê era um prato de angu à baiana (risos)!

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Celso Madruga: Feliz quando estamos tocando e o público reage bem. Triste é a falta de apoio da grande mídia para a música autoral.

24) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Celso Madruga: Existe o Dom e não tem explicação. Existe também a pessoa disciplinada que mesmo sem ser um virtuoso é competente.

25) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Celso Madruga: É ter um bom ouvido, dominar o instrumento e ter muita sensibilidade.

26) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Celso Madruga: Sempre é preciso estudar, só assim desenvolvemos as ideias que estão na cabeça.

27) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Celso Madruga: Ao improvisar o músico pode parecer genial ou um chato pedante. É um risco.

28) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Celso Madruga: Só vejo vantagens como disse para poder dominar o instrumento e criar boas composições.

29) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Celso Madruga: Não acredito que minhas músicas toquem sem pagar o jabá nas rádios de grande audiência. Só em um fenômeno raro no “boca a boca” em que a música explode, viraliza e as rádios tocam para manter a audiência. Sucesso não tem receita.

30) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Celso Madruga: Estude, ensaie e acredite no que está fazendo.

31) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Celso Madruga: O prol é boa divulgação. O contra: é que a maioria tem armação.

32) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Celso Madruga: Só se forem grandes em Festivais de Música, igual da Rede Globo, mesmo assim acho que não são mais relevantes. A o mercado musical mudou muito.

33) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Celso Madruga: A grande mídia faz cobertura direcionada e seletiva. O Rock foi segregado.

34) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Celso Madruga: Tem pouco o espaço para bandas e novos autores.

35) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Celso Madruga: Em Niterói – RJ o circuito existe, mas é muito fraca. E as pessoas não tem muita paciência para ouvir o som autoral.

36) RM: Quais os seus projetos futuros?

Celso Madruga: Dia 12 de setembro lançamos álbum – “Doses de Veneno” gravado pela banda “Planno Z”: Celso Madruga (Vocal); Sardinha (Bateria); Jr. (Guitarra); Ronaldo (Baixo). Agora é esperar voltar à normalidade pós covid-19 e começar a fazer apresentações.

37) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Celso Madruga: (21) 98315 – 7323 | [email protected]

| https://web.facebook.com/celso.madruga

| https://www.instagram.com/madrugacelso

Álbum 12 Doses de Veneno – Celso Madruga:
https://open.spotify.com/album/1hv04wnVfX1sSD8k2sqmGE?si=0O48asvUT7CtkOl-uS8jhQ&utm_source=whatsapp&dl_branch=1&nd=1

Álbum 12 Doses de Veneno – Celso Madruga: https://deezer.page.link/vbf9QULutZ6cxnNK9

Celso Madruga: https://www.youtube.com/channel/UCrj2y_tBWzu35mOBWAPpZOQ

Amor de Aluguel – Celso Madruga: https://www.youtube.com/watch?v=QGcIL8Ss8W4

Verdadeiro – Celso Madruga: https://www.youtube.com/watch?v=M1k_7Ed-oxQ

Dona da Cena – Celso Madruga: https://www.youtube.com/watch?v=Si-L3yFCkFE

O fã e poeta Celso Madruga fala sobre Cazuza e Barão Vermelho: https://www.youtube.com/watch?v=LPrLWl1uBXU


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.