Cainã Araújo

Cainã Araújo

O cantor, compositor, poeta, acordeonista Cainã Araújo e um talento do Forró nordestino! Ele começou a tocar Acordeon aos nove anos de idade. Aos 14 anos, já tocava profissionalmente.

Em 2015 começou sua carreira solo. Em 2018 o sucesso foi reconhecido com o lançamento do CD – “Coração Matuto”, Cainã conquistou a opinião pública e suas músicas tocadas nas rádios. Defendendo a cultura do tradicional Forró, Cainã partiu, em 2018, para um novo capítulo em seu repertório. Depois de participar de um Festival na cidade de Itaúnas – Espírito Santo, ele foi convidado a mostrar sua música fora do Brasil. E foi com coração e alma que ele foi para a Europa, onde agora reside, e apresentou em 2018 o álbum “Estrada do Meu Peito”.

Na Europa, participou de vários festivais como Forró London (Inglaterra), Ai que Bom Festival (Paris), Forró de Colônia (Alemanha) e Forró Roma (Itália). Além disso, ele tocou na França, Suíça, Bélgica, Rússia, República Tcheca e Polônia. E como ele gosta de dizer: Viva o Forró, meu povo! Viva o Forró!

Segue abaixo entrevista exclusiva com Cainã Araújo para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 22.03.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Cainã Araújo: Nasci no dia 23.11.1990 em Vitória da Conquista – Bahia.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Cainã Araújo: Eu venho de uma família de músicos. O meu pai Onildo Barbosa é repentista, cantor de Forró e também radialista. E meus irmãos: Rony Barbosa e Ney Barbosa, tocam saxofone e sanfona respectivamente. Toda minha vida estive envolvido com a música, desde pequeno. Aos 9 anos de idade que comecei a dar as primeiras notas na sanfona; meu irmão Rony deixou a sanfona dele em meu quarto e levantei ela para cima da cama para que eu pudesse abrir o fole. E parece que as notas da “Asa Branca” já estavam em minha cabeça, fui procurando no teclado até encontrar, e desse dia pra cá não larguei mais o Acordeon.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Cainã Araújo: Atualmente eu estudo música em uma Faculdade na Alemanha, mas tudo que aprendi na sanfona foi nos palcos da vida, tocando com outros músicos, convivendo com outros músicos, ouvindo muita música e tentando absorver o máximo de influência dos gêneros que me agradam. A música sempre foi tão evidente em minha vida. Eu nunca me imaginei estudando em outra área.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Cainã Araújo: Quando comecei tocar sanfona minha família ouvia muito as bandas de Forró da década de 90: Mastruz com Leite, Magníficos, entre outras, e essas bandas acabaram sendo minhas primeiras influências para aprender o instrumento. E com o passar do tempo fui deixando de ouvir essas bandas e me apaixonando pela música de Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Trio Nordestino. O Forró em sua autenticidade me atraiu muito, a forma humilde e sofisticada que Dominguinhos tocava a sanfona sempre me impressionou. Hoje eu ouço música internacional, ouço sertanejo raiz, ouço música clássica, e acredito que tudo isso acaba pintando o quadro da minha musicalidade trazendo influências e expressões que ficam guardadas no subconsciente.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Cainã Araújo: Comecei a tocar em bandas aos 14 anos de idade, no final de 2004, no sudoeste da Bahia, na mesma região da minha cidade natal Vitória da Conquista. Fui sanfoneiro do meu pai Onildo Barbosa por alguns anos também. Em 2015 comecei minha carreira solo, já tendo algumas composições, passei a cantar em alguns eventos da minha cidade, encontros de sanfoneiros, comecei a fazer os meus próprios eventos e assim fui ficando conhecido na minha cidade.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Cainã Araújo: Tenho dois álbuns. O primeiro “Coração Matuto” lançado em 2017 com 10 músicas minhas, contando com a participação de Cezzinha, Sheila Mi, Rony Barbosa. Esse álbum foi feito de uma forma simples, com poucos elementos, foi uma forma de registrar a minha arte em um momento oportuno em parceria com meu irmão Rony Barbosa e alguns amigos que me ajudaram a produzir, mas já foi o suficiente para mostrar minha mensagem e minha personalidade musical. É um álbum autoral trazendo uma mensagem Matuta, mas romântica ao mesmo tempo. Eu sempre gostei da forma que as pessoas humildes encontram para falar de amor, como o sertanejo consegue ser poeta em meio ao sofrimento da seca, e da falta de recursos.

O meu segundo Álbum “Estrada do Meu Peito”, lançado em 2018, é um EP com 5 músicas minhas, contando com a participação de Mestrinho. O “Estrada do Meu Peito” continua trazendo uma mensagem simples no que se refere ao texto, mas eu sinto que minha composição passou por um processo de evolução entre esses dois trabalhos e tive mais caminhos harmônicos e melódicos que consegui imprimir bem nesse segundo álbum. Desses dois álbuns já lançados, acredito que duas músicas foram mais notadas pelo meu público, “Jardim de Deus” que está no primeiro; música em que o Cezzinha canta comigo e “Aqui Pertinho” que está no segundo, que hoje eu considero como a música que serviu como trampolim para minha carreira. E tive o prazer de gravar um clipe com essa música aqui na Alemanha e está no meu canal no Youtube. E agora estou gravando meu terceiro álbum, que irá se chamar “Poesia dos Pássaros”, com 10 músicas, 9 autorais e uma releitura de “Revelação” de Fagner, estou produzindo aqui na Alemanha em parceria com o Estúdio Don no Brasil.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Cainã Araújo: Eu me considero um forrozeiro que passeia em outras praias, gosto de fazer versões de clássicos da MPB, gosto de tocar Chorinho na sanfona. E isso acaba refletindo em minhas músicas.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Cainã Araújo: Nunca tinha estudado antes de vim para a Alemanha, agora tenho uma professora Russa, maravilhosa que me ajuda muito com técnicas de respiração e de dicção.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Cainã Araújo: Se o cantor ou cantora quer preservar sua voz por muitos anos eu aconselho estudar técnicas vocais, me refiro mais a técnicas que protejam a voz do desgaste, de usar de forma errada. Dormir, falar baixo, respirar corretamente, fazer um aquecimento antes de cantar, tudo isso é de muita importância.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Cainã Araújo: Eu tenho paixão por pessoas que cantam bem e me emocionam, alguns deles são: Roberto Carlos, Djavan, Freddie Mercury, Ana Carolina, Marinês, Mato Grosso da dupla Mato Grosso e Matias.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Cainã Araújo: Eu não tenho um processo padrão de compor, as vezes faço primeira a letra e depois a melodia, ou primeiro a melodia, depende muito da inspiração e motivação que me leva a compor. Eu gosto muito de compor quando estou viajando de trem aqui pela Europa, as paisagens me inspiram muito.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Cainã Araújo: Minha principal parceira de composição é uma amiga chamada Ana Marques, ela tem um grande talento para escrever lindas poesias que as vezes nos juntamos e eu coloco uma melodia, no meu primeiro CD, duas músicas são em parceria com ela: “Maria Bonita” e “Jeito Coladinho”.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Cainã Araújo: Banda Xote Novo, de Vitória da Conquista, gravaram algumas das minhas primeiras composições, e o meu amigo Cicinho de Assis, grande sanfoneiro que tocou com Gilberto Gil, um bom tempo, gravou “Pra Sempre Minha”.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Cainã Araújo: Olhando para a fase em que estamos vivendo desde 2020 no que se trata do mercado musical, existem muitos desafios para quem deseja administrar uma carreira artística independente, quando não se tem muito dinheiro ou influência nas grandes mídias. Ainda mais quando sua música não faz parte do produto vendido para a maioria atualmente, mas eu trato a minha carreira como um compromisso comigo mesmo. Eu respeito os anos que dediquei para tocar a sanfona e para cantar. E uso as ferramentas que me são viáveis para publicar e divulgar minha arte, conto com a ajuda de amigos que a música me deu, e assim vamos nos ajudando um aos outros. Um grande amigo que sempre divulga meus lançamentos é o querido Fabiano Santana, sanfoneiro mineiro que mora também aqui na Alemanha, e lançou a pouco tempo o filme Estradar, contando a história do Forró aqui na Europa. E outros amigos também sempre estão por perto vibrando junto comigo pela nossa música e por nossas conquistas. O mundo mudou, a forma das pessoas enxergarem as músicas mudaram também, e nós artistas temos que continuar mostrando a arte que fazemos através das ferramentas atuais, porém sem desrespeitar nossa essência.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Cainã Araújo: Dentro do palco é o momento em que tento revelar para as pessoas que elas não estão perdendo tempo em acompanhar o meu trabalho, em ouvir minhas músicas. E saberem que é verdadeiro o meu sentimento pela música, não é um negócio ambicioso. E gosto de mostrar para as pessoas que eu sou genuíno no que eu faço, que eu tenho uma história dentro do Forró, e que eu tenho autoridade para cantar e falar do Forró. Fora do palco eu procuro me manter conectado com meu público através da internet, postando vídeos, conversando com eles por lives, e mostrando um pouco do meu dia a dia aqui na Alemanha. Isso faz as pessoas se sentirem mais perto de mim e eu delas.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Cainã Araújo: O meu objetivo é mostrar a minha música para o máximo de pessoas, pra isso eu uso ferramentas de impulsionamento que as redes sociais nos oferecem. Para que minha música, ou um clipe chegue a mais pessoas. Mas não gosto de forçar a barra, de apelar por atenção ou por seguidores. Eu quero pessoas que gostem da minha música me seguindo ou me acompanhando, não por uma campanha ou por um sorteio como muitos fazem.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Cainã Araújo: A internet tem sido minha ferramenta principal de divulgação, mesmo eu não sendo tão envolvido com novas tendências e modernidades que todo dia aparece, eu me considero engajado com o meu público. A internet por um lado também prejudica nosso trabalho, pois acabamos ficando misturados com todo tipo de coisa que aparece na internet de forma gratuita, está tudo ali para as pessoas consumirem. E no mesmo instante em que alguém ouve sua música ela pode estar ouvindo algo totalmente contra o que acreditamos ser música, e isso ao meu pensar traz uma desvalorização para nosso trabalho na cabeça de algumas pessoas.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Cainã Araújo: Para um bom músico de qualquer gênero que sempre quis gravar sua música e nunca teve condição de pagar um bom estúdio, eu considero isso uma vitória. Mas essa facilidade deu lugar as músicas ruins que é de tirar a fome se formos ouvir tudo que aparece todo dia, toneladas de conteúdo neutro sem qualquer lógica moral ou musical.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Cainã Araújo: Eu busco ser original, por mais que essa resposta seja bem clichê, mas é a verdade, busco cantar minhas músicas, ou se dou voz a música de outro artista eu tento deixar minha marca.

20) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Cainã Araújo: Hoje o Forró graças ao movimento nos anos 2000 no sudeste do Brasil tem se mantido na sua essência, mas mesmo assim ainda não é observado pela grande mídia como era na época de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Trio Nordestino e tantos outros. Fizeram uma bagunça com o nome do Forró por muitos anos e isso distorceu na mente de muita gente o que realmente significa o gênero Forró. A grande revelação que trouxe de volta a expressão verdadeira do Forró foram as bandas de “Forró universitário”: Falamansa, entre outras bandas com esse mesmo estilo jovem em suas letras e melodias, mas com os mesmos elementos e ritmos que compõem o Forró: Sanfona, Zabumba e triangulo, Xote, Forró, Arrasta pé, Baião e Xaxado. Eu considero Falamansa, uma banda que salvou o Forró das mãos das bandas do Nordeste dos 90 como Mastruz com Leite, Magníficos e outras bandas do mesmo estilo que diziam ser Forró, mas não eram.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Cainã Araújo: São duas coisas que nem sempre caminham juntas, profissionalismo e qualidade. Vejo muita gente que tem um, mas não tem o outro. Mas se tratando do meio em que eu trabalho, eu admiro Trio Dona Zefa, que é um dos trios bem conhecidos no novo cenário do Forró, pela seriedade no que fazem e pela qualidade, de conseguir fazer com que apenas três instrumentos se casem perfeitamente, também com vocais maravilhosos.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Cainã Araújo: Foram muitas (risos). Na Bahia eu já toquei em várias cidades e povoados do interior onde realmente não tinham praticamente nenhuma condição técnica para se fazer o show. Existe uma fase na vida do artista que ele acaba se sujeitando na esperança de que aquilo vai trazer algum resultado positivo, mas muitas das vezes causa desânimo, frustração. Lembro-me de um dos últimos shows que fiz no Brasil. Eu já estava com meu show pronto, com músicas autorais e alguns clássicos do Forró. E percebi que o público não tinha nada a ver com a proposta do meu show. E quando comecei a tocar, as pessoas vinham e pediam que eu tocasse músicas de artistas sertanejos, um homem bêbado chegou até a subir no palco e segurar meu braço querendo falar ao microfone. Essa é só uma de várias coisas que já aconteceram.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Cainã Araújo: O que me deixa mais feliz é conseguir tocar para pessoas que entendem o que eu quero passar, pessoas que respeitam e querem ouvir a minha música. E o que me deixa mais triste é justamente o oposto.

24) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Cainã Araújo: Eu sou muito feliz por esse movimento Universitário ter acontecido e ter reacendido o Forró no coração do Brasil nos anos 2000. E, foi mais ou menos a época em que comecei a tocar Acordeon, e me lembro de ouvir as músicas no rádio e tentar aprender as introduções. E me empolgava de ver os jovens querendo novamente ir para festas de Forró.

25) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Cainã Araújo: Sem dúvida a banda Falamansa me chamou muita atenção por ter aparecido bastante como a cara desse novo movimento do Forró. E a banda Forróçacana também veio com uma qualidade muito grande, e já com um apadrinhamento de muita gente boa; não só do Forró, mas também da MPB.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Cainã Araújo: Acredito que não, não por não acreditar na qualidade no meu trabalho, mas por ver a direção em que a música brasileira tem olhado e se tornado. A minha música não se encaixa nesse padrão que tem acontecido hoje.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Cainã Araújo: Faça o pouco de cada dia com amor, não queira abraçar o mundo de vez, não se iluda, mas também não desanime.

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Cainã Araújo: Festivais de Música são sempre vitrines para novos artistas chegarem e mostrarem o seu trabalho. Eu não vejo muitos contras, talvez em festivais de competição, tenha muita opinião pessoal de jurados em julgar um estilo musical ou a depender do seu gosto, e isso pode ser injusto. Mas no quesito festival de amostra de música eu acho maravilhoso. Acredito que o Brasil deveria investir bem mais nesse formato de amostra de música.

29) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Cainã Araújo: Com certeza, hoje eu moro na Alemanha e faço shows na Europa por conta de em 2018 participei como banda no Festival na cidade de Itaúnas – Espírito Santo.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Cainã Araújo: Eu entendo que todos precisamos ganhar dinheiro para sobreviver, mas no momento que a grande mídia deixou a qualidade de lado para dar voz apenas ao que o povo está consumindo. Isso tem alimentado um declínio cultural na sociedade, sinto falta da grande mídia não mostrar artistas com músicas conceituadas, cheias de filosofia e harmonias que nos impressionam, não pela complexidade da música, mas por ser artistas que respeitam a música.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Cainã Araújo: Eu não tenho muito conhecimento sobre esses espaços, pois nunca cheguei a me envolver em algum projeto com eles. Mas tenho alguns amigos que já tiveram seus shows nesses espaços e se sentiram muito abraçados e realizados. Acredito que são parceiros fortes da arte no Brasil.

32) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Cainã Araújo: Eu acho que o nome Forró deveria ficar só com as bandas que utilizam das vertentes de ritmo originais que é o Xote, Baião, Forró, Arrasta pé, Xaxado. E trazendo também os instrumentos como elementos bases que são: Sanfona, zabumba e triângulo, por mais que tenham outros instrumentos, esses três são indispensáveis para um show de Forró de verdade. Essas bandas de Forró das Antigas: Mastruz com Leite, Magníficos, Limão com Mel, entre outras e essas da atualidade chamadas de Forró Estilizado, não deveriam ser classificadas como Forró. Não é questão de ser ruim ou bom, é descaracterizar o que realmente é o Forró.

33) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical na Europa?

Cainã Araújo: O cenário do Forró na Europa tem crescido cada vez mais, as pessoas tem aprendido sobre a cultura, a dançar, alguns o idioma português para que possam entender as letras das músicas. Isso é muito motivador, o público é muito mais aberto a ouvir e respeitar a música por mais que não faça parte da cultura deles e ainda tem muita coisa para melhorar. Muitos produtores de festivais e eventos ainda estão aprendendo como se faz, como se trata um artista, hotel, alimentação, translado, toda essa logística. No Brasil eu já estava acostumado a lidar com pessoas que já sabem como funciona, aqui as vezes eu me surpreendo com alguns detalhes que eles não levaram em conta. Mas eu sou muito feliz de estar aqui, rapidamente conheci vários países, pois são muito perto um do outro. E ter contato com várias culturas ao mesmo tempo é uma experiência que levarei pra a vida toda.

34) RM: Cainã Araújo, Quais os seus projetos futuros?

Cainã Araújo: Pretendo compor muitas músicas e gravar todas. Acho muito importante deixar minhas músicas como um registro da minha obra. Tenho vontade de voltar para o Brasil e ter um espaço cultural em Vitória da Conquista – BA onde eu possa me apresentar para o meu público e que também outros artistas tenham a chance de se apresentarem.

35) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Cainã Araújo: (+49) 17663005106 – Falar com Rudolfo Batista.

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.