Bocato

Bocato

Bocato iniciou seus estudos na banda da Escola Municipal Baeta Neves aos sete anos de idade. Estudou na Fundação das Artes de São Caetano, no Instituto de Música do Planalto e na Faculdade UNESP.

No final dos anos 70 tocou com Arrigo Barnabé e Itamar Assunção. Em 1980, tocou e gravou com Elis Regina. Tocou ainda com Ney Matogrosso, Roberto Carlos, Seu Jorge, Rita Lee, Carlinhos Brown, Itamar Assumpção e Vange Milliet e entre outros.

Em 1982 montou e gravou com a banda “Metalurgia”, uma banda de jazz-rock formada em São Bernardo do Campo – SP. Integrada por  Bocato (Trombone), Lino Simão (Sax tenor e baritono, Flauta e Picollo), Nonô Camargo (Trumpete e Flugelhom), Cláudio Faria (Trumpete e Flugelhom), Jacaré (Sax alto e Flauta), Julio Peluchi (Sax tenor), Marcelo Munari (Guitarra), Edu Fiore (Baixo), Mané Leão (Piano acústico e elétrico) e Claudinho (Bateria) foi influenciada tanto pela vanguarda paulista de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção, como também pela tradicional Orquestra Tabajara de Severino Araújo, resultando dessa mistura um som bastante original. Em 1982 lançamos o LP – “Som da Gente”. Em 1983 se desligou da banda e formou o novo grupo, mantendo a mesma linha musical.

Em 1985, Bocato lançou, pelo selo Baratos Afins o seu primeiro LP – “Lixo atômico”. O trombonista gravou também com Ná Ozzetti, Miguel Wisnik, Gal Costa, Chico César, Maria Rita, Seu Jorge e Nação Zumbi. Desde 1998, Bocato tem se apresentado em diversos Festivais de Jazz pelo mundo todo.

Em 1999, morando na Europa, participou do Festival de Montreaux tocando as músicas de seu CD – “Samba de Zamba”. Em 2000 apresentou seu CD – “Acid Samba” na Suíça e em 2003 participou do Festival de Moscou, com sua banda e acompanhando Leny Andrade e João Donato. Após voltar da Rússia, participou da Banda Domingão do Faustão, na Rede Globo e faz shows pelo Brasil de seu CD – “Antologia da Canção Brasileira – vol.1” e Antologia da Canção Brasileira – vol.2″.

Em 2008, chega com “Hidrogênio, um CD lançado pela Baratos Afins. O décimo sétimo álbum, que consiste em uma mistura moderna e muito interessante de música com componentes eletrônicos. “Hidrogênio” é o resultado de um profundo trabalho de pesquisa musical de Bocato, e se apresenta em forma de suíte. O CD tem a duração de cinquenta minutos, nos quais se desenvolve uma única música. Neste álbum, há uma combinação de música eletrônica, erudita e free jazz.

Em 2012, lançou, pelo Selo Sesc, o CD duplo – “Esculturas de Vento”, que traz composições inéditas, formando uma grande suíte em que são fundidas a linguagem da música instrumental brasileira e a música de concerto, numa abordagem ainda pouco explorada no país.

Em 2012 foi convidado pela atriz e diretora portuguesa Maria de Medeiros para atuar no curta metragem “As aventuras do homem invisível” e também compor a trilha sonora do filme que foi exibido na Mostra Internacional de Cinema.

O ano de 2017 foi marcado na carreira de Bocato pelo lançamento de seu primeiro trabalho totalmente digital, “Bocato Plays Wayne Shorter”, que como o nome já diz, é uma homenagem ao jazzista norte-americano Wayne Shorter que Bocato conheceu em 1980 no Rio de Janeiro enquanto ainda tocava com Elis Regina. O Músico havia vindo ao Brasil para gravar com a cantora gaúcha, mas problemas técnicos impediram a gravação.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Bocato para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 26.08.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Bocato: Nasci no dia 30.11.1960 em São Bernardo do Campo – SP. Registrado como Itacyr Bocato Júnior.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Bocato: Meu primeiro contato com a música foi em casa, pois meu pai Itacyr era Violeiro Caipira. Na minha escola primaria tinha uma bandinha musical, regida pelo meu primeiro mestre, o senhor Irineu Negri Garcia que me ensinou a ler música.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Bocato: Conclui o Ensino Médio. Em 1967 estudei na banda da Escola Municipal Baeta Neves. Em1979 estudei no Instituto de Música do Planalto do mestre francês Michael Filipoot. Estudei também na Fundação das Artes de São Caetano do Sul e estudei composição e regência na Unesp – Universidade Estadual Paulista, mas no segundo ano fui morar no Rio de Janeiro para tocar na banda da Elis Regina e não concluí um curso superior de música.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Bocato: Como nos éramos simples, eu ouvia o que tocava no Rádio e na Televisão dos anos 60. Em meados dos anos 70 já morando em São José do Rio Preto – SP comecei a tocar em uma banda de baile que era comandada pelo saxofonista e arranjador Mário Peres. Não abandonei nada que gosto musicalmente, mas teve uma época que se implantou um ufanismo nacionalista que ressaltava a máxima a letra da música “Brasileirinho” (Waldir Azevedo). Eu considerei culturalmente nefasta. O que diz BRASILEIRINHO ABAFOU, isso me irritava imensamente, pois se o brasileiro não estudar e se aprimorar ficaremos jogados as trevas! Sem estudar não abafaremos ninguém, a questão inclusive não é abafar nada de ninguém!

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Bocato: Comecei na profissão em 1976 no conjunto musical “VOX 6” em São José do Rio Preto – SP. Em 1977 voltei à São Paulo para tocar nas Orquestras de Baile e com alguns cantores, grupos de Jazz. Em 1979 toquei no Festival Universitário da TV Cultura com Arrigo Barnabé, que tinha no contrabaixo o genial Itamar Assumpção. Em 1980 fui para banda de Elis Regina no show e disco “Saudade do Brasil”. Paralelamente tocando com Roberto Carlos, Rita Lee, Ney Matogrosso, meus eternos mestres.

Em 1982 montei e gravei com a banda Metalurgia de jazz-rock formada em São Bernardo do Campo. Integrada por  Bocato (Trombone), Lino Simão (Sax tenor e baritono, Flauta e Picollo), Nonô Camargo (Trumpete e Flugelhom), Cláudio Faria (Trumpete e Flugelhom), Jacaré (Sax alto e Flauta), Julio Peluchi (Sax tenor), Marcelo Munari (Guitarra), Edu Fiore (Baixo), Mané Leão (Piano acústico e elétrico) e Claudinho (Bateria) foi influenciada tanto pela vanguarda paulista de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção, como também pela tradicional Orquestra Tabajara de Severino Araújo, resultando dessa mistura um som bastante original. Em 1982 lançamos o LP – “Som da Gente”. Em 1983 me desliguei da banda.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Bocato: Em 1982 – Banda Metalurgia “Som da Gente”. Em 1985 – “Lixo atômico” – Bocato e Banda Bloco. Em 1987 – “Sonho de um anarquista”. Em 1988 – “Concerto para um trombone quebrado”. Em 1989 – “Abruxa-te”. Em 1989 – “Aqui jazz Brazil”. Em 1990 – “Ladrão de trombone”. Em 1996 – “Bem dito”. Em 1997 – “Tributo a Pixinguinha”. Em 2000 – “Samba de zamba”. Em 2001 – “Acid samba”. Em 2002 – “Bocato e os Reis do Samba Jazz”. Em 2004 – “Cacique Cantareira” – Elo Music/Boitatá. Em 2004 – “Bocato & Léa Freire – Antologia da Canção Brasileira Vol. 1”. Em 2005 – “Bocato & Léa Freire – Antologia da Canção Brasileira Vol. 2”. Em 2008 – “Hidrogênio”. Em 2009 – “Bocato e Carla Camargo”. Em 2012 – “Esculturas de Vento”. Em 2017 – “Bocato Plays Wayne Shorter”. Em 2019 – “Tapes Perdidos 1983-1985”. Em 2020 – “Bocato no Mundo Real”.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Bocato: Eu sou um músico genuinamente brasileiro, não simplesmente por ter facilidade em tocar os ritmos dessa terra, compor e arranjar, mas por ter tido de tocar de tudo para sobreviver: Jazz, FUNK, Rock, Blues até um pouco de Chachachá, Bolero e Rumba. Eu acho que nesse balaio de gato eu me encontro.

08) RM: Como é o seu processo de compor?

Bocato: Não sou inspirado. Tudo na minha música é mais matemática, uma frase rítmica, uma linha de baixo e vou desenvolvendo. Sempre escrevi a mão, mas desde 2009 venho compondo usando o Music Notation software Sibelius que é uma ferramenta para escrever música.

09) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Bocato: Tive poucos parceiros musicais. Um dos mais impressionante foi o contrabaixista Edu Fiori da banda Metalurgia falecido em 1991. Um outro compositor fantástico que compôs várias músicas comigo é o pianista Tiago Costa.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Bocato: Quando escolhemos a música no começo é uma choradeira de pai e mãe aflitos depois com o tempo são: as esposas, ex esposas e filhos que de certa maneira sofrem. Não só pelo dinheiro, pois as esposas melhoram de vida quando separam do músico, mas os filhos que te amam ficam preocupados com nossos altos e baixos da vida financeira e da sobrevivência (risos).

11) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Bocato: Em 1983 aos 23 anos de idade houve uma ruptura; quando fui convidado pelos meus colegas a sair da banda Metalurgia e uma fome desmedida de eu querer ser líder. Deixei de trabalhar com uma gama de artistas da MPB, os melhores e mais bem pagos, para começar do zero no selo Baratos Afins com o Luiz Calanca no EP – “Lixo atômico”, daí para frente foi uns 8 anos fazendo sete discos na Baratos Afins e nem conseguia lançar os discos, mas isso foi até 1990.

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Bocato: Na parte que seria Bocato e o grupo, quero voltar ao passado. As composições básicas já tenho. Quero o grupo no estúdio como nos anos 70. Ensaiar, ver as músicas acontecerem tocando. Depois em um estúdio de nível internacional com sala grande, para gravar bem e depois sair para os shows. Hoje sou um elo de várias gerações. Toquei com os avós, os pais e os filhos. Eu fiquei com os músicos filhos dos netos. Eu tenho a tradição, o cajado. Sou a ponta da lança que depois que eu romper o hímen da velha música brasileira passará do cabo desse arpão! Desculpa eu fiquei assim. Não gostam que eu falo, não gostam nem que eu dê entrevista. Não conheço você (Antonio Carlos Barbosa) pessoalmente, mas me deixou feliz, pois Deus me mandou esse rapaz para eu abrir o meu coração e anunciar ao público que estou chegando renovado.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?

Bocato: No meu caso a internet é indiferente, pois não adianta eu tentar ser o príncipe cibernético. Meu filho Gerson Bocato cuida do meu perfil no Facebook, Instagram. Eu nem acesso, ele vê o que é proveitoso e me passa o que nos interessa, estamos abertos a propostas de trabalho, mas sem viagens intergalácticas!

14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Bocato: Eu gosto de desmitificar, gravei muito em quatro canais e era muito bom, os técnicos de som tinha que mestres em acústica. Não dar para entrar aqui em todo o processo de reduções para caber tudo em oito canais (risos). Se quiser saber leia o livro da história do Disco dos Beatles Sgt. Peppers. Quando eu gravo hoje é igual aqueles tempos, é como guiar um Mustang 69 ou hoje guiar uma BMW 2020. No fundo, no fundo não tem fundo e nada de novo sobre o som. São sete notas musicais e cinco acidentes não inventaram a oitava nota musical! Segue o baile.

15) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Bocato: Nossa isso de se diferenciar era difícil também antigamente e hoje também é, mas as coisas estão evoluindo, parece que não, mas está evoluindo e muito! Eu sei e sinto que Deus tem um departamento especial da música, em que os anjos sobem e descem trazendo as inspirações, o sopro divino na evolução musical, não se engane o mundo está evoluindo.

16) RM: Como você analisa o cenário da música instrumental brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Bocato: Eu disse que tem o movimento new people brasileirinho abafou (risos). Esses ai não contam, pois é só música de circo: vamos ver quem toca mais rápido. Isso não se mantem, pois as músicas são as mesmas harmonias de Pixinguinha do começo do século passado final do século retrasado Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros. Nesses últimos 20 anos nada me motivou. Agora em São Paulo está aparecendo uma rapaziada altamente técnica que tocam um Jazz com sotaque brasileiro muito legal: Vinicius Chagas, Fernando Amaro, Igor Bollos e muitos outros. Ouvirão falar desses nomes…

18) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Bocato: O que me deixa mais feliz na carreira musical, é que no menor palco do mundo, tocar em um  cortejo fúnebre, em um puteiro, na rua passando o chapéu ou em uma banda de baile, no carnaval é tão nobre como tocar em um  Lincoln Center, a música nos troca de lugar nos leva a viagens mil. O que me deixa triste é ver um musico desdenhando de outro músico.

19) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Bocato: Eu não me preocupo com que as minhas músicas toquem no rádio. Vou citar a parábola de Jesus Cristo quando o perguntaram se deviam pagar imposto a Roma. Jesus pegou uma moeda e disse: “Que cara tem nessa moeda e lhe responderam que é a estampa do Imperado de Roma, então deem a Roma o que for de Roma e a Deus o que for de Deus”. Nada contra a música que toca nas rádios, mas música é muito maior que isso! Uma sensação interessante que me ocorre as vezes, já escutei músicas minhas que eu não gostava da mixagem, e quando as escuto no rádio, eu vejo que o meu complexo de vira-lata me foi jogado goela abaixo.

20) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Bocato: A música é uma linda mulher, que quando jovem quer ser amada por quem ela acha o mais bonito, mais gostoso e completo. E ela dá literalmente tudo para esse cara, até  ela ser humilhada por esse cara que se julga a última jujuba vermelha do saquinho. Aí ela olha para o lado e ver um carinha desajeitado que lhe dedica todo o amor. Então ela se rende a ele, o tornando o homem mais feliz da terra. No começo aparecem uns carinhas de jeitos e trejeitos com a música, depois com o passar do tempo não estudam e maltratam a música. E com o passar do tempo a música os abandonam e pega aqueles esquisitinhos que tocavam estranho, mas esses caras estudam tanto que a música os escuta e os dá o reino do céu! Ame a música que ela te amará.

21) RM: Quais os trombonistas que você admira?

Bocato: São tantos que eu vou falar o nome de três jovens que eu amo! Joabe de São Paulo, Rafael Rocha do Rio de Janeiro, Tchesco Carvalho do Ceará.

23) RM: Quais os compositores populares e Eruditos que você admira?

Bocato: Itamar Assumpção, Chico Buarque na música popular e Mozart Camargo Guarnieri na Erudita.

24) RM: Quais os compositores do jazz que você admira?

Bocato: Hoagy Carmichael, compositor de “Georgia on my mind” e “Stardust”.

25) RM: Qual método para o ensino de Trombone você recomenda?

Bocato: O método de trombone do trombonista Tchesco Carvalho da Escola de Música de Sobral – Ceará.

26) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

Bocato: O pior erro da metodologia no ensino da música está situado em toda a educação e inclusive nas instituições falidas que é o conceito de Universidades.

Um exemplo: O ensino hoje em dia é pautado em fazer uma média dos alunos e poder trazer todos juntos. O erro é justamente o conceito que todos são iguais. É medíocre e assassino de talentos. Uma analogia em uma criação de patos são todos lindos patinhos e no meio destes há um patinho muito feio, grande, desengonçado que destoa dos patinhos lindos. Esse patinho não é feio, ele foi posto ali erroneamente. Ele não é um patinho bonitinho, vai crescer é vai encontrar nas lagoas da vida a sua turma que são os majestosos Cisnes!

Eu sou um autodidata, não sei dizer o que faço, pois me dei mal nas escolas. Acho que pensaram que eu era um “patinho feio”, e só comecei a aprender música quando encontrei com a minha turma que são: Hermeto Pascoal, Elis Regina, Itamar Assumpção. Eles são cisnes da música do Brasil.

27) RM: Quais os seus projetos futuros?

Bocato: Eu musiquei do meu próprio modo MEZZO CALABRESA, MEZZO MOZZARELLA, A DIVINA COMEDIA de Dante Alighieri, para Orquestra Sinfônica com um Combo de Jazz mais uma mezzo-soprano, uma soprano, uma contralto, um tenor e um barítono.

28) RM: Bocato, Quais seus contatos? 

Bocato:  Instagram @Bocatojazz | [email protected] | https://web.facebook.com/BocatoOficial 

Canal de Bocato no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCg3hRqbc98ObpEFPmOE95CQ 

Spotify: https://open.spotify.com/artist/6O7oJGoqQ6Odb3Lvy2WKeb?si=pMrmKAvgTGaHo8s-ygVMyw 

Bocato | Programa Instrumental Sesc Brasil: https://www.youtube.com/watch?v=H2QttmI9brw 

Bocato e os Reis do Samba Jazz: https://www.youtube.com/watch?v=PzYgcDIiJ1A 

BOCATO – BEM DITO [FULL ALBUM] – 1996: https://www.youtube.com/watch?v=gC9LE3MzuX8 

Bocato – Era Iluminada – O projeto Era Iluminada foi um tributo à Black music brasileira e reúniu uma seleção brasileira no palco do Teatro do Sesc Pompéia, durante março de 2008. Participam da festa Toni Tornado, Negra Li, Nina Becker e Simoninha, Anelis Assumpção e contou com direção musical de Bocato: https://www.youtube.com/watch?v=PQ8-K_kzIKI 

Álbum da banda Metalurgia:  https://immub.org/album/banda-metalurgia

1 –  Multinacional (Bocato); 2 – Amarelo (Edu Fiori); 3 – Impulso (Lino Simão); 4 – Oi (Mané Leão); 5 – Ap 403 (Nonô Camargo/Bocato/Chiquinho Brandão); 6 – Barra Pesada (Mané Leão); 7 – Lá Em Guayaquil (Bocato); 8 –      

Ermelindo e Casanova (Lino Simão); 9 – A Salsa e o Cheiro Verde (Bocato); 10 – Esperando Edmundo (Lino Simão); 11 – Em Tempo de Baeta (Bocato); 12 – Samba da Volta ao Bernô (Bocato).

https://www.youtube.com/watch?v=i9nLCFm09hE 

Playlist no Spotify: https://open.spotify.com/playlist/3Q2cztlgZCwuPaLhbtYviL?si=mFMET6rxTSmlhvzTYeGNSg  – com 301 músicas e quase um dia de duração – Só com as músicas em que Bocato participou, arranjou ou produziu.


Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.