Bill Ramos

Bill Ramos

O cantor, compositor, violonista paraibano Bill Ramos, reside em São Paulo – SP e trabalha com música desde adolescência até o presente.

Bill Ramos, está sempre apresentando um trabalho musical com boas músicas em um repertório amplo de bom nível cultural que propaga em apresentações ao vivo e pela de redes sociais, uma ferramenta que ajuda seu trabalho seguir em frente atravessando fronteiras. A sua música “Porta”, é o título do seu recente álbum de Forró Pé de Serra. A canção tem uma ótima aceitação e é bem executada em rádios nas comunidades de brasileiros em alguns países da Europa como França, Inglaterra, Suíça e também Estados Unidos e Canadá. Show “O melhor e autêntico Forró” tem o propósito de mostrar o Forró Pé de Serra, em um repertório com músicas autorais e clássicos de outros forrozeiros.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Bill Ramos para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 21.05.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Bill Ramos: Eu nasci no dia 02.10.1965 em Patos – PB. Registrado como Severino dos Ramos Aires em São José dos Cordeiros – PB.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Bill Ramos: Meu primeiro contato com a música foi através do rádio, quando criança morava na zona rural em Livramento – PB e estudava na cidade, no caminho em cada casa que eu passava tinha sempre um rádio em alto volume sintonizado na Rádio Cariri de Campina Grande – PB, no programa de maior audiência da época, Forró do seu Vavá, apresentado pelo Genival Lacerda, daí surgiu o gosto pela música no geral, Forró, Brega, Carimbó, Samba, MPB, etc.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Bill Ramos: Em meus primeiros acordes no violão, tive uma pequena explicação de um amigo de infância, Zé Ricardo, também foi ouvindo Roberto Carlos, Alceu Valença, Zé Ramalho, Zé Geraldo, João Gonçalves, Os 3 do Nordeste, Trio Nordestino. Enfim, eu sou um autodidata, estou aprendendo até hoje. E concluí o Ensino Fundamental.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Bill Ramos: Música romântica eu sempre gostei e com a continuidade das audições pelo rádio fui achando interessante, trabalhos de artistas como: Abdias de Taperoá, Vital Farias, Geraldo Azevedo, Nando Cordel, Dominguinhos, Luiz Gonzaga e tantos outros que surgiam com boas músicas. São minhas influências e esse gosto não mudou, porque se eu faço alguma composição a base vem através do que escutei em tempos idos.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Bill Ramos: Desde 1985 estou envolvido com a música e em 2000, gravei o meu primeiro álbum – “Conclusão”, aqui em São Paulo – SP.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Bill Ramos: São dois autorais, dois com o repertório de clássicos da MPB no formato Voz e Violão. Em 2000 lancei: “Conclusão”, foi gravado no Studio Versátil, no ano 2000, com a produção de Cesar Rodrigues e arranjos do maestro D’carlo. O segundo em 2009: “Porta”, foi gravado no Studio Filé Music, com produção e arranjos do Luiz Claudio. No álbum – “Conclusão”, os músicos que participaram foram: D’carlo nos teclados e backing vocal, Paulinho Estrela no baixo e guitarras, Chaguinha no acordeon e o Choquito na bateria. No álbum “Porta”, os músicos que participaram foram: Luiz Claudio no triângulo, baixo, violão e viola, o Tico na zabumba, Chaguinha no acordeon.

O perfil musical do álbum “Conclusão” é de banda de Forró moderno

na época, exemplo Banda Magníficos, Mastruz com Leite, etc. No álbum “Porta” é uma proposta no gênero Forró Pé de Serra e levo avante essa tradição.

No álbum “Conclusão”, as músicas de destaques foram: “Conclusão” (Bill Ramos / D’carlo), “Zil, Zil” (Bill Ramos). No álbum “Porta”, as músicas de destaques foram: “Porta” (Bill Ramos), foi bem aceita pelos brasileiros que moram na Europa, Estados Unidos e Canadá.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Bill Ramos: Eu busco um trabalho cultural com mensagens de motivação para que as pessoas escutem e tenham força para superar os obstáculos e adversidades da vida.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Bill Ramos: Não.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Bill Ramos: Nunca tive orientações no estudo de técnica vocal, mas hoje acho importante. Os cuidados que tenho é não forçar a voz, beber bastante água, fazer gargarejo com água morna e limão, comer sempre maçã, etc.

10)RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Bill Ramos: São muitos. Cito alguns: Zé Geraldo, Zé Ramalho, Belchior, Fagner, Djavan, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Marinês, Núbia Lafaiete, Nelson Gonçalves, Martinho da Vila, Roberto Ribeiro, Ney Matogrosso, Oswaldo Montenegro, e assim por diante.

10) RM: Como é o seu processo de compor?

Bill Ramos: Sempre que estou tranquilo e vejo algo que possa me trazer alguma inspiração sobre algum tema que eu possa falar com conhecimento de causa ou até mesmo criar uma ficção.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Bill Ramos: Eu não tenho muitos parceiros musicais, sou mais um defensor do que eu penso.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Bill Ramos: Jardel Lima, Jairzão dos Teclados, mas eu sempre faço música para eu cantar, nunca fiquei enviando letras para outros intérpretes, talvez seja por isso que não tenho mais músicas gravadas por outros artistas.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Bill Ramos: Ser independente não é fácil, tem que ter orientações de quem conhece o caminho mais curto e produtivo. Os contras são: a falta de conhecer como fazer o certo para obter mais resultados positivos.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Bill Ramos: Os músicos independentes, geralmente fazem tudo por conta própria e pondo a mão na massa. Eu faço o que a maioria faz, vou me inventando dentro do que tenho condições e conhecimento.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Bill Ramos: No momento como está tudo parado por conta da pandemia do Covid-19. Estou participando de um projeto pelo movimento SP Forró, que é a gravação de um DVD e CD, com uma música de minha autoria. E futuramente vamos ver o que pode surgir para somar. Eu, também faço o formato Voz e Violão em um projeto com clássicos da MPB, para buscar a sobrevivência minha e da minha família. Viver e ter a música como fonte de renda é uma tarefa que requer determinação e coragem.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Bill Ramos: Não tenho o que reclamar da internet, só me ajuda a chegar mais longe para que o meu trabalho seja visto em qualquer lugar, onde haja um sinal de acesso para a conectividade.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Bill Ramos: No meu caso só ajudou, tudo que fiz a mais foi com a ajuda da tecnologia de home estúdio operado por bons profissionais.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Bill Ramos: Busco fazer um bom trabalho para ter as portas abertas: ter responsabilidade com os compromissos, ter um repertório amplo com atualizações de no mínimo: os últimos 50 anos, atender cada pedido do público, etc.

20) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Bill Ramos: O Forró teve vertentes bem criativas nos últimos 40 anos, quando surgiu às bandas de Forró nos anos 90, foi uma criatividade que trouxe benefícios em abrir espaços nas grandes mídias para o ritmo, destaques para Mastruz com Leite, Calcinha Preta, Limão com Mel, Banda Magníficos, mas também surgiram logo depois estrelas como: Santanna – O Cantador, Flávio Leandro, Falamansa, Rastapé. No cenário artístico sempre surge um artista fazendo sucesso automaticamente um dos que estavam no topo, só se mantém se fizer mais investimento financeiro, essa é a visão que tenho do mercado.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Bill Ramos: Santanna – O Cantador, Rastapé, Flávio Leandro, Flávio José, Zé Ramalho, etc.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Bill Ramos: Briga aconteceu em um show em São Paulo, após surgir um desentendimento de um cara no espaço e ele fez um disparo com uma arma de fogo, o salão lotado, em menos de três minutos ficou vazio. Cantar e não receber era comum acontecer no início dos anos 2000, mas a gente vai aprendendo na marra a desviar dos maus pagadores. Quanto a ser cantado por fãs, nunca tive problemas desse tipo, sempre me coloquei no meu lugar com respeito e foco só no meu trabalho que levo muito a sério.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Bill Ramos: Digamos que fico feliz quando consigo concluir um show e sinto que foi um trabalho que conquistou o público presente, isso é bem satisfatório, o que é triste ou que não agrada eu sempre busco transformar em aprendizado para superar todos os pontos negativos.

24) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Bill Ramos: Foi bom o movimento do “Forró Universitário”, tive muitas oportunidades de trabalho através dos lançamentos dessa época.

25) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Bill Ramos: Rastapé, Falamansa, Trio Forrozão, são os que o público sempre pede.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Bill Ramos: Em outro país seria bem mais fácil ter minhas músicas tocando nas rádios, mas aqui no Brasil é muito difícil.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Bill Ramos: Eu diria que tem que amar o que faz, se planejar, montar uma estratégia e trabalhar, trabalhar e trabalhar…

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Bill Ramos: Eu nunca participei de nenhum festival de música.

29) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Bill Ramos: Não sei como funciona, mas pelo que já vi, nos últimos 20 anos, se tiver cinco artistas que foram destaque nos poucos festivais de música que aconteceram é muito. Hoje só tem a visibilidade de Lucy Alves; além de ser uma ótima musicista, ela teve a oportunidade de atuar.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Bill Ramos: Tendo um planejamento, uma boa parceria e a condição de caminhar com os próprios pés, a grande mídia pode até enxergar o artista, basta ele ser visível por outros meios de comunicação. Hoje uma forma de chegar à grande mídia com uma boa cobertura é tendo uma alta visibilidade na internet.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Bill Ramos: Pode ser legal se os pequenos tiverem oportunidades de pelo menos mostrar seus trabalhos; são espaços que existem para poucos artistas. Percebo que tem que ter parcerias com produtores que já conhecem o sistema desses espaços e tem estrutura e conhecimento de como fazer o artista entrar na agenda desses espaços, é o que eu acho, mas posso estar enganado.

32) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Bill Ramos: Não acho que mudou, a diferença é que as bandas antigas tinham mais letras com poesia. A Rita de Cássia foi uma autora que se destacou com boas letras. Hoje é uma mistura de Forró, Sertanejo moderno e FUNK, os temas não mudam e quem compõe uma boa música acaba tendo o mínimo de espaço para se apresentar.

33) RM: Bill Ramos, Quais os seus projetos futuros?

Bill Ramos: Pretendo fazer um novo trabalho em breve, já tenho algumas composições prontas, estou participando do DVD e CD do movimento SP forró, com uma música de minha autoria, o título é: VEM COMIGO, é uma toada romântica.

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Bill Ramos: (11) 99876 – 3944 | [email protected]

| https://web.facebook.com/billramosForroPedeSerra

| https://web.facebook.com/BillRamoseBanda

| https://www.instagram.com/billramosoficial

Canal: https://www.youtube.com/user/RaminhoBill

Playlist do álbum Porta: https://www.youtube.com/watch?v=z2Ub8HoWyME&list=OLAK5uy_kpKwu2Zs-TWhjFWQlRBt-KEiaafZnpFjA

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=7drZpYGT0QE&list=FL6xRDZ8Vrx_0gVMq9jYqnhA

Bill Ramos e Zezito Pereira ao vivo no CTN em SP: https://www.youtube.com/watch?v=ld8I9Ot6WdU

Bill Ramos e Banda / Show ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=p4YFm05H7tw


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.