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Benilton Reggae

Benilton Reggae


Tempo de Leitura: 6 minutos

O cantor, compositor e percussionista baiano Benilton Reggae com mais de 20 anos de experiência musical. Como percussionista trabalhou em várias bandas se apresentando em Trio Elétrico (Tapajós, Iluminar, Leão, Coronel do Café, Coquipias) na Bahia e como artistas como Henri Salvador, Kaoma, entre outros.

Em 2001 já morando na Europa iniciou seu trabalho autoral com o ritmo reggae roots e no show apresenta um repertório original que proporciona uma experiência musical única e memorável.

Benilton Reggae passar uma mensagem humanista e social com valor que traz a peculiaridade do seu universo musical. O Tarzan da Bahia que atuava como percussionista, formou o projeto Benilton Reggae na França suas letras inspiradas e incisivas mostra a sua personalidade de líder e pessoa carismática.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Benilton Reggae para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 02.09.2019:

Índice

01) RitmoMelodia: Qual sua data de nascimento e sua cidade natal?

Benilton Reggae: Nasci no dia 04 de janeiro de 1965 em Salvador – Bahia, registrado como Benilton Dejesus Vitorio e já usei como nome artístico Zantar Reggae, pois quando era percussionista me chamavam de Tarzan, quando comecei em 2001 meu trabalho autoral usei o nome Zantar que é Tarzan ao contrário, mas resolvi depois usar meu próprio nome de batismo como nome artístico.

02) RM: Conte como foi o seu primeiro contato com a música.

Benilton Reggae: Meu primeiro contato com a musica foi em 1989 no bairro Nova Brasília – estrada velha do aeroporto em Salvador – BA, com dois amigos Geraldo e Joel participei do projeto musical dele e usávamos os instrumentos musicais de uma outra banda e comecei a me interessar por instrumentos de percussão.

03) RM: Qual sua formação musical e acadêmica fora música?

Benilton Reggae: Minha formação musical foi na escola da Vida, também com um grupo Afro onde fiz uma formação com Neguinho do Samba na Escola da Dida, também escutava outros grupos Afros, como Olodum, Ile Aiyé, Araketu, Baragada, Timbalada, Filhos de Gandhi, Comanxé. Comecei à tocar com Grupos de Samba Ouro e Samba de Roda.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Benilton Reggae: Minhas influências no passado: Zé Ramalho, Elba Ramalho, Tim Maia , Benito Di Paula, Alceu Valença , Fagner, Roberto Carlos, Margareth Menezes, Daniela Mercury, Netinho, Banda Eva, Gilberto Gil, Originais do Samba, Jorge Ben Jor, Emilio Santiago, João Bosco, Djavan, Engenheiros do Hawai, Paralamas do Sucesso. Hoje são: Bob Marley, The Congos, Peter Tosh, Absinais, U-Roy, Max Romeu, Burning Spear, Salomão do Reggae, Stephen Marley, Rasperrow, O Rappa, Edson Gomes, Amy Winehouse, Guilherme Camargo. Nenhum deixou de ter importância, pois cada música, cada influência, tem importância na minha vida carreira musical nos dias de hoje.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Benilton Reggae:Trabalhei anos como percussionista para algumas banda e artistas. E a minha carreira como Zantar Reggae comecei na França em 2001, com minhas composições com temáticas sociais, acompanhado por dois músicos franceses: Yael Kamoun e Stephane Goudman, e que deram Vida para a continuidade do Projeto.

06) RM: Quantos discos lançados?

Benilton Reggae: Ainda não lancei um álbum. Lancei os singles: “Musica Negra” em 2013; “Índia” em 2014; “Segredos” em 2019. O primeiro Álbum será lançado em 2020. O perfil musical será sempre o Reggae Roots.

07) RM: Como você define seu estilo musical dentro da cena reggae?

Benilton Reggae: Eu defino meu estilo musical na cena reggae como Roots.

08) RM: Como você se define como cantor/intérprete?

Benilton Reggae: Defino-me como um cantor e intérprete.

09) RM: Quais os cantores e cantoras que você admira?

Benilton Reggae: Os cantores que admiro são: Edson Gomes, The Congos, Abyssinians, James Brown, Alcione, Imany, Amy Winehouse, e muitos outros…

10) RM: Quem são seus parceiros musicais?

Benilton Reggae: Eu componho sozinho, não tenho parceiros musicais, mas no futuro pode acontecer uma parceria musical na criação…

11) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Benilton Reggae: Os prós, é eu que defendo meu próprio projeto, não tem os contras, pois eu mesmo que defendo o meu projeto.

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você prática para desenvolver sua carreira?

Benilton Reggae: As ações empreendedoras que utilizo como ferramenta é contato com Rádio e divulgação das minhas músicas pelo Youtube, Facebook, Linked, Instagram…

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira?

Benilton Reggae: A Internet ajuda em dar visibilidade, não me prejudica no desenvolvimento musical e sim me ajuda a desenvolver meu projeto musical.

14) RM: Como você analisa o cenário reggae brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Benilton Reggae: O cenário do Reggae no Brasil falta humildade e união, pois o Reggae eu aprendi que a união, a humildade, o Amor fazem a força. Nas duas últimas décadas foram muitas revelações, mas posso citar: Edson Gomes e Tribo de Jah e permaneceram com as obras consistentes, mas deixei de escutá-los, pois encontrei novos artistas do Reggae.

15) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia de gravação (Home Studio)?

Benilton Reggae: As vantagens de tecnologia é que o Home Studio é mais moderno, tem mais qualidade, fácil acesso e mais profissionalismo. As desvantagens são pessoas sem compromisso profissional e não termina o que começou no processo de gravação.

16) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Benilton Reggae: Como exemplo e profissionalismo tenho como Edson Gomes, The Congos, Boby Marley, Abyssinians, Peter Tosh, Amny House, Tiken Jah, Morgan Heritage, Salomão do Reggae, Guilherme Camargo.

17) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Benilton Reggae: As situações inusitadas é ir tocar e o equipamento de som é ruim e não se escuta nada, ou chegar ao lugar para tocar e o evento ser cancelado sem nenhum aviso antecipado.

18) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Benilton Reggae: O que me deixa Feliz é quando estou no palco e triste é quando eu sinto que não fiz uma boa apresentação.

19) RM: Quais os cantores e cantoras que gravaram as suas canções?

Benilton Reggae: Luma Lourenço, uma paulistana que mora na Europa e cabo-verdiana de Guiné-Bissau  Monica Pereira.

20) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá suas músicas tocarão nas rádios?

Benilton Reggae: Acredito e elas já tocam em rádio web…

21) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Benilton Reggae: Digo para acreditar e ter fé…

22) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com o uso da maconha?

Benilton Reggae: Não temos o direito de julgar ninguém, todos tem seu livre arbítrio.

23) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com a religião Rastafari?

Benilton Reggae: É uma cultura Regueira que respeito, onde se tem à influência da religião Rastafári…

24) RM: Você usa os cabelos dreadlock. Você é adepto a religião Rastafari?

Benilton Reggae: Já usei cabelo com dreadlock, hoje não uso mais, mas me sinto mais regueiro de quando eu usava dreadlock.

25) RM: Os adeptos a religião Rastafári afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como você analisa essa afirmação?

Benilton Reggae: O Berço do Reggae começou com os adeptos ao rastafári, mas no mundo atual, se eles deixarem a música reggae, o reggae não irá parar, pois o reggae já é eterno no mundo.

26) RM: Na sua opinião porque o reggae no Brasil não tem o mesmo prestigio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Benilton Reggae: Por que o sistema não aceita a cultura do reggae, somos julgados e subjugados, pois a principal mensagem que o reggae passa é em prol do social, é engajada, é humanitária e também fala de amor, paz e união. O sistema não quer um povo consciente.

27) RM: Quais os prós e contras de fazer show usando o formato Sound System (base instrumental sem voz)?

Benilton Reggae: O Sound System, eu não sou contra, mas não me favorece, pois me apresento com banda (músicos contratados para me acompanhar) ou no formato Voz, Violão e Percussão.

28) RM: Quando, como e quais os motivos levaram você escolher morar e trabalhar na Europa?

Benilton Reggae: Foi em 1998, fui convidado pelo meu irmão Benivaldo, que morava na Europa, trabalhava como dançarino e professor de capoeira, em que fui convidado para participar do Grupo de Percussão Gandaia na França. Tive a oportunidade de poder vir, me integrar, mas confesso que foi uma mudança radical, mas no Brasil, o sistema não valoriza quem faz arte, música, capoeira, cursos de artes. Não se importa com o povo trabalhador. Hoje me sinto realizado e respeitado como pessoa.

29) RM: Quais os prós e contras de trabalhar como músico na Europa? Qual a cidade que você mora?

Benilton Reggae: Os prós é trabalhar com que gosto e tenho a oportunidade de escutar e de me fazer escutar. Os contras é que às vezes o feeling musical não passa. Atualmente moro no sul da Paris – França.

30) RM: Quais os seus projetos futuros?

Benilton Reggae: Meus projetos futuros é a realização do meu primeiro álbum: Benilton Reggae.

31) RM: Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Benilton Reggae: Contatos para Show: 33+670145687Rute Izidoro (Comunicação, Organização) | zantarprod@gmail.com | “Índia” – Zantar Reggaehttps://www.youtube.com/watch?v=-rJcClFa1ak


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa: Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.
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