Banda Via-jah

Banda Via-jah

Via-jah é uma banda de reggae que foi fundada no bairro de Pendotiba, Niterói – Rio de Janeiro em meados de 2001.

A banda Via-jah é conhecida em todo o Brasil, tem como característica músicas bem humoradas, inspiradas no cotidiano vivido pela banda, reggae dançante, misturando ritmos, conquistando fãs por onde passam. Com várias músicas já conhecidas pelo grande público, como “GENTILEZA”, com 882 mil visualizações no Youtube. Em 2020 banda lançou o EP – “Todo dia tem que ser bom” e lançando vários singles de sucesso como: “Volto Amanhã”, “Segue o Baile”, “Clareou” com Serginho Meriti além dos singles “Vida leva”, “Bom negócio”, “Um montão”, “Anti Crack”, “Mocinha”, “Mil beijos”, “Devagarinho”, “Garçom”.

Via-jah durante esses anos de estrada, levantaram a bandeira reggae, tocaram nas maiores casas de shows pelo país como Fundição Progresso, Circo Voador, Campeonato Mundial de Surf 2017/2018 na Casa da Praia em Saquarema, Lonas Culturais, Sesc Teresópolis, Sesc São João de Meriti, Projeto Intervenções Urbanas pelo Sesc Niterói na Praça da Cantareira, tendo número recorde de público, entre outros. Apadrinhou várias bandas de reggae do circuito, trabalharam com diversas marcas. Em sua trajetória, fez parceria com diversos músicos e bandas como: Mc Cidinho, Fabio Beleza, Tati Veras (Raiz do Sana), Jr China (Bob Marley Cover) entre outros. Abriu os shows: Alpha Blondy,SOJA,Planta & Raiz, Mr. Catra, Mv Bill, Ponto de Equilíbrio, Maneva, Cone Crew, O RAPPA, Racionais MC’s entre outras.

Via-jah tem como fundador, o vocalista, compositor, guitarrista Thiago Moura; no baixo Raphael Buzunga; na guitarra Leonardo Eyer; na bateria Márcio Menezes e no teclado Caio Peixoto, Marcio Galdino, Beto Rasta.

Thiago Moura tocou como guitarrista em algumas bandas de reggae no início de sua carreira. Raphael Buzunga músico por formação e educador infantil por musicalização. Já tocou com diversos artistas da região. É músico da banda Giras Gerais e o baixista da Via-jah. Marcio Galdino, baterista e já tocou com várias bandas do Rio de Janeiro. Caio Peixoto, tecladista experiente, toca com diversas bandas de reggae, mais novo integrante da banda é Leonardo Eyer, iniciou na música por influência de um tio. Ele ajudava em palco a banda

Via-jah, estudou, batalhou e hoje é o guitarrista oficial da banda.

Segue abaixo entrevista exclusiva com a banda Via-jah para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 04.12.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a data de nascimento e cidade natal do líder da banda?

Banda Via-jah:Thiago Moura (vocalista, compositor) nascido no dia 01.08.1982 em Nova Iguaçu – RJ e criado em Niterói. Registrado como Thiago Alves Moura.

02) RM: Como foi o primeiro contato do líder da banda com a música.

Banda Via-jah: A música entrou na minha vida (Thiago Moura) através de rodas de Violão com amigos da Faculdade e através do grafite. Eu era grafiteiro antes de ser cantor e fazia esses desenhos em Bares que rolavam shows de reggae.

Foi muito espontânea essa transição do grafite para os palcos cantando e escrevendo minhas letras. Nas primeiras rodas de Violão na Faculdade já surgiu a vontade de criar a banda e logo no primeiro trimestre de 2001 iniciamos a primeira formação!

03) RM: Qual a formação musical e acadêmica fora música do líder da banda?

Banda Via-jah: Eu não tenho nenhuma formação musical, cheguei até a frequentar a Escola Villa Lobos, mas não levei adiante, aprendi o que sei me dedicando a pratica no dia a dia! Fora da música cursei Direito e Publicidade, mas não concluir.

04) RM: Quais as influências musicais no passado e no presente dos membros da banda? Quais deixaram de ter importância?

Banda Via-jah: Temos muitas referências em vários estilos musicais. No Reggae: Bob Marley, Israel Vibration, Steel Pulse, Lee Perry. Gosto muito de Sublime, RAP nacional, FUNK antigo e Samba! Hoje fazemos parcerias com pessoas que sou fã a muito tempo como MC Cidinho do FUNK, MV Bill do RAP e Serginho Meriti do Samba! Uma honra poder trabalhar com essas pessoas que sempre admirei o trabalho!

05) RM: Quando, como e onde começou a banda? E qual o significado do nome da banda?

Banda Via-jah: Da forma mais inusitada do mundo! (risos). No carnaval de 2001 na Praia do Sono em Paraty– RJ, eu ainda era grafiteiro e lá me apresentei ao dono do Bar como se fosse cantor e pedi para cantar no intervalo da banda. Quando acabei de cantar, o chefe elogiou minha voz e perguntou qual era o nome da minha banda (que não existia) e eu pensei rápido e veio o nome Via-Jah na minha cabeça. Voltei para Niterói – RJ juntei amigos e na semana Santa já voltei na praia com a banda e 19 anos se passaram e estou na luta desse sonho!

06) RM: Quantos discos lançados?

Banda Via-jah: Em 2010 lancei o CD – “Gentileza”. Em 2013 o CD – “Somos nós”. Em 2020 o EP – “Todo dia tem que ser bom”. Os singles: “Vida leva”, “Bom negócio”, “Um montão”, “Anti Crack”, “Segue o baile”, “Volto amanhã”, “Mocinha”, “Clareou”, “Mil beijos”, “Devagarinho”, “Garçom”.

07) RM: Como define o estilo musical da banda dentro da cena reggae?

Banda Via-jah: A Via-jah é uma banda independente com composições próprias que são tocadas por bandas de todo Brasil. E gosto de misturar o Reggae com FUNK, RAP, Forró e Samba. Temos um público fiel e muito carinhoso com a banda que segue nossos shows por onde vamos!

08) RM: Como você se define como cantor/intérprete dentro da cena reggae?

Banda Via-jah: Eu (Thiago Moura) tenho uma forma de interação com o público nos shows e nas redes sociais bem diferenciado. E sou conhecido por isso! Consigo fazer o povo dar bastantes risadas durante o show! A alegria é o carro chefe!

09) RM: Quais os cantores e cantoras que vocês admiram?

Banda Via-jah: Admiro muito esses amigos que a música que trouxe e hoje em dia canto com pessoas que sou fã a muito tempo como MC Cidinho, MV Bill, Serginho Meriti, Maomé e Tati Veras!

10) RM: Como é o processo de composição musical?

Banda Via-jah: Eu (Thiago Moura) faço as letras e melodias de forma bem natural. Não saberia nem explicar esse processo de criação e acredito até ser um presente divino!

11) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Banda Via-jah: A luta é muito dura e por vez muito triste também, mas a vontade de estar nos palcos vencem todos obstáculos. E gosto muito dessa maneira independente e orgânica de trabalhar com música!

12) RM: Quais as ações empreendedoras que do líder da banda pratica para desenvolverem a carreira musical?

Banda Via-jah: A minha casa (Thiago Moura) é a base da banda, aqui temos estúdio de criação e gravação. Trabalhamos nossas mídias digitais e organizamos produções de eventos para cobrir nossa agenda de shows além dos shows de contrato. O trabalho por aqui não para!

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da carreira musical?

Banda Via-jah: Como a banda surgiu antes das mídias digitais a gente viu grandes mudanças com o avanço da internet, como exemplo, com surgimento do orkut paramos de imprimir flyers para shows. E com a chegada do Youtube e outras mídias sociais paramos de produzir CD físico. Além de toda força da internet em poder de divulgar nosso trabalho em lugares distantes! Faz toda diferença para nós!

14) RM: Como vocês analisam o cenário reggae brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Banda Via-jah: Temos inúmeros mestres que se mantém fortes durante todo tempo: Natiruts, Cidade Negra, Maneva, Planta & Raiz, Ponto de Equilíbrio, Mato Seco, Tribo de Jah!

15) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (Home Studio)?

Banda Via-jah: Nessa pandemia do Covid -19 consegui (Thiago Moura) montar meu home estúdio e só tive avanços no processo de criação. Hoje em dia temos tecnologia barata para produzir músicas numa qualidade boa! Ter esse tempo de produção em casa sem pressa é bem melhor do que horário restrito em estúdios!

16) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Banda Via-jah: Nesses 19 anos de banda já aconteceu de tudo que foi citado na pergunta. Muitas coisas inacreditáveis. Exemplo o dia que toquei no Zoológico e no decorrer do show o volume foi abaixado drasticamente porque o Elefante estava incomodado! Eu costumo contar essa história e poucas pessoas acreditam, mas realmente aconteceu! Uma fã uma vez tirou a calça no show e tacou em mim no palco. Temos histórias engraçadas para um livro ou um filme!

17) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Banda Via-jah: Dou valor aos momentos bons e os ruins. Acredito até que nos momentos difíceis são os que mais faz a gente crescer! Alegra-me muito ver o público cantando minhas canções no show. E dou muito valor a todas amizades que conquistei na música! Fico triste pela desvalorização da música mesmo achando a arte super importante para o ser humano, mas enfrento essas barreiras da melhor forma!

18) RM: Vocês acreditam que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Banda Via-jah: Muito complicada essa questão do jabá. É notório esse pagamento para se ter uma música tocando na rádio de grande audiência e com certeza faz a diferença para a música chegar ao público! Até mesmo as postagens em redes sociais que só são visualizadas perante pagamento de publicidade. Acaba se tornando muito mais caro essa divulgação do que o valor de gravar a própria música!

19) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Banda Via-jah: Digo sempre para quem está começando que siga o caminho firme, mas já alerto logo que não é fácil viver de música. E principalmente viver de reggae no brasil. Hoje sou padrinho de muitas bandas de reggae e sempre ajudo no que posso, justamente por não ter tido essa ajuda quando eu comecei!

20) RM: Como vocês analisam a relação que se faz da música reggae com o uso da maconha?

Banda Via-jah: Quando eu (Thiago Moura) comecei com banda em 2001, sentia muito esse preconceito. Hoje em dia não vejo nenhum tipo de problema quanto a isso! Tocamos em muitos lugares refinados com público bem familiar e acho que essa barreira já foi rompida!

21) RM: Como vocês analisam a relação que se faz da música reggae com a religião Rastafari?

Banda Via-jah: Não sigo a filosofia rastafári até porque não é uma cultura da nossa raiz. Tenho vários amigos que seguem essa filosofia, mas trato a questão espiritual nas letras de uma forma diferente!

22) RM: Alguns adeptos da religião Rastafari afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como vocês analisam tal afirmação?

Banda Via – Jah: Acredito que Rastafári seja uma filosofia de vida e o reggae um estilo musical. Pessoas que criticam alguma relação sobre isso agem com preconceito pelo o que eu conheço da história!

23) RM: Na sua opinião quais os motivos da cena reggae no Brasil não ter o mesmo prestígio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Banda Via-jah: Na verdade no Brasil a música em geral é desvalorizada, mas acredito que o movimento Reggae teria grandes avanços se fosse mais unido!

Hoje em dia tivemos avanços nessa união. E já estamos articulando isso através do Grupo Reggae Brazuca, no qual estão a maioria das bandas grandes. A União Reggae Gaúcho também faz um trabalho lindo para unir a galera. Posso destacar também o Circuito Reggae que voltou à ativa recentemente ajudando muitas bandas e a Rádio Planeta Reggae!

24) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Banda Via-jah: Acredito muito no dom musical. Não tenho formação musical e consigo fazer músicas. É um dom divino que devemos agradecer muito. A música me parece uma coisa de destino ou de chamado. Não tem explicação essa maneira inusitada como o Via-jah aconteceu!

25) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Banda Via-jah: Somos pouco vistos pela grande mídia e ao mesmo tempo, temos muita ajuda de pessoas batalhadoras como a Ritmo Melodia! Essa movimentação nos ajuda muito a crescer! Hoje em dia a grande mídia trabalha com músicas comerciais e não tem muito a se fazer quanto a isso. A não ser essa movimentação nossa!

26) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Banda Via-jah: Já tocamos no Sesc algumas vezes e fomos super bem recebidos pela equipe e pelo público. Sentimos um pouco de dificuldade para conseguir entrar com os projetos, mas quando acontece somos tratados com muito carinho! Sesi e Itaú Cultural ainda não conseguimos entrar!

27) RM: Quais os seus projetos futuros?

Banda Via-jah: Estamos gravando bastante durante a quarentena por conta do Covid-19. Lançamos um Ep com seis músicas e estamos trabalhando na divulgação dele. Estamos com um single para lançar em 2021 com MV Bill, uma música de protesto. E, seguimos gravando o segundo EP que será acústico. E estamos aguardando o fim da pandemia para poder voltar com os shows cheios de novidades no repertório!

28) RM: Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Banda Via-jah: (21) 98171 – 5424 | [email protected]

| www.facebook.com/viajahoficial | www.intagram.com/viajahoficial| www.youtube.com/viajah

| Playlist:https://www.youtube.com/watch?v=zJe3ZPsEheY&list=PLULhaDTly0FGLNv0n7pmCZ5TgqjKFtw_j

| Spotify:https://open.spotify.com/artist/4ScIoYIzNrLyNNRm8NkM81?si=gliWURmNRZOWxbE-JqwsDA


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.