Banda Tempo Rei

Banda Tempo Rei

Banda Tempo Rei é uma banda de possibilidades. Vários gêneros musicais são inseridos na visão do grupo. Formada por Aprigio Bertholdo (Voz), Mauricio Figueiredo (Contrabaixo), Renato Catharino (Teclado e Piano), Reinaldo Pestana (Compositor, Bateria e Percussão), André Barros (Guitarra e Violão).

No repertório, estão incluídos vários estilos musicais brasileiros como o Maracatu, Frevo, Ijexá, Bossa Nova. Além do Jazz e Rock que estão sempre caminhando juntos nas interpretações de cada músico. Além de voz, guitarra, baixo, teclado e bateria, a banda também utiliza a percussão em algumas gravações. É uma forma de afirmar porque o Brasil chama tanta atenção no exterior. As improvisações fazem parte do processo musical da banda. É uma sonoridade aberta que expressa a forma de cada músico interagir com seu instrumento.

A proposta é integrar a realidade do mundo atual com as artes plásticas, a fotografia, vídeo, além da música. Forte influência na sonoridade da banda, Gilberto Gil deu nome ao grupo, originário de uma de suas composições.

Segue abaixo entrevista exclusiva com a banda Tempo Rei para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 19.10.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a data de nascimento e cidade natal dos membros da banda?

Banda Tempo Rei: Aprigio Bertholdo (Voz) nasceu no 11.09.1979 no Rio de Janeiro – RJ. Mauricio Figueiredo (Contrabaixo) nasceu no dia 22.01.1975 no

Rio de Janeiro – RJ. Renato Catharino (Teclado e Piano) nasceu no dia 23.01.1981 no Rio de Janeiro – RJ. Reinaldo Pestana (Compositor, Bateria e Percussão) nasceu no dia 07.02.1974 no Rio de Janeiro – RJ. André Barros (Guitarra e Violão) nasceu no dia 14.01.1984 em Niterói – RJ.

02) RM: Como foi o primeiro contato entre os membros da banda e conta com a música.

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana (Bateria e percussão e composição): então, o primeiro que conheci foi o Maurício Figueiredo (Baixo) há 23 anos atrás na Escola de Música Villa- Lobos, depois veio o Aprígio Berth (Voz) tocando na noite há 15 anos atrás, em seguida o André (guitarra e violão) em uma GIG (trabalho) de jazz na Barra da Tijuca há  10 anos e por último o Renata Catharino (Teclado e Piano) há três anos em uma GIG de jazz também.

André Barros (Guitarra): foi conhecendo em trabalhos variados como freelancer.

Aprígio Berth (Voz): comecei a tocar guitarra aos 14, sempre gostei de rock e MPB, comecei a cantar aos 17 anos de idade.

Renato Catharino (Teclado): o Reinaldo Pestana reuniu a galera.

03) RM: Qual a formação musical e acadêmica fora música dos membros da banda?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana (bateria e percussão e composição): eu estudei música na Escola Villa-Lobos durante 5 anos, mas estudei percussão sinfônica, depois migrei para o popular.

André Barros (guitarra): estudei na Musiart e aulas particulares.

Aprígio Berth (voz): professor de musicalização infantil, mas sou habilitado com curso técnico de professor do primeiro ao quinto ano do fundamental e um curso incompleto de história na extinta Universidade Gama Filho.

Maurício Figueiredo (baixo): passei pela Escola Villa Lobos no Rio de Janeiro, onde conheci o Reinaldo Pestana.  Fiz a graduação na UniRio, onde através de uma mobilidade acadêmica internacional estudei um ano na Universidade de Örebro na Suécia, conclui o mestrado em música na Unicamp em Campinas-SP.

Renato Catharino (teclado): sou Bacharel em Música com pós graduação em música para Cinema e TV.

04) RM: Quais as influências musicais no passado e no presente dos membros da banda? Quais deixaram de ter importância?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana (bateria e percussão e composição): a música brasileira: Tom Jobim, Lenine, Cartola entre outros maravilhosos. A música brasileira principal importância. É nela que estamos à vontade para nos expressarmos tranquilamente. O Jazz: John Coltrane, Miles Davis, Joshua Redman e o Rock: Led Zeppelin, Black Sabbath, vem como base de sotaques.

André Barros (guitarra): todos da Bossa nova, samba e do jazz, como Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Pat Metheny, Michael Brecker, Rosa Passos, Djavan, entre outros. A segunda pergunta me recuso a responder.

Aprígio Berth (voz): Legião Urbana me fez querer começar a tocar violão, o Rock/Metal de Iron Maiden, Queen, Metallica me fizeram querer continuar, e o Jazz, Bossa Nova e Rock Progressivo me fizeram querer estudar, acredito que nenhuma das influências deixaram de ter importância.

Maurício Figueiredo (baixo): gosto muito de MPB e Jazz. Desde criança ouvia clássicos da MPB em casa como Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano Veloso, Edu Lobo, Luiz Gonzaga, entre outros. Na adolescência ouvi muito jazz e rock estrangeiro e nacional, com os discos dos Mutantes, Jimmi Hendrix, Beatles, Rolling Stones, Charles Mingus, Duke Ellington, Chet Baker, Charlie Parker, e outros. No período que passei na Suécia também tive oportunidade de ouvir e conhecer músicos desse país, alguns pessoalmente, para citar apenas alguns menciono Esbjorn Svensson Trio, Peter Asplund, Lars Janson e Anders Jormin. Acho que, mesmo que deixemos de ouvir com frequência alguns músicos/compositores, aquilo que constitui o universo musical de cada um foi construído a partir do que ouvimos.  Entendo que em alguns momentos ouvimos mais determinados músicos ou estilos do que outros, mas a riqueza com que um músico se expressa depende dessa bagagem não só musical, mas cultural como um todo.

05) RM: Quando, como e onde começou a carreira musical da banda? E qual o significado do nome da banda?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana (bateria e percussão e composição): o Tempo Rei começou no em 2015, nesse ano nós gravamos a primeira música do CD – “Eternidade É Tempo Algum chamada Certeza Do Mundo” (Reinaldo Pestana). Este CD foi originado através de sonhos que tive em um final de relacionamento (Reinaldo Pestana). Pensei, tenho que registrar este momento. Vieram melodias e as letras juntas. Convidei os meus grandes amigos e eles toparam entrar nessa viagem. O nome “Tempo Rei” é originado de uma canção de Gilberto Gil de 1984. É uma homenagem ao mestre. Inclusive fazemos o show chamado “Inspirador & Inspiração” dedicado a ele. Neste CD também existe os comentários de Ithamara Koorax e Guto Goffi. Foi um grande presente.

06) RM: Como define o estilo musical da banda?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: é música brasileira com influências do Jazz e do Rock. O CD é dedicado a Gilberto Gil e a tropicália é também uma forte influência e ao amigo Marcio “Sira” Figueiredo e a Ahnis Fraga.

André Barros (guitarra): mix dos ritmos brasileiros.

Aprígio Berth (voz): música brasileira, Jazz, Rock e Hip-Hop.

07) RM: Como você se define como cantor/intérprete?

Banda Tempo Rei: Aprígio Berth: eu sou um amante da arte, mas além de tudo da entrega a música, nada se pode fazer sem entrega.

08) RM: Quais os cantores e cantoras que vocês admiram?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana (bateria e percussão e composição):

como a música proporciona vida, eis os cantores e cantora nacionais: Milton Nascimento, Flora Purim, Tim Maia, Elis Regina, Cássia Eller. Cantores e cantoras internacionais: Frank Sinatra, Jim Morrison, Amy Winehouse, Billie Holidey.

André Barros (guitarra): Ella Fitzgerald, Lulu Santos, Djavan, Ed Mota, e uma lista quase que infinita.

Aprígio Berth (voz): Elis Regina, Dalva de Oliveira, Jamelão, Djavan, Roberto Carlos, Jane Duboc, Maria Bethânia, Gal Costa, Leny Andrade.

09) RM: Como é o processo de composição musical dentro da banda? Quem faz a letra e melodia?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: este CD foi originado através de sonhos que tive em um final de relacionamento. Pensei, tenho que registrar este momento. Vieram melodias e as letras juntas. Eu ia para casa do Aprígio (vocalista) fazer a pré-produção, quando finaliza, ia para o Maurício (baixista) fazer a grade (partituras). Quando a música estava pronta (arranjo) íamos pra o estúdio gravar.  Algumas composições eu dividi com o Aprígio: “Quem Me Dera” e “Giro do Tempo”. “Entre Sim E Não” (com Mauricio) e “Solstício”, “Na Varanda do Universo” (com Renato). Eles vinham com algumas ideias de melodias e resolvi dividir com eles as composições. Os arranjos de metal são do guitarrista André Barros, nas músicas “Quem Me Dera” e “Contexto Casual”. O arranjo de cordas de “Momento Único” também é do André. O André também inseriu a parte eletrônica (sequencers, pads etc) na música “No Alcance De Todos”.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana (bateria e percussão e composição):

eu sinto que a partir do momento que existe amor a música, a arte, nada atrapalha. Lógico, se estivéssemos verba tudo ficaria mais fácil. Mas a forma independente lhe dá liberdade, se estivéssemos em uma gravadora, certamente eles nos podariam de alguma forma.

André Barros (guitarra): no Brasil hoje 96% dos trabalhos musicais são independentes.

Aprígio Berth (voz): prol é ter liberdade de criação, composição e expressão, e o contra é não ter suporte pra divulgação entro outras coisas.

11) RM: Quais as ações empreendedoras que vocês praticam para desenvolverem a carreira musical?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana (bateria e percussão e composição):

tudo começa pelo saber o que realmente deseja. Não adianta gostar, você tem que amar. Então fazemos o que podemos, o que está ao nosso alcance. Divulgamos todos os dias, temos material pra isso. Patrocinamos alguns posts relevantes. Exemplo: rádios, entrevistas, shows etc… Estamos na sexagésima quinta rádio. Estamos na Europa, América Central, vários estados do Brasil.

André Barros (guitarra): Reinaldo Pestana é o cara, as grandes ideias vieram dele e ele as põem em prática com muito afinco.

12) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da carreira musical?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana (bateria e percussão e composição): a internet ajuda e muito para quem é independente. Nos dá liberdade de acertar e errar, acho super normal.  É necessário aprender com os erros. Mas se tivéssemos verba para uma assessoria de imprensa tudo ficaria uma maravilha.

André Barros (guitarra): a internet é apenas uma ferramenta. Você a usa como quiser. Não adianta lutar contra o que já está posto, é aproveitar as possibilidades e empreender no víeis que o mercado te aponta.

Renato Catharino (teclado): ela ajuda em tudo desde que se tenha o mínimo de domínio e planejamento das mídias sociais, além de certa reserva financeira pra investimentos.

13) RM: Como vocês analisam o cenário musical brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: o cenário musical brasileiro sempre foi e sempre será maravilhoso. Produzimos muito como arte em geral, mas a mídia infelizmente só nos mostra o que reverte grana. Certamente em vários estados do Brasil existem vários artistas fantásticos. Vou citar algumas revelações: Flaira Ferro (Pernambuco), Dona Onete (Pará), Yamandú Costa (Porto Alegre) etc. Não existe regressão, existe escolha no caminho que quer trilhar. A maioria das vezes o artista não quer ficar na zona de conforto, então ele arriscar. Se a mídia irá aceitar é outra história. O importante são os fãs compreenderem.

André Barros (guitarra): hoje está uma bosta. O Djavan continua lançando excelentes discos e fazendo turnês incansavelmente e sempre com casa lotada.

Aprígio Berth (voz): não vejo muita esperança numa música autêntica como nas décadas de ouro, como os anos 50 e 60 com todo o glamour, e anos 70 e 80 com as letras cheias dos anseios de um povo sofrido, mas pra quem quer uma música de qualidade está mais disponível e de graça na internet. Isso mudou a cara de quem produz e de quem consome. 25 anos atrás era impossível pensar que se poderia produzir, gravar e expor. A desvantagem é que “todo mundo” pode (risos).

14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (Home Studio)?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: o acesso lhe dar formas e possibilidades de você criar conceitos sonoros, ter liberdade de horário, é primordial. No final as técnicas aprendidas com a experimentação prática viram vontade. O talento pode ser desenvolvido com estudo e prática.

André Barros (guitarra): só tem vantagens.

Renato Catharino (teclado): só vantagens.

15) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que vocês têm como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: ao meu ver, todos que estão no dicionário da música brasileira como Luiz Gonzaga, Pixinguinha, Hermeto Pascoal, Villa-Lobos, Candeia, Gilberto Gil entre outros maravilhosos são um grande exemplo para quem começou e está começando com música.

André Barros (guitarra): Marcelo Martins.

Renato Catharino (teclado): César Camargo Mariano, Nelson Faria, Gilson Peranzzetta, Herbie Hancock, Vini Colaiuta, tem muitos outros.

16) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Banda Tempo Rei: André Barros (guitarra): todas situações citadas na pergunta, eu já passei (risos).

Aprígio Berth (voz): aos 17 anos de idade eu tocava numa banda de amigos e fomos tocar num clube na região dos lagos no Rio de Janeiro. O clube não contava que haveria um festival agropecuário na cidade vizinha e tocamos para três senhoras, um senhor alcoolizado e um cachorro. No final do show não tinha ninguém e nem tocamos a última música, o dono do clube desligou a energia e desmontamos os equipamentos no escuro (risos).

Renato Catharino (teclado): todas essas “opções” citadas na pergunta já aconteceram (risos).

17) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: a minha felicidade é proporcionar sensações de bem estar no momento de música.

André Barros (guitarra): ser músico não é uma escolha, fomos escolhidos, a escolha é ser profissional ou não. O mais triste é ver uma classe profissional mais competidora que unida e ver a cultura indo por água a baixo. Basta uma bunda gostosa com uma calcinha enfiada sabe onde, a pessoa está pronta para ser pop star.

Aprígio Berth (voz): não ter suporte profissional e a profissão não ser levada a sério é triste. E a felicidade está na música em si.

18) RM: Vocês acreditam que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: certamente não, se não tiver verba, fica complicado entrar nas rádios conhecidas. Mas tudo está mudando. Agora temos as rádios on-line, o Tempo Rei já está em 65 rádios e viram mais. É a rádio do presente e do futuro.

André Barros (guitarra): não. Nem sempre o jabá é financeiro, mas sempre terá o jabá. A sociedade é corrupta desde de sempre.

Aprígio Berth (voz): sinceramente, não sei…

Renato Catharino (teclado): quase impossível. A não ser que tenha alguma forma de permuta.

19) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical? 

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: pode ser clichê, mas nunca desiste do seu sonho, mesmo que digam que não é bom, não é comercial, blá, blá… Você faz o seu trilhar, mas primeiro você tem que saber o que realmente você almeja.

André Barros (guitarra): passe alguns anos estudando muito no Brasil e conhecendo a cultura brasileira, depois saia correndo daqui e vá para algum lugar que arte seja valorizado.

Aprígio Berth (voz): estude, se dedique e leve a sério.

Renato Catharino (teclado): primeiro veja se essa é realmente sua vocação. Depois, estude música seriamente, marketing, procure ser uma pessoa fácil de lidar.

20) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: existe o Dom, mas existe a palavra disciplina. Se você não estudar você será apenas mais um. O que também ajuda é a percepção, ela está dentro de você. Existe também o instinto, você tem que acreditar nele.

André Barros (guitarra): existe dom para tudo. Deus deu talentos a cada um de nós. E sai talentos múltiplos, basta você explora-los. Isso não impede que você se dedique a algo e consiga fazer bem o que se propôs.

Aprígio Berth (voz): não existe dom, existe trabalho e estudo.

Maurício Figueiredo (baixo): eu, como músico e professor de música, percebo que algumas pessoas tem mais facilidade do que outras para se desenvolver na música. Acho que é assim com qualquer matéria da escola por exemplo. No entanto, no caso da música, acredito esse dom, ou facilidade para aprender, corresponde a 10% do resultado final. Os outros 90% decorrem do esforço, vontade e empenho que cada um dedica à sua musicalidade. Acho que dedicando-se e tendo tempo disponível para essa finalidade qualquer um consegue se expressar razoavelmente bem musicalmente.

Renato Catharino (teclado): sim. mas sem ralação e entrega, só fica o dom, nada acontece.

21) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: a partir do momento que você participa de um Festival de Música, já se sinta um ganhador. Você está propagando o seu trabalho, a sua arte.

André Barros (guitarra): só prós, sem contras.

Aprígio Berth (voz): A favor é ter contato com outros artistas e conhecer outras músicas e o contra é não ganhar muito financeiramente por se tratar de Festivais de Música que na maioria das vezes te oferece uma exposição e nem sempre um cachê, que o músico precisa bastante.

Renato Catharino (teclado): só vejo prós. no mínimo, apresenta o trabalho da galera.

22) RM: Festivais de Música revelam novos talentos?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: certamente! É um meio de comunicação com o público que está para respirar arte.

André Barros (guitarra): basta olhar para o The Voice Brasil que sua pergunta está respondida. As pessoas entram e saem e nada acontece.

Aprígio Berth (voz): pode, mas não tanto, servem mais pra dar experiência e oportunidade de novos talentos ganharem estrada.

Renato Catharino (teclado): nem sempre.

23) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: é complicado. O dinheiro é o que comanda. Mas temos as redes sociais para propagarmos o que acreditamos.

André Barros (guitarra): uma bosta. A grande mídia não está nem aí para cultura, se dá audiência a grande mídia aprova, se não dá senta e espera.

Aprígio Berth (voz): isso sim é deficitário, no sentido de que as músicas que vão pra grande mídia são pra um público que quer entretenimento, não que haja mal nisso, mas não há uma profundidade conceitual, mas me recuso a me desfazer do trabalho de outras pessoas, mesmo os trabalhos e produções que não me agradam, ainda assim penso que deveriam dar atenção pra quem faz música mais profunda.

24) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: acho ótimo, desde que exista espaço para o artista independente. Mas está difícil enxergar esse espaço para o artista independente.

André Barros (guitarra): hoje são as melhores iniciativas no cenário musical.

25) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: certamente é um ótimo veículo de comunicação para a arte musical, mas com essa pandemia do novo corona vírus não temos previsão de voltar a tocar. Isso é realmente complicado. Mas live talvez seja o Bar do futuro.

André Barros (guitarra): sim.

Renato Catharino (teclado): excelentes iniciativas.

26) RM: Quais os seus projetos futuros?

Banda Tempo Rei: Reinaldo Pestana: a banda “Tempo Rei” segue no processo de conquistas. Assim que terminar essa pandemia do novo corona vírus seguimos com os shows que foram ótimos. Divulgações serão sempre constantes no Facebook, Instagram, YouTube etc… Gostaríamos de agradecer pelo convite e desejamos muita paz a todos os leitores da Ritmo Melodia. Um abração.

André Barros (guitarra): ser consistente no mercado financeiro e poder sair do país pra estudar pelo menos um ano fora, e gravar meu disco.

Renato Catharino (teclado): expandir, melhorar cada vez mais a carreira artística e como professor.

27) RM: Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Banda Tempo Rei: (21) 99254 – 3083 (Reinaldo Pestana ) / www.bandatemporei.com.br /[email protected] / [email protected] / www.instagram.com/temporei_5

/ https://www.facebook.com/BandaTempoRei 

Álbum Completo da Banda Tempo Rei: https://www.youtube.com/watch?v=bfHBYl8GBaw 

A música Giro Do Tempo (Reinaldo Pestana & Aprígio Bertholdo) entrou na série Era Uma Vez – Deep Web!
A série retrata o sub mundo do crime organizado. LINK DA SÉRIE: https://youtu.be/VieaB77TGnA

Obrigado pela oportunidade Augusto Vasconcelos: https://www.youtube.com/channel/UCP73KGKEBm10y0E0q_zWqrg

André Barros (guitarra): redes sociais: Andrébarros84 / (21) 99465 – 5855. 

Renato Catharino (teclado): Redes sociais: Facebook, Instagram, YouTube

 


Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.