Banda Raide Rock

Raide Rock

A banda Raide Rock criada no início de 2018 em Itatiba, interior de São Paulo, a banda de pop rock vem conquistando um grande espaço na cena do rock nacional.

Formada por Fábio Camurci (Voz), Fernando Telles (Guitarra), Victor Hugo Prado (Baixo), Alison Santos (Bateria), a banda traz em seu som características marcantes do rock anos 80, sem perder a jovialidade dos dias atuais.

As influências do grupo transitam entre as melhores referências do rock alternativo nacional e internacional entre eles: Barão Vermelho, Capital Inicial, Jimi Hendrix, Fred Mercury e Tommy Lee. 

A banda Raide Rock surgiu através do Fernando, que teve a ideia de gravar algumas composições antigas que estavam na gaveta, o guitarrista convidou Fábio, que já era seu parceiro de longa data em algumas composições, para colocar a voz. Alison e Victor vieram para completar o time, formando assim a banda Raide Rock.

Em 2019 a banda lançou seu primeiro videoclipe, para a canção “Estou aqui”. A música fará parte da trilha sonora de uma série brasileira. Confira o videoclipe: https://www.youtube.com/watch?v=qbxYvp_PVao

O álbum “Estou aqui”, lançado em 2019, conta com 7 músicas autorais: “Estou aqui”, “Rock me baby”, “Marcas de um Tempo”, “Poema”, “Não Leve”, “Tudo Mudou” e “Meu mundo”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com a banda Raide Rock para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 05.10.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a data de nascimento e cidade natal dos membros da banda?

Banda Raide Rock: Fábio Camurci (vocalista) nasceu no dia 15.12.1973 em Louveira – SP. Fernando Telles (guitarrista) nasceu no dia 14.08.1977 de Itatiba – SP. Victor Hugo Prado (baixista) nasceu no dia 17.09.2002 de Itatiba – SP. Alison Santos (baterista) nasceu no dia 09.07.1993 de Itatiba – SP.

02) RM: Como foi o primeiro contato dos membros da banda com a música.

Banda Raide Rock: Fábio: através do rádio na década de 80, uma época em que o rock nacional fluía de forma natural com bandas que fizeram história e isso me levou a querer entrar nesse mundo. 

Alison: Na infância um tio tocava num grupo de pagode, eu me interessei pela percussão e fui aprendendo, anos depois migrei pra bateria, fiz aulas e percebi que era esse o instrumento que queria continuar daí pra frente.

Fernando: Eu também tenho um tio (risos) que ainda arranha seu Violão, com ele tive os primeiros contatos com o instrumento aos 10 anos de idade.

Victor Hugo: Meu pai ama a música e também canta em banda por conta disso tenho contato com a música dês de criança, comecei a tocar com 10 anos.

03) RM: Qual a formação musical e acadêmica fora música dos membros da banda?

Banda Raide Rock: Fábio: Engenharia Mecânica incompleto (riss) e atualmente proprietário de uma oficina mecânica e tenho aulas de canto.

Alison: Fiz dois anos de aula com professor particular. Parei de fazer as aulas, pois iria começar o curso de Letras – Licenciatura Plena em português e Inglês na Universidade Uni Anchieta de Jundiaí.

Fernando Telles: Segundo grau completo e formado em música pelo EMT e Souza Lima.

Victor Hugo: tive aulas de música e curso medicina veterinária na faculdade.

04) RM: Quais as influências musicais no passado e no presente dos membros da banda? Quais deixaram de ter importância?

Banda Raide Rock: Fábio: Barão Vermelho, Plebe Rude, Golpe de Estado, Paralamas do Sucesso, Ultraje A Rigor, Queen, Pink Floyd, Ac/Dc. Na verdade são muitos, elas fazem parte da minha vida até hoje. A importância é a capacidade de fazer você recarregar as energias através da música, renova o corpo e o espírito.

Alison: Rush, Dream Theater, Morley Crue, Guns N’ Roses, toquei sertanejo durante 4 anos e isso me ajudou bastante na mistura rítmica, nenhuma influência deixou de ser importante.

Fernando: amo blues, jazz, música brasileira, na guitarra adoro ouvir o que Jimi Hendrix deixou para nós.

Victor Hugo: muito fã de Red hot chilli pepers que foi responsável pela minha paixão por contrabaixo, toda a influencia do passado sempre terá importância.

05) RM: Quando, como e onde começou a carreira musical da banda? E qual o significado do nome da banda?

Banda Raide Rock: Em 2018 o guitarrista Fernando Telles colocou como foco gravar suas composições que estavam guardadas á muito tempo e algumas letras foram feitas com o vocalista Fábio Camurci, os dois tocam juntos desde 1999, então se juntaram com o baixista Victor Hugo Prado e o baterista Alison Santos e começaram a compor outras canções e arranjos. O nome da banda veio da ideia de algo que tivesse a ver com o povo brasileiro, Raide na verdade significa “estratégia de guerra”, pois, julgamos que o brasileiro para viver em sua sociedade precisa de estratégia a cada dia para sobreviver.

06) RM: Quantos discos lançados?

Banda Raide Rock: Primeiro álbum lançado em 2019 intitulado “Estou aqui”.

07) RM: Como define o estilo musical da banda dentro da cena rock?

Banda Raide Rock: Rock n roll, Pop rock.

08) RM: Como você se define como cantor/intérprete dentro da cena rock?

Banda Raide Rock: Fábio – Mais um rostinho bonito (risos), zoeira a parte, não consigo muito me definir sempre espero passar para o público a energia positiva.

09) RM: Quais os cantores e cantoras que vocês admiram?

Banda Raide Rock: Fred Mercury, Frejat, Dinho Ouro Preto, Pitty, Corey Taylor.

10) RM: Como é o processo de composição musical dentro da banda? Quem faz a letra e melodia?

Banda Raide Rock: As primeiras letras foram feitas por Fernando Telles e Fábio Camurci e tem novas canções agora sendo escritas por Alison Santos.

11) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Banda Raide Rock: A dificuldade maior sempre em qualquer etapa da carreira é o lado financeiro, mas a forma independente nos dá mais liberdade para trabalhar.

12) RM: Quais as ações empreendedoras que vocês praticam para desenvolverem a carreira musical?

Banda Raide Rock: Além da correria para contatos para shows hoje temos a ajuda da internet, então trabalhamos o marketing principalmente nas redes sociais e claro sempre melhorar a performance em cada show pois ele é o maior produto da banda.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da carreira musical?

Banda Raide Rock: Acreditamos que a internet só ajuda o artista. O único problema é a pirataria, mas que também não é um problema da internet e sim do ser humano (risos).

14) RM: Como vocês analisam o cenário Rock brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Banda Raide Rock: O rock continua forte e o underground cresce a cada dia o público é exigente tivemos nos últimos anos: Pitty, CPM 22, Scalene e Supercombo que continuam com ótimos trabalhos, e Malta que regrediu, mas que são músicos talentosos e tem ótimo material. 

15) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (Home Studio)?

Banda Raide Rock: Tudo veio para ajudar principalmente em termos de qualidade, hoje em dia até com pouco equipamento se consegue uma boa qualidade a desvantagem foi que com isso vimos que muitos estúdios perderam seus clientes e algumas fecharam suas portas.

16) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que vocês têm como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Banda Raide Rock: Roberto Frejat, Capital Inicial, Clemente do Inocentes, Plebe Rude, Kiko Loureiro, Humberto Gessinger.

17) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Banda Raide Rock: Alison: O começo da carreira sempre rende muitas situações inusitadas, falta de condições técnicas para o show, como um retorno descente, acesso de estranhos ao palco, palcos improvisados, pessoas querendo conversar durante a apresentação, a lista é grande!

Fernando: Falta de condição técnica para o show todo mundo acaba passando no início, brigas nunca tive, mas o cantar e não receber já teve treta (risos).

Fábio: já tive que parar um show no meio por causa de uma tempestade, do nada começou a chover e era uma festa em local aberto e a cobertura do palco foi insuficiente para suportar o vento, foi àquela correria pra desligar equipamentos, por fim parecia que tínhamos feito o show dentro de uma piscina (risos).

18) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Banda Raide Rock: Vamos falar de união, a procura do público pelo nosso material e a união entre os artistas é o que mais nos deixam felizes, mas o triste é quando vemos principalmente à falta dessa união.

19) RM: Vocês acreditam que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Banda Raide Rock: Ai vemos que é uma questão de qual rádio vai tocar a nossa música, algumas abrem espaço outras pedem o jabá, mas se a música se torna muito conhecida e tem apelo do público então ela pode entrar na programação de uma grande rádio sem precisar de pagar o jabá.

20) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Banda Raide Rock: Acredite no seu potencial e trabalhe bastante, não é um caminho fácil, requer alguns sacrifícios. Tem que abrir mão de muita coisa da vida pessoal, mas se for isso o que você realmente quer esses sacrifícios serão tirados de letra e vai valer muito a pena!

21) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Banda Raide Rock: Existe esse lance do Dom musical, mas como qualquer outra habilidade isso também requer treino, sem estudo disciplina e dedicação o dom não serve para nada.

22) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Banda Raide Rock: Festival de Música é sempre uma correria, mas acreditamos que sendo bem organizados os festivais sempre são bons.

23) RM: Festivais de Música revelam novos talentos?

Banda Raide Rock: Sim, muitas bandas são apresentadas pela primeira vez aos ouvidos do público dentro dos Festivais.

24) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Banda Raide Rock: A cobertura da grande mídia sempre é muito boa, falta mais espaço aos mais diversos estilos. O Brasil é muito rico musicalmente, mas a grande mídia nessa parte permanece pobre.

25) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Banda Raide Rock: Excelente, ela dá oportunidade a todos independente do estilo.

26) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Banda Raide Rock: Sim, é bom para atingir o público local.

27) RM: Quais os seus projetos futuros?

Banda Raide Rock: Estamos na fase de divulgação do primeiro álbum, a ideia por enquanto é focar nele e produzir mais vídeo clipes para algumas músicas, mas já temos composições para um segundo trabalho.

28) RM: Raide Rock, Quais os seus contatos para show e para os fãs?  

Banda Raide Rock: www.raiderock.com.br

Raide Ao Vivo no Release Showlivre 2019 – Álbum Completo: https://www.youtube.com/watch?v=H_GByjht93c

Raide no Release Showlivre – disponível em:

Spotify: https://spoti.fi/38yDqq6

Deezer: http://bit.ly/2GbeaKc

Apple Music: https://apple.co/2RhnlPB

Vídeos: https://youtu.be/H_GByjht93c

Clipe “Estou Aqui”: https://youtu.be/_i_2NrfEPk8 

Instagram: https://www.instagram.com/raiderock 

Facebook: https://www.facebook.com/Raiderock-2076797909043034 

Youtube: https://www.youtube.com/c/RAIDEROCK 

Spotify: https://open.spotify.com/artist/4LjmYsyzy8xEkHeHUYcumK


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.