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Categorias: Entrevistas

Banda Prata 71


Prata 71 é uma Banda autoral que nasceu em 01/06/2017 por dissidentes de outro grande projeto no cenário rock nacional, que fazia os seus ensaios no endereço homônimo ao metal precioso há 13 anos, e que assim se tornou o nome de batismo dessa insígnia de novos e grandes rumos.

A origem do nome também faz alusão ao termo popular “71” ou ao código 171 do Código Penal Brasileiro, levando às reflexões sobre o brilho raro, mas não tão caro quanto o ouro e que baseado nisso, os valores que a sociedade humana vive em seu cotidiano.

A banda foi fundada por Renato Moraes (vocal), Eduardo Sant’Anna (Bateria), Léo Victor (contrabaixo), Ivan Lourenço (guitarra) e Thiago Fonseca (guitarra), ex-integrantes da banda STIGMAS, um importante projeto, também autoral, que tocou em diversos locais pelo cenário underground carioca, tornando suas músicas conhecidas.

Após a saída de Eduardo Sant’Anna em meados de 2018, o baterista Vitor Hugo juntou-se à PRATA 71, e desde então a banda segue firme no seu propósito, criando letras e melodias marcantes, e fazendo shows por vários palcos e falando o que muitos gostariam de falar, mas não tem voz para isso.

Segue abaixo entrevista exclusiva com a banda Prata 71 para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 02.02.2022:

01) Ritmo Melodia: Qual a data de nascimento e cidade natal dos membros da banda?

Banda Prata 71: A banda foi criada no dia 01/06/2017 na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Formada por: Vitor Hugo (baterista), nasceu no dia 20/01/1986 no Rio de JaneiroThiago Fonseca (guitarrista), nasceu no dia 22/11/1985 no Rio de JaneiroLéo Victor (contrabaixo), nasceu no dia 25/11/1979 no Rio de JaneiroRenato Moraes (vocalista), nasceu 20/10/1973 no Rio de JaneiroIvan Lourenço (guitarrista), nasceu no dia 27/03/1971 em Pernambuco.

02) RM: Como foi o primeiro contato dos membros da banda com a música?

Banda Prata 71: Vitor Hugo, quando fiz 13 anos de idade passei a ouvi rock, principalmente o Grunge. Mas só com 18 anos que me interessei por música e resolvi aprender a tocar.

Ivan Lourenço: de coração, comecei com 10 anos de idade quando o Kiss veio pela primeira vez ao Brasil, me apaixonei pelo rock, antes disso eu só ouvia os discos que o meu pai colocava para tocava em casa, que variava de Elvis Presley a Clara Nunes.

Léo Victor: eu ouvia alguns discos de rock do meu irmão, alguns discos da Legião Urbana e Nirvana, mas foi somente na igreja que tive contato com música.

Renato Moraes:  meu primeiro contato com a música, foi através da rádio AM, e músicas ouvidas pela minha mãe e o meu pai: Nelson Gonçalves, Tônico e Tinoco, Elvis Presley e Roberto Carlos.

Thiago Fonseca: o meu interesse por música surgiu em 1997 ao ouvir um disco ao vivo do Guns N’ Roses e outro com a coletânea dos maiores sucessos da banda sueca Europe, fiquei enfeitiçado pelos solos de guitarra.

03) RM: Qual a formação musical e acadêmica fora música dos membros da banda?

04) RM: Quais as influências musicais no passado e no presente dos membros da banda? Quais deixaram de ter importância?

Banda Prata 71: Vitor Hugo, a minha maior influência é o Nirvana. Hoje tenho prestado bastante atenção no Alter Bridge e quem perdeu relevância foi o Red Rod Chilli Papers. 

Thiago Fonseca: a minhas maiores influencias na música são as bandas Guns N’ Roses, Whitesnake, Iron Maiden. Hoje eu tenho escutado bastante Accept e Avenged Senvenfold, Deep Purple, John Mayer, entre outros. Ando bebendo de várias fontes. O que perdeu relevância foi o grunge de um modo geral.

Léo VictorCliff Burton e Steve Harris, esses são os caras! Então nem preciso dizer o quanto o Metallica e Iron Maiden são importantes para mim.

Renato Moraes: A minha maior influência sempre será o Renato Russo e a Legião Urbana.

Ivan Lourenço: As minhas influencias são o Led Zeppelin, Deep Purple, Pearl Jam, Plebe Rude. Não acho que alguma tenha perdido relevância.

05) RM: Quando, como e onde começou a banda? E qual o significado do nome da banda?

Banda Prata 71: A banda começou na extinta banda Stigmas que foi fundada em 2003 pelo Renato MoraesEduardo Sant’Anna (ex-Baterista) e Léo Victor. Após a saída dos guitarristas em 2007, quem assumiu a guitarra foi Thiago Fonseca, e em 2008, Ivan Lourenço entrou para completar a formação, a banda permaneceu até 2016. Após aproximadamente um ano de afastamento, voltamos nos reunir em 2017 e criamos a banda Prata 71. Em meados de 2018, Eduardo Sant’Anna saiu da banda, logo em seguida o baterista Vitor Hugo que já tinha tocado nas bandas Corrosão e 85uno, juntou-se a Prata 71. O nome da banda é homônimo ao endereço que por 13 anos foi o nosso local de ensaio e praticamente a nossa segunda casa.

06) RM: Quantos discos lançados?

Banda Prata 71: Temos três músicas lançadas.

07) RM: Como define o estilo musical da banda dentro da cena rock?

Banda Prata 71: Não temos um estilo pré-definido, a banda faz passeio por vários estilos dentro do rock no processo de criação das músicas. Nós vamos do blues, rock ao heavy metal com muita facilidade.

08) RM: Como você se define como cantor/intérprete dentro da cena rock?

Banda Prata 71: Sou cantor (Renato Moraes)!

09) RM: Quais os cantores e cantoras que vocês admiram?  

Banda Prata 71: Renato Russo, Jim Morrison, Michael Jackson, Roberto Frejat, Cazuza e etc.

10) RM: Como é o processo de composição musical dentro da banda? Quem faz a letra e melodia?

Banda Prata 71: É o Renato Moraes quem escreve, ele é o principal compositor da banda. A melodia fica por conta do resto da banda. Por exemplo: O Renato chega com uma letra nova e nós começamos a criar o esqueleto da música com violão ou guitarra.

11) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Banda Prata 71: A melhor parte de tudo é você mesmo produzir e divulgar a sua música. Você é o músico, produtor e empresário da banda. O lado ruim é a falta de apoio por parte do mainstream. É praticamente impossível concorrer com as grandes bandas, por mais que elas não tenham produzido mais nada de relevante nos últimos anos. Vamos usar o Rock In Rio como exemplo, ok? Sempre temos as mesmas bandas nacionais tocando por lá, não existe espaço para artista independente nos grandes palcos. Tem muita banda nova de qualidade no Brasil, apenas não são vistos!

12) RM: Quais as ações empreendedoras que vocês praticam para desenvolverem a carreira musical?

Banda Prata 71: Hoje nós estamos atentos ao empreendedorismo digital que é um modelo de negócios focado em oferecer produtos e serviços por meio da internet, usar a tecnologia em nosso favor.  Estamos sempre pesquisando quais públicos queremos alcançar, quais ferramentas podemos utilizar para chegar a mais pessoas.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da carreira musical?

Banda Prata 71: Ao nosso ver a internet só ajuda!

14) RM: Como vocês analisam o cenário Rock brasileiro? Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Banda Prata 71: O rock nacional está estagnado desde dos anos 90!  Em relação a revelação a única que nos vem à cabeça é a Pitty. As grandes bandas vivem dos louros do sucesso que tiveram nos anos 80 e 90.

15) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (Home Studio)? 

Banda Prata 71: O Thiago Fonseca não gosta de Home Studio! Ele diz que o som fica artificial. Como ele é o cara que faz a produção, a banda ainda não teve experiência com o Home Studio. Porém pensamos o seguinte. Hoje com o avanço tecnológico, você pode fazer um trabalho de qualidade sem ter que sair de casa, a facilidade está nas possibilidades que os softwares podem te oferecer. 

16) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que vocês têm como exemplo de profissionalismo e qualidade artística? 

Banda Prata 71: O Roberto Frejat sempre impecável, o Iron Maiden por exemplo faz belas apresentações ao vivo!

17) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Banda Prata 71: O que nos deixa feliz é o reconhecimento do nosso trabalho. O que nos deixa mais tristes é a falta de oportunidade para as bandas independentes!

18) RM: Vocês acreditam que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Banda Prata 71: Acreditamos, temos muita fé no nosso trabalho!

19) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Banda Prata 71: Não desista dos seus sonhos por mais difícil que pareça, tenha dedicação total, busque dar o melhor de si!

20) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Banda Prata 71: Sim acreditamos, existem pessoas que nunca estudaram música e são geniais!

21) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Banda Prata 71: A melhor parte dos festivais de música é você poder mostrar o seu trabalho ao vivo, a parte ruim é que normalmente o tempo de apresentação é corrido.

22) RM: Festivais de Música revela novos talentos?

Banda Prata 71: Sim!  

23) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Banda Prata 71: O rock não tem cobertura por parte da grande mídia a não ser em época de Lollapalooza ou Rock In Rio.

24) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Banda Prata 71: Como a Prata 71 nós nunca tocamos, mas no passado com a banda Stigmas tocamos no SESC de São João de Meriti, Madureira, Tijuca. Sabemos da importância que esses espaços têm para a Cultura.

25) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Banda Prata 71: Depende! Aqui no Rio de Janeiro não tem muito espaço para bandas de Rock nos Bares, talvez tenha para grupos de Pagode e Sertanejo ou cantor solo. As bandas ficam restritas a Moto Clubes, festivais de música, ou bares temáticos que são raros por aqui.

26) RM: Quais os seus projetos futuros?   

Banda Prata 71: Terminar de gravar nossas músicas!  

27) RM: Quais os seus contatos para show e para os fãs?   

Banda Prata 71: (21) 99188 – 4095 | 98123 – 5545 | 99822-6368

| bandaprata71@gmail.com

| https://www.instagram.com/prata71

| https://web.facebook.com/bandaprata71

rmareporter@gmail.com | bandaprata71@gmail.com   

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCg3W0ywwefzetIG3C6I-bEg

PRATA 71 – Devaneios pela Manhã (Clipe Oficial): https://www.youtube.com/watch?v=BH7wlOLDWWY

PRATA 71 – Pão e Circo (Clipe Oficial): https://www.youtube.com/watch?v=lrRAZFvZck4

PRATA 71 – Avenida Brasil (Clipe Oficial): https://www.youtube.com/watch?v=Fp9gNXkWUrY

Primeiro ensaio de 2022 – Avenida Brasil: https://www.youtube.com/watch?v=DKf1iZqxgXA


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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