Banda Elfara

Banda Elfara 1 Entrevista - Música - Revista Ritmo Melodia
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Tempo de Leitura: 8 minutos

Banda Elfara fundada em Guarulhos-SP atua nas vertentes do Rock, como Pop/Indie e Sadsong.

Elfara conta com a originalidade e talento do Lucas Elfara no vocal, a pegada precisa na bateria de Iko Sanches, a vontade de Tiago Silva na guitarra e o persistente Matheus Calchi nos teclados e produção. Com muita vontade e garra de seus músicos, a Elfara estreou em 2017 e rapidamente conquistou um público fiel. Com destaque especial ao carisma dos integrantes, shows vibrantes e músicas autêntica e comercial. Foram vencedores da peneira HEAVY PERO NO MUCHO da rádio ROCK 89, projeto da Feeling Produções em Mar/2018 e durante esse período, chamou a atenção da Mandrack Produtora, pela sonoridade e pedidos de fãs diretamente na página da produtora. Logo firmaram uma parceria que impulsionou o crescimento da banda.

Elfara tem o EP – “O Tempo” lançado em 2017 e um CD – “Amor, Fé e Luta”, lançado em JAN/2019 com 12 músicas. Encontra-se atualmente executando a Tour desse novo CD. Mais de 400 pessoas diferentes ouviram o CD novo da Elfara, somando todas as plataformas digitais. A formação da banda: Lucas Elfara – Vocal/Guitarra, Matheus Calchi – Teclado/Contrabaixo, Tiago Silva – Guitarra, Iko Sanches – Bateria.

Segue abaixo entrevista exclusiva com a banda Elfara Rock para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 08.08.2019:

01) RitmoMelodia: Qual a data de nascimento e cidade natal dos membros  Elfara Rock?

Lucas: Nascido em São Paulo, no dia 08/08/1994, Leonino com ascendente em Sagitário! Matheus: Eu nasci no dia 09/10/1994 em Guarulhos – SP. Iko: Nasci no dia 29/06/1991 em São Paulo. Tig: Nasci no dia 05/03/1990 em Guarulhos – SP.

02) RM: Fale do primeiro contato com a música dos membros  Elfara Rock.

Lucas: Minha mãe diz que meu contato com a música foi logo nos meus primeiros dias de vida. Ela me conta que costumava cantar para eu dormir, era o único jeito de me acalmar. Daí eu fui crescendo e dublando alguns artistas em casa, até formar minha primeira banda. Matheus: A que me marcou foi quando eu vi o Blink 182 tocando “I Miss You” em um evento da Pepsi. Iko: Desde muito cedo, minha mãe sempre ouviu bastante música, tipo: Titãs, Skank, Paralamas do Sucesso, etc. Tig: Meu primeiro contato com a música foi em casa, meus pais e minhas tias sempre ouviam muitos discos e isso despertou meu interesse pela música, em especial o Rock.

03) RM: Qual a formação musical e acadêmica fora música dos membros  Elfara Rock?

Lucas: Fiz aulas de guitarra e há três anos estudo canto, mas nenhum diploma na mão. Matheus: Sempre estudei bastante música, principalmente sobre produção e gravação. Além da música, eu sou formado em Publicidade e Propaganda.Iko: Nunca fiz aula de música, aprendi tudo como autodidata. E sou formado em Administração. Tig: Na música estudei com vários professores e escolas de música como o EM&T, além da música, eu sou formado em Análise de Sistemas.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Lucas: Na adolescência ouvi muito hardrock. Atualmente sou pirado nas bandas nacionais, de Fresno a Legião Urbana. Deixei de ouvir as bandas da adolescência, como Guns N’ Roses, Led Zeppelin.. Sinto que elas não se comunicam mais com a minha realidade. Matheus: Nenhuma deixa de ser importante, mas sempre escutei muito o rock nacional. Fresno, Supercombo, etc. Iko: Passado: Linkin Park, Slipknot, Nirvana, etc.. No presente: Manso, Lagum, Scalene, Supercombo, etc.. E todas permanecem sendo importantes. Tig: Atualmente Hip Hop, jazz e blues, mas cresci ouvindo Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Doors, bandas de metal como Pain of salvation, Angra, Motörhead, Black Sabbath e várias outras. Para mim nenhum estilo de música perde a sua importância por que faz parte da nossa história.

05) RM: Quando, como e onde começou a banda Elfara Rock?

Lucas: Por volta de 2014 existia uma banda que se chamava “SETEMBRA”, da cidade de Guarulhos – SP. Eu e o Matheus tocávamos guitarra nessa banda, mas ao decorrer do ano ela acabou, surgindo então o “embrião” da Elfara. A maior dificuldade desse começo foi que nós dois tocávamos guitarra e não conseguimos achar nenhum vocalista. Decidimos resolver isso no “jokempô”, onde eu perdi e comecei a cantar (risos). Então juntamos nossas composições, surgindo o “EP – O Tempo”. Convidamos o Iko Sanches (batera) para fazer parte do projeto junto com o Guilherme Calchi (baixista – que hoje não faz mais parte da banda) e eles toparam na hora, foi muito legal. Ai que a coisa tomou uma proporção que a gente não esperava. Nós sempre tivemos muita fé no que fazemos, mas a vida nos surpreendeu. As pessoas começaram a cantar nossas músicas, começaram a aparecer os primeiros fãs e na sequência recebemos um convite para participar de uma peneira da Radio Rock 89, onde vencemos e fomos parar na rádio! Foi incrível, pois pisamos no lugar onde todos nossos ídolos estão/estiveram. Somada a credibilidade de uma banda estar na Rádio 89. Essa chegada até a rádio, fez com que a Elfara chegasse até uma lenda aqui do Rock de Guarulhos, o grande Claytão, da Mandrack Produtora. Nós sempre colamos nos eventos do Claytão, todos nós chegamos a tocar com outras bandas nos seus eventos, mas a parceria realmente veio forte com a Elfara. Infelizmente o Guilherme saiu da banda nesse período, tentamos com outro baixista, mas não rolou, até que convidamos o Tiago Silva (guitarrista) e decidimos tocar com duas guitarras, bateria, voz, sampler e eu somente na voz. Isso enriqueceu nossos shows e trouxe um formato diferente. E foi assim que a Elfara surgiu até a formação atual: Lucas Elfara – Vocal/Guitarra, Matheus Calchi – Teclado/Contrabaixo, Tiago Silva – Guitarra, Iko Sanches – Bateria.

06) RM: Quantos discos lançados?

Elfara Rock: Temos um EP e um CD. EP – “O Tempo” – lançado 2017.

CD – “Amor, Fé e Luta” – lançado 2019.

07) RM: Como definem o estilo musical  da  Elfara Rock dentro da cena rock?

Elfara Rock: Nós consideramos nosso som como Pop/Indie/Sad, uma espécie de novo Emo (é uma abreviação da palavra emotional hardcore ou Emocore que corresponde a um estilo de rock, cujas músicas possuem letras confessionais e musicalidade expressiva e melódica. Sua origem reporta-se a década de 1980 nos Estados Unidos com o Hardcore punk).

08) RM: Como você se define como cantor/intérprete?

Lucas: Daqueles vocalistas bem intensos que prezam muito pela interpretação e técnica. Estudo bastante tudo isso. Busco posicionar minha voz onde quero para gerar sensações sabe? Gosto realmente de buscar alegria dentro de mim numa música feliz e tristeza nas músicas tristes. Mas sempre com o toque de superação. É uma característica da Elfara em geral, não só minha.

09) RM: Quais os cantores e cantoras que vocês admira?

Lucas: Meu “xodó” é o Renato Russo. Mas sou fã de cantores como: Mauro Henrique e Lucas Silveira, por exemplo.

10) RM: Vocês compõem as suas músicas? Quem são os autores das músicas?

Lucas: Sim, são de autoria do Lucas e do Matheus. Lucas: Costumo de dizer que uma composição nunca é “nossa”, a gente só junta às ideias. Por isso se chama composição, elas já estão ali. A gente só organiza, a composição é do mundo.

11) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Elfara Rock: O maior “prol”, acredito que seja a liberdade. A autonomia de saber para onde queremos levar nosso som. Só que isso nos deixa um contra: com mais trabalho, e também requer mais inteligência, para observarmos o que funciona e o que não funciona. Mas acho que esse contra nem pesa muito para nós, usamos isso a nosso favor. E se um dia a Elfara for contratada por uma gravadora, vamos trabalhar muito e ficar ligado do mesmo jeito. Então nem é tão contra assim (risos).

12) RM: Quais as ações empreendedoras que vocês praticam para desenvolver a carreira musical?

Elfara Rock: Trabalhamos muito usando as redes sociais. Temos vlogs, gameplays, vídeos explicando as composições, efetuamos lives surpresas, temos um grupo de WhatsApp com as fãs… Além dos clipes. Sempre estamos lançando algo novo. Gostamos também de fazer shows gratuitos nos parques da cidade, esses encontros costumam ser bem legais e produtivos em todos os sentidos, pra gente e pra galera. Vendemos CDs e Camisetas para todo o Brasil também, isso nos ajuda muito. Acredito que essas são as principais ações.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da carreira musical?

Elfara Rock: Ela torna nosso alcance ao público mais direto e acessível. O que prejudica é que a galera é muito bombardeada de informações. Isso nos da à sensação de sermos: “uma agulha no palheiro”. Mas faz parte, o trabalho não é fácil e tem que ser feito para obtermos nossos objetivos.

14) RM: Como você analisa o cenário rock brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Elfara Rock: O hardcore tem crescido muito. Vemos bandas como o Pense, por exemplo, lotando todos os shows. Mas em geral está muito fraco, o momento do Rock não é dos melhores, porém não é dos piores. O pior já passou e estamos em ascensão. Em breve estaremos no topo do ciclo novamente. Revelações: Supercombo, Zimbra, Scalene. Permaneceu: Fresno, CPM22, Hateen, Glória. Difícil demais falar quem regrediu, porque banda é momento. Mas citaria o Nxzero pelo hiato deles.

15) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia  de gravação (Home Studio)?

Elfara Rock: Acredito que não exista tanta desvantagem, hoje está mais fácil para gravar, mas mesmo na facilidade a pessoa tem que estudar muito para desenvolver. E a gente sabe que a geração está cada vez mais preguiçosa para isso.

16) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Matheus: A galera da Supercombo hoje em dia é uma banda exemplar. É uma banda bem completa em todos os aspectos.

Tig: Marcelo Barbosa, Kiko Loureiro e Buddy Hit.

17) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Lucas: Acredito que minha “confusão” com os nomes das cidades. Eu sempre fico com Guarulhos na cabeça, estou em outra cidade e subo no palco falando: “BOA NOITEEE GUARULHOOOOOOS!” Puta Gafe (risos). Matheus: Quem vive no underground já passou por bastante coisa que no final é engraçado. O Lucas tá sempre fazendo alguma merda (risos). Iko: Foi num show que rolou em 2009, com uma antiga banda. Inclusive o Lucas e o Matheus estavam assistindo minha antiga banda (AIVIN) naquele dia. O palco começou a pegar fogo por um curto e eu tive que apagar com a meia. Tig: Chegar ao local do show e contratante pedir para esperarmos, pois estão terminando de fazer o “gato na energia” para podermos montar o palco e passar o som (risos).

18) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Lucas: Feliz: Ser reconhecido nos lugares. Triste: saber de alguns “pré-julgamentos” sobre nosso trabalho. Matheus: Mais feliz é quando alguém se identifica com aquilo que eu escrevi. E tristeza é a cena que hoje em dia está bem enfraquecida. Iko: Feliz é a satisfação de vê as pessoas se identificando com sua mensagem. Triste é a dificuldade de banda pequenas e independentes de terem boas oportunidades. Tig: Mais feliz é poder deixar as pessoas felizes. O que me deixa triste é a desvalorização do artista.

19) RM: Nos apresente a cena musical na cidade que você mora?

Elfara Rock: Em Guarulhos – SP nós estamos num momento muito bom e feliz, pois finalmente encontramos parceiros da cidade.

20) RM: Quais os músicos ou/e bandas que você recomenda ouvir?

Elfara Rock: Vagale, Beline, Sigla, Mariá, Hutal, Gambia, Zimbra, Doma, Gloria. Existem muitas outras, mas lembramos dessas agora.

21) RM: Quais os cantores e cantoras que gravaram as suas canções?

Elfara Rock: Ainda nenhum. Temos muita vontade de escutarmos alguma versão de uma música nossa.

22) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Elfara Rock: Não. Pois, mesmo tocando sem pagar o jabá, a rádio vai te receber se for benéfica para ela. É o famoso: “quem quer rir tem que fazer rir”.

23) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Elfara Rock: Estude, trabalhe, acredite, depois você estuda, trabalhe a acredita mais um pouco.

24) RM: Na sua opinião porque o rock no Brasil não tem o mesmo prestigio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Elfara Rock: Acho que isso envolve três coisas fundamentais: ciclo, cultura e condições de trabalho. Os equipamentos para fazermos um show com qualidade é alto demais, tanto para gente quanto paras as casas de show. Acredito que isso dificulta um pouco a parte de “entretenimento” do rock. Mas provavelmente a cultura é a maior influência, o momento também. Depende muito do que as pessoas estão a fim de ouvir.

25) RM: Quais os seus projetos futuros?

Elfara Rock: Agora no mês Julho começamos a soltar uma “review” acústica, das nossas músicas mais ouvidas no spotify em formato digital e vídeos no Youtube. E até o final do novo, novos singles com vídeos clipes. Além de estarmos fazendo show na turnê do CD – “Amor, Fé e Luta”.

26) RM: Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Elfara Rock: Nosso contato é com o Claytão Mandrack (11) 94734 – 5639 – [email protected] | [email protected]

| https://www.facebook.com/elfaraoficial | Instagram: @elfararock

Links: Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=8gZUj6GWvKs

Spotify: https://open.spotify.com/artist/2Ybfq0wZ6PYBx8mx9E94II

Deezer: https://www.deezer.com/br/artist/9392108

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.