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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

B.A

B.A
B.A

O cantor, compositor, violonista B.A lançou em 2021 um álbum sobre futebol com 13 músicas nos ritmos: Samba, Maracatu, Ijexá, Jongo e Bossa Nova. A arte da capa foi feita por Rodrigo Figueira da Silva.

Fez um “reset” na carreira em plena pandemia do Covid-19, Bruno de Azevedo, passou adotar o nome artístico de “B.A”, ele é formado em Violão Erudito e decidiu estudar música pop e beber da fonte dos ritmos afros brasileiros, trabalhando arduamente na junção inovadora de lançar um álbum inteiramente sobre futebol. Escrevendo todas as letras inspirado e motivado por todas as matérias da imprensa esportiva brasileira. Orquestrou músicas como: “A história do Maraca”, “Canarinhos 58,62 e 70”, “Museu da pelada”, “Carta de Mané”. O álbum tem um estilo vintage e faz um paralelo com os tempos românticos do futebol, e por isso, tem influência de Gordon Jenkins arranjador de dois grandes ícones da música: Frank Sinatra e Nat King Cole; Quincy Jones arranjador de Sinatra na década de 60. B.A estuda orquestração pelo método de Samy Nestico. Sonha em fazer trilha sonora para: filmes, novelas, séries e documentários. Quando se trata de harmonia e percussões de Samba, se inspira em João de Aquino, seu ídolo e mestre que durante 4 anos usufruiu de grande convívio. Obteve experiências cantando nas noites da zona sul de São Paulo. B.A e também lecionou violão e teoria musical pela FAETEC no Rio de Janeiro.

A música “Final de amanhã 1997”, com personagens citados ao decorrer da letra. “Cléber” Xerife da zaga palmeirense tem a missão de parar o ataque vascaíno que não passou mais de um jogo sem marcar gols no campeonato. “Marcação especial” um termo antigo e não usado mais no futebol de hoje, onde um jogador tinha uma única função durante toda a partida, a de marcar o jogador adversário mais perigoso do time. A final terminou “0 x 0”, mas resultado favorecia a equipe Cruzmaltina de melhor campanha.

Na “Museu da pelada”, criada e dedicada com muito carinho ao amigo jornalista Sérgio Pugliese, criador do “Museu da pelada”. Uma das vozes da imprensa esportiva especialista na história do Maracanã e do Campeonato Carioca. Com diversas matérias, entrevistas e reportagens especialmente sobre o futebol. Ele tem se tornado muito popular e se personifica a própria memória do futebol com apoio dos ex jogadores, árbitros, técnicos e a todos os personagens que de alguma maneira direta ou indireta, contribuiu para o bem do esporte mais popular e amado das nações.

“O passado está na mente. Tempos bons não voltam mais, quando tinha aquela gente mais bonita, mais contente. Tantas tardes de domingo sem camisa na geral, tantos fogos de artifícios para um jogo especial, balançavam-se as bandeiras perto da estação primeira. Que saudade do Maracanã, de ver jogo no Maracanã, de ser campeão no meu Maracanã e de correr pelo Maracanã. Já virei a madrugada cantando na multidão, seguindo a carreata do meu time campeão. Jogador malabarista escolhido pra entrevista, vai falar no Museu da pelada, vai passar no Museu da pelada, os craques estão lá no Museu da pelada pra conectar no Museu da pelada”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com B.A para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 06.07.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

B.A: Nasci no dia 02.04.1984 em São João de Meriti – RJ. Registrado como Bruno de Azevedo Salgueiro.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

B.A: Através de minha avó Nice (Dimercina) que tocava violão, desde que me entendo por gente, ganhava violão de brinquedo, além de outros instrumentos musicais.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

B.A: Sou Bacharel em Violão Erudito pelo Conservatório Brasileiro de Música – RJ, curso de Flamenco com Flávio Rodrigues, curso de trilha sonora com Tim Rescala, estudei orquestração pelo método de Samy Nestico e cursos de engenharia de Áudio.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

B.A: No meu passado: MPB, Música clássica, Rock, Samba, Pagode, Gospel, Folk e Romântica internacional. No meu presente todas ainda me seguem, mas novos gêneros chegaram como: Jazz, Blues, Indie Flamenco, Samba enredo e música instrumental solo. A música que deixou de ter importância é música gospel, mas apenas as do Brasil.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

B.A: Em 2008 ainda no período de graduação em Violão, comecei a fazer concertos de Violão pelo projeto “Música no Museu”.

06) RM: Quantos CDs lançados?

B.A: Em 2021 será lançado meu primeiro álbum “Futebol Na veia” e “Futebol na veia 2” (instrumental), será lançado daqui a um ou dois anos e, já está quase pronto. Durante a pandemia do covid-19, eu fiz esses dois álbuns onde todas as músicas eu compus e executei, além de estar na produção inteira do disco.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

B.A: Autêntico dono de um estilo próprio adquirido com o passar dos anos.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

B.A: Sim. Durante os dois primeiros períodos na Faculdade. Tive aulas de técnica com Sérgio Lavour, mas foi por pouco tempo.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

B.A: A técnica existe para facilitar a vida do profissional, e na área da música não é diferente. É como meu professor de Violão, Gaetano Galife, dizia: “Quando se está nervoso, a técnica é quem faz as coisas acontecerem”, ele, era integrante do conjunto “Los Gatos”. Ele foi meu professor do quarto período em diante.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

B.A: Nat Kin Cole, Sinatra, Emílio Santiago, Djavan, Coverdale, Seu Jorge, Elis Regina, Elza Soares, Phill Collins, James Igram, Michael Mcdonald, Bolton, Milton Nascimento, muita gente!

11) RM: Como é seu processo de compor?

B.A: Começou com o meu período na igreja Metodista em 1999 e com meu professor Gaetano Galife, que é um grande compositor. E com meu convívio e grande amizade com o produtor João de Aquino, compositor da música “Viagem”, “Sagarana”, entre muitas outras.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

B.A: Nunca fiz parceria, mas quero viver esses momentos de compor em parceria.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

B.A: Os prós: autonomia e liberdade de produzir ao seu tempo. Os contras são: a falta de estrutura na maioria das vezes, além de muitas ideias diferentes na criação do trabalho que as vezes pode ser prejudicial se não for bem aproveitada.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

B.A: Dentro do palco: eu pretendo conquistar meu público através da minha musicalidade acima de tudo, ligar meu público de forma direta com minha arte, criando músicas dentro de assuntos atuais. Fora do palco: uma luta contra violência no Futebol, racismo e preconceito religioso. Tudo isso passa pelo meu primeiro álbum “Futebol Na veia”.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

B.A: Eu procurei um tema que atrai o público, uso a internet como principal ferramenta de publicidade do meu trabalho além de rádios, blogs e revistas.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

B.A: A internet ajuda em espalhar meus conteúdos de forma rápida para todas as camadas digitais. Não vejo nada em que meu trabalho seja prejudicado pela Internet, pelo menos até hoje.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

B.A: Só vejo vantagens. Você tem acesso hoje a materiais e conteúdo que no passado você teria de ter muito dinheiro para investir. O fato de ter acesso e dar errado o trabalho, não tem a ver com desvantagens, tem a ver com a falta de preparo e prática para usar o recurso.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

B.A: A linguagem, os temas, a imagem tudo isso precisa ser bem cuidado. A sorte também não pode deixar de fazer parte.

19) RM: Como você analisa o cenário do Música Popular Brasileira. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas, quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

B.A: A Iza, AnaVitória, Maria Gadú e outros. Com a Pandemia do Covid-19 todos foram “resetados” vamos ver quem larga na frente depois da pandemia.

20) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

B.A: Quincy Jones, Djavan, Ivan Lins, João Bosco… tem muita gente.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

B.A: Uma vez eu fiz um concerto na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e ao mesmo tempo estava sendo velado o corpo do cantor Waldick Soriano, as pessoas aplaudiam meu concerto no andar de cima e pessoas choravam no andar de baixo (risos).

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

B.A: Fico muito feliz com o reconhecimento do público e a presença do público que aquece o corpo do nosso sonho. Triste é julgar certos erros que artistas fazem e que as pessoas levam tudo para o lado artístico.

23) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

B.A: Existe. Mas ele é só 5%, o resto é trabalho. O dom eu vejo como uma missão, mas cabe ao favorecido trabalhar para cumprir essa missão.

24) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

B.A: A improvisação musical é uma liberdade de expressão em tempo real com seu instrumento.

25) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

B.A: Existe e fica mais marcante ainda com certos gêneros musicais como, Rock, Choro, Jazz e Flamenco.

26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

B.A: As vantagens são que existem vários métodos que com toda certeza um deles irá funcionar na nossa cabeça. Os contras são que na maioria das vezes apenas um método não é o suficiente e, você acaba tendo que estudar por dois ou três métodos ao mesmo tempo.

27) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

B.A: Harmonia devia ser o primeiro passo que um estudante de música deveria estudar. Porque essa matéria é exatamente o que a música significa: A arte de combinar sons. Não vejo nenhuma desvantagem em aprender pelos métodos. Cada vez mais claros e ao alcance dos leitores a nível de aprendizado.

28) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

B.A: Acredito plenamente nisso. Até mesmo porque as rádios perderam muitos ouvintes depois do auge da era digital. Elas se mantêm ainda graças a sua força na comunicação. Já as gravadoras perderam muito do poder que elas tinham. Cada vez diminuem ainda mais o número de gravadoras no mundo.

29) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

B.A: Dou toda força, pois a música é a coisa mais incrível desse mundo. É tudo e todos necessitam de música como: inaugurações, cerimônias, aberturas, concursos, desfiles, entre outras dezenas de atividades em público.

30) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

B.A: Você ganha experiências em Festivais de Música, faz amizades, parcerias, escreve o começo da sua história. Os contras são poucos, mas podem pesar muito como: parcialidade dos jurados, os apadrinhados dos jurados as escondidas e hoje no Brasil sabemos de muitos escândalos, mas que não lembramos de nenhum, quando querermos lembrar.

31) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

B.A: São os Festivais de Música que revelam novos talentos em todo lugar do mundo.

32) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

B.A: A cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira não mostra 5% de todos os artistas que o Brasil inteiro tem. Estão concentrados em apenas um pequeno grupo de artistas.

33) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

B.A: Esses espaços são exemplos que deveriam ser seguidos por outras empresas. Nós precisamos de espaço, um palco para mostrarmos do que somos capazes e de fazer nossa música, não somente no aspecto musical, mas social, religioso, político e etc..

34) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

B.A: O Bar sempre será uma opção, é o aprendizado que nem a Faculdade ou Escola de música pode te dar. É “mãos à obra”.

35) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

B.A: Os principais erros estão na inflexibilidade do ensino. A metodologia de sucesso é aquela que se manifesta de forma dinâmica e leve. As vezes encontramos métodos de ensino de música denso e introspectivo. Um exemplo, são métodos que não permitem novos caminhos, que diversifica, expande o aprendizado do aluno. Daí fica aquela coisa amarrada com excesso de pragmatismo.

36) RM: Quais os violonistas que você admira?

B.A: Andres Segovia, Fabio Zanon, Marco Pereira, Yamandu Costa, Baden Powell, João de Aquino, Raphael Rabello, Jonh Williams, Julian B., Paço de Lucia, Vicente Amigo, Paulo Pedrassolim, Gaetano Galife.

37) RM: Quais os compositores eruditos que você admira?

B.A: Sergei Rachmaninoff, Johann Sebastian Bach, Heitor Villa-Lobos, Astor Piazzolla, Federico Moreno Torroba, Enrique Granados, Jonh Williams, Guerra Peixe, Joaquim Rodrigo, Radamés Gnattali, Manuel de Falla, Leo Brouwer, Ígor Stravinski, Johann Strauss, Johannes Brahms, Isaac Albéniz.

38) RM: Quais os compositores da Bossa Nova você admira?

B.A: Antonio Carlos Jobim, João Gilberto, Vinícius de Moraes, Edu lobo, Chico Buarque, Francis Hime, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Toquinho, Baden Powell.

39) RM: Quais os compositores do Jazz?

B.A: Brandford Marsalis, Wynton Marsalis, Quincy Jones, B.B. King, Nat King Cole, Chet Baker, Mile Davis, Charlie Parker, Francis Scott Key Fitzgerald, Dave Grusin, Sammy Nestico, Count Basie, Nina Simone.

40) RM: Quais as diferenças técnicas entre o Violão Erudito e Popular?

B.A: Pergunta fácil e ao mesmo tempo difícil. O Violão Popular tem uma pegada e sonoridade diferente, é sem peso no timbre em relação ao Violão Clássico, é mais livre em relação ao andamento e ritmo. Claro que isso varia de cada lugar do mundo, mas o Violão Erudito tem como sua característica o timbre mais grave “aveludado” e mais contido ritmicamente, com uma variedade de timbres “doce, natural e metálico” no decorrer da música.

41) RM: Quais as principais técnicas que o aluno deve dominar para se tornar um bom Violonista?

B.A: Aluno precisa estudar Flamenco em algum momento da sua vida, a técnica da mão direita é o grande diferencial no estudo do Flamenco. O Violão Erudito também, pois traz uma técnica para a mão esquerda mais apurada que no Violão Popular. O violonista com essas duas bases consolidadas, terá técnica para tocar todos ritmos no Violão.

42) RM: Quais os principais vícios e erros que devem ser evitados pelo aluno de Violão?

B.A: Estudar por conta própria (autodidata) é o maior de todos os erros do aprendizado, pois o aluno adquiri vícios e erros que podem traumatizar a carreira do músico para sempre. Tudo de errado se gera a partir do autoritarismo, em alguns casos há exceções.

43) RM: B.A, Quais os seus projetos futuros?

B.A: Continuar estudando orquestração e escrever para cinema, já passou da hora do Brasil ganhar seu Oscar.

44) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

B.A: (21) 96494-3990 watts | [email protected] | https://web.facebook.com/onurb.onurb.370

| https://web.facebook.com/watch/b.a.lamusique | https://www.instagram.com/deazevedoviolao

Canal: https://www.youtube.com/channel/UClDGCNSscpZdv9RvTiw3x8g

A história do “Maraca” Campeonato Carioca: https://www.youtube.com/watch?v=a0q2yP3VksE

O rei “Pelé”: https://www.youtube.com/watch?v=FNMJd5ZxMxs

Garrincha e Elza Soares: https://www.youtube.com/watch?v=KKpawk69Ch8

FLAMENGO EM 1981: https://www.youtube.com/watch?v=S5YrCYQimmk

ROMÁRIO: https://www.youtube.com/watch?v=o1bN3ZKpUJ4

FINAL DE AMANHÃ “1997”: https://www.youtube.com/watch?v=yKVT43tDTF0

Desenhos e dribles: https://www.youtube.com/watch?v=5Tqt4R0oZjA

Tristeza de Barbosa: https://www.youtube.com/watch?v=Xz6Ao8O52Uo

Poeira pura: https://www.youtube.com/watch?v=OCJrKpe4NAU

Live Makemusicday – 22 de junho 2021: https://www.youtube.com/watch?v=TjgUpJAURG8


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Uma Revista criada em 2001
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