More Anna da Bahia »"/>More Anna da Bahia »" />
Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Anna da Bahia


A cantora forrozeira, Anna da Bahia, nascida em Alagoinhas – BA, começou sua carreira no início do ano 2000 quando formou uma banda de Forró que se apresentou por diversas vezes no BAR IDEARIUM, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador – BA, além de outros espaços nas cidades do interior.

Porém em razão de problemas familiares interrompeu a carreira em 2005. Voltou aos palcos em 2015, após concluir o curso de Direito, inclusive, sendo carinhosamente chamada de – “A Doutora do Forró” – pelo amigo Silvio Mendes, locutor do programa “Forró sem Fronteiras” da Rádio Água Fria FM.

Anna da Bahia tem voz potente, valoriza as melodias, os graves, o jeito elástico de escandir os versos que encanta o público e o repertório que apresenta revive a lembrança das festas de São João nas cidades do interior do Nordeste. Realiza apresentações musicais visando resgatar a cultura do Forró Tradicional, no seu formato original, com repertório específico dos grandes compositores do Forró Pé de Serra, com músicas que mantiveram suas características em sua trajetória no tempo e com músicas autorais com as mesmas especificações.

A cultura do Forró Pé de Serra foi perdendo seu caráter regional, passou a ser invadida por gêneros artísticos que não se identificam com os hábitos e valores da cultura tradicional nordestina. Anna da Bahia frequenta todos os domingos as casas de Show que apresentam o Forró Tradicional e sempre dá uma “canja”, satisfazendo a pedidos do público que já conhece e aprecia seu repertório baseado principalmente nas músicas de Luiz Gonzaga.

Um, dos seus projetos, tem como objetivo principal deslocar a cultura do Forró Tradicional do seu calendário regular. E expandir sua execução fora do período das festas juninas, proporcionando assim a reinvenção, apropriação, conservação e proteção das expressões culturais juninas, inserindo-a em um novo espaço e em uma nova temporalidade. Especialmente nas situações em que as expressões culturais possam estar ameaçadas de extinção ou de grave deterioração.

O público que aprecia o estilo do Forró tradicional, geralmente, são as pessoas de meia idade, porém, é constante a presença dos jovens nos encontros semanais que os forrozeiros organizam, inclusive com a presença de crianças que já apresentam interesse em aprender a tocar os instrumentos. É expressiva a participação de pessoas idosas, que em razão dos encontros onde dançam e se divertem, adquirem uma melhor qualidade de vida, combatendo a depressão e muitas doenças que são características da idade avançada, assim como, a presença de pessoas deficientes.

Atualmente a forrozeira, Anna da Bahia, está pondo em andamento o projeto “Forró o ano todo”. O desenvolvimento deste projeto é fazer apresentação de Forró Tradicional em ruas e praças públicas para levar ao conhecimento, principalmente dos turistas que visitam o Nordeste, o conhecimento da cultura tradicional do Forró e combater a proliferação dos paredões e músicas depreciativas. Em breve o seu projeto se estenderá às escolas. Assim a história do Forró chega ao conhecimento das crianças e dos jovens.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Anna da Bahia para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 11.07.2022:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Anna da Bahia: Nasci no dia 30 de agosto de 1956 em Alagoinhas – BA. Registrada como Ana Maria Teixeira do Nascimento.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Anna da Bahia: Quando criança, eu já acordava ouvindo música num serviço de alto falante que tinha próximo a minha casa. O vizinho tocava muitas músicas de bolero de Nelson Gonçalves, Agnaldo Timóteo, Orlando Dias, Orlando Silva, dentre outros. No período das festas juninas, era o que eu mais gostava, tocava diariamente músicas de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marinês e outros forrozeiros. Eu fui aprendendo as letras das músicas, aprendendo a interpretá-las e aprimorando as minhas cordas vocais.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Anna Bahia: Sou Professora e Advogada.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Anna da Bahia: Todas as influências que me moldaram tiveram sua importância de acordo com a época, e as novas descobertas que surgiam foram modificando meu modo de cultivar a música. E nesse movimento de evolução do conhecimento sobre as expressões musicais, muitos estilos foram aprimorados e outros abandonados, por exemplo, as músicas que tem um duplo sentido e que ferem a dignidade das pessoas, principalmente das mulheres.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Anna da Bahia: Sempre que eu frequentava bares e restaurantes os amigos me pediam para cantar, de maneira informal e batucando nas mesas. Só iniciei uma carreira musical quando me mudei para Salvador – BA. Em 2005, eu formei uma banda de Forró Tradicional. É o estilo musical que eu mais gosto de cantar, embora goste também de Samba, MPB, Boleros e algumas músicas dos estilos mais atuais.

Com essa banda fiz diversas apresentações no Rio Vermelho, no Bar IDEARIUM, e em algumas cidades do interior baiano. Após meu divórcio e com o falecimento de minha mãe, a minha vida deu uma reviravolta e fui obrigada a abandonar tudo e trilhar outro caminho profissional. Porém não desisti de cantar.

Em 2015, concluí o curso de Direito, sou advogado, mas resolvi voltar a cantar. Em razão dos parcos recursos venho na luta para ocupar palcos que me proporcione alavancar minha carreira musical. Mas, enfrento dificuldades pelo fato de o Forró tradicional está sendo substituído por outros ritmos, inclusive no período das festas juninas, quando as prefeituras contratam bandas do sul e sudeste e deixam os forrozeiros nordestinos, que tocam o Forró Tradicional a ver navios.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Anna da Bahia: Até o momento não tenho nenhum álbum lançado. Tinha feito um projeto antes da Pandemia do Covid-19, que em razão de não poder ensaiar, teve de ser suspenso. Mas estou em elaboração do projeto do primeiro álbum e de um Clip musical.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Anna da Bahia: Sou amante da boa música. Canto todos os estilos de acordo com o momento, se for para cantar num aniversário de 70 anos, tenho repertório. Mas para solidificar uma carreira escolhi o forró, o tradicional. É o estilo que eu me identifico mais, porque além de ser festivo, é romântico. São João sempre foi a festa que eu mais gosto. Além de proporcionar um estado d’alma de saudade das festas juninas na minha infância e juventude no interior, apesar de estar perdendo suas características em razão da globalização ainda guarda uma magia que é difícil até de explicar.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Anna da Bahia: Não, aprendi a repetindo os cantores, e os escutando cantar, eu imitava até os seus timbres de voz.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Anna Bahia: Acho importante para quem tem condição de buscar melhorar seu desempenho vocal, e cuidar da voz é primordial para quem quer perdurar como intérprete.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Anna da Bahia: São muitos: No Samba Agepê, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Alcione, Dona Ivone Lara e outros. No Bolero: Altemar Dutra, Agnaldo Timoteo, Orlando Dias, Orlando Silva, Nilton Cezar, etc. E no Forró, os mestres Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Sivuca, Jackson do Pandeiro, Anastácia, e os mais contemporâneos, Flavio José, Flavio Leandro, Alcymar Monteiro, Trio Nordestino, e muitos outros. E muitos monstros da MPB como Djavan, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia. No Sertanejos como Paula Fernandes, Almir Sater, entre outros.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Anna da Bahia: Geralmente, eu estou fazendo trabalhos domésticos e vem as ideias, eu fico cantarolando e gravo no celular. As vezes faço os versos de uma música e depois coloco a melodia.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Anna Bahia: Até agora as que fiz foram sozinhas, talvez um dia, quem sabe, aparece um parceiro musical.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Anna da Bahia: O artista fica sobrecarregado. Ao mesmo tempo que tem que se preocupar com o repertório, em compor novas músicas, também tem que buscar espaço para se apresentar, patrocínio, concorrer em editais, é muito puxado. Além disso, é difícil contar com outros artistas consagrados, que por extremo egoísmo não se preocupam em ajudar os menos favorecidos.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Anna da Bahia: Planejo algumas estratégias no geral, porém no particular, eu deixo um pouco acontecer por não possuir recursos financeiro para investir na carreira de um modo geral, mas faço pequenos investimentos. Tenho buscado me apresentar como artista de rua em locais bem movimentados, embora sofrendo com a repressão dos órgãos públicos que proíbem os artistas ocuparem espaços públicos sem licença. A licença não é concedida para todos, por causa do protecionismo com os artistas que fazem parte das relações de amizade com os gestores e que têm sempre preferência, mesmo no período das festas juninas.

A banda que toca no palco o ano todo, no período das festas juninas se torna a banda de Forró tocando forró com guitarra, descaracterizando totalmente a cultura do Forró Tradicional. No período das festas juninas, no Nordeste, a maioria dos cantores de outros ritmos viram forrozeiros, porém não têm a energia dos verdadeiros forrozeiros, que trazem na alma a identidade do Forró.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Anna da Bahia: Estou criando uma Associação de Forrozeiros. Associação Flor do Mandacaru dos Forrozeiros da Bahia. Venho participando das concorrências, inscrevendo grupos para participar de editais, inclusive visando realizar festivais de forrozeiros e encontros utilizando os recursos públicos, de fomento para a cultura.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Anna da Bahia: A internet ajuda mais que prejudica. Com a divulgação de meus trabalhos nas redes sociais, eu fico conhecida. Já solidificando meu nome artístico Anna da Bahia, com a alcunha de “A Doutora do Forró”, assim chamada, carinhosamente, pelo amigo Silvio Mendes da Rádio Água Fria FM.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Anna da Bahia: As vantagens é que para os que não têm condições de pagar estúdios caros para gravar um CD, pelo menos possibilita a divulgação do trabalho. A desvantagem é que, muitas vezes a qualidade do trabalho deixa a desejar.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Anna da Bahia: Busco me apresentar em locais, dando canja, e muitas vezes chego a pagar para me apresentar. É necessário fazer o nome primeiro para depois pensar em contratos e cachês.

19) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Anna da Bahia: O Forró sofreu alterações significativas nos últimos tempos, inovou com bandas que tocam de forma diferenciada, incluíram instrumentos que conquistaram a simpatia de muitos, principalmente dos jovens, como por exemplo o “Forró Universitário”. Porém, o Forró Tradicional, trazido por Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro e outros tem consistência e força. Apesar da resistência de muitos que protegem os grupos musicais mais contemporâneos, o Forró Tradicional e muito apreciado. Muitas vezes até muito requisitado. Prova disso é que quando canto as pessoas elogiam e agradecem por ter proporcionado, para elas, uma viagem no tempo bom da infância e mocidade nas cidades do interior do Nordeste.

20) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Anna da Bahia: Flavio José, Flavio Leandro, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Alcymar Monteiro, e outros artistas do Forró, e vários cantores da MPB.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado, etc)?

Anna da Bahia: Uma pequena queda quando estava descendo do mini trio elétrico, mas sem danos físicos. Um “paquera”, bêbado, que, por eu estar vestida com a indumentária de cangaceira; ele disse que era do cangaço e atrapalhou um pouco uma gravação. Fazer shows em locais em que as pessoas pedem para cantar músicas da atualidade, que não são Forró e que não conheço.

O episódio, atualmente, mais marcante foi quando fui passar o São João em Itacaré – BA. Fui conhecer a cidade sem ter conhecimento com ninguém. Cheguei na véspera e sai para ver o que rolava pela cidade. Dois locais estavam decorados e tocaram um pouco de Forró, mas o que prevalecia eram as músicas atuais que a juventude gosta. No dia seguinte, eu estava um pouco desanimada, tomando uma cerveja em um bar a beira mar quando surgiu um cortejo junino, de pessoas de meia idade e me engajei no grupo. A música tocada em uma caixa de som sobre uma bicicleta, música mecânica. Aí pedi para colocar o microfone que sempre carrego, pluguei o celular e usando os Karaokês de músicas juninas, passei a cantar e a galera adorou. Passeamos em cortejo pelas ruas de Itacaré e fiz muitas amizades. Já estou contratada para o próximo ano.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Anna da Bahia: Fico feliz quando vejo a reação do público quando canto o Forró Pé de Serra. Eles elogiam e agradecem por ter proporcionado as lembranças do passado e chegam a me presentear com mimos, bebidas, comidas, etc. O mais triste é que em alguns lugares as pessoas preferem músicas das duplas os sertanejos, com letras medíocres, melodias desencontradas; pedem para parar de tocar e que eu cante. Só que não conheço, e peço para colocar som mecânico.

23) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Anna da Bahia: Tiveram seu momento, o problema é que eles primaram por sufocar o Forró Tradicional. Não houve divisão de palco. As bandas ficavam com os melhores cachês e os trios de Forró relegados aos pequenos palcos nas periferias, com cachês irrisórios. Isso vem perdurando até hoje.

24) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Anna da Bahia: Banda Falamansa, entre outros.

25) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Anna da Bahia: Difícil. O que rola é exatamente o mercantilismo. Em razão disso, proliferou a cultura de baixa qualidade que temos aí. Músicas que depreciam as mulheres, fazem apologia ao sexo e ao uso de drogas, danças obscenas, outras mazelas.

26) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Anna da Bahia: Que coloque em xeque sua capacidade musical, observe a reação do público, e busque sempre se aprimorar. Não forçar uma carreira apenas por ter condições financeiras, isso com o tempo só resulta em frustração.

27) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Anna da Bahia: Os festivais de música sempre foram de grande importância para a música brasileira. Revelou grandes artistas e movimentou o cenário musical despertando o interesse do público. Não tenho nada contra, pode ser que, atualmente, ocorra um certo protecionismo e estrague a beleza dos festivais.

28) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música ainda é relevante para revelar novos talentos?

Anna da Bahia: Sim. É um ótimo instrumento para possibilitar aos novos talentos mostrar sua capacidade musical.

29) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Anna da Bahia: Tem seu lado bom, porém em razão do capitalismo não se está divulgando a cultura de qualidade, mas uma cultura distorcida. Valorizando músicas que não têm qualidade e cantores feitos na marra, principalmente no estilo sertanejo.

30) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Anna da Bahia: De vital importância. Toda e qualquer forma de incentivo à cultura é válido. Muitos artistas não têm condições de sozinhos, dar impulso em suas carreiras, e esses espaços contribuem dando oportunidades aos mesmos.

31) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Anna da Bahia: Gosto de algumas músicas do Forró Estilizado, tenho no meu repertório. Mas sou amante, apaixonada pelo Forró Tradicional. Estou na luta pela defesa dessa tradição tão linda. Meu projeto, “Forró o ano todo”, que estou planejando, atualmente, é fazer apresentação de Forró nas ruas e praças de várias cidades, tocando o Forró Tradicional, com todas as características que identificam a cultura, como as vestes, os músicos, etc.

32) RM: Qual a sua opinião sobre o uso do Teclado no Forró?

Anna da Bahia: Só uso o acompanhamento de Teclado em último caso. Quando não é possível fazer o trabalho com um Trio de Forró (Sanfona, Zabumba e Triângulo), às vezes sou obrigada a contratar um tecladista, mas o que gosto mesmo é o acompanhamento da sanfona. Acho um instrumento excepcional.

33) RM: Quais os seus projetos futuros?

Anna da Bahia: Tenho muitos. Mas todos voltados para a área musical. Estou gradativamente abandonando a carreira jurídica e me dedicando mais ao meu talento como cantora de Forró. Inclusive, com a pretensão de comprar e aprender a tocar uma sanfona.

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Anna da Bahia: (71) 99178 – 0668 | [email protected]

| https://www.instagram.com/annadabahia

| https://web.facebook.com/anamaria.teixeiradonascimento

LIVE DE SÃO JOÃO ANNA DA BAHIA: https://www.youtube.com/watch?v=8gzTZu5mL4M

Anna da Bahia cantando com Cristian: https://www.youtube.com/watch?v=c7vzPI3W0Yo

 


Comments · 2

  1. Poxa que maravilha de entrevista, não conhecia a história da cantora Ana da Bahia, mas adorei saber da sua luta artística. Sucesso Ana!

Deixe um comentário

*

Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.
Notícias por WhatsApp