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Entrevistas

André Droichi


André Droichi, forrozeiro desde 1998, dançante e estudante de Forró dança desde 2004, professor de Forró dança desde 2010 e com sua empresa “Danceforró” desde 2012.

Atua São Paulo, no bairro de Pinheiros, dando aula em seu espaço próprio, e também na equipe do Remelexo Brasil. Coordena as aulas de Forró no Mural Casa de Cultura, no bairro da Vila Madalena. Já deu aulas pelo Brasil afora em festivais como Nata Forrozeira, Festival de Verão de Itaúnas – ES e espaços culturais da prefeitura de São Paulo como a Galeria Olido, e eventos da Prefeitura de São Paulo como o “Forró da Garoa” e em Unidades do SESC.

Segue abaixo entrevista exclusiva com André Droichi para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 24.06.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

André Droichi: Nasci no dia 10.11.1980, em São Caetano do Sul – SP. Registrado como André Luiz Droichi Lopes.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

André Droichi: Foi quando era criança, pois está em minhas primeiras lembranças, um pouco turvas pela falta de consciência total, escutando música para dormir, cantadas por minha mãe Cleide Droichi Lopes e minha avó Leonidia da Silva Droichi. Eu lembro de ter brinquedos musicais, como um pequeno pandeiro, um clarinete colorido, um xilofone colorido, uma flauta doce marrom (tenho até hoje), um triângulo de ferro (tenho até hoje). Em minha adolescência também tinha alguns instrumentos de percussão em casa.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área da dança?

André Droichi: Antes de estudar o Forró Dança, fiz aula de Teclado quando tinha uns 10 anos de idade, depois aprendi a tocar alguns instrumentos de percussão pelas Rodas de Samba nos anos 90 em São Paulo. Fiz curso técnico e superior de Enfermagem, profissão que deixei de exercer desde 2010, quando comecei a dar aulas de Dança.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

André Droichi: No passado Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Alceu Valença, Guilherme Arantes, passando por Beatles, The Doors, Pink Floyd, e logo mais por Dead Kennedy’s, Suicidal Tendencies, Raimundos, o Rapa e Racionais MC’s, Black Roots, Jacob Miler, Twinkle Brothers. RAP, Rock, Hardcore, Punk, Reggae, Forró, MPB. No presente: Reggae, Forró, Hardcore, música brasileira dos anos 80,90 e 2000, RAP. Nenhuma influência deixou de ser importante em minha vida.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira de professora de Dança?

André Droichi: Em 2010, no bairro de Pinheiros no “Espaço Urucum”. A casa começou a ter noites de Forró, e queriam ter aulas antes da balada. Então fui indicado aos gestores, por uma amiga que sabia da minha história e dedicação ao Forró dança desde 2004. Aí tudo começou.

06) RM: Quais motivos levaram você escolher ser professora de dança de Forró?

André Droichi: Eu não me sentia feliz fazendo o que fazia, e entrei num ciclo de auto contestação. Eu já queria dar aulas de Forró dança a muito tempo, estava me preparando e naquele momento me percebi preparado para o início dessa carreira focada no ritmo do Forró.

07) RM: Como você escolhe o seu repertório?

André Droichi: Pelas possibilidades que determinada música exerce na didática das aulas.

08) RM: Você é colecionador de disco?

André Droichi: Tenho muitos discos, mas não sou colecionador.

09) RM: Quais outros ritmos são de sua preferência?

André Droichi: Samba, Reggae, Rock (algumas vertentes), RAP, MPB.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

André Droichi: Essa pergunta é difícil, pois são muitos. Citarei as maravilhosas Marinês, Anastácia, Lucimar. Dos homens citarei Mestre Zinho, Jacinto Limeira, Ary Lobo.

11) RM: Apresente sua metodologia de aula.

André Droichi: Minha metodologia de aula é a “Metodologia Danceforró”, desenvolvida nesses anos de pesquisas, experimentos, vivências e ensinamentos no Forró dança. Consiste basicamente na observação da necessidade de cada indivíduo de ver, escutar e reproduzir para chegar em seu objetivo; muitas vezes um sonho, que é dançar Forró. Assim aplico a abordagem necessária para aquele caso, seja em aulas em grupo ou individuais. O foco total é em quem está aprendendo.

12) RM: Quais são os principais passos para dançar Forró?

André Droichi: Dominar a base, saber caminhadas, deslocamentos, mas o principal é saber abraçar e transferir o peso.

13) RM: Quais as diferenças de entre dançar Forró Chamegado, Coreografado, Cadenciado?

André Droichi: Acho que a intenção é a principal. Um é para “chamegar” e o coreografado é mais para apresentações.

14) RM: Quais os melhores ritmos de Dança de Salão?

André Droichi: Todos. O melhor é a dança.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

André Droichi: Pretendo escrever projetos públicos;  pretendo cada dia mais difundir minha marca Danceforró e meu nome, para assim continuar levando essa cultura maravilhosa para mais e mais pessoas.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira de professor de Dança?

André Droichi: Participo de festivais, dou aula em Casas de Show importantes, e principalmente um bom relacionamento com minha rede afetiva.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira de professor de Dança?

André Droichi: A internet ajuda a divulgar o trabalho e o Forró. Proporciona opção de atendimento a distância.

18) RM: Quais as situações inusitadas aconteceram na sua carreira de professora de Dança?

André Droichi: Em 2013, tive que abrir um bueiro e descer na galeria de esgoto para pegar as chaves do carro de uma aluna, que haviam caído no bueiro quando ela chegava na aula no Remelexo Brasil. Tudo pelo Forró e pelas pessoas.

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira de professora de Dança?

André Droichi: Mais feliz é fazer o que gosto, e ver o Forró ultrapassando barreiras e fronteiras. Mais triste é ver tanta dificuldade para disseminar a cultura e a arte no Brasil, e a desvalorização do Forró no Brasil. 

20) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira como professora de Dança?

André Droichi: Tenha o domínio dos conhecimentos que vai passar a diante; tenha consciência da responsabilidade que é levar essa cultura maravilhosa a diante; se você for verdadeiro com sua vida profissional, a vida será verdadeira com você.

21) RM: O circuito de Salão de Baile e Escolas de Dança na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho?

André Droichi: Sim.

22) RM: Qual a importância de a professora de Dança conhecer a história e cultura dos ritmos que ensinam?

André Droichi: É muito importante, pois não se trata apenas de passos de dança, e sim de uma cultura com uma estrutura enorme e cheia de nuances, e cheia de ritmos, que junto com a estrutura corporal formam as vertentes do forró dança.

23) RM: Como o Forró é visto fora do Brasil?

André Droichi: O Forró é bem visto fora do Brasil por quem tem o conhecimento dele.

24) RM: Além de professor de Dança, você é músico?

André Droichi: Sim.

25) RM: Quais os prós e contras do professor de Dança ser músico?

André Droichi: Acredito que não existe contra. Os prós são ter domínio do ritmo, e poder com isso transmitir e ensinar melhor para quem está aprendendo.

26) RM: Quais os prós e contras do professor de Dança não ser músico?

André Droichi: Acredito que não existam contras.

27) RM: Quais os seus projetos futuros?

André Droichi: Meu projeto futuro é aumentar meu alcance de atuação

27) RM: Quais seus contatos?

André Droichi: (11) 94954 – 5097 |96744 – 2553 | contato@danceforró.com.br 

| https://web.facebook.com/danceforroaulas 

| https://www.instagram.com/andredroichi   

| https://www.instagram.com/danceforro 

Canal: https://www.youtube.com/channel/UChbKcgt4lHnqR00-UXFM8-g 

Forró Roots: https://www.youtube.com/watch?v=v8aVXcQkTU8 

Aula arrasta-pé: https://www.youtube.com/watch?v=aAg-ao6y-SI


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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