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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Anderson Lobo


Poesia e música se misturam para dar forma à obra do artista mineiro, que, atualmente, divulga seu trabalho nas redes sociais e nas plataformas digitais. O cantor e compositor Anderson Lobo se define, antes de mais nada, como um poeta.

Nascido em Belo Horizonte, escreve desde a adolescência, quando começou a rabiscar seus primeiros versos. Na época, aprendeu também a dedilhar alguns acordes em seu violão e foi assim que suas primeiras composições ganharam vida. Ainda adolescente, formou uma banda para tocar em festas de escolas e pequenos eventos. O passatempo virou profissão quando começou a se apresentar em bares e restaurantes da capital mineira. A experiência nas noites belo-horizontinas foi fundamental para se aperfeiçoar como músico.

Assíduo ouvinte de estilos musicais diversos, Anderson Lobo cria, em seu trabalho autoral, um diálogo entre as múltiplas tendências sonoras e poéticas que o influenciam. Suas canções possuem sonoridades que mesclam estilos, que vão da MPB ao Folk, do Blues ao Baião, sem nunca deixar de lado suas raízes mineiras.

Suas letras revelam seu lado poético, expressando paixões, aflições e impressões de um poeta sensível à contemporaneidade e atento aos desafios das relações humanas. Suas composições tem forte influência das ideias do astrônomo Carl Sagan e das obras de poetas como Carlos Drummond de Andrade e de compositores, como Arnaldo Antunes e André Abujamra. Em Julho de 2012: A música “Eu, Benjamin e o Chico”, de autoria do Grupo Orfeu & os Alquimistas (grupo do qual Anderson Lobo é um dos fundadores), foi vencedora da etapa nacional do 10° Festival de Viola e Gastronomia de Piacatuba – MGAtualmente, Anderson Lobo está divulgando sua obra nas redes sociais (instagram, facebook e Youtube) e nas plataformas digitais (Spotify, Deezer, Apple Music), onde lançou o álbum “Laniakea”, em 2020.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Anderson Lobo para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 03.09.2021:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Anderson Lobo: Nasci em 14 de abril de 1980, em Belo Horizonte – MG. Registrado como Anderson Rodrigo de Oliveira.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Anderson Lobo: Minha primeira referência musical veio dos meus pais, ainda na infância. Ouvia-se muita música em minha casa. Lembro-me dos K7s e vinis (coloridos) da Arca de Noé de Vinicius de Moraes e de grupos infantis, como o Trem da Alegria e o Balão Mágico. Artistas da MPB, como Renato Teixeira, Clara Nunes, Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Zé Geraldo estavam entre os favoritos da minha mãe, que, aliás, adorava cantar enquanto cumpria seus afazeres domésticos. Meu pai sempre gostou de Roberto Carlos e da Jovem Guarda. Por último, não posso deixar de citar a influência do meu tio e, principalmente, do meu irmão mais velho. Com eles aprendi a ouvir e a gostar do rock nacional e internacional, ainda menino.

03) RM: Qual sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Anderson Lobo: Sou formado em História pela UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais e minha formação musical se deu principalmente nos bares da vida.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Anderson Lobo: Ouço muita coisa desde minha infância e possuo variadas referências musicais. Gosto da MPB, do rock e do blues. Adoro canções étnicas de outros países, como a música indiana, celta e africana. E também gosto da música regional brasileira, como o carimbó, o maracatu e o congado. Artistas e bandas nacionais como Barão Vermelho, Titãs, 14 BIS, O Terço, Secos & Molhados, Sá, Rodrix e Guarabyra, Raul Seixas, Belchior, Renato Teixeira, Milton Nascimento (e o Clube da Esquina), sempre foram influências fortes. Também não posso deixar de citar a influência de artistas internacionais do rock, do blues e do folk como Led Zeppelin, Beatles, Rolling Stones, Muddy Waters, Neil Young, Crosby, Stills, Nash and Young, Yes, Jethro Tull, Cat Stevens

No presente sou muito influenciado por artistas como André Abujamra, Zeca Baleiro, Arnaldo Antunes e também por músicos da cena autoral mineira como Maurício Tizumba, Sérgio Pererê, Titane e o Grupo Cobra Coral. Internacionalmente tenho gostado muito do indie folk de bandas como Bon Iver e Munfords and Sons. Por sua vez, o heavy metal, ritmo que eu gostava de ouvir quando mais jovem, hoje não tem relevância no meu trabalho musical.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Anderson Lobo: Comecei a tocar relativamente tarde, aos 17 anos de idade (1997), quando formei uma banda de garagem com amigos. Nunca estudei música em conservatórios ou faculdades, embora, ao longo de minha carreira, tenha feito aulas de Baixo, Flauta Transversal e Canto. Mas eu me aperfeiçoei como músico tocando nas noites belorizontinas. Foi nos bares e restaurantes da capital mineira que aprendi muito da musicalidade que trago hoje em minhas canções.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Anderson Lobo: Dois discos lançados independentes: “Coisas pra se ouvir quando noite” (2017), em parceria com o cantor e compositor Worlen Kaizer e “Laniakea” (2020), primeiro disco solo.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Anderson Lobo: MPB, com alguns elementos de World Music.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Anderson Lobo: Sim, ao longo dos anos estudei canto com vários professores, mas de forma intermitente. Recentemente estudei com a cantora Andrea Amendoeira.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Anderson Lobo: O bom uso da voz é imprescindível para quem quer conseguir ter uma carreira longeva como cantor. As técnicas ajudam, não só para a qualidade do canto, como também para prevenir o desgaste da voz e lesões nas cordas vocais.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Anderson Lobo: Tim Maia é o maior cantor brasileiro. Maria Bethânia, Cássia Eller, Milton Nascimento, Zé Renato, Ed Mota, Marisa Monte, Ney Matogrosso estão entre os meus favoritos. E eu gosto muito do timbre de voz e da afinação no cantor/compositor Tim Bernardes. Aqui de Minas Gerais tem o Sério Pererê, dono de uma voz maravilhosa. Internacionalmente admiro muito as vozes do Peter Gabriel, do David Gilmour (do Pink Floyd) e do Jon Anderson (do Yes). Gosto das vozes de roqueiros como Freddie Mercury, Robert Plant, Paul Rodgers, Bruce Springsteen. E não poderia deixar de citar artistas da soul music como Aretha Franklin, Marvin Gaye, Etta James e o próprio Michael Jackson.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Anderson Lobo: A inspiração para minhas composições vem das minhas impressões sobre o mundo. Das minhas sensações, paixões, angustias e arrebatamentos. Minhas canções têm um forte viés poético. Costumo dizer que, antes de ser músico, sou poeta e meu trabalho autoral tem como fundamento os meus versos (aliás, acredito que toda letra de música é uma poesia em potencial). Não é incomum que eu escreva música e letra juntos, mas, geralmente, minhas canções nascem de minhas poesias, cujos versos eu “lapido” até que estes se transformem em melodias.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Anderson Lobo: Meu principal parceiro é o cantor/compositor Worlen Kaizer, com quem já gravei um disco. Também tenho muitas parcerias com meu amigo João Novaes, parceiro do Grupo Orfeu & os Alquimistas e com o poeta Marcelo Menino.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Anderson Lobo: A carreira independente é democrática e qualquer um pode lançar seu projeto musical nas redes sociais e plataformas digitais. A grande vantagem está justamente na independência com que o artista consegue gravar e divulgar sua música. As dificuldades estão justamente nos custos e no fato de que o artista independente acaba assumindo todas as funções, desde a produção até a divulgação de seu trabalho.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Anderson Lobo: A realização de shows com enfoque no meu trabalho autoral em espaços específicos, como saraus e centros culturais (com ou sem apoio das leis de incentivo à cultura) e a construção de parcerias com outros artistas são estratégias que costumo utilizar para impulsionar minha carreira. Fora dos palcos uso a estratégia de interação com o público através das redes sociais, já que é uma maneira de atingir e conhecer pessoas que possam gostar da minha obra. Minha intenção é fazer esse público migrar do espaço virtual para o real.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Anderson Lobo: A gravação do meu disco “Laniakea” e a produção de vídeos de canções autorais, as quais tenho lançado periodicamente no meu canal do YouTube, são ações que acredito serem empreendedoras para o desenvolvimento da minha carreira.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Anderson Lobo: Com as ferramentas da internet disponíveis atualmente, é, teoricamente, fácil lançar um single, um clipe ou fazer uma live e interagir com o público. Aliás, com a pandemia do Covid-19, a internet tem sido praticamente o único espaço em que o artista pode divulgar sua arte. Entretanto, atingir o público virtual, em meio a infinitos outros trabalhos musicais e tanta coisa acontecendo na internet, é um processo que exige paciência e investimento em divulgação. Nesse sentido, a gestão da carreira pela internet, pode se revelar cansativa e frustrante.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do fácil acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Anderson Lobo: As tecnologias de gravação estão se tornando cada vez mais acessíveis e baratas. Atualmente é possível gravar em casa com qualidade e sem grandes investimentos. Essa obviamente é uma grande vantagem dessas tecnologias. À princípio, não vejo desvantagens nesse tipo de gravação. Talvez a grande desvantagem esteja na pós-gravação. Justamente a “facilidade” em qualquer um produzir e lançar sua música acaba sendo um empecilho para que qualquer artista consiga se destacar, em meio a infinitos discos e singles sendo lançados.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Anderson Lobo: Sei que em meu nicho musical existe muita gente desenvolvendo trabalhos excepcionais. E nesse sentido, a concorrência acaba existindo, quer eu queira ou não. Mas, para me destacar nesse mercado, a primeira coisa que eu me proponho a fazer é justamente ignorar que existe essa concorrência. Procuro fazer minha música de maneira sincera, conhecendo meus limites e potencialidades. Outra ação que acredito ser interessante é de me aproximar e interagir com meu público, o máximo possível. Gosto de ouvir o que as pessoas têm a me dizer sobre minhas músicas e me sinto especialmente realizado quando alguém diz que ouviu o meu disco completo.

19) RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Anderson Lobo: Mesmo que eu ouça muita coisa antiga, principalmente anos 60 e 70, de onde tiro a maioria das minhas referências musicais, acredito que a MPB continua sendo ótima. Ao contrário do que pensam algumas pessoas, eu não acredito que nossa música perdeu qualidade. O que mudou foi a forma como a MPB chega ao seu público, pois atualmente ela está diluída em inúmeros nichos. Hoje, é preciso “garimpar” as plataformas digitais para descobrir artistas novos, tão bons quanto os antigos. Tulipa Ruiz, Rubel, Tiago Iorc são artistas novos da MPB que acredito terem trabalhos bem interessantes, embora eu não conheça a fundo suas obras. O Terno (e o Tim Bernardes) faz um som que tenho prestado muita atenção. Chico César, Zeca Baleiro e Arnaldo Antunes são artistas mais antigos, cujas obras considero muito consistentes e atuais. Não posso deixar de citar Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Maria Bethânia, Zé Ramalho, Alceu Valença, Jorge Benjor, Raul Seixas, Chico Buarque, que figuraram no panteão dos melhores artistas da MPB, autores e intérpretes de clássicos irreparáveis. Poxa, acho realmente difícil citar qual artista da MPB regrediu. Acredito que muitos artistas consagrados da nossa música deixaram de gravar bons discos nos últimos anos, mas nem por isso deixaram de ser relevantes.

20) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Anderson Lobo: Gosto do Zeca Baleiro e tenho ele como referência, tanto musicalmente quanto do ponto de vista profissional.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Anderson Lobo: Como já disse, costumo me apresentar em bares e restaurantes nas noites de Belo Horizonte e região metropolitana. O trabalho como músico da noite é intimista e o contato com o público é intenso e, talvez por isso, repleto de contratempos e situações inusitadas. Já toquei em uma festa particular, por exemplo, em que uma pessoa, já depois de muitos copos, derrubou cerveja em mim e nos meus instrumentos. Outras situações corriqueiras são os pedidos de músicas que não estão no repertório; existe uma lenda de que músico da noite toca qualquer música. Teve um episódio, acontecido em um bar no Centro de Belo Horizonte, em que eu me apresentava com alguns amigos. Um senhor, já bêbado, pediu para que tocássemos “Caminheiro”. Diante da nossa negativa, ele começou a nos ameaçar dizendo que era nossa obrigação tocar essa música. O dono do bar foi obrigado a expulsá-lo do estabelecimento.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Anderson Lobo: Sinto satisfação quando minha música chega até as pessoas e elas me dão um retorno do meu trabalho, principalmente, quando se trata do meu trabalho autoral. Nesse sentido, o que me deixa mais frustrado é justamente a dificuldade em conseguir um reconhecimento maior e fazer com que minha música chegue a mais pessoas.

23) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Anderson Lobo: Defino dom musical como a sensibilidade e a facilidade de algumas pessoas em criar melodias, tocar determinados instrumentos ou cantar. Algumas pessoas naturalmente possuem esses talentos, independentemente de terem estudado em conservatórios ou aprendido teoria musical.

24) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Anderson Lobo: Improvisar é a capacidade de um músico executar determinada música, sem tê-la ensaiado antes. Embora, eu não saiba improvisar, vários músicos que se apresentam na noite comigo, utilizam muito desse recurso.

25) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Anderson Lobo: Improvisação tem uma base forte de estudos. O músico que domina essa técnica é capaz de criar com facilidade um solo qualquer em cima de uma sequência de acordes. Mas consegue fazer isso justamente se conhecer previamente escalas e harmonias.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Anderson Lobo: Não. Acredito que essa prática ainda é imprescindível para que minha música seja tocada nas rádios. Além disso atualmente existe um outro tipo de “jabá”, o do mundo virtual, que talvez seja até mais importante que o convencional. Uma música lançada nas plataformas digitais, só vai conseguir alcançar público na internet, com gastos em impulsionamento ou pagamento para entrar em playlists populares.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Anderson Lobo: Digo que o músico deve ter o “pé no chão” e saber que a carreira musical não é uma vida de glamour, como algumas pessoas pensam. É uma profissão que exige investimentos, estudos e muita perseverança. Aconselho também que o músico mantenha outra profissão até se sentir seguro para trilhar sua carreira musical, ainda mais se tratando de trabalho autoral, cujo retorno financeiro é infinitamente mais complicado.

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Anderson Lobo: À princípio, os festivais de Música são acessíveis e qualquer pessoa pode se inscrever. As premiações são interessantes e acabam sendo um estímulo para novos compositores. Entretanto, são eventos competitivos e eu, particularmente, não gosto da ideia de artistas terem que competir entre si. Outro ponto que pesa um pouco é que geralmente o artista precisa arcar com alguns gastos (viagem e estadia) para participar desses eventos e nem sempre as ajudas de custo oferecidas suprem esses gastos.

29) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Anderson Lobo: Os festivais atuais revelam vários talentos, mas dificilmente para o grande público. Geralmente os compositores premiados nesses festivais, ficam conhecidos apenas em nichos específicos. Alguns desses artistas, inclusive, acabam se especializando em fazer canções para esses festivais.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Anderson Lobo: Já não acompanho tanto a grande mídia e não sei exatamente o tipo de cobertura que é dado à cena musical brasileira. Acredito, porém, que o enfoque dessa mídia são os artistas já renomados e não existe um grande esforço em revelar novos cantores e compositores da MPB (com exceção de alguns reality shows). Até porque acredito que o público que procura novidades da cena musical brasileira não espera encontrá-las na mídia tradicional e sim em lugares específicos da internet, como os sites de streaming.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Anderson Lobo: São espaços importantes para apresentações musicais e para o fomento das carreiras, não só de novos artistas, quanto de artistas já conhecidos.

32) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Anderson Lobo: Moro em Belo Horizonte, que é conhecida como a “capital dos bares”. Há vários estabelecimentos com música ao vivo. Mas nem sempre é fácil encontrar lugares para tocar, já que existe muita concorrência e “panelas” das quais o músico precisa fazer parte para conseguir tocar. Os cachês nem sempre são bons e em alguns estabelecimentos, o tempo de apresentação extrapola o aceitável (mais de quatro horas de apresentação ininterrupta). Logicamente a pandemia do covid-19 mudou totalmente o panorama (como, aliás, aconteceu em todos os segmentos que trabalham com cultura de forma geral). No meu caso específico, tenho outra profissão que me ajudou a enfrentar melhor a pandemia, do ponto de vista financeiro, mas possuo amigos músicos que se viram em situações complicadas e tiveram que recorrer a ajudas de terceiros ou governamentais.

33) RM: Quais os seus projetos futuros?

Anderson Lobo: Durante a pandemia do covid-19 fiz várias parcerias e pretendo produzir parte desse material em breve; essas parcerias tem sido um grande alento nessa pandemia. Inclusive, estou envolvido na gravação de um single que pretendo lançar nas plataformas digitais no segundo semestre de 2021. Além disso, estou produzindo meus próprios vídeos de canções autorais que lanço periodicamente no meu canal do Youtube (Alcateia Cósmica) e demais redes sociais. Estou desenvolvendo também um projeto nas redes sociais em que pretendo falar sobre canções e inspirações e conversar com outros artistas sobre suas respectivas obras. Tenho um show presencial marcado no Cine Brasil, aqui em Belo Horizonte, em novembro de 2021 (mas essa apresentação vai depender muito da evolução da pandemia).

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Anderson Lobo: [email protected]

| www.facebook.com/poetaandersonlobo

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Anderson Lobo – O Homem (Lyric Video): https://www.youtube.com/watch?v=mlgyHKz2y-U

Anderson Lobo e Hugo Andrade – Sonhos: https://www.youtube.com/watch?v=v6BXcE77Rmc

Anderson Lobo e Worlen Kaizer – Coisas pra se ouvir quando noite (álbum completo): https://www.youtube.com/watch?v=LE-ndan3raw

https://open.spotify.com/album/5AMvuvLHyKCfQQNB77YKbv

https://www.deezer.com/br/artist/82363142


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