Alessandro Penezzi

Alessandro Penezzi

O Compositor. Arranjador. Violonista paulista Alessandro Penezzi. Em 1995 integrando o grupo Oitava Cor lançou o CD – “Vem pra roda sambar”, no qual foram incluídas várias composições de sua autoria. No ano seguinte gravou o CD – “Viva o choro” integrando o Conjunto Som Brasileiro, no qual atuava como solista de flauta transversal, flautim (flauta de lata), bandolim, cavaquinho e violão tenor.

Integrou, ao lado de ao lado de Aleh Ferreira (bandolim) e Júlio Cerezo Ortiz (violoncelo), o Trio Quintessência, com o qual foi semifinalista do “IV Prêmio MPB-VISA Eldorado” na categoria “Edição Instrumental” no ano de 2001. Fazendo parte do trio, apresentou-se nos Estados Unidos, Itália, Rússia, Angola. Junto ao trio realizou, como solista e arranjador, concertos a convite da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Ainda em 2001 lançou o CD – “Abismo de rosas”, primeiro CD solo, também lançado pelo selo Allegreto, no qual interpretou clássicos como “Brasileirinho” (Waldir Azevedo), “O voo da mosca” (Jacob do Bandolim), “Primeiro amor” (Patápio Silva) e “Valsa seresta n. 1”, de Sérgio Belluco, e composições próprias como “Vida de atriz”, “Choro pra criança” e “Rosita”.

Em 2002, integrando o Trio Quintessência, lançou o CD – “A quintessência da música”, também pelo selo Allegreto. No ano de 2004 obteve o 2º lugar no “Festival Curitiba no Choro” integrando o grupo Choro Rasgado. Neste mesmo ano classificou-se em 3º lugar no “Terceiro Prêmio Nabor Pires de Camargo”, sendo um dos 12 semifinalistas do “7º Prêmio Visa de Música Brasileira”, edição instrumental, deste mesmo ano. Em 2005 lançou o CD – “Baba de Calango”, integrando o grupo o Choro Rasgado, grupo do qual também participavam os músicos Zé Barbeiro (violão sete cordas), Rodrigo Y Castro (flauta) e Roberta Cunha Valente (pandeiro). Ainda em 2005 fez parte da “2ª edição do Projeto Violões do Brasil”, junto ao Duo Assad (Sergio & Odair Assad), Badi Assad, Guinga, Paulo Bellinati, Marco Pereira, Zé Menezes, Fábio Zanon, Gilvan de Oliveira, Toninho Horta, João Lyra, Quarteto Maogani, entre outros.

Em 2006 recebeu indicação ao “Prêmio Tim”, pelo CD – “Baba de Calango”, na categoria “Revelação”. Obteve o 2º lugar no “V Prêmio Nabor Pires de Camargo”, acompanhado por Zé Barbeiro. Ainda em 2006 foi indicado ao “Prêmio Shell de Teatro”, pela trilha musical da peça “Gota d’Água”, de Chico Buarque e Paulo Pontes, remontada pelo Grupo Breviário, com direção geral de Heron Coelho. Ainda em 2006 lançou o segundo disco solo intitulado “Alessandro Penezzi”, no qual contou com as participações especiais de Beth Carvalho, Yamandu Costa, Amélia Rabello, Charles da Flauta, Roberta Cunha Valente, Julio Cerezo Ortiz, Milton Mori, Everson Pessoa, Maurílio, Magno, Tias Baianas Paulistas, Vitor Pessoa, Ivison Pessoa, Joãozinho do Cavaco, João Poleto, Alexandre Ribeiro, João Lenhari, Richard Armando, Aleh Ferreira, Nábia Vilella, Quinteto em Branco e Preto, Tito Gonzalez, Mário Vargas, Douglas Alonso, Luizinho Sete Cordas, Oswaldinho da Cuíca, Arismar do Espírito Santo.

No ano de 2007 foi um dos selecionados no “Programa Rumos Itaú Cultural Música”. Ainda em 2007 foi jurado e apresentou-se no “Festival Internacional de Guitarra Jazz Oscar Alemán 2007″ em Resistência, Província Del Chaco, Argentina. Neste mesmo ano gravou um CD em duo com a atriz Maria Alice Vergueiro, com músicas de Bertolt Brecht e Kurt Weill. Ainda em 2007 participou como convidado especial do CD – “Laércio de Freitas homenageia Jacob do Bandolim”. Em 2008 lançou o CD – “Sentindo”, o título se deveu ao 2º movimento de uma suíte em homenagem ao seu mestre, Sergio Napoleão Belluco, de Piracicaba, São Paulo.

No ano de 2009 foi indicado ao prêmio “Prêmio da Música Brasileira 2009”, na categoria “Instrumental” como melhor solista com o CD – “Sentindo”. Neste mesmo ano excursionou na América do Sul e foi um dos convidados especiais da produção do “TENSAMBA FESTIVAL” que ocorre nas Ilhas Canárias, em Santa Cruz de Tenerife, Espanha, evento voltado para música brasileira. Ainda em 2009 apresentou-se em um festival de jazz na Dinamarca com diversos outros artistas. Em 2010 apresentou-se na Sala Cecília Mereiles, no Rio de Janeiro, em show no qual contou com as participações especiais dos violonistas Yamandu Costa, Maurício Carrilho, além do clarinetista paulista Alexandre Ribeiro. Neste mesmo ano apresentou nos Estados Unidos, no “Spolletto Jazz Festival”, com Proveta, André Mehmari, Danilo Brito, Roberta Valente e logo depois em Koblenz, na Alemanha. E também atuou como solista da Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo – SP. Participou de concertos realizados na Sicília, Itália.

Atuou como solista da Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo. Foi indicado como melhor instrumentista para os prêmios “Tim” e “Visa”. Como instrumentista trabalhou e apresentou-se com vários artistas, entre eles Carlos Poyares, Noite Ilustrada, Silvio Caldas, Yamandú Costa, Beth Carvalho, Pedro Amorim, Maurício Carrilho, Época de Ouro, Arismar do Espírito Santo, Joel Nascimento, Hamilton de Holanda, Toninho Ferragutti, Caio Marcio, Wilson das Neves, Francisco Petrônio, Dona Ivonne Lara, Rodrigo Y Castro, Quinteto em Branco e Preto, Délcio Carvalho, Xangô da Mangueira, Luis Carlos da Vila, Oswaldinho da Cuíca, e Wilson Moreira, além da atriz Maria Alice Vergueiro, em apresentações tocando Kurt Weil e Bertold Brecht e ainda Demônios da Garoa, Billy Blanco, Dona Inah, Monarco, Nelson Sargento, Riachão, Wilson das Neves, Francisco Petrônio, Fabiana Cozza, Marília Medalha, Cristina Buarque, Mariana de Moraes.

Em 2011 lançou o CD – “Cordas ao vento” no qual incluiu, dentre as 10 faixas de sua autoria, “Famoso” de Ernesto Nazareth e “Chorinho Triste” de João Carrasqueira. O disco e o show de lançamento, realizado no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, contaram com a participação do clarinetista Alexandre Ribeiro, como solista convidado; do flautista Toninho Carrasqueira, em “Chorinho Triste”; dos instrumentistas Rodrigo Y Castro e Léo Rodrigues, em “Capitão Rodrigo”. A música “Como Raul gosta”, de sua autoria, foi incluída no CD “Panorama do choro paulistano contemporâneo”, lançado em 2011 pelo selo Pôr do Som. Faixa da qual participou da gravação.

Em 2012 se apresentou como convidado especial do quinteto Chorando as Pitangas, formado por Vitor Lopes (gaita), Milton de Mori (bandolim), Ildo Silva (cavaquinho), Gian Correa (violão de sete cordas) e Roberta Valente (pandeiro), em sua apresentação no bar Semente, no Rio de Janeiro.

Em 2017 lançou, em duo com o também violonista Yamandu Costa, o CD – “Quebranto”, que inclui as músicas autorais “Amigo Bonilha” (com Yamandu Costa), “Capitão do mato” (com Yamandu Costa), “Chaparral” (com Yamandu Costa), “Chico balanceado” (com Yamandu Costa), “Dayanna”, “É chorando que se aprende”, “Quebranto”, “Valsa morena” (com Yamandu Costa). Em 2018 recebeu o prêmio de “Melhor Álbum Instrumental” com o CD – “Quebranto”, que gravou em duo com Yamandu Costa, na 29ª edição do “Prêmio da Música Brasileira”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Alessandro Penezzi para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 01.03.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Alessandro Penezzi: Eu nasci no dia 19 de fevereiro de 1974 em Piracicaba (SP). Registrado como Alessandro dos Santos Penezzi.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Alessandro Penezzi: Meus primeiros contatos com a música foram aos meus dois ou três anos de idade através da minha mãe Vera, que toca um pouco de violão e canta. Também suas irmãs, a tia Rosa que tocava violão e cantava e a tia Ruth que tocava sanfona também.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Alessandro Penezzi: Minha formação é basicamente na área musical, o único diploma diferente que possuo é de datilografia. Estudei violão aos 7 anos de idade com a professora Sílvia, aos 9 anos com Carlos Coimbra e aos 11 anos com o mestre Sérgio Belluco, com quem fiquei mais tempo e que me abriu as portas do Choro e do violão Clássico. Depois estudei no Conservatório de Tatuí – SP por dois anos, fiz Bacharelado em Música Popular na Unicamp e Especialização na Faculdade Souza Lima (SP).

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Alessandro Penezzi: Como influência tive violonistas como Dilermando Reis, meus professores, João Pernambuco, Garoto, Canhoto da Paraíba, Dino 7 cordas, Luizinho 7 cordas. Mais tarde, Raphael Rabello, Baden Powell, Paco de Lucia, Ulisses Rocha, Guinga. Também me influenciaram os mestres do choro como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, entre outros. Nenhuma influência deixou de ter importância. O que acontecia que quando me ligava a um deles, os outros ficavam em “fila de espera” até retornarem novamente.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Alessandro Penezzi: Aos 11 anos iniciei minha carreira musical, em Piracicaba – SP, ao lado do mestre Sérgio Belluco. Ele era meu professor de Violão Clássico, mas concomitantemente tinha um grupo de Choro e o solista de Bandolim havia falecido. Então ele sempre tentava buscar, entre os alunos, alguém que ocupasse novamente aquela posição. Um dia perguntei a ele sobre a afinação do Bandolim e sobre o Choro, ele então encontrou em mim o elemento que faltava para seu conjunto. Dessa forma ele passou a gravar um fita K7 por semana, com dez Choros, e eu memorizava todos. Esse processo durou um ano mais ou menos.

06) RM: Quantos CDs lançados? Cite alguns CDs que já participou como violonista?

Alessandro Penezzi: Gravei 13 CD, entre duos, trios, quarteto, e como solista. Participei como violonista de alguns CDs como Jane Lenoir plays Penezzi, Trio Quintessência, Velha Amizade, Quebranto, entre outros. Em 2018 o CD – “Quebranto” com Yamandu Costa pela Biscoito Fino. Em 2011 o CD – “Cordas ao vento”. Em 2011 o CD – “Panorama do choro paulistano contemporâneo” (participação) pela Pôr do Som. Em 2008 o CD – “Sentindo”. Em 2006 o CD – “Alessandro Pennezzi”. Em 2005 o CD – “Baba de calango”. Em 2002 o CD – “A quintessência da música” pelo Selo Allegreto. Em 2001 o CD – “Abismo de rosas” pelo Selo Allegreto.

As minhas músicas de destaque: À caminho de casa; Ainda que Milton de Mori; Amigo Bonilha (com Yamandu Costa); Capitão do mato (com Yamandu Costa); Capitão Rodrigo Chaparral (com Yamandu Costa); Chico balanceado (com Yamandu Costa); Choro pra criança; Como Raul gosta Cordas ao vento; Dayanna; É chorando que se aprende; Entrando pela cana; Heleninha chegando; Não faz cara feia; Pula-pula; Quebranto; Rosita; Sempre que posso; Vá penteá macaco; Valsa morena (com Yamandu Costa); Vida de atriz.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Alessandro Penezzi: Sou um violonista com base no Choro e no Clássico.

08) RM: Como é o seu processo de compor?

Alessandro Penezzi: Tenho várias formas de compor, porém uma das que mais gosto é compor direto no caderno, sem usar o violão. Outra é, acompanhar com o violão e cantarolar a melodia.

09) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Alessandro Penezzi: Eu usualmente componho sozinho, mas nas experiências com parceria tenho com: Proveta, Yamandu Costa, André Paschoal, Paulo César Pinheiro.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Alessandro Penezzi: O bom é que você tem toda liberdade de criação, produção e finalização de tudo o que se propõe. A dificuldade é que todo o trabalho extramusical também sobra para você.

11) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Alessandro Penezzi: As estratégias de carreira para dentro do palco são estar sempre preparado para os concertos, isto é, estudado para evitar qualquer má surpresa. Já fora do palco a estratégia é manter uma linha constante sempre de acordo com o que penso que é ser um artista, uma pessoa pública formadora de opinião.

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Alessandro Penezzi: Eu procuro manter ativos os canais nas redes sociais, procuro, dentro das possibilidades, criar conteúdo informativo e interessante para aquecer meu público. Mas nem sempre isso é possível com a frequência que eu gostaria.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?

Alessandro Penezzi: Através da internet, das redes sociais, é possível um contato mais próximo com o público que pode mais tarde se tornar meu consumidor, uma vez que trabalho também com cursos online.

14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Alessandro Panezzi: A vantagem é a facilidade de acesso à tecnologia praticamente tão boa quanto se teria em um estúdio de fato, sem ter que pagar por hora o valor do mesmo. A desvantagem normalmente está no vazamento do som que ocorre quanto se reside em prédio, ou casa em ruas barulhentas. Isso te obriga a gravar de madrugada.

15) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Alessandro Panezzi: Nunca pensei nisso, exatamente. Sempre fiz meus discos de acordo com o que sentia e acreditava. Principalmente depois que comecei a gravar mais meus próprios temas…

16) RM: Como você analisa o cenário da música instrumental no Brasil. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Alessandro Penezzi: Eu acho que a produção de música instrumental no Brasil está em alta nas últimas duas décadas. Em todas as regiões brasileiras se veem grupos de Choro, além dos próprios grupos regionais de cada localidade. A falta de apoio público e vontade política não foram capazes de destruir a cultura musical brasileira.

17) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Alessandro Penezzi: Yamandu Costa, Guinga, Proveta, Hamilton de Holanda

18) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Alessandro Penezzi: Teve uma vez que fui tocar com o Trio Quintessência em São Bernardo do Campo – SP num espaço aberto onde teriam várias atrações. Quando chegamos é que soubemos que seria um show de Pagode com vários grupos famosos e nós tocaríamos antes do Katinguelê. Porém o trio era de música instrumental: Violão, Bandolim, Violoncelo e seríamos acompanhados pela sinfônica de São Bernardo do Campo, que entraria um pouco antes. Quando vi o público vaiar e começar a jogar latinhas na orquestra, pensei, “Xi… a coisa vai esquentar”. Era um erro do produtor, misturar gêneros musicais tão distantes. Enfim, quando fomos entrar no palco eu já disse aos integrantes do trio vamos toca: “Brasileirinho” a todo vapor! Aquela seria a única cartada e se não funcionasse, teríamos que sair do palco. A sorte é que o público comprou a ideia e com isso salvamos a orquestra e a nós mesmos.

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Alessandro Penezzi: Claro que gostaria de ver nossa música instrumental verdadeira, aquela da nossa raiz aparecendo em todas as grandes mídias possíveis, retomando seu lugar de direito, mas sei que há um sistema por trás desse modus operandi. Acho que o que mais me deixa triste é ver amigos e mestres da música falecendo…

20) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Alessandro Penezzi: Bem, acredito que nas rádios “conceituadas” não. Mas há tantas rádios alternativas na internet, não é?

21) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Alessandro Penezzi: Ame muito a música, ame o que faz. Só assim suportará o baque.

22) RM: Quais os violonistas que você admira?

Alessandro Penezzi: Yamandu Costa, Guinga, Tardelli, Rogerio Caetano, Paulo Martelli, Fábio Zanon.

23) RM: Quais os compositores eruditos que você admira?

Alessandro Penezzi: Bach, Mozart, Villa-Lobos, Debussy, Tchaikowsky.

24) RM: Quais os compositores populares que você admira?

Alessandro Penezzi: Noel Rosa, Ismael Silva, Bide e Marçal, Orestes Barbosa, Silvio Caldas, Ataulfo Alves, Mario Lago, Chico Buarque.

25) RM: Quais os compositores da Bossa Nova você admira?

Alessandro Penezzi: Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Carlos Lyra.

26) RM: Apresente sua metodologia de ensino do Violão e seus métodos.

Alessandro Penezzi: Minha metodologia visa dar ao estudante uma visão panorâmica do instrumento, ao mesmo tempo que mapeia as primeiras áreas do violão, ensina os rudimentos dos valores associando tudo isso à exercícios sempre musicais.

27) RM: Quais as diferenças técnicas entre o Violão Erudito e Popular?

Alessandro Penezzi: O violão Erudito tem sua atenção voltada para a pureza da sonoridade enquanto o Popular procura mesclar a sonoridade com a malemolência, com o suingue típicos da música brasileira.

28) RM: Quais as principais técnicas que o aluno deve dominar para se tornar um bom Violonista?

Alessandro Penezzi: Temos que lembrar que não são somente técnicas que fazem um bom violonista, mas uma série de atributos. Dentre as técnicas eu destacaria: técnica de polegar, arpejos, escalas, pizzicato, harmônicos, entre outros.

29) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

Alessandro Penezzi: Deixar a música de lado ao ensinar.

30) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Alessandro Penezzi: Existe a vocação para a música, isso é inegável. Agora o Dom, é o amor pela música, um amor tão incondicional que nos faz suportar ficar horas e horas a fio sentado praticando e suportando dores.

31) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Alessandro Penezzi: Meu conceito é tentar criar uma melodia diferente da melodia existente. Diferente, mas que contenha traços da melodia original.

32) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Alessandro Penezzi: Não sei se saberia dizer, não conheço tantos métodos.

33) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Alessandro Penezzi: Embora tudo seja ou possa ser estudado, eu acredito na improvisação de fato.

34) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Alessandro Penezzi: Acho que o contra é não realizar o Estudo de Harmonia musical.

35) RM: Quais os métodos que você indica para o estudo de leitura à primeira vista?

Alessandro Penezzi: Quando estudei leitura; que não era à primeira vista, utilizei o Bona e o Pozzolli. Mas existem outros como o do Himdmit, a rítmica do Gramani, e o livro do Nelson Faria.

36) RM: Como chegar ao nível de leitura à primeira vista?

Alessandro Penezzi: Se souber me avise.

37) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Carlos Walter?

Alessandro Penezzi: O Carlinhos é um amigo querido com quem tive o prazer de participar do festival violão em Rede. Trata-se de um violonista de primeira qualidade e que leva muito a sério nossa função.

38) RM: Quais os prós e contras de ser multi-instrumentista?

Alessandro Penezzi: Para mim sempre foram prós, eu sempre adorei tocar outros instrumentos. Além disso sempre me divulguei como violonista. Os demais instrumentos são minha diversão.

39) RM: Quais os seus projetos futuros?

Alessandro Penezzi: Tenho o projeto de um CD com o bandolinista Fábio Perón somente com composições nossas. Além disso tenho um CD solo autoral para lançar também.

40) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Alessandro Penezzi: (11) 98659 – 5469 | https://alessandropenezzi.com.br/ | [email protected]

|https://web.facebook.com/alessandro.penezzi.37 | https://web.facebook.com/apenezzi

| https://www.instagram.com/alessandropenezzi

Canal: https://www.youtube.com/user/apenezzi

Playlist de Show de Alessandro Penezzi: https://www.youtube.com/watch?v=67GZx92PSFw&list=PLH3nYgogM3CyjEm7HUW5RN5VxKBKLZ38h

Playlist de entrevistas: https://www.youtube.com/watch?v=0iBpwUc2nlQ&list=PLH3nYgogM3Czn9E8_mulRZZJO9_9HZXfQ

Nailor Proveta e Alessandro Penezzi | Programa Instrumental Sesc Brasil: https://www.youtube.com/watch?v=2JLMw04vd_c


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.