Adriana Sanchez

Adriana Sanchez

Adriana Sanchez começou a tocar piano erudito aos 8 anos de idade e aos 15 iniciou seus estudos no piano popular.

Estudou harmonia, arranjo e orquestração com Cláudio Leal Ferreira e teve o prazer de musicar com alguns artistas como Skowa, Klebi, Alzira Espindola e com Itamar Assumpção fazendo parte do grupo Orquídeas do Brasil com quem gravou a Trilogia Bicho de Sete Cabeças, trabalho premiadíssimo e que viajou todo país.

Em 1998 criou a BARRA DA SAIA, banda feminina que resgata a música caipira fazendo uma mistura com elementos do folk, country e do rock. O álbum Roça ‘n’ Roll foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Regional em 2007.

Em 2009 e 2010 representou o Brasil no Festival Internacional de Chamamé de Corrientes na Argentina. Atingiu a marca de público de 3 milhões de pessoas no Réveillon da Paulista em 2010. Em 2011 e 2012 excursionou pela Argentina e compartilhou o palco com vários artistas argentinos. Esse trabalho faz parte do Projeto Música pelo Mundo.

Em 2011 foi escolhida pela empresa alemã, Hohner Music para ser a única brasileira patrocinada pela marca tendo sua imagem divulgada pelo mundo ao lado de Stevie Wonder, Bob Dylan e John Lennon. Também em 2011 iniciou o projeto intitulado “SALVE LUA – Tributo a Luiz Gonzaga” com uma pesquisa de sonoridade, arranjos e repertório para essa homenagem ao Rei do Baião.

Após 3 anos de muitas experiências, em outubro de 2014 foi lançado o DVD ao vivo e em abril de 2015 o CD com participações de Zeca Baleiro, Gero Camilo, Orquídeas do Brasil, da argentina Lola Membrillo do grupo Perotá Chingo (Argentina) e o rapper RAPadura. Seu trabalho chegou ao Japão, o que resultou na gravação da música Baião com o grupo japonês Begin.

Em 2017 fez uma turnê pela América Latina passando por Paraguai, Argentina, retornando a Corrientes e lançou o CD – “Todo Interior é Igual” com os compositores Guilherme Rondon (Pantanal) e Rafael Altério (Alambari) com músicas autorais. Faz parte do Reality Musical da TV Aparecida como jurada desde 2018.

Além da rotina de shows, divulgação em TV e rádio, o ano de 2019 foi marcado pelo lançamento de vários singles autorais e pela sua participação do programa infantil da TV Cultura CasaKadabra. Também foi ano do lançamento dos info produtos: “Sanfona Sem Mistério” e “A Vida é Um Palco”.

Em 2020 dedicou-se a criação da Mentoria e Podcast “Mercado da Música”, ao lançamento da personagem infantil “Adrianinha” que usa a música como ferramenta transformadora e a preparação de uma série de livros infantis. É endorsee da Hohner, Ukulele Lanikai, MeeAudio, Boss, Roland, Tecniforte Cables e Rozini.

Segue abaixo entrevista exclusiva para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 16.12.2020.

01) Ritmo Melodia: Qual é a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Adriana Sanchez: Sou escorpiana de 26 de outubro, nascida em Santo André – SP. Registrada como Adriana Sousa Sanchez.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Adriana Sanchez: Desde criança eu me encantei pela dança e música. Aos 7 anos de idade fui estudar balé clássico e piano erudito. A partir daí, a música nunca mais saiu da minha vida. O piano popular só me alcançou na adolescência e logo depois veio o acordeon.

03) RM: Qual é a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Adriana Sanchez: Eu sou formada como bailarina clássica na Escola Municipal de Bailado de São Paulo. Estudei Piano em conservatório, mas não me formei. Fiz curso de arranjo e também de orquestração para big band com Cláudio Leal Ferreira e minha formação foi sendo costurada entre aulas e palco. Já fora da área sou formada Técnica em Comunicação, iniciei Psicologia mas não me formei.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Adriana Sanchez: Eu sou muito eclética e misturo influências diversas na minha música. Meu pai sempre escutou muita música em casa: Elvis Presley, Frank Sinatra, Mercedes Sosa, Trio Los Panchos, ABBA, Alcione, Elton John, Violeta Parra, então eu tenho a influência que veio de casa e a que eu encontrei na minha caminhada. A música brasileira em geral e a música latina fazem parte da minha formação: Elis Regina, Caetano Veloso, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Anastácia, Mercedes Sosa, As Galvão, Inezita Barroso, Julieta Venegas, Raul Seixas, Itamar Assumpção, mas tem espaço também para os clássicos internacionais Pink Floyd, Led Zeppelin e Janis Joplin. Nada deixa de ter importância para mim, eu vou somando ao que já vivi, senti e aprendi.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Adriana Sanchez: Comecei totalmente por acaso, tocando em uma churrascaria com um amigo que era músico profissional e me convidou para tocar com ele. Nesse momento, nunca pensei na música como uma alternativa de vida. No repertório tinha muito Chico Buarque, Caetano, Gil, Elis, Toquinho e Vinícius e foi assim que eu migrei da música erudita para a popular e comecei a pensar que a música podia ser o meu lugar ao invés da dança. Logo em seguida, eu entrei em uma banda de baile onde aprendi muito e dessa banda eu comecei a tocar com Itamar Assumpção nas Orquídeas do Brasil.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Adriana Sanchez: Na minha carreira solo e banda são 10 CDs e 3 DVDs. Os músicos que participaram formam uma lista imensa de artistas maravilhosos, que eu admiro demais e que são muito importantes. Vou citar a direção musical dos meus trabalhos: Bosco Fonseca, que foi e é essencial para me dirigir e orientar o caminho das minhas ideias e devaneios. Os CDs da Barra da Saia que é a banda que criei em 1998, têm a vertente caipira como base, que batizei como Roça’n Roll. Já meu trabalho solo tem uma pegada mais brasileira misturando tudo que sou. Em 2014 lancei o “Salve Lua – Tributo a Luiz Gonzaga” onde misturei o xote e o baião, aos pedais de efeito na sanfona, batidas eletrônicas e samplers. Já o “Todo Interior é Igual” é um CD autoral em parceria com Guilherme Rondon com toadas e chamamés. Em 2020, o lançamento de uma série de singles autorais. O próximo será uma parceria com Bosco Fonseca e Fernando Anitelli.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Adriana Sanchez: Estudei técnica vocal com a Claudia Mocchi que é uma grande professora e aborda os exercícios pela técnica erudita e estudei também com Ronnie Kneblewskique que é preparador vocal de musicais.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Adriana Sanchez: A voz é um músculo e como todo músculo tem que ser exercitado constantemente para que fique forte e pleno. Eu faço vocalize diariamente e é nítida a diferença que minha voz tem quando gravo preparada ou quando relaxo na rotina. Funciona como o corpo, se você para por um tempo, a musculatura também perde sua tonicidade. Quem usa a voz profissionalmente tem que se cuidar, mas eu não sou radical, eu bebo gelado, tomo café (descafeinado), mas tento me preservar quando preciso.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Adriana Sanchez: Algumas seriam chover no molhado, mas eu cresci ouvindo Elis Regina, Clara Nunes, Mercedes Sosa, Alcione, Anastácia, Janis Joplin e da atualidade gosto muito da Barbara Rodrix, Amanda Maria, Carol Biazin, Alice Keys, Joss Stone, Corinne Bailey Rae, Perota Chingo, mas não é sobre extensão vocal, é sim sobre sentimento.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Adriana Sanchez: As pessoas que não são do mercado da música muitas vezes romantizam essa profissão, mas como toda carreira, você vai especializando-se e aperfeiçoando-se quanto mais faz e pratica. Criar melodias e letras é um ofício. Eu deveria compor mais, mas se eu sentar todo dia ao piano ou pegar o violão, todo dia tem uma canção para sair, pois as possibilidades são infinitas quando você toca. Meu processo de composição é simples, eu vou para o instrumento, toco e quando encontro o caminho vou colocando letra. Uso mais o piano e o violão para pensar durante a composição. Eu tenho certeza que qualquer pessoa tem a capacidade de compor, a diferença é que alguns têm mais facilidade, tem uma inspiração diária e a música transborda e outros precisam praticar, mas basta contar sobre você, sua verdade, seus sentimentos, que uma canção vai nascer.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Adriana Sanchez:Bosco Fonseca e Alexandre Lemos.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Adriana Sanchez: Eu sempre compus para mim e para a Barra da Saia.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Adriana Sanchez: Acho que a carreira musical tem prós e contras, seja você independente ou tenha empresário, gravadora. Eu escolhi encarar a forma independente desde o princípio, mas também encarei desde o começo a música como profissão formal, como empresa e minha música como produto. Eu sou um CNPJ. Ser independente me dá liberdade, mas também a responsabilidade de assumir os erros e acertos. Quando você tem empresário, gravadora, você tem menos liberdade de prazos, repertório, direção, tem que acatar decisões que nem sempre você concorda. Acho que tudo depende da estratégia traçada. Em ambos os casos terão ônus e bônus. A verdade é que a carreira musical é uma batalha diária, constante e intensa em que o artista com ou sem empresário precisa entender todo o processo do mercado da música. Tudo mudou, o formato empresário babá acabou, hoje temos que ser proativos.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Adriana Sanchez: Dentro do palco a estratégia é focada no artístico, mas o verdadeiro trabalho acontece fora, em que trabalhamos intensamente para chegar ao coração das pessoas que nos levarão aos palcos. Os pilares fortes na minha estratégia de carreira passam pelo processo criativo, comercial, administrativo, direitos autorais, comunicação, música ao vivo e gravada, licenciamento e cuidar da internacionalização da minha carreira. O planejamento é feito amarrando todos esses pontos e eu participo absolutamente de tudo. O artista que foca sua música apenas em show, perde muitas oportunidades.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Adriana Sanchez: Eu sou uma pessoa que coloca a mão na massa desde o processo inicial do criativo ao burocrático. O artista tem que diversificar seus produtos que podem e devem ir muito além de simplesmente fazer show. Eu tenho diversos produtos criados a partir do meu nome: Tábua de Corte em forma de Sanfona, Bolsa Sanfona, 2 info produtos: “Sanfona Sem Mistério” que é um curso online que busca o desenvolvimento pessoal através do aprendizado musical e o curso “A Vida É um Palco” que fala sobre performance direcionada para artistas. Também dou mentoria sobre o Mercado da Música para grupos pequenos. Fora isso, estou desenvolvendo uma série de livros infantis com música. Estamos desenvolvendo uma personagem infantil, a “Adrianinha” que tem um engajamento social e será voltada para a educação e para finalizar em breve terei uma nova linha de acordeons desenhados por mim.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Adriana Sanchez: A internet é uma grande ferramenta se você souber trabalhar. Eu vejo apenas pontos positivos, pois extraio dessa ferramenta apenas o que me serve. Eu gasto energia no que pode ser transformador e não perco tempo no que não vai somar na minha música, na minha carreira. Usar internet também exige estratégia e é uma ferramenta que deve ser estudada porque está em constante transformação.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Adriana Sanchez: Eu vou polemizar (risos). Acho muito possível fazer coisas incríveis em home estúdio. O mundo com a globalização ficou pequeno, o consumo ficou mais rápido e descartável. Óbvio que é uma delícia gravar em um estúdio, com todas as possibilidades de microfones, prés, qualidade sonora, acústica, mas vejo coisas muito bacanas sendo produzidas em home estúdio. O universo do streaming fez o som ser ouvido em fones de celular ou falantes de computador, o arquivo WAV virou mp3, então eu acho possível fazer música de forma profissional em home estúdio.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo, mas a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Adriana Sanchez: Em qualquer época o que destaca um artista é originalidade, verdade e inovação. O artista a cada obra tem que se arriscar, ousar, criar. O que me abriu muitas portas foi ser diferente, trazer algo que não tinha de uma forma com muita personalidade. E agora mais do que nunca, ser diferente, inovar é necessário ou você é engolido.

20) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram as revelações musicais nas duas últimas décadas? Quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Adriana Sanchez: O cenário do Forró foi revitalizado com o movimento do “Forró Universitário” tirando o Forró de um lugar segmentado e o levando para uma nova geração além dos filhos de nordestinos, artistas atuais fazendo Forró Pé de Serra. Acho que não dá para falar desse movimento sem citar: Bicho de Pé, Rastapé, Trio Virgulino, Falamansa, entre tantos. E vejo que seguem aparecendo intérpretes e compositores que trazem muita qualidade como Mestrinho, Nanda Guedes, Trio Mana Flor, Mariana Aydar que faz um lindo trabalho de divulgação e revitalização do Forró e também gosto muito da Lucy Alves que tem a história do Clã Brasil e que está construindo sua história.

21) RM: Quais os prós e contras do movimento do “Forró Universitário” no Sudeste?

Adriana Sanchez: O Forró por muito tempo foi uma música segmentada nordestina para nordestinos. Eu acredito que o “Forró Universitário” o tirou desse lugar. De repente a filha do paulistano, mineiro, gaúcho, estava cantando e dançando Forró e isso eu acho muito positivo.

22) RM: Quais os prós e contras do movimento do Forró de Banda dos anos 90?

Adriana Sanchez: O gosto é subjetivo. A música brasileira há alguns anos vem sendo empobrecida em muitos sentidos. Mas essa é uma discussão que vai muito além da música, ela passa por política, por educação, cultura e desagua na música. Tem coisa boa que foi produzida e também coisa ruim, como em todos os segmentos. Quando nos despimos do preconceito, estamos atentos a nunca generalizar. Existem músicas desse movimento de bandas dos anos 90 que tem seu lugar, seu sentido e outras são popularescas, sem sentido para mim, mas isso não significa que eu seja o termômetro, o Brasil é feito dessa diversidade.

23) RM: Quais os prós e contras do Movimento do Forró Estilizado dos anos 2000?

Adriana Sanchez: O Forró Estilizado, está no mesmo lugar que o “Sertanejo Universitário”. O Forró Estilizado no fundo é um novo estilo que deixou pra trás a raiz, o tradicional. Dizer quais são os prós e os contras me soa arrogante, eu não tenho a pretensão de ter razão. Eu posso dizer o que eu gosto de ouvir e tocar, mas não costumo generalizar nada, pois sei que corro o grande risco de cometer alguma injustiça. Mas eu sempre digo para quem não gosta de algo: mude de estação, não ouça e gaste essa energia usada para reclamar, para produção e superação.

24) RM: Quais músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Adriana Sanchez: Itamar Assumpção, com quem tive o prazer de trabalhar. Sinônimo de disciplina, empenho, dedicação, inspiração e talento com uma grande pitada de provocação.

25) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Adriana Sanchez: São tantas… Como mulher, instrumentista, independente, eu já passei por muitas provações e desrespeito que com certeza homens não passam. Tudo citado na pergunta, eu já passei e mais outras situações. Vivemos num mundo machista, então as mulheres bem sucedidas e que falam em tom de igualdade de conhecimento, incomodam alguns profissionais do meio musical. Claro que existem homens seguros que respeitam nossa autoridade no assunto. Mas outros, na sua fragilidade masculina acreditam que homens exigentes são competentes, mulheres exigentes estão de TPM. É por isso que eu sempre fortaleço a cadeia produtiva feminina, porque nós somos muitas, competentes e com conhecimento de causa. E hoje eu só me cerco de gente que respeite uma artista, independente de gênero.

26) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Adriana Sanchez: O que me deixa mais feliz é a democratização da música. Hoje todos tem a oportunidade de mostrar seu talento, de se fazer ouvir com a internet. E o que me deixa mais triste é a prática do pagamento do jabá para se ter uma música tocando nas rádios grandes.

27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Adriana Sanchez: Tocarão nas rádios mais acessíveis, aquelas que abrem as portas para a visita do artista, mas as rádios de “Crowley” não, de forma alguma! Essas nunca tocarão se você não pagar o jabá.

28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Adriana Sanchez: ESTUDE tudo que envolve a música: direitos autorais, MKT digital, streaming, tráfego, gestão de carreira, difusão, licenciamento. Estude sobre o seu mercado, não faça live de graça só para aparecer. Não fique entregando sua música por bebida, valorize sua carreira, seu “produto”. Profissionalize-se.

29) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Adriana Sanchez: Eu só vejo prós. O Festival de Música abre espaço para novos talentos, estimula você ousar, se mostrar, defender sua música e o que você acredita.

30) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Adriana Sanchez: Eu acho que também revela. Às vezes temos talentos que já são figuras conhecidas em Festivais de Música, mas também temos os novos que vão chegando.

31) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Adriana Sanchez: Sabe o que eu acho? O mundo mudou. Hoje tempos o streaming para fazer nossa própria rádio. Temos a internet para fazer a nossa própria programação. Temos o Netflix, Amazon Prime, Youtube para escolher se queremos ver um documentário ou algo comercial, então, a grande mídia não existe mais. Existe nós, escolhendo e tendo a força de derrubar a força de qualquer grande mídia.

32) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Adriana Sanchez: Acho que SESC, SESI e Itaú Cultural são espaços incríveis.

33) RM: Quais os seus projetos futuros?

Adriana Sanchez: Investir em um Startup de Educação em que a música seja um dos braços de desenvolvimento com um engajamento no impacto social.

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Adriana Sanchez: https://adrianasanchez.com.br | [email protected]

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Adriana Sanchez – Morrendo de Saudade (Videoclipe):

https://www.youtube.com/watch?v=0zfq-47wbHU

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=a7khV1pi46Q&list=PLNmIr3Zd0xR59tst7A6fH2_rbCSIAC3L0

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.