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Gravar música com “Vaquinha Online”

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Tempo de Leitura: 2 minutos

No passado o músico para gravar músicas; fazer a prensagem e distribuição do disco, só os músicos contratados por uma gravadora.

Nos anos 80 alguns músicos dispensados ou não contratados pelas gravadoras começaram o desafio de produzir o disco de forma independente. Os custos eram altos para gravar música, prensar e distribuir com os próprios recursos.

Alguns venderam casa, carro, outros bens ou usaram heranças de família para realizar o sonho de gravar música, ter um disco completo. Quem conseguia era uma grande vitória que motivava a primeira audição do disco pelos jornalistas e ouvintes.

A partir dos anos 2000, gravar um disco começou a ser um sonho mais possível. O surgimento dos pequenos estúdios tornou mais acessível o custo e a forma de pagamento de uma gravação. E consequentemente discos tecnicamente e esteticamente bons e ruins chegaram ao mercado. Gravar uma música ou um disco se tornou possível para todos.

E fazendo alguns jornalistas e ouvintes a desconfiar da qualidade do trabalho realizado pelos músicos independentes sem se quer fazer uma primeira audição do disco. Profetizando ser mais “uma bandinha”; “cantorzinho” ou “cantorazinha” querendo ser estrela.

As leis de incentivo a cultura proporcionaram a gravação de discos.

Mas alguns músicos também começaram a fazer uma cota ou “vaquinha” com seus fãs para gravar uma música ou o seu disco. Paga antes e recebe depois o disco e outro brinde pelo apoio antecipado. Essa iniciativa estimulou a recente “vaquinha online” que se popularizou pelas redes sociais.

No começou o músico enviava um email para sua lista de contatos, e depois com o surgimento de site direcionado que possibilitou o músico explicar o seu projeto e abrir o leque de arrecadação. O êxito vai depender 99,99% do apelo popular do projeto musical e da articulação do músico com sua rede de contatos. É fundamental que o músico faça um levantamento anterior das intenções de apoio com seus contatos.

Achar que com o andar do projeto vai sensibilizar os conhecidos e desconhecidos pode ser uma ingenuidade. Alguns músicos não tem consciência que é um profissional liberal ou autônomo. Músico que espera por um patrocinador (Mecenas) pode ver a sua arte morrer no parto.

Hoje as redes sociais estão em uma fase que a arte está perdendo espaço para celebridades instantâneas. Ter cinco mil amigos no facebook não garante show lotado ou apoio de gravação de disco. Muitos músicos aderindo a “vaquinha online” já se tornou “carne de vaca”, a oferta está maior que adesões. Por isso, o boca a boca online não elimina o boca a boca pessoal. Todas as alternativas são importantes para se alcançar o objetivo desejado, não existe um único caminho.

Hoje com a grande oferta de músicas inéditas e que tocam na mídia; convencer alguém para fazer uma primeira audição de uma música inédita é uma grande vitória e diminui a desconfiança com a música independente. Vai que cola…

Conheça os artistas que já foram entrevistados pela Ritmo Melodia.


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa: Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.
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