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Uma Revista criada em 2001 pelo jornalista, músico e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Gabriel de Almeida Prado

Gabriel de Almeida Prado
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O compositor, cantor e violonista paulistano Gabriel de Almeida Prado. Estudou violão com artistas como Bill Saramiolo e Emiliano Castro; canto com Ju Caldas e Sonia Andrade; e composição de canções com Kléber Albuquerque.

Participou de diversas apresentações musicais e poéticas em vários lugares do Brasil, como, entre outras, São Paulo (capital e interior), Rio de Janeiro (RJ), João Pessoa (PB), Palmas (TO) e Bonito (MS). Em julho de 2015 fez dois shows em Portugal. Nas cidades de Aveiro e Lisboa.

Tem parcerias com diversos artistas, entre eles Adolar Marin, Alexandre Lemos, Alexandre Mello, Élio Camalle, Kana, Kléber Albuquerque, Léo Nogueira, Neno Miranda, Márcio Policastro e Sonekka. Além destes, musicou poemas de Luiz Augusto Cassas e Lúcia Santos.

Tem composições gravadas por seus parceiros Élio Camalle, Kana e Kléber Albuquerque.

Atualmente, é um dos sócios do Chama Poética, do qual é também codiretor artístico. E faz alguns pré-lançamentos do seu primeiro trabalho fonográfico, “A língua e a alma”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Gabriel Prado para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa  em 01.07.2016:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Gabriel de Almeida Prado: Nasci em São Paulo no dia 30 de junho de 1989.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música?

Gabriel de Almeida Prado: Não consigo lembrar exatamente do primeiro contato. Mas, desde muito pequeno me interesso por música. Lembro de estar, com uns três anos de idade, no colo da minha avó materna cantando uma música que eu inventei para uma mosca que ficava girando ao nosso redor.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Gabriel de Almeida Prado: Minha formação musical é mais informal. Sempre levei os estudos de uma forma meio Frankenstein. Tive vários mestres no Violão, mas os que mais marcaram foram o Bill Saramiolo e o Emiliano Castro. Também estudei canto com a cantora Ju Caldas e mais tarde com a Sônia Andrade. E no momento voltei a estudar Violão com o Liw Ferreira.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Gabriel de Almeida Prado: Eu sempre fui muito plural nas minhas influências. Comecei com Adoniran Barbosa, mas pouco depois o rock (principalmente o rock inglês) me fez a cabeça e a música brasileira ficou um pouco de lado. Mas voltei a ouvir canções em português com o som do Kleber Albuquerque. Hoje em dia o rock que está mais de lado. Apesar de continuar curtindo o estilo, ouço muito pouco. Tenho o costume de dizer que meus Beatles foram outros. Tive a sorte de ser amigo, e às vezes parceiro, de alguns dos meus ídolos. O Élio Camalle e o Kleber Albuquerque são dois bons exemplos.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Gabriel de Almeida Prado: Em 2004, mais ou menos, minha mãe (Fernanda de Almeida Prado) começou a organizar o Chama Poética, que são apresentações de música e poesia. A partir desse momento, conheci, me aproximei e assisti apresentações de diversos artistas incríveis e de diversas gerações. Jean Garfunkel, Lula Barbosa, Natan Marques, José Domingos, Neno Miranda, Kleber Albuquerque, Élio Camalle, entre outros. Mas foi o Irineu de Palmira, em 2008, que me estimulou a subir aos palcos para cantar com ele. E a primeira apresentação, não coincidentemente, foi uma homenagem ao Adoniran Barbosa que aconteceu no Museu da Língua Portuguesa.

06) RM: Como anda a gravação do seu primeiro álbum?

Gabriel de Almeida Prado: Ainda estou em processo de lançamento do meu primeiro trabalho autoral. O disco se chama “A língua e a alma”, tem 14 faixas de diversos estilos, mas sempre andando pelo trilho da canção, da música brasileira. A palavra tem uma importância enorme, no meu trabalho. Até por isso o nome do disco.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Gabriel de Almeida Prado: Acho difícil definir com precisão. Minha música é sempre ligada com a palavra. É uma música brasileira com diversas influências.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Gabriel de Almeida Prado: Estudei pouco. Primeiro com a Ju Caldas, e mais tarde com a Sônia Andrade.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Gabriel de Almeida Prado: Considero o estudo importantíssimo. Não necessariamente o estudo formal. Mas tento prestar atenção na forma que estou cantando e observo os cantores e cantoras que admiro.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Gabriel de Almeida Prado: Admiro muita gente. Posso citar alguns deles: Élio Camalle, Luiz Melodia, Rubi, Caetano Veloso, Roberto Mendes, Ceumar, Maria Bethânia, Vanessa Moreno, Leny Andrade, Elza Soares, Elis Regina, Janis Joplin… Vish, tem muita gente.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Gabriel de Almeida Prado: Em geral, costumo começar pela letra, ou pelo menos por um pedaço de letra. Depois vou construindo a melodia e harmonia em cima disso. Mas já fiz a música antes da letra também. É um processo que varia muito.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Gabriel de Almeida Prado: Tenho parcerias com o Kleber Albuquerque, Élio Camalle, Alexandre Lemos, Alexandre Mello, Neno Miranda, Márcio Policastro, Léo Nogueira, Kana, entre outros.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Gabriel de Almeida Prado: A grande vantagem é a liberdade de criação. E a desvantagem é ter que correr atrás sozinho e tirar grana do próprio bolso. É um risco sempre.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira musical dentro e fora do palco?

Gabriel de Almeida Prado: Ainda estou planejando essas estratégias. Mas, pretendo, em breve, lançar alguns vídeos e começar a trabalhar minhas redes sociais de uma forma mais organizada.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Gabriel de Almeida Prado: Estou, agora, investindo nos meus estudos como músico. E faço alguns pré-lançamentos do disco para ele ir ganhando forma e para que mais pessoas possam conhecer meu som.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Gabriel de Almeida Prado: Penso que a internet é uma ferramenta que nos aproxima do público. Fora a facilidade de buscar informações que ajudam a aprimorar as ideias. O problema, na verdade, é a forma que ela é utilizada, porque é fácil ficarmos reféns dela.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia de gravação (home estúdio)?

Gabriel de Almeida Prado: Não sei, se vejo desvantagens. É ótimo podermos gravar nossas experiências em casa e com qualidade. Claro que não é só a tecnologia que possibilita isso. É importante desenvolver a habilidade de manejar os equipamentos para que tenhamos um trabalho com qualidade. Produzir com qualidade é um conhecimento à parte da criação e execução musical.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar o disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Gabriel de Almeida Prado: Os detalhes fazem a diferença. Fazer gravações com qualidade e investir em uma capa legal, em uma divulgação criativa, em qualidade de gravação, etc, é importantíssimo. Mas, penso que meu trabalho é vender minhas ideias e meu olhar, então invisto nisso. Tento cada vez mais aprimorar meu olhar e minha forma de expressa-lo. E expandir isso para fora da canção. Mostrar (e desenvolver) meu olhar, também na forma de apresentar o conteúdo.

19) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Gabriel de Almeida Prado – A música brasileira vai muito bem. Cada vez tenho visto músicos mais criativos e habilidosos nos seus instrumentos. Só faltam mais oportunidades. A grana está nos grandes espetáculos, falta investir nas apresentações de pequeno e médio porte. Mas há gente muito talentosa que precisa ser ouvida pelo grande público. Dos novos, gosto muito do trabalho do duo Vanessa Moreno e Fi Maróstica, por exemplo. Mas há centenas de artistas geniais escondidos por aí. Sobre quem se mantém consistente. O Caetano Veloso e o Gilberto Gil são artistas que eu admiro e que continuam incríveis. Estive em Lisboa e assisti a esse show da turnê deles juntos.  Foi lindo.

20) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Gabriel de Almeida Prado: Acho o Lenine um cara muito legal nesse sentido. Ele está atento a todos os detalhes da sua carreira e faz um trabalho bem legal.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Gabriel de Almeida Prado: Ah… Sempre acontece alguma coisa. Uma coisa que eu tenho percebido é que eu atraio malucos. Sempre tem um cara que está falando sozinho, que resolve vir falar comigo e não larga mais do meu pé (risos). Ah… Também teve uma vez que fui tocar em um lugar que acabava a luz de 15 em 15 minutos.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Gabriel de Almeida Prado: Ver que a arte e a cultura provocam mudanças reais na vida das pessoas me deixa feliz demais. Mas ver que muitas vezes isso fica em segundo plano, me deixa triste.

23) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Gabriel de Almeida Prado: São Paulo é muito plural. Encontra-se tradição e experimentalismo. Às vezes no mesmo ambiente.

24) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Gabriel de Almeida Prado: É tanta gente boa que fica até difícil e injusto citar. Então prefiro indicar que as pessoas conheçam os saraus da cidade. O Chama Poética é um sarau muito legal para conhecer músicos interessantes.

25) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Gabriel de Almeida Prado: Em algumas rádios, sim!

26) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Gabriel de Almeida Prado: Se dedique e se entregue por inteiro, mas não se esqueça de se divertir.

27) RM: Quais os seus projetos futuros?

Gabriel de Almeida Prado: Pretendo gravar vídeos e quero misturar meu trabalho com outros tipos de expressões artísticas.

28) RM: Gabriel de Almeida Prado, quais seus contatos para show e para os fãs?

Gabriel de Almeida Prado: [email protected] | www.facebook.com/gabriel.dealmeidaprado


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Uma Revista criada em 2001 pelo jornalista, músico e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.