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MPBrega ou MPBChique. Qual é a Melhor?
*Por Antonio Carlos da
Fonseca Barbosa
O rotulo de Brega esteve em evidencia na década de 90 com
ascensão das duplas sertanejas (Rotuladas de “breganejas”) que recebiam
criticas de todos os lados, em geral por venderem muitos CDs com músicas
de apelo “sentimentaloíde”. A principio não se discutia a qualidade ou
falta de qualidade musical. Mas sim, a conta bancária mudança de padrão de
vida e espaço na mídia. Mas o termo brega ou cafona começou se propagar nos
anos 60 para distingui os jovens que faziam música de “boa
qualidade” (Engajadas) ou de “baixa qualidade” (Alienadas). Havia uma
distinção entre as músicas politizadas, de lirismo poético das de apelo
romântico e temas
cotidianos. As de melodias, harmonias e acodes simples das de melodias,
harmonias, acordes dissonantes e complexos. Ou seja, discutiam sobre as
diferenças estéticas e técnicas de cada gênero. O preconceito cultural e
social deturpava o “principal objetivo” de chegar a uma pretensa
“conclusão” da tal de boa qualidade. Um possível consenso era a
existência de música boa e ruim em qualquer gênero. Que não se dá pela
quantidade de acordes nem pela dissonância existente ou não. Uma boa
melodia é a essência musical. A apreciação de uma letra depende da
vivência pessoal, cultural, social, do estado de espírito, realidade
histórica e grupo social de uma pessoa. E se uma boa letra é vestida por
uma boa melodia terá uma boa aceitação. O que impede que uma música
rotulada de Brega não possa cair no gosto de um dito intelectual ou que
uma música com melodia, letra mais elaborada ou de lirismo poético não
agrade o ouvido dito popular?
Existe muita coisas mal feita e chata tanto na música MPB “pura” quanto
na dita Brega. No passado os gêneros musicais eram bem distintos e
existiam as disputas e preconceitos. Mas a escolha de ouvir ou tocar um
gênero era respeitado pela convicção da escolha. A MPB nos anos 60 tinha
exclusividade na mídia e o Brega era excluído, tendo espaço só nos
Bordéis. Mas quando o Brega chegou na mídia (Anos 90) começou o celeuma
no meio artístico. A democratização do espaço na mídia é que fará o
publico optar por um ou mais gênero sem discórdia. Existi música para
todos os gostos, estilos, nível social e cultural, momentos e movimentos.
Não é a suplantação de um gênero em beneficio de outro que fará a
evolução musical, mas o conhecimento da diversidade de gêneros para uma
escolha musical consciente.
*Editor da revista: www.ritmomelodia.mus.br
/ ritmomelodia@hotmail.com
*Texto publicado dia
28/08/2004 no Jornal Diário da Borborema - PB
: www.db.com.br revisado pelo jornalista
Carlos Araújo -
carlosaraujocg@hotmail.com
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