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Ritmo Melodia |
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| O Fim do CD. Solução ou regressão? *Por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa Data do artigo: Junho 2009 Com a popularização da internet e o avanço da pirataria, as gravadoras e músicos independentes começaram a disponibilizar músicas em formato mp3 para download pago ou grátis. Iniciando assim, para muitos, o fim do CD como formato comercial viável. E ressurgindo como opção o formato Single (compacto simples). O Single era uma opção comercial de divulgação barata das gravadoras com as rádios. Um artista lançava um LP (long play) e desse álbum a gravadora escolhia uma ou duas músicas, Lado A e B para apresentar as rádios como “músicas de trabalhos”. O Single promocional não tinha a função de substituição do álbum. Com as músicas tocando nas rádios e virando sucesso o single se tornava uma opção de venda para o público. Quando o artista ficava popular, mudava a estratégia comercial não trabalhava “uma música de trabalho”, mas todas as músicas do álbum, deixando cada radialista escolher sua preferida e podendo assim emplacar mais de uma música daquele disco. Quem defende a volta do single, argumenta que é mais viável comercialmente uma banda ou cantor (a) gravar uma única música e disponibilizá-la para download, de preferência grátis, até virar um sucesso de audiência. O segundo passo desse músico é mostrar seu álbum para os admiradores de “sua música de trabalho”. Quais as garantias que as músicas do disco serão geniais ou legais como a primeira que o tornou famoso. O fantasma do passado de ser um cantor ou compositor de uma música só. Muitos artistas ainda hoje são lembrados por uma música X que foi um grande sucesso em uma época em detrimento de sua obra. Quando se ouve um disco gostamos mais de umas músicas e menos de outras. Mas para quem aprecia a música como uma obra de arte e não só como entretenimento. O CD e um artista são avaliados desde a estética do encarte do seu CD, se ele está harmonia com o que vamos ouvir e se provoca a curiosidade em ouvir aquele disco. E não entra aqui valores de luxo, mas criatividade. Podendo ter as duas coisas. Tem a ficha técnica dizendo quem gravou, fez os arranjos e design. E fora a qualidade do áudio superior ao formato mp3. O CD mostrar se o artista tem força criativa e profissionalismo. Ser genial em uma canção é fácil, manter o nível acima da média em faixas de um disco é tarefa difícil até pra quem é do ramo consegue. E consegui manter uma obra em escala crescente, só pouquíssimos conseguem. Se a moda do single pega em tempos de celebridades instantâneas que vivemos. Teremos muitas ervas daninhas deslumbradas com a fama, mas que são articuladas com a internet ocupando o lugar de músicos honestos e criativos. Não basta ainda muita gente não considerar a música como carreira profissional nem como expressão artística. Hoje, diferente de 40 anos atrás, um artista gravar 10 faixas e lançar um CD com uma qualidade profissional superior que no passado e com baixo custo. A internet continua sendo o meio mais barato de divulgação de um artista. As rádios são ainda o foco para qualquer artista. Mas uma carreira musical pode ser desenvolvida e ter êxito sem tocar em rádios. O grande desafio na carreira musical é conseguir manter a qualidade criativa crescente após o primeiro CD. Conseguir articular espaço para tocar. O músico que tem consciência que no palco ele é um ARTISTA. Mas fora do palco tem que ser empreendedor, articulador diário de todas as formas de mídia e divulgação, humilde, parceiro em todos os sentidos. Ou seja, ser PROFISSIONAL. Com produtor influente, mecenas e grande gravadora qualquer Fulano dorme anônimo e acorda famoso. Mas não dura no mercado. Mas como um trabalho criativo, original, honesto e profissional se constrói uma carreira de êxito e respeito. *Editor da revista: www.ritmomelodia.mus.br \ ritmomelodia@hotmail.com |