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O Clube Caiubi de Compositores no mundo real e virtual.

* Por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa

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O Clube Caiubi de Compositores nasceu em 2002 para dar vez e voz ao compositor (os produtores musicais, músicos e interpretes são importantes nesse processo). É claro quem nem todo bom compositor é um bom intérprete. Mas os encontros autorais do clube têm como propósito maior o compositor mostrar suas criações inéditas para outros compositores, intérpretes, produtores e a um púbico ávido por ouvir canções inéditas. O local era um casarão na Rua Caiubi, 420 - Perdizes, zona oeste de São Paulo (Daí vem o nome do clube). Os seus idealizadores são: Lis Rodrigues, Henrique Barros, Tito Pinheiro, Chico Pinheiro, Daniel Altman e Max Gonzaga e depois chegaram Vlado, Ricardo Soares, Sonekka, Zé Edu, Rafael Iasi entre outros.  Deram-se os primeiros encontros musicais e alguns compositores já conhecidos como Zé Rodrix e Celso Viáfora, também passavam por lá para cantar suas inéditas. Passaram os anos e o clube mudou de endereço, mas manteve o nome da rua onde tudo começou. Atualmente as segundas autorais do acontece na Rua Teodoro Sampaio, 1229 – Pinheiros, também zona oeste de São Paulo. Por coincidência essa rua tem dezenas de lojas de instrumentos, equipamentos musicais e loja de concertos de instrumentos, escolas de música, serviços e produtos ligados ao mercado musical. O clube agora canta feliz como sapo na lagoa. É claro que nem tudo é paraíso no clube. Sempre que mais de uma pessoa se reuni as divergências, vaidades, egos, orgulhos e prepotência são ingredientes na sopa da convivência. Tem os compositores já conhecidos no meio ou anônimos que querem empurrar sua pretensa genialidade goela adentro. Tem os compositores sinceros e puros, mas ainda com obras medianas que se assustam ou se constrangem com o nível de criação de outros membros do clube. Tem as estrelas estreantes e decadentes que por não terem estendido sob os pés o tapete vermelho da bajulação saem cuspindo ofensas e para a felicidade geral não voltam mais. Mas tem o principal muita gente boa, seja anônima ou já despontando, iniciantes ou calejados na estrada musical. Para esses é que o clube abre as portas, o palco e espaço.  

Em 2008 um dos seus integrantes, o compositor e cantor paulistano Sonekka criou o site do Caiubi na rede social Ning ( www.clubecaiubi.ning.com ) um pulo do gato na popularização do clube e reunir compositores de outras cidades brasileira. Hoje (7 de dezembro de 2008) seis meses da criação do site o clube tem 1800 membros. Os compositores, músicos e intérpretes podem criar uma página pessoal, em que colocam seu release, até 100 músicas no formato mp3, fotos e vídeos. E por ser uma rede social, tipo orkut, myspace, podem convidar outros membros do clube para conhecerem seu trabalho e fazerem parte de sua relação de contatos e o público em geral podem também acessa o site e ouvir as músicas. E através desta rede social os compositores, poetas, letristas passam a se conhecerem e pelas afinidades compor juntos nascendo parcerias musicais entre pessoas que só se conhecem no mundo virtual. E nas segundas autorais começam com um show (21:00h) de um artista que faz parte do Clube Caiubi virtual. E a música brasileira ganha em criatividade e qualidade musicais.  

Aos críticos que acusam este movimento de ser mais uma panela musical, cabe esperar que a história condene ou absorva o Clube Caiubi de Compositores. Aos adeptos, que aproveitem o espaço real e virtual para mostrarem seus talentos. E abandonarem o muro das lamentações e rasgar a camisa de força de eternas vítimas da banalização musical.

* Editor da revista: www.ritmomelodia.mus.br \ ritmomelodia@hotmail.com