Caldas, Sílvio (Sílvio Narciso de
Figueiredo Caldas, 1908-1998), cantor e compositor
popular brasileiro, carioca do bairro de São Cristóvão, onde cantava nas
serestas desde menino. Começou a carreira na Rádio Sociedade; em 1930 gravou o
primeiro disco, interpretando um samba de sua autoria, Amoroso. O sucesso veio
em 1931, com Faceira, de Ari Barroso. Seguiram-se: Maria (1932), também de
Barroso; Arranha-céu e Chão de Estrelas (1937), de Sílvio e Orestes Barbosa;
as marchas-rancho As pastorinhas (1938) e Florisbela (1939); o samba Da cor do
pecado (1939), de Bororó; Morena boca de ouro (1940), de Ari Barroso; e muitos
outros.
Caíram no folclore as
despedidas do cantor carioca Sílvio Caldas (no centro), que durante pelo
menos 20 anos anunciou que enfim faria o seu último show ou a sua última
gravação. No entanto, permaneceu em atividade até o ano de 1995, adiando
sua aposentadoria até os 87 anos de idade. Foi sempre fiel ao seu estilo
contido, pouco comum para a época em que foi revelado para o mercado, no
início da década de 1930. Iconographia