PÉROLAS DO BRASIL
Renato
Russo
Russo, Renato (1960-1996),
nome artístico do cantor e compositor brasileiro Renato Manfredini Júnior,
que, junto com Cazuza e Arnaldo Antunes, foi um dos principais nomes da cena
pop brasileira da década de 1980, no início da qual se projetou como líder
da banda Legião Urbana, que vendeu mais de 5 milhões de CDs ao longo da sua
feérica carreira. Da mesma forma que esses dois outros artistas, teve uma
vida conturbada, marcada por problemas com drogas (freqüentou durante anos as
reuniões dos grupos de Narcóticos Anônimos) e uma personalidade agressiva
(chegou a responder a processos por incitação à violência, por causa dos
shows interrompidos por brigas com a sua ensandecida platéia).
Embora, em uma de
suas letras, tenha dito que, "quando tudo está perdido, sempre existe
uma luz", negou-se a se submeter ao tratamento indicado pelos médicos
quando começaram a se manifestar as primeiras infecções oportunistas da
Aids, que soube ter contraído seis anos antes de morrer. Fez também muito
sucesso nos dois momentos em que lançou discos solos (Stonewall, no qual
interpretou músicas em inglês, e Equilíbrio distante, em que cantou
músicas em italiano).
"Os bons morrem
jovens", escreveu Renato Russo na letra de Love in the afternoon, e
esse poderia muito bem ser seu epitáfio. Deixou, no entanto, uma vasta obra
poético-musical, da qual fazem parte alguns hinos afetivos da que chamou
"geração Coca-cola": é o caso de Por enquanto ("Se lembra
quando a gente chegou um dia a acreditar // que tudo era pra sempre // Sem
saber // Que o pra sempre sempre acaba?"); Vento no litoral
("Aonde está você agora // além de aqui, dentro de mim?"); e
Via Láctea ("Quando tudo está perdido // Sempre existe uma
luz").
Sérgio Zalis/CONTEXTO
*Fonte : Enciclopédia Encarta
2000 - Microsoft
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