PÉROLAS DO BRASIL
Paulinho
da Viola
Paulinho da Viola
(1942- ), intérprete e compositor popular brasileiro. Nasceu em 12 de
novembro de 1942, no Rio de Janeiro. Começou garoto dentro do choro,
acompanhando a seu pai, César Faria, membro do grupo Época de Ouro, liderado
por Jacob do Bandolim. Seu batismo musical foi no Zicartola, mítica casa de
samba comandada pelo compositor Cartola, de quem é considerado o herdeiro
musical.
Formou com Zé Ketti,
Élton Medeiros, Anescarzinho do Salgueiro e outros
sambistas o grupo "A voz do Morro" e participou do histórico espetáculo Rosa
de ouro (1965). Em 1966, o samba-enredo da Portela, Memórias de um sargento de
milícias, de sua autoria, foi eleito o melhor do ano.
É considerado uma
ponte entre a evolução e a MPB de raiz, o ponto de equilíbrio entre a
tradição e a vanguarda. Ele consegue, segundo o poeta Augusto de Campos,
algo difícil: "Unir zona Norte e zona Sul, samba de morro e samba
sofisticado."
Entre suas
composições destacam-se Recado, Quatorze anos, Sinal fechado, Coisas do
mundo, minha nega, Sei lá, Mangueira e Foi um rio que passou em minha vida.
Seus dois últimos álbuns, Eu canto samba (1989) e Bebadosamba (1996), são
considerados clássicos do gênero.
Após seu rompimento com a
escola de samba Portela, com a qual tinha ligações históricas, Paulinho
da Viola compôs o clássico Foi um rio que passou em minha vida. O nome de
seu último CD, Bebadosamba, representa um trocadilho que pode significar
"bêbado samba" ou "beba do samba".
Cristiana
Isidoro/CONTEXTO/"Choro Negro" composto por Paulinho da Viola,
Cristóval Bastos, interpretado por Os Ingênuos, de Os Ingênuos play
Choros de Brazil (Cat.# Nimbus Records NI5338) (c) e (p)1992 Nimbus Records
Ltd. Todos os direitos reservados.
*Fonte : Enciclopédia Encarta
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