PÉROLAS DO BRASIL
Marcus
Vinícius
Apesar
de ser um dos compositores mais respeitados da música brasileira, MARCUS VINÍCIUS
estava afastado do disco há quase dezoito anos. Depois dos LPs “DÉDALUS” e
“TREM DOS CONDENADOS”, que se tornaram verdadeiros cults
nos anos 70, quando ganharam todos os prêmios da crítica especializada e
consagraram Marcus como o verdadeiro pioneiro da canção de vanguarda no país
(mesclando erudito com popular, atonalidade e ritmos brasileiros), o autor havia
lançado “NORDESTINO”, em 1980, e desde então estava ausente do panorama
discográfico nacional, a não ser por eventuais gravações de suas obras por
intérpretes como MPB-4, Geraldo Azevedo (seu parceiro) e outros.
A
ausência de Marcus Vinícius
do disco estava sendo bastante sentida e tanto o público,
a crítica, estudiosos da MPB, amigos e admiradores já lhe cobravam novos
trabalhos. Foi então que Marcus resolveu lançar o CD duplo
“MÚSICA
DO CINEMA BRASILEIRO - I”,
cujas razões ele mesmo expõe: -
Nesses anos em que deixei de gravar discos-solo, fiz a música original de
muitos filmes brasileiros. Só de longas-metragens foram uns seis ou sete; de
curtas e médias, perdi a conta. Isso mostra que não fiquei parado, pois a música
de um longa, p. ex., exige tanto trabalho (ou mais, até) quanto um CD. É como
se eu tivesse gravado seis ou sete discos nesse período. No momento em que a
minha volta ao disco começou a ser cobrada, achei que deveria revelar esse
aspecto do meu trabalho.
Além de compositor e
letrista, Marcus Vinícius é maestro e arranjador, sendo responsável por todas
as orquestrações de seus discos, inclusive deste último. Ex-Diretor Artístico
da DISCOS MARCUS PEREIRA, onde realizou reconhecido trabalho de pesquisa e
resgate da Música Brasileira, Marcus já produziu mais de 200 discos de
diversos artistas da música popular e erudita. Por suas mãos já passaram
talentos como Canhoto da Paraíba, Elba Ramalho, Tânia Alves, Antonio Carlos Nóbrega,
Walter Smetak, Quinteto Armorial, Belchior, Elomar, Arthur Moreira Lima e muitos
outros. Como arranjador, atuou ao lado de nomes legendários como Guerra-Peixe e
Radamés Gnattali.Além de seus próprios discos (e de um disco-fascículo lançado
na História da Música Popular Brasileira
da Edit. Abril), Marcus Vinícius fêz também a música de inúmeras peças
de teatro, entre as quais “Calabar” (Chico
Buarque e Ruy Guerra, dir. de Fernando Peixoto) e “O
Burguês Ridículo” (de Moliére, dir. de Guel Arraes e João Falcão).Marcus
Vinícius é também autor teatral, ganhou por duas vêzes, o primeiro lugar no
Concurso de Dramaturgia do SNT-FUNARTE, o mais importante do país, com as peças
“Domingo, Zeppellin” e “Boca
do Inferno”, ambas encenadas. em S. Paulo e outras cidades do Brasil.
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