PÉROLAS DO BRASIL
 

 
Elizeth Cardoso

Cardoso, Elizeth (1918-1990), cantora popular brasileira do subúrbio carioca, chamada a Divina e batizada Elisete Moreira Cardoso. Aos 15 anos começou a cantar profissionalmente; apareceu com a gravação Canção do amor (1949), de Chocolate. Nos três anos seguintes trabalhou como contratada da Rádio Mayrink Veiga e da boate Vogue. Participou do primeiro programa carioca de televisão, na Tupi, em 1951, e lançou um de seus maiores sucessos, o samba Barracão, de Luís Antônio e Oldemar Magalhães. Em 1958, atuou em vários filmes e gravou o famoso LP Canção do amor demais, com músicas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes e acompanhamento de João Gilberto. Em 1964 deu um recital no Teatro Municipal do Rio de Janeiro onde cantou, a capela, a Bachiana nº 5 de Villa-Lobos.

Fez diversos shows no Brasil e no exterior; apresentou programas de TV; gravou mais de 30 LPs no Brasil e vários outros em Portugal, Argentina, México, Uruguai e Venezuela. Entre suas interpretações destacam-se: Carinhoso, de Pixinguinha e Braguinha; Mulata assanhada, de Ataulfo Alves, Sei lá Mangueira, de Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, e Serenata do adeus, de Vinícius de Moraes.

Elizeth Cardoso nasceu perto do morro da Mangueira, em São Francisco Xavier, Rio de Janeiro. Tornou-se cantora profissional aos 15 anos, descoberta por Jacó do Bandolim em uma festa de aniversário. Em 1946, foi contratada pela rádio Mayrink Veiga para o programa Alvorada da alegria. Alcançou pela primeira vez o sucesso com a música Canção de amor, gravada pela Todamérica, em 1949. Tem interpretado desde então quase todos os gêneros musicais, dando preferência ao samba. Seus apelidos mais conhecidos, além de "A Divina", são "A Magnífica", dado por Mister Eco, e "A Enluarada", dado por Hermínio Belo de Carvalho.

Cristiana Isidoro/CONTEXTO

*Fonte : Enciclopédia Encarta 2000 - Microsoft

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