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PÉROLAS DO BRASIL
Cartola
Cartola, nome artístico de Angenor
de Oliveira (1908-1980), compositor e cantor popular brasileiro, nascido
no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Aos 11 anos, foi morar no morro da
Mangueira, onde se tornou um dos maiores nomes do samba. Foi co-fundador da
Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira (1929); escolheu o nome e as
cores da escola, verde e rosa, e foi seu primeiro diretor de harmonia. Nessa
época, seus sambas começaram a ficar conhecidos fora do morro.
O primeiro sucesso
foi Divina dama (1933), lançado por Francisco Alves. Seguiram-se Qual foi o
mal que eu te fiz?, Um novo amor, gravado por Carmen Miranda, e Não quero
mais, premiado no desfile de Carnaval de 1936 e gravado por Araci de Almeida
(1937). O samba Quem me vê sorrir (1940), em parceria com Carlos Cachaça,
consta do disco editado pela Columbia (ver João da Baiana). Em 1941, criou
com Paulo da Portela um programa de rádio intitulado A voz do morro, em que
apresentava sambas inéditos de vários compositores.
Em 1949, Cartola
sumiu por quase uma década; pensava-se que tinha morrido, quando foi
encontrado, pelo jornalista Sérgio Porto, lavando carros em Ipanema. Em 1963,
já com dona Zica, abriu o restaurante Zicartola; durante dois anos, o local
foi o ponto de encontro entre o samba do morro e os novos compositores da zona
Sul carioca. Como intérprete, gravou três LPs, o primeiro aos 66 anos de
idade. Segundo Cartola, a partir de 1965 seus sambas ganharam um ritmo mais
lento e uma melodia mais elaborada; entre outros, destacam-se dessa fase Tive
sim (1968), O mundo é um moinho (1974), As rosas não falam (1976), Dê-me
graças, senhora (1977) e Vem (1980), sua última composição. A música de
Cartola é "um canto puro, cuja linha melódica oscila e bóia, sem
pousar, entre a marcação do surdo e a trama cerrada dos tamborins",
segundo o compositor e etnomusicólogo Brasílio Itiberê.
Carioca do Catete e,
depois, da Mangueira, nascido em 11 de outubro de 1908, Cartola iniciou a
vida de boêmio aos 15 anos de idade, após perder a mãe. Foi tipógrafo e
pedreiro (nessa época ganhou o apelido, por sempre proteger a cabeça com
um chapéu-coco, para não sujá-la de cimento) e faleceu em 30 de novembro
de 1980.
Agencia O GLOBO
*Fonte : Enciclopédia Encarta
2000 - Microsoft
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