Blanc, Aldir (1946- ),
compositor brasileiro, nascido no bairro carioca do Estácio. Como letrista é
"o ourives do palavreado", segundo Dorival Caymmi. Começou a compor
aos 16 anos. Entre 1968 e 1970, quando era estudante de Medicina, participou
de vários festivais de música, tendo sido classificado com Nada sei de
eterno e A noite, a maré e o amor, em parceria com Silva Júnior, e Mirante,
De esquina em esquina e Diva, com César Costa Filho. Em 1970, iniciou uma
fértil parceria com João Bosco, da qual nasceu, entre outras, O bêbado e a
equilibrista. Foi um dos fundadores da Sombrás (1974), sociedade defensora
dos interesses dos compositores, depois transformada em Escritório Central de
Arrecadação de Diretos (Ecad). Em 1996, lançou o CD Aldir Blanc — 50
anos, em que se destacam: Sonho de válvulas, Mastruço e catuaba, Lua sobre
sangue e Anel de ouro. Com Maurício Tapajós, compôs Querela do Brasil, O
tapete e a raspadinha, Entre o torresmo e a moela e Antonieta na gafieira. As
letras de Aldir expressam com muita graça e acuidade o espírito popular da
zona Norte do Rio.