Zé Luiz Rodovalho

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Zé Luiz Rodovalho
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O cantor, compositor, professor paulistano Zé Luiz Rodovalho desde cedo teve contato com a música, principalmente por influência da família, mas especificamente de seu pai (José Edmur Bertacchini), e logo se apaixonou pela arte.

Em sua casa não faltavam músicas do Pixinguinha, Carlos Gardel, Altamiro Carrilho, entre outros grandes. Na escola, enquanto a irmã Flavia Maria tinha desempenho exemplar, Zé Luiz Rodovalho, ainda bem menino, não demonstrava ser um aluno tão aplicado, mas se destacava em matérias como Português, Literatura, e principalmente redação. Aos 14 anos de idade escreveu seus primeiros poemas, algumas redondilhas e sonetos. E aos 16 anos fez suas primeiras composições musicais. Aos 31 anos de idade, em 2001 lançou o seu primeiro disco, “Vou te levar para Pasárgada”. Nesse álbum mostra um pouco de sua versatilidade trazendo estilos diversificados, tais quais xote, baião, samba, bossa-nova e baladas. Atua na área musical desde 2000 e é professor de línguas inglesa, portuguesa e espanhola desde 1995.

Atualmente desenvolvo oficinas e palestras sobre criação poético-literária e iniciação a composição musical.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Zé Luiz Rodovalho para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 11.02.2019:

01) RitmoMelodia: Qual o seu dia e mês de nascimento e a sua cidade natal?

Zé Luiz Rodovalho: Nasci no dia 06.07.1980 em São Paulo-SP. Filho de José Edmur Bertacchini e de Rita de Cassia Rodovalho Bertacchini e foi registrado como José Luiz Rodovalho Bertacchini.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Zé Luiz Rodovalho: Não sei exatamente do primeiro contato com a música. A música está no mundo em todos os momentos. Acredito que assim que nascemos já temos contato com ela. Mas os primeiros contatos conscientes foram bem cedo. Eu era criança. Tinha meus cinco anos de idade, menos, talvez. Minha família sempre foi muito musical. Eu escutava as músicas que meu pai escutava e que meus tios escutavam. Fins de semana, normalmente, tinham roda de violão e seresta em casa. Eu gostava muito de música desde criança. Já me interessava, aprendia a cantar as letras, e já comecei a ter o desejo de tocar violão nessa época, também.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical? 

Zé Luiz Rodovalho: Sou formado em Letras, licenciado em Língua Portuguesa e Língua Inglesa pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 1998 – 2002.

04) RM : Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Zé Luiz Rodovalho: São muitas. E a cada dia descubro uma referência nova. Acho que ter um grande leque de influencias ajuda a compor com mais variações, mais riqueza. Mas talvez as principais sejam Chico Buarque, Carlos Gardel, Gregório Barros, Carlos José, Cartola, Tom Jobim, Elomar, Geraldo Azevedo… poderia citar mais uns 30 nomes. Cada referencia tem sua importância. Cada uma enriquece e contribui de alguma maneira.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Zé Luiz Rodovalho: Quando eu tinha uns 13 ou 14 anos de idade, tive um grupo de samba e choro com mais quatro garotos da mesma faixa etária. Eles eram até mais novos que eu. Fizemos uns três eventos apenas, e depois o grupo desfez. Mais tarde, comecei a frequentar os bares e a boemia de São Paulo. E comecei a tocar em alguns Bares. Depois parei por um bom tempo. E voltei definitivamente já com 27 anos, em Campinas – SP.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Zé Luiz Rodovalho: Eu tenho um álbum lançado em 2011. O CD – “Vou te Levar para Pasárgada”. A produção foi do violonista Rafael Thomaz, que também gravou cordas. Além dele, Fabio Agustinis na bateria, Bruno Cabral no sopro, Eloá Gonçalves no piano, Marquinhos no baixo, e a participação de convidados: os cantores Vitor Gama, Mila Bonin e Leila Fantini. Esse CD é autoral, bem brasileiro, com bossa-nova, xote, baião, samba, valsinha… Acho que cada música tem seu público. Canção à “Beira-Mar” é um samba-bossa que costuma agradar aos ouvintes. “Mistério das Estrelas” tem uma letra que envolve. A canção “Vou te Levar para Pasárgada” é um xote meio cigano muito gostoso… Cada uma tem seu valor e seu público.  Depois desse álbum, não gravei nenhum outro. Hoje é tudo na internet. Sptify, CD baby, youtube… Estou mais nesse caminho.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Zé Luiz Rodovalho: Não gosto muito de rotular. Acho que a música não tem fronteiras, é do mundo, da natureza. Eu faço esse som mais brazuca. Mas tenho Blues, Rock, Indie, Funk estilo James Brown… Os temas também são variados. Há românticas, sátiras, críticas sociais e políticas, regionais…

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Zé Luiz Rodovalho: Não. É um dos meus planos de curto prazo.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Zé Luiz Rodovalho: Para quem é interprete; que não é o meu caso, eu creio que seja fundamental. Eu sou compositor. Faço meus shows, canto, mas não me considero um interprete. De qualquer maneira, como disse, está nos meus planos estudar técnica vocal.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Zé Luiz Rodovalho: Vários e várias. No Brasil Ney Matogrosso, Bethania, Monica Salmaso, Renato Braz, Melodia, Diogo Nogueira, Zé Renato e muitos outros. Estrangeiros: Frank Sinatra, Nat King Cole, Mercedes Sosa, Amy Whinehouse, Freddie Mercury…

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Zé Luiz Rodovalho: Não tenho uma fórmula pronta. Tenho um canal no Youtube: “Composição Sem Limites”, no qual abordo técnicas e dicas práticas sobre composição musical. Aliás, se inscrevam lá! E nesse canal, sempre falo sobre esse processo criativo. Não há regra. A criação é livre. Tem momentos que faço primeiro a letra e depois a melodia. Tem o processo contrário. Tem momentos em que as duas nascem juntas. Recebo letras para musicar. Recebo melodia para letrar. É um universo imenso. O maior cuidado que tenho, e que também falo no canal “CSL” para outros compositores, é não ficar dependente de “inspiração”, porque uma hora ela tira férias. Portanto acho fundamental ser capaz de compor sem depender de inspiração. Eu componho “por encomenda”, por exemplo. Então, muitas vezes, aquela verdade não é a minha. Mas preciso saber vivenciar aquele mundo, aquele instante, e criar sobre aquilo.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Zé Luiz Rodovalho: Felipe Bedetti: com quem ganhei Festivais de Música; Mourão Martinez; Marília Abduani; Zebeto Corrêa; Carlinho Motta, Juçara Freire. Tenho uma canção com Lula Barbosa, mas não foi gravada.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Zé Luiz Rodovalho: Juçara Freire, Felipe Bedetti, Mila Bonin, Aureluce Santos, Iaponira Reis. São os principais.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Zé Luiz Rodovalho: O contra é a parte financeira. Não é barato produzir um CD, um videoclipe… Nem sempre se tem condições de lançar tudo o que se produz. A vantagem é a liberdade de se fazer exatamente o que você quer e como você quer.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Zé Luiz Rodovalho: Desde o segundo semestre de 2018 meu foco é Canal do youtube, “Composição Sem Limites”. Lanço vídeo todas as quartas – feiras. Ministro Palestras e Oficinas de Criação Poético-Literária e Iniciação à Composição Musical. O “CSL” é um meio para eu fechar essas palestras. Para 2019 o plano é consolidar o canal e poder fazer muitas palestras e oficinas. Em 2019, também, vou lançar meu primeiro videoclipe. Tenho alguns vídeos em estúdio, mas não um videoclipe. Os shows também seguem acontecendo, e os Festivais de Música também estão sempre aí.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Zé Luiz Rodovalho: A mais forte nesse momento é o canal “CSL – Composição Sem Limites”. Tenho o meu canal Zé Luiz Rodovalho, também, direcionado para minhas composições. Participo de sarau, eventos culturais, e tudo o que possa acrescentar.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Zé Luiz Rodovalho: Não prejudica. Atualmente é tudo pela internet. Não temos escolha. Ou nos utilizamos dela, ou estamos totalmente fora do mercado. A internet facilita contatos, divulgação, exposição… É a ferramenta do momento.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Zé Luiz Rodovalho: Creio que a praticidade, o barateamento de uma gravação, a liberdade de se fazer como quer. Não vejo muitas desvantagens.

19) RM : No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Zé Luiz Rodovalho: Música não é competição, nem pode ser. O mercado, sim, é competição. Mas creio que o mercado musical (e artístico, em geral) é um pouco diferente de mercado, mesmo, entende? A “concorrência” está ai. Os artistas estão produzindo, lançando. Cada um buscando seu lugar ao sol. Isso é ótimo. Há muita troca positiva. Eu busco encontrar meu público, me comunicar com ele, permitir que as novidades cheguem a ele. Acho que esse é o meu caminho.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Zé Luiz Rodovalho: O cenário musical brasileiro é riquíssimo. Eu considero a Música Brasileira (e tudo o que a envolve) a melhor do mundo. Em qualidade de produtores, arranjadores, instrumentistas, compositores… Há muita gente boa que não tem espaço na mídia. Sempre foi e sempre será assim. Então, infelizmente, deixamos de conhecer grandes talentos. Eu vejo o cenário musical atual muito qualificado. Claro que há muita música midiática, mas é questão de filtrar e de pesquisar. Acho que o Hip Hop vem ganhando muita força. Hoje é a voz da periferia; é quem narra a realidade dura do nosso país. Considero grandes revelações: Criolo, Felipe Catto, Rubi, Yamandú Costa, Lenine, Zeca Baleiro, Chico Cesar dentre tantos outros. Acho que os grandes monstros sagrados permaneceram. Chico Buarque, Gilberto Gil, Paulo César Pinheiro, João Bosco. Não vejo alguém que regrediu. Talvez alguns tenham perdido um pouco de espaço na grande mídia, mas não creio que por queda de qualidade.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Zé Luiz Rodovalho: Chico Buarque, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Yamandú Costa, Maria Bethânia, Lenine, Nelson Faria, Kiko Freitas. São muitos. Muita gente muito competente e esbanjando talento.

22) RM : Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Zé Luiz Rodovalho: Tem algumas histórias, né. Tem aquelas frases que todo músico detesta ouvir: “Você trabalha ou só toca?”. Tem alguns locais que não dão condição adequada de trabalho, o músico fica encurralado num cantinho qualquer. Tem bares e restaurantes cuja cozinha fica perto do músico, e cada suco de laranja no liquidificador é uma tortura. Já toquei na frente do espaço Kids de um restaurante (imagina a algazarra das crianças…). Toquei em cantina de colégio. E teve uma noite que toquei num Bar. Eu era casado, minha então esposa estava lá, e de repente chegou uma ex namorada. Elas não se conheciam. A ex namorada sentou na mesa da frente, e ficou enviando bilhete com pedido de música. Foi muito tenso! A noite não acabava nunca! Mas no final deu tudo certo. Ah, já engoli uma abelha enquanto cantava, também. Tem outras histórias, mas não da pra relatar todas. É muita coisa.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Zé Luiz Rodovalho: O que me deixa mais feliz é o reconhecimento e mais triste a falta dele. Ter o trabalho reconhecido, compreendido, é muito gratificante. A pessoa saber e entender o quanto nossa carreira musical exige de nós e valorizar isso. O inverso é o que me deixa triste. O desprezo. Muita gente ainda não vê arte como profissão. Acho que isso é um pouco consequência desse mundo capitalista, materialista e consumista em que vivemos. Status, bem material, o Ter… Isso é o que importa.

24) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora.

Zé Luiz Rodovalho: Hoje moro em Boituva (SP). Uma cidade pequena do interior de São Paulo. Adoro aqui. Gosto de cidade pequena e pacata. Mas tem algumas desvantagens e o cenário musical é uma delas. Há boas escolas de música, bons músicos. Há eventos na praça, aniversário da cidade, Eventos de Natal, Festival de Inverno. Esses eventos são importantes, enriquecem a cidade, e nos podemos tocar e apresentar nosso trabalho. No entanto faltam bares e restaurantes com música ao vivo. Não temos teatros. Enfim, há muito ainda para se fazer.

25) RM : Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Zé Luiz Rodovalho: Grupo Lira (vocal), Alterna Trio, Arthur Hofman, Banda Supra-sumo.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios sem o pagamento do jabá?

Zé Luiz Rodovalho: Sim. Tenho músicas tocando na Rádio Cultura FM de Amparo (SP), Rádio Educativa de Campinas (SP), Rádio de Valinhos (SP), Rádio Noroeste (SP)… Nunca paguei para tocar as minhas músicas na programação das rádios (jabá). Se quisermos alguma rádio mais pop, é difícil escapar do jabá.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Zé Luiz Rodovalho: Há que ter alma de artista. Vejo muita gente que busca “sucesso”. Que busca a grande mídia, pompas… Ser artista é muito mais do que isso. E quem entra nessa vida focando em “sucesso” e na grande mídia, provavelmente vai se frustrar. Então não se pode iludir. A realidade é muito mais dura e fria. Mas se a pessoa entende isso, e convive bem com isso, certamente colherá bons frutos e terá muitas alegrias e emoções.

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Zé Luiz Rodovalho: Acho que os Festivais de Música são o que temos de mais democrático na Música Brasileira atualmente. Eu gosto muito. Talvez possa melhorar a infraestrutura de alguns. Acho que faltam mais Festivais de Música. Tatuí (SP) tem o consagrado conservatório e não tem Festival de Música. Campinas (SP) tem a Faculdade de Música da Unicamp e não tem Festival de Música. Não me faz sentido.

29) RM : Na sua opinião, hoje os Festivais de Música revela novos talentos?

Zé Luiz Rodovalho: Sim. Revela bons talentos, dá espaço, oportunidades. Mas essa visibilidade é só vista pelo público que acompanha. Infelizmente, nós, brasileiros, ainda não temos costume de pesquisar, de buscar novidade, de estudar, de checar informações. Veja a quantidade de fake News que circula diariamente nas redes sociais. Até o presidente se utiliza disso! Falta pesquisar. Falta buscar o novo. O público dos Festivais de Música tem esse perfil “investigativo”.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Zé Luiz Rodovalho: Péssima. A grande mídia impõe o que devemos escutar. E, não temos a cultura de pesquisar e de questionar, aceitamos e engolimos. Não vejo problema em música comercial descartável nos programas de TV de grande audiência. O problema é focar exclusivamente nesse nicho e não dar espaço para outros ritmos musicais e artistas.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Zé Luiz Rodovalho: Acho que são o que há de melhor para a música. Esses espaços revelaram muita gente boa. Hoje diminuiu esse perfil de revelação, mas ainda é importantíssimo. Bons shows, preços bons, boas estruturas. Só gostaria que voltasse a ter esse caráter de revelar, de dar espaço para quem ainda não está no circuito. Espero que o novo governo não acabe com isso tudo.

32) RM: O circuito de Bar ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Zé Luiz Rodovalho: Não, se compararmos aos anos 80 e 90. Antigamente as pessoas ligavam para os Bares para perguntar se tinha música ao vivo. Hoje ligam para perguntar se tem espaço Kids. A cultura de sair à noite para ouvir uma boa música vem acabando. Os Bares não têm dinheiro para um cachê justo. Muitas vezes o músico tem que tocar por couvert artístico, correndo o risco de sair do Bar com 20 reais no bolso.

33) RM: Quais os seus projetos futuros?

Zé Luiz Rodovalho: Potencializar e consolidar o canal “CSL – Composição Sem Limites”; levar minhas palestras e oficinas para muitos lugares; lançar meu videoclipe; seguir compondo muito; participar de Festivais de Música com mais frequência.

34) RM : Quais seus contatos para show e para os fãs?

Zé Luiz Rodovalho: www.zeluizrodovalho.com.br | [email protected] | (19) 98282 – 4433 | canal do youtube: “Composição Sem Limites” | Fan Page: Composição Sem Limites | Fan Page: Zé Luiz Rodovalho

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.