Vell Rangel

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O cantor e compositor Vell Rangel,  nos 17 anos de carreira, já se apresentou em vários palcos importantes do Rio de Janeiro e do Brasil: City Bank hall, Bar Opinião, Fundição Progresso.

Com três discos lançados e finalizando o quarto disco, sendo acompanhado por excelentes músicos do cenário reggae, exemplo, um dos maiores tecladistas de reggae do Brasil: João Fera, da banda Paralamas do Sucesso. E já dividiu o palco: Cidade Negra, Edson Gomes, Seu Jorge, Tribo de Jah e a banda legendária The Waillers. Seus discos agradam os amantes da boa música. Gravou uma versão Wait in Vain, de Bob Marley, no qual cantou juntamente com Alexandre Carlo da Natiruts. Alexandre vai fazer uma participação no quarto disco do Rangel, que também terá a participação do cantor e compositor Edu Ribeiro.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Vell Rangel para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 15.08.2016:

01) RitmoMelodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Vell Rangel: Eu nasci em Prado – Alagoas no dia 01.06.1967 e eu quando tinha três anos de idade a minha família mudou para o Rio de Janeiro, bairro Realengo. Meu nome é Everaldo Francisco Santos da Silva e seria Roberto Carlos em homenagem ao Rei, mas meu pai mudou na hora do registro. E meu pseudônimo, VELL RANGEL, surgiu nos anos 90.

02) RM: Conte como foi o seu primeiro contato com a música.

Vell Rangel: Meu contato foi quando eu tinha 18 anos de idade, com o Violão que meu irmão mais velho, havia pegado na igreja Católica e eu acabei aprendendo sozinho.

03) RM: Qual a sua formação musical e acadêmica fora música?

Vell Rangel: Eu estudei até o ensino médio completo e cheguei em 2011 a entrar na faculdade de música e tecnologia, mas não pude dar sequência, por outros motivos. Mas a noite em bares foi minha escola.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Vell Rangel: As minhas influências musicais foram vários cantores da MPB: Roberto Carlos, Cassiano, Maria Bethânia, Gilberto Gil e vários outros nacionais e internacionais, como Stevie Wonder, James Brown, Jackson Five, Janis Joplin e vários outros dos anos 80. Nenhum deles deixaram de ter importância.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Vell Rangel: Eu comecei a minha carreira musical, cantando em Bares, principalmente no bairro Realengo no Rio de Janeiro, aonde fui criado. Isso foi por volta de 1992.

06) RM: Quantos discos lançados e quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram das gravações)? Qual o perfil musical de cada álbum? E quais as músicas que caíram no gosto do seu público?

Vell Rangel: Eu já gravei 3 CDs: O primeiro foi lançado em 1999, que teve a música: “A luta Continua” que mais se destacou, regravada pela banda baiana  O Cativeiro, do guitarrista Nilson Nascimento. Nesse CD contou com os músicos: Sidão Santos – Contrabaixo, hoje, ele toca com Seu Jorge: Cláudio Costa – Guitarrista; Gláucio Martins – Saxofone e o baterista Jahir Soares, baterista que já tocou com Edson Gomes. O segundo CD foi lançado em 2005, gravado com João Matias – Teclado; Leonardo Luz – Baterista; Gisele Lima e Sara Nascimento – Backing vocal; Wellington Coelho – percussionista do grupo  “Farofa Carioca. A música “Vem Nega” é a que mais se destacou e foi regravada por Paulo Da Ghama, ex guitarrista do Cidade Negra. E no final de 2015 lancei o CD – “SEM DESTINO”. Que teve a participação de João Fera, Tecladista dos Paralamas do Sucesso; o do baterista Mister; o do baixista Rogério Califrer e em uma faixa, o baixista Artur Silva da banda Rústica Face; Gisele Lima e Márcia Leoa – Backing vocal; Sérgio Sampaio e Jony Bastos – Guitarra. Nesse CD várias canções caíram no gosto dos meus fãs, entre elas: “Sem Destino” e “Correntes Mentais”.

07) RM: Como você define o seu estilo musical dentro da cena reggae?

 Vell Rangel: Defino meu estilo como reggae Brasileiro.

08) RM: Como você se define como cantor/intérprete?

Vell Rangel: Sou cantor e intérprete.

09) RM: Quais os cantores e cantoras que você admira?

 Vell Rangel: Estrangeiro, eu gosto muito da voz do Alton Ellis. E no Brasil, do cantor e compositor Ras Bernardo e de Maria Bethânia.

10) RM: Quem são seus parceiros de composições?

 Vell Rangel: Sou compositor de todas minhas canções. Mas tenho uma canção em parceria com Gabriel Moura.

11) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Vell Rangel: Já trabalhei com empresário, mas não fluiu como eu queria. Independente eu cuido melhor. Mas, me sufoca um pouco, pois fica muito correria, e isso é uma questão que dificulta.

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver sua carreira?

Vell Rangel: Divulgou pela internet e vendo meus CDs nas ruas, faço contato com as casas de shows.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?

Vell Rangel: A internet me ajuda muito, pois várias RádioWeb, tocam meus reggae. Mas o que é difícil é recolher direitos autorais, mesmo filiado ao ECAD – Escritório de Arrecadação de Direitos Autorais.

14) RM: Como você analisa o cenário reggae brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Vell Rangel: O cenário cresceu muito, existem muitas bandas boas e fracas, digo fracas no sentido melodias pobres. Reparo atualmente, vejo muita gente fazendo reggae por moda, não consistente. As bandas boas têm harmonias mais rica e com mais profundidade no conteúdo das letras. As bandas boas são mais fortes em arranjo e melodia.

15) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (Home Studio)? 

Vell Rangel: As vantagens no home estúdio é que você gasta menos, mas nem sempre tira um bom som, como em um estúdio de grande porte.

16) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Vell Rangel: Para mim se destaca o Alexandre Carlo do Natiruts.

17) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Vell Rangel: Só em Petrópolis no Rio de Janeiro, tive um desconforto por causa de uma briga generalizada do público embriagado. Outras ocasiões não as tive.

18) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Vell Rangel: A carreira musical é uma faca de dois gumes, o país não tem um plano cultural voltado para quem quer mostrar seu trabalho artístico, como nós anos 70, que tínhamos grandes Festivais de Música. Resumindo, falta apoio cultural aos iniciantes e não renomados.

19) RM: Nos apresente a cena musical na cidade que você mora?

Vell Rangel: No Rio de Janeiro a cena já foi boa até 2005, tinha mais espaços culturais. Hoje a cena é péssima.

20) RM: Quais os músicos ou/e bandas que você recomenda ouvir?

Vell Rangel: No Brasil Edson Gomes e estrangeiro Alton Ellis.

21) RM: Quais os cantores e cantoras que gravaram as suas canções?

 Vell Rangel: Já regravou minhas músicas Banda O Cativeiro, Paulo Da Ghama e gravou comigo o Alexandre Carlo do Natiruts, uma versão de Bob Marley.

22) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Vell Rangel: Não, infelizmente, o Brasil é o país do jabá (música só toca nas rádios e TV se pagar).

23) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Vell Rangel: Não acredite que vai viver só de música, mas se a música for a sua escolha faça um curso de música em uma Faculdade de Música. Talvez até seguir uma carreira militar como músico, garantindo a sobrevivência e podendo trilhar com calma uma carreira artística, se quiser.

24) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com o uso da maconha?

Vell Rangel: Essa relação, equivocada, é determinante para o não investimento pelo poder público no gênero reggae e pela falta de espaço nos programas de Televisão.

25) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com a religião Rastafári?

Vell Rangel: No Brasil é muito difícil seguir a religião Rastafári, mesmo alguns dizendo serem adeptos, só na teoria, por que na prática, só a “capa”. Eu mesmo não sigo nenhuma religião, tenho comigo o entendimento do universo e do amor humano.

26) RM: Você por usar os cabelos dreadlock. Não é adepto a religião Rastafári?

Vell Rangel: Uso Dreadlock há 20 anos, como já tive o cabelo BLACK POWER, como na época do Soul. Mas não sou adepto a religião Rastafári.

27) RM: Os adeptos a religião Rastafári afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como você analisa essa afirmação?

Vell Rangel: Quem usa Dreadlock ou é adepto ao Rastafári, não é melhor que ninguém, eles apenas seguem alguns princípios. Agora o reggae verdadeiro é aquele que falamos como vida e sentimento.

28) RM: Na sua opinião porque o reggae no Brasil não tem o mesmo prestigio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Vell Rangel: O reggae no Brasil, se divide, de um lado o pouco espaço na grande mídia e do outro lado a qualidade musical.

29) RM: Quais os prós e contras de usar o Riddim como base instrumental?

Vell Rangel: Eu acho por um lado que dá emprego para vários profissionais e por outro ofusca as bandas, pois ser músico é muita responsabilidade. Instrumentos, ensaios e estudos nas melodias. É como se as máquinas aniquilassem a mão de obra.

30) RM: Você faz a sua letra em cima de um Riddim já conhecido usando uma linha melódica diferente?

Vell Rangel: Não, nunca fiz essa experiência, gosto de fazer os arranjos, aliás recebê-los.

31) RM: Quais os prós e contras de fazer show usando o formato Sound System (base instrumental sem voz)?

Vell Rangel: Eu não curto, gosto mais de valorizar músicos e a emoção no momento.

32) RM: Qual seu contato pessoal e profissional com Dionorina?

Vell Rangel: Tive contato com Dionorina no palco, tive a felicidade de fazer guitarra base para ele, em um show meu e de Ras Bernardo.

33) RM: Quais os seus projetos futuros?

Vell Rangel: Estou começando a gravar meu quarto disco com a participação de dois grandes nomes do reggae nacional, Edu Ribeiro e Alexandre Carlo, ambos cantando minhas composições.

34) RM: Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Vell Rangel: (21) 9.9915 – 7691  |  [email protected] | www.facebook.com/vellrangel


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.