Toninho Borbo

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Toninho Borbo
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O cantor, compositor e violonista paraibano Toninho Borbo nasceu em Campina Grande. Teve o inicio da sua história musical no FESTIMUSI. Festival realizado em Campina Grande na década de 1990.

Em 2001 realiza o seu primeiro show – Razão Profana, no 26° Festival de Inverno de Campina Grande. Gravou em 2003 seu primeiro CD – Do Beco ao Eco.A cena musical local acorda para o nascimento da mistura temperada de Chico CésarLenineGonzaguinha e outros ácidos e irreverentes artistas da MPB. O que salva este músico e compositor de criatividade fértil a naufragar nas comparações é sua voz singular. Ele já marcou presença em vários Festivais de Inverno e Bienais de arte e cultura pelo país. Em 2007 lança o CD – PARA FINS DE MERCADO, pelo Fundo Municipal de Incentivo a Cultura, com muito boa aceitação da crítica. O álbum levou Toninho a fazer turnê de ocupações das salas dos Centros Culturais Banco do Nordeste no interior da Paraíba e Ceará em maio de 2008 e no mesmo ano a Feira de Música de Fortaleza – CE. O novo show EXPERIMENTAL SAMBA GROOVE com o parceiro sound system – beatmaker e MCFhz0(www.myspace.com/frequenciazer0). Este recente trabalho é o somatório de toda a trajetória deste artista que faz a liga do talento a liberdade de experimentar unindo música eletrônica com MPB. “A ideia é estar sempre grooviando as possibilidades na tentativa de apontar novos caminhos”, diz Toninho.

Toninho Borbo é um “fantoche”, como se auto-intitula, da cidade que nasceu e desenvolver sua carreira musical. A mais populosa cidade do interior da Paraíbae do NordesteCampina não traz à toa o Grande no nome. Rival histórica da capital João Pessoa nas áreas: futebolística, política, econômica, do comércio, da cultura e musical. Conhecida por fazer o Maior São João do Mundo, ou seja, tendo o forró como rei musical. Tem ar e soberba de embrião de metrópole. Com universidades públicas conceituadas. Pensa e sonha como cidade grande. Além do Forró, tem a MPB, o rock e RAP correndo nas veias. Como cidade grande todos os gêneros vivem em relativa ou cordial harmonia. Se alfinetando nos bastidores e mudando de calçada quando possível. Tem pessoas que saem do interior pra viver na metrópole e outras fazem do seu interior sua metrópole. Toninho reflete na sua obra esta sopa de ritmos. Um brejeiro com o pé no mundo. Um mercador de canções antenadas com tendências locais e mundiais. Do Acústico ao Eletrônico. Da MPB a Embolada. Do Coco ao Rap. Campina Grande é terra fecunda também para uma cena musical antenada com a urbanidade e modernidade sem perder o elo com a raiz regional.

Nesta entrevista exclusiva para a  em 01/09/2010. Veja o que pensa e faz musicalmente este provinciano cosmopolita da Serra da Borborema:

1) Ritmo Melodia – Qual sua data de nascimento, sua cidade natal e seu nome de batismo?

Toninho Borbo – Meu nome de batismo é Wilton Felipe de Oliveira, nasci em 25 de novembro de 1978 em Campina Grande-PB.

2) RM – Fale do seu primeiro contato com a música?

TB – Minha família possui pessoas envolvidas com música ou que tocavam algum instrumento musical. Meu pai toca violão e teclado. Ele foi responsável pelo meu primeiro contato com o violão. Minha mãe me educou deixando exalar visivelmente o gosto musical dos anos 60 e 70. Lembro que na minha casa e na dos meus parentes nos domingos tinha-se o hábito de ouvir música. Neste período recordo de um tio meu, muito fã do Chico Buarque, nos fazia escutá-lo das 8h00 às 15h00. Outras vezes era Nara Leão. Tenho outro tio que é instrumentista, toca violão e mora em Natal-RN. Ele também fez parte das minhas primeiras impressões musicais.

Outro momento importante foi em 1993, quando meu pai me apresentou um violão emprestado. Dois amigos, sabendo do fato, me convidam a ter aulas teóricas de iniciação harmônica. Surgiu, então, o contato com a Bossa Nova. Mas o meu primeiro contato com a música que me abalou decisivamente no sentido de definir o que eu queria ser dali pra frente foi em um show do Caetano Veloso. Que assisti na casa de uma grande amiga chamada Adelaide. Isso contribuiu muito na decisão de ser artista. Na verdade tive vários contatos, mas os citados aqui foram os mais importantes e os que mais marcaram.

3) RM – Qual sua formação musical e/ou acadêmica (Teórica)?

TB – Eu fiz um curso para iniciantes com amigos e ali tive minhas primeiras noções teóricas de harmonia. E a Bossa Nova era a música de pano de fundo daquela época (1993). Foi muito importante, apesar de notar uma distância entre o que eu consumia enquanto aluno e aprendiz de violão e o que estava sendo produzido na música brasileira naquele momento. Outro curso que fiz, mas não conclui, foi o de Ciências Sociais, na UFCG. Os embasamentos teóricos da antropologia são inerentes às minhas composições até hoje devido a esta passagem pela faculdade.

4) RM – Quais suas influências musicais no passado e no presente?

TB – No início Tom Jobim, João Gilberto, Vinícius de Morais, Chico Buarque foram os primeiros artistas que possibilitaram um maior envolvimento com a música. Depois surgiram o Caetano Veloso e o Gilberto Gil com uma música libertária de cunho político ideológico. Tenho também afinidades com Led Zeppelin.

5) RM – Quando, como e onde  você começou sua carreira profissional?

TB – Em 2003, com o CD – DO BECO AO ECO. Este trabalho me deu notoriedade em Campina Grande – PB. E consegui lançá-lo no teatro Municipal Severino Cabral de maneira independente, apenas com o apoio do comércio local e das universidades.

6) RM – Fale do seu primeiro CD(músicos que participaram nas gravações). Qual o perfil musical do CD? E quais as músicas que mais agradou seu público?

TB – Em 2003 lancei o CD – DO BECO AO ECO. Foi uma experiência muito legal. Naquela época eu ainda era aluno de Sociologia. E foi um momento extremamente rico de fontes pra compor e entrosamentos pra trabalhar com música. Participaram comigo neste trabalho o baterista Tiago, o baixista Fábio Alves (da banda Aerotrio) e o guitarrista Michel Lima (da banda Casa Verde). O grupo era chamado Toninho Borbo & Quebra Quilos. O perfil musical deste CD é uma mistura de rock e MPB. A parte textual falava de conflitos sociais e até de relacionamentos. Sempre gostei de lidar com filosofia nas letras e esse trabalho é assim. Muitos não entenderam, visto que a música consumida na época, como agora mais ainda, era de mais fácil compreensão, falando de temas banais e até pornográficos.

7) RM – Fale do CD – Para fins de mercado. Que pelo título busca uma reflexão social. Você acredita ser possível fazer arte com consciência política e social?

TB – Uma vez conversando com um amigo sociólogo, Demétrio Gamboa, ele deu uma definição bastante interessante para a música Para Fins de Mercado.Demétrio falou que a música era uma grande ironia à condição de vida da nossa sociedade mundial, retratada no refrão “eu não quero emprego”. Na verdade o que eu quis fazer era uma letra que apontasse isso mesmo. Só que eu não tive a intenção de transformar a letra em uma bandeira para trazer à tona uma reflexão. Ali está na sua essência uma construção literária sem pretensão aparente de ser uma coisa teórica e acadêmica. Em relação à possibilidade de se fazer arte com consciência política, creio que toda manifestação artística é, em sua essência, uma manifestação de posicionamento político. O homem é um ser político e tudo o que ele constrói fica impregnado disso.

8) RM – E como o público e a crítica especializada está analisando essa sua opção artística?

TB – Em 2008, o jornalista e editor do caderno Vida e Arte do Jornal da ParaíbaAndré Cananéa, fez uma crítica especializada sobre o CD – Para fins de mercado. Como foi a primeira, me senti muito prestigiado, de alguém que entende de música falar tão bem do meu trabalho. Ele descreveu o som como uma “mistura da cultura roots com uma linguagem sofisticada das grandes cidades”. Acho que foi isso que eu quis fazer com as músicas do PFM e alguém notou.

9) RM – Como você define seu estilo musical?

TB – Música popular brasileira!

10) RM – Por que você, ao contrário dos músicos locais, optou por uma sonoridade urbana? E como você analisa seus contemporâneos fazendo releituras ou fusão de ritmos regionais com urbanos?

TB – Fui um cara que nasceu e cresceu em Campina Grande. Uma cidade do interior da Paraíba que tem cara de cidade grande devido a sua diversidade cultural. Sou o fantoche simbólico desta cidade. Tenho um trabalho com cara de moderno porque a MPB precisa se reinventar. E eu gosto de estar antenado com as novidades. Não discriminando o forró, até porque estou usando um set de coco no meu novo show, mas procuro escutar sons diferentes. Na internet gosto de pesquisar mais e ouvir muita música e a sacar as tendências. E fugir um pouco delas, para poder embasar meu trabalho por um caminho diferente, mas sempre o mais profissional possível. Se você perceber bem, todo mundo hoje em dia trabalha isso, de colocar elementos modernos, novas timbragens nos sons, justamente na procura da arte perfeita. Com relação aos meus contemporâneos, quando isso acontece de misturar música regional e urbana, analiso com bastante naturalidade. Tenho considerado um gesto bastante recorrente a ideia de mistura. Eu também faço isso, só não sei se é com a competência dos contemporâneos.

11) RM – O público europeu vem consumindo o produto musical regional. Como você analisa esse consumo? E até que ponto é um consumo pelo estereótipo exótico da música regional?

TB – Eu creio que a música regional brasileira sempre foi consumida pelos europeus. Grandes artistas nordestinos como Chico César, Sivuca, Dominguinhos e tantos outros passaram pelos festivais europeus. No que se refere à música independente, eu tenho a impressão que o mercado europeu absorveu o que tava acontecendo de novo aqui no Brasil. Isso que eu chamo de novo é a música produzida no Nordeste. E especificamente em Pernambuco e na Paraíba.

O que se revelou fascinante aos olhos dos gringos é a união entre a música tribal e a música eletrônica, chamada world music. Que era, exemplificando, a localidade cultural da realidade musical específica no tapete voador da manifestação da música eletrônica, recorrente mundialmente. Muitas críticas dizem que este consumo é alienado numa suposta condição estereotipada da música regional, mas não vejo por aí. Quando se fala de um consumo partindo desta premissa, descredencio na mesma hora. É um pensamento eunuco achar que o europeu consome o que a gente faz por questão de estereótipo. Consome por que a gente faz uma música de muita qualidade e rica em símbolos dos mais diversos. E a Paraíba está lá mais do que nunca.

Em 2010 saiu à primeira coletânea – Brazil More Than Samba, produzido por Arthur Pessoa, com 10 músicas de músicos da Paraíba para o Exterior. Este CD passou pelas feiras da França (Midem), Argentina (Bafim) e Dinamarca (Womex). O disco foi bancado com recursos do Fundo de Incentivo à Cultura (Fic)Augusto dos Anjos. Graças a este intercâmbio profissional e pioneiro, já tem gente nesses países ouvindo uma música minha (Ser humano) e dos outro nove músicos e mais contatos poderão surgir.

12) RM – Como é seu processo de compor?

TB – Meu processo criativo é livre. Toda noite eu viro sentinela da minha labuta. Às vezes tenho uma sequencia harmônica no violão e depois faço a letra. Outras vezes tenho a letra e componho a melodia. É bem livre.

13) RM – Quais são seus principais parceiros musicais?

TB – No primeiro CD tive a oportunidade de compor junto com Alê Maia a música Circulador NoturnoAlê Maia é o compositor da música premiada peloQuiquito de Ouro 2002, “Dia de São José”, gravada pela Cabruêra no seu primeiro CD. No segundo CD, devido ao tamanho reduzido com cinco faixas (EP), só gravei minhas músicas. Já no terceiro CD – Para Fins de Mercado, agrupei vários amigos que estão atuando na Paraíba, como Tone Ely, Fábio Alves, Baixinho do Pandeiro, Robson Bass, Giordano Frag, Arthur Pessoa, Pierre Maciel e gravamos A Cena, no intuito de deixar registrada essa parceria de vários amigos de uma mesma cena musical. Agora com o novo trabalho EXPERIMENTAL SAMBA GROOVE, musiquei um trecho da peça A feira da dramaturgaLourdes Ramalho, que é do Rio Grande do Norte, mas mora em Campina Grande há décadas. Nesse mesmo trabalho realizo uma parceria com o DJ fHz0(Frequência Zero). Ele está fazendo toda a parte da criação dos beats, colagens, vinhetas, loops e samples.

14) RM – Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

TB – A boa de ser independente é a liberdade de criação associada ao domínio quase que total da sua obra. Você é quem diz como deve ser isso ou aquilo no seu trabalho. O complicado é a falta de sustentabilidade e continuidade dos trabalhos artísticos no Brasil. A produção da música independente brasileira é bem maior que as iniciativas destinadas ao setor para fazer esses produtos circularem, serem consumidos. Hoje existem vários festivais, convenções nacionais e internacionais para ajudar no desenvolvimento econômico do setor. Uma coisa é certa, se exige muito o profissionalismo dos artistas independentes e os que conseguem se destacar está realmente qualificado para formar públicos.

15) RM – Como você analisa o cenário musical brasileiro? Em sua opinião quais foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

TB – O cenário Brasileiro é rico. Isso é uma coisa inconteste. Existem vários artistas de grandes talentos e outros de não muito grande talento. O Brasil desfruta de um respeito grande no cenário internacional. Com relação a quem permaneceu com obras consistentes ou não cabe ao crítico de música responder. Por que sou artista e posso fazer um disco bom ou ruim, dependendo do momento. Acho que não existe regressão. Existe um momento para cada trabalho e uns são melhores que outros em determinadas épocas. Mas tudo é reversível, cabe ao músico está se ressiginificando ou não.

16) RM – Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

TB – Primeiro temos que identificar este público. Se for o público que assiste à novela das oito, eu posso citar vários artistas. Em detrimento disto posso citar vários artistas da música independente que são profissionais da mesma forma dos “grandes artistas” midiáticos. Mas, como você se refere à artista conhecido do público que ouve música, posso citar Chico César, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Lenine e tantos outros que saíram dos seus Estados e conseguiram se colocar de forma incontestavelmente profissional.

17) RM – Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosto, cantar e não receber, ser cantado e etc.)?

TB – Já passei por algumas. Normal. Uma vez fomos convidados para tocar em um evento em Recife chamado ENCONTRO DA JUVENTUDE DO NORDESTE. No final do show, os alojamentos estavam todos lotados e o lugar onde a gente ia dormir não cabia mais ninguém. Tivemos que dormir numa escola municipal dentro de uma comunidade periférica. Mas nada de mais aconteceu. Foi apenas uma experiência de carreira. Outra vez fomos tocar no Rio de Janeiro. Pousamos no aeroporto Tom Jobim numa sexta-feira tarde da noite, a produção já nos esperava. Pegamos a Van e, por falta de comunicação da coordenação do evento com o motorista, ficamos na porta da Fundição Progresso por quase uma hora com todos os instrumentos na calçada. Depois de um tempão encontramos nosso parceiro de produção que nos tirou do assombro.

18) RM – O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

TB – Considero o que eu faço como um estado de glória. Música pra mim só traz felicidade. Não tenho tristeza com relação ao que eu faço. Vou fazendo.

19) RM – Nos apresente a cena musical paraibana e campinense?

TB – A cena paraibana é forte. Temos Cabruêra, Chico Correa e Electronic Band, Aerotrio, Escurinho, Burro Morto, Seu Pereira e o Coletivo 401, Tocaia da Paraíba, Oxent Groove, Projeto Binário, Benedito do Rojão, Biliu de Campina, Sexo on the Beach, A valsa de Moly e tantos outros que se eu for citar aqui vai à página toda.

20) RM – Na sua opinião existe uma música genuinamente paraibana?

TB – Daria uma discussão filosófica sobre o que é ser genuíno. Considero o território da música o universo em sua infinitude. Mas territorializando a música, acho que, os que fizeram daqui o chão do seu início de carreira e os que estão por aqui ainda, fazem algo com uma expressão típica do povo paraibano. Apesar de termos sempre a ideia de que a Paraíba é a “terra do forró”, a música atual que tem surgido cada vez mais forte e se destacado lá fora é a urbana.

21) RM – Na sua opinião Pernambuco, especificamente Recife, continua sendo o celeiro musical nordestino de vanguarda?

TB – A vanguarda está em todo o Brasil. Recife é a expressão deste Brasil, assim como todos os estados do Nordeste. Acredito que três Estados estão com sonoridades ricas ultimamente. Além de Pernambuco, seria a Paraíba e o Rio Grande do Norte, que lançou recentemente a black music da Orquestra Boca Seca, o rock pop teen de Os Bonnies, o rockreggaeska do Camarones Orquestra Guitarrística e a preferida de dub e drum and bass Dusouto.

22) RM – Como você analisa a importância das leis de incentivo à cultura direcionada à música?

TB – Hoje se fala sobre a economia da cultura. Diante da falta de cultura de se investir em Cultura, o Estado termina por dá a sua contribuição. Considero as Leis de incentivo um apoio do governo a um setor que vem se desenvolvendo. Ou seja, é legal, mas não deve ficar só nisso. Temos competências para fechar parcerias com o comércio e a indústria e realizar as ações de cultura. No caso do músico, se prender só a editais é arriscado, pois passa por júris dos mais distintos. O melhor é consolidar a carreira de várias maneiras, inclusive a mais comum, que é a de fazer shows nacionais e internacionais.

23) RM – Você acredita que sua música vai tocar nas rádios sem o jabá?

TB – Não acredito. E com o jabá acredito muito menos(risos)

24) RM – O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

TB – Tenha atitude! Trate as pedras com sabedoria.

25) RM – Quais os projetos futuros?

TB – Estamos finalizando o EXPERIMENTAL SAMBA GROOVE. Quem quiser ouvir já tem uma mostra no meu www.myspace.com/toninhoborbo. Quero gravar um CD e um DVD com este show. Mas o CD – Para fins de mercado ainda está rendendo bons frutos. Apesar das novidades com o Experimental. Vou assinar o contrato de fonogramas do PFM com a Pimba Records, da Dubas – do Rio de Janeiro. É um passo pra fora do mercado independente, mas ainda não completamente, pois continuarei montando minha agenda de shows.

Contato: www.myspace.com/toninhoborbo

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.